Diabolik Lovers - União de Sangue
11 Capítulo 11: Troca
Completara duas semanas desde o começo do caso de Laito e Rin. E ao contrário das primeiras semanas em que Rin não se divertiu em nada, agora ela sabia o que havia perdido durante todo aquele tempo.
Os encontros às escondidas eram diários. Em casa, no colégio, na floresta, no lago. Laito a visitava em seu quarto, mordendo-a quantas vezes desejasse e às vezes a surpreendia no corredor, levando-a até seu quarto. No colégio, encontravam-se no terraço ou em alguma sala vazia. Rin prontamente sorria de maneira maliciosa ao vê-lo, pois queria dizer apenas uma coisa: ela sentiria prazer. Beijavam-se por alguns minutos, porém sempre terminava da mesma forma. Laito a mordia.
Entretanto, o tempo passava a cada dia e ambos queriam mais que apenas beijos e mordidas. E é o que acontecia naquele momento, no quarto cor de carmim de Rin. Enquanto se beijavam e Laito frequentemente lambia seu pescoço, ele tentava tirar sua blusa, abaixando as alças.
— Laito! – exclamou, empurrando-o para a cama e se sentando, ajeitando a alça – Não faça isso.
— Ah... – cantarolou ele de forma infantil – Mas você não vai se arrepender nem um pouquinho.
— Não.
— Ah, Rin-chan!
— Me chamar assim não vai funcionar. – ela cruzou os braços.
— Mas não estaríamos desprotegidos.
— Mas na noite de núpcias Ayato vai saber. Então, ou me morda ou saia.
Laito franziu as sobrancelhas, porém puxou-a e ficou sobre ela, que sorria enquanto ele a mordia.
Rin tinha certeza de que Ayato saberia que ela não era virgem na noite de núpcias, então não passava dos limites com Laito. Caso os dois fossem descobertos, algo com certeza aconteceria. E isso ela não permitiria. Rin gostava de Laito, porém seu futuro estava em primeiro lugar. Ela não o destruiria simplesmente por não conseguir se conter.
No dia seguinte, Rin estava no telhado. Pensava sobre como acabaria com seu caso com Laito quando o casamento chegasse. Provavelmente aconteceria após se formarem no colégio ou um pouco depois, ela não sabia. Mas precisava pensar logo.
Enquanto o fazia, avistou Kanato e Reiko caminhando pelo jardim. Sua atenção foi direcionada para eles, que estavam voltando para dentro da mansão por outro caminho. Ela desapareceu e reapareceu no jardim, passando a segui-los. Caminharam por um corredor e chegaram até uma porta dupla de madeira, onde Kanato as abriu e entrou com Reiko. Rin estranhou o lugar e ao se aproximar, espionou os dois. Era uma grande sala com várias bonecas de cera. Rin expressou olhar de tédio ao ver o lugar. Já sabia que Kanato era estranho, porém agora parecia ser mórbido.
Kanato e Reiko conversavam e em um dado momento ela falou sobre a importância de seu colar e o que ele significava para ela. Não disse o motivo, isso bastou para Rin tracejar um malicioso sorriso no rosto e sair dali. Foi para o seu quarto, guardando em sua mente o assunto do colar. Até o momento Reiko nunca a desafiara e nem nada do tipo, porém para ela era sempre bom ter algo para se usar num momento de necessidade.
Na aula daquele dia, o professor se atrasou. Rin inclinou a cabeça para cima, olhando o teto enquanto sentia aquele irritante tédio lhe consumir. Suspirou, impaciente. Mesmo não gostando da aula, se distraía com alguma coisa. Olhou para o lado e viu os meninos distraídos. Ayato dormia de cabeça baixa, Kanato brincava com o urso de pelúcia e Laito, ao vê-la olhando-o, umedeceu os lábios. Ela balançou a cabeça, sorrindo. Porém ao olhar para o outro lado, havia acabado de encontrar sua distração.
— Oi, Sora. – cantarolou de forma sedutora.
Ela a olhou, desviando o olhar em seguida.
— Ah, não fique assim. – disse Rin – Você sabe que somos amigas.
Sora a ignorou, porém Rin ainda a incomodava. Mana a ouviu e olhou-a, dizendo:
— Rin, pare de incomodá-la.
— E você? Já escreveu no diário hoje?
Mana franziu as sobrancelhas.
— Tudo bem, Mana. – disse Sora – Obrigada.
Ela voltou-se para o que fazia.
— Bem, então. – continuou Rin – Parou de ser mordida, Sora? Não vejo nenhuma marca.
— Ainda acho que isso não lhe diz respeito. É algo pessoal.
— Ah, conte. – cantarolou, semicerrando os olhos – Deve ser ótimo alguém sobre você... Mordendo-a e bebendo seu sangue enquanto você está apenas sendo usada, ouvindo-o emitir aquele... Gemido de prazer. – riu maldosamente.
Sora pegou suas coisas e levantou, saindo da sala. Mana franziu a testa, voltando-se para Rin, que gargalhava.
— Por que você precisa falar essas coisas dessa forma? – perguntou – Você tem algum problema?
— Ora, santa Mana. – desafiou-a – Você quem nunca foi mordida não sabe o que é prazer.
Mana estreitou o olhar, Rin mal sabia que ela já fora mordida por Reiji na semana anterior.
— E você por acaso sabe? – perguntou, voltando-se para Ayato em seguida – Ayato-kun. Ayato-kun! – chamou-o.
— O que? – ele resmungou, levantando a cabeça.
— Você já mordeu Rin?
— Não. E nem quero. – concluiu, voltando a dormir.
Mana voltou-se para Rin, que sorria maliciosamente.
— Está pondo as garras para fora, não é? – disse ela – Pelo visto não é tão santa assim. Ainda precisa da irmãzinha para protegê-la?
Laito a olhou pelo canto do olho, prestando atenção.
— Sei me defender. – disse Mana, deixando seus olhos vermelhos e intensos – Você age às escuras e mostra seu veneno de surpresa. Mas cuidado com quem está mexendo. Você pode se arrepender.
Rin semicerrou o olhar, sorrindo desafiadoramente. Laito apareceu na frente das duas, sorrindo e abrindo os braços.
— Ora, ora, meninas! – exclamou de forma infantil – Não precisam brigar. Brevemente seremos uma grande família! Então podemos começar agora e sermos amigos, né?
Rin o olhou de forma entediada enquanto Mana fechava os olhos calmamente, fazendo-os voltar a sua cor dourada original ao abri-los. Ela se levantou e disse:
— Rin não é o tipo de pessoa que parece ser capaz de conviver com outros. Então, prefiro não ser amiga dela.
Passou por ele e saiu da sala. Ayato levantou a cabeça e olhou com raiva para Rin, levantando e saindo.
— Que sensível. – disse Rin, achando graça.
Ao olhar para Laito, ele não sorria. Na verdade era inexpressivo naquele momento, porém de forma que Rin sentiu-se recriminada. E ela não gostou. No intervalo, foi para o terraço. Caminhava em direção a um dos bancos quando Laito a puxou e a pôs contra a parede, segurando-a pelos ombros.
— Ah... – cantarolou ela – Já está com saudade?
— Está cutucando uma onça, Rin-chan.
— Ah, isso? – franziu as sobrancelhas, empurrando suas mãos – Não quero saber.
— Esse é o seu objetivo aqui? Ser morta?
— Pensei que quisesse diversão. Se não quer, então vou embora.
— Não disse que não quero. – Laito pegou em seu queixo, fazendo-a olhá-lo – Estou apenas dizendo pra parar de tentar irritar as Takahashi. Alguma hora elas vão cumprir o que dizem.
— Ah, sim. – Rin cantarolou – Então está me protegendo.
Laito deixou uma risada fraca escapar, aproximando seus lábios dos dela.
— Não se engane... Seu sangue é ótimo, mas não pense outro tipo de coisa.
— Então não queria estar no lugar de Ayato e casar comigo? – perguntou maldosamente – Porque tenho certeza que sua vida com Sora vai ser entediante. Que pena...
— Quem disse que não podemos manter nosso querido caso, Rin-chan?
— Eu. – disse ela, simplesmente – Quando me casar... Acabou.
— Eh? Tão fácil? – surpreendeu-se.
— Sim.
— Hum. – Laito cantarolou – Que pena mesmo...
Aproximou sua mão da coxa de Rin, subindo os dedos para debaixo de sua saia até que tocasse seu âmago de forma que Rin mordeu o lábio inferior, ofegando.
— Poderíamos nos divertir de forma diferente. – dizia ele – Mais... Intimamente.
— Uma pena... – disse ela, ofegando.
Enquanto Laito movia os dedos, Rin se aproximou de seu corpo, pegando seu chapéu e pondo-o em sua cabeça, beijando-o em seguida. Ao cessar, passou os dedos por seus cabelos castanhos avermelhas enquanto Laito sorria maliciosamente, umedecendo os lábios.
— Rin-chan... – cantarolou – Você sabe como mexer comigo, né?
— Pena que não podemos trocar de noivos. Eu podia mexer ainda mais com você. – disse ela de forma sedutora.
— O que? – ele falou em dúvida, recuando a mão.
— O que foi?
— Você disse trocar.
— É, nós não... – Rin se interrompeu, tracejando um sorriso – Ou... Podemos?
— Creio que sim.
Naquela mesma noite, após o colégio, Laito convocou uma reunião com todos os irmãos e suas noivas. Na sala de estar após a meia noite, lá estavam todos se perguntando do que se tratava.
— Laito, por que convocou esta reunião? – perguntou Reiji, sentado em uma poltrona.
Masami e Mana encontravam-se sentadas no sofá ao lado de Reiko. Sora e Yuka encontravam no outro sofá ao lado de Rin. Subaru estava encostado na cômoda, Shu deitado no outro sofá, Kanato de pé ao lado de Reiko e Ayato na outra poltrona, próximo à Rin.
— Fale de uma vez o que você quer? – disse Ayato, impaciente.
— Tudo bem. – cantarolou – No anexo de nossas adoráveis damas informava que elas não poderiam trocar de noivos, correto, Reiji?
— Sim.
— E o que tem? – Subaru perguntou – Alguma delas quer trocar? Que perda de tempo.
Yuka o olhou, porém desviou o olhar de forma tímida ao ser pega por sua séria expressão.
— Claro que não. – disse Laito – Eu quero.
Eles se surpreenderam, assim como Sora, que arregalou os olhos em sua direção, rapidamente sentindo-se esperançosa por ter a chance de deixar de ser sua noiva. O que ela mais desejava era não se casar com Laito, mesmo indo para a mão de outro irmão.
— Explique-se melhor, Laito. – disse Reiji com as pernas educadamente cruzadas.
— Bem, nós podemos e temos o direito de trocar de noiva com o consentimento do noivo que deseja isso, eu, e do noivo da garota que eu quero.
— Eu estou de acordo com os termos do anexo. Quero saber por que quer trocar sua noiva. Afinal, é rude de sua parte fazer algo desse tipo.
— Ah, sim. – disse ele, olhando para Sora – Me perdoe, Sora-chan. – cantarolou seu nome – Porém você não é o meu tipo de mulher.
— Ahm... Tudo bem. Eu acho... – disse ela.
Reiji ajeitou os olhos, suspirando educadamente.
— Afinal, quem você quer? – perguntou Kanato – Espero que não seja Reiko. Ela cozinha pra mim.
Reiko o olhou, sem emoção.
— Ah, obrigada, Kanato-kun.
— É um elogio, eu gosto da sua comida. – disse ele.
Yuka olhou de relance para Subaru, que não disse nada. Entristeceu-se por ele não dizer algo parecido com o que Kanato disse, porém o que ele diria? Não gostava dela e a expulsara de seu quarto da última vez que se falaram. Agora tinha medo que fosse ela a ser a noiva de Laito.
— Tudo bem. Chega de suspense. – disse Laito – Ayato, eu quero a Rin.
— Eh? – disse ele em dúvida.
Rin sorriu, dizendo:
— Eu aceito! – levantou a mão – Afinal, esse aqui nem chega perto de mim. – lançou lhe um olhar.
— Pode levar! – exclamou Ayato.
— Run! – Rin cruzou os braços, fechando os olhos.
— Eu sabia que você iria concordar. – disse Laito – Afinal, quem de nós não viu no baile a maneira como você olhava para Sora-chan?
Sora surpreendeu-se, olhando-o.
— Tsc. – Ayato virou a cabeça.
— Então está tudo certo. Eles trocaram. – disse Subaru, pronto para ir.
— Ainda não. – disse Reiji – A oficialidade dever ser feita com a permissão do nosso pai.
— Ah, ainda tem isso. – disse Laito, entediado – Reiji, faça esse favor.
Reiji franziu as sobrancelhas, porém levantou e se retirou por alguns minutos. Ao voltar, sentou-se novamente e disse para esperarem, pois ele daria a resposta em alguns minutos. Todos tiveram que ficar na sala de estar. Nenhum deles dizia uma palavra, apenas olhavam uns para os outros. De repente um dos empregados veio até a sala e entregou um pequeno papel para Reiji.
— Então... – disse ele – “Permitido”.
— Algo de bom ele fez. Agora está oficializado! – disse Laito, pegando na mão de Rin e levando-a consigo.
— Etto...! Laito!
— Vamos logo!
Sora abaixou o olhar, espiando Ayato uma vez pelo canto do olho, perguntando-se de que maneira ele a olhara no baile. Porém não precisou esperar muito. Em seu quarto, antes de ir dormir, Sora ouviu batidas na porta de sua varanda. Se aproximou, fechando seu robe e tirou a cortina da frente, vendo Ayato do lado de fora.
— Ayato-san? – perguntou ela ao abrir a porta – O que faz aqui?
— Acho que não precisa mais de tanta formalidade.
Sora abaixou o olhar.
— Hum. – assentiu.
— Posso entrar?
Ela abriu a porta para ele, que entrou em seu quarto.
— Quer dizer algo em específico? – ela perguntou em dúvida.
— Hum. Queria perguntar se está tudo bem pra você a troca.
— Bem, ser trocada tão facilmente é estranho. Me sinto como uma roupa. – ela achou graça – Mas é um alívio. – encostou-se em sua escrivaninha, próxima da entrada da varanda.
— Alívio? Em relação à Laito?
— Sim. Ele era... Bruto. E me mordia em lugares desagradáveis.
— Entendo. Ele é assim.
Ayato aproximou-se dela, seus olhos estavam semicerrados e ao fazê-lo, tirou o cabelo da frente de seu pescoço, tocando-o. Sora estremeceu. Por mais que Ayato fosse educado com ela todas as vezes em que se encontravam pela casa ou escola, agora ele era seu noivo. Claro que iria beber seu sangue.
— Ayato-kun...?
— Gosto de coisas diferentes, mas não sou bruto como ele.
— Tenho certeza, mas... – ela hesitou por um momento – Eu...
— O que?
Sora o olhava. Ela sabia que Ayato era como seus irmãos – pervertido e sádico –, mesmo que com ela, ele não parecesse ser desse jeito. Mas não conseguia enganá-lo dessa forma, ele parece ser o mais sincero entre ele e Laito.
— Eu já... Gosto de outra pessoa. – confessou.
Ayato abaixou a mão, arregalando os olhos ao surpreender-se.
— Então... Por que aceitou vir pra cá?
— Por minha família.
— Entendo.
Sora segurou em sua mão.
— Mas ainda sou sua noiva.
Ayato segurou gentilmente em sua nuca, aproximando o rosto e mordendo Sora enquanto segurava sua mão. Por mais que amasse Takato, não queria entristecer Ayato. Não era seu feitio desejar a tristeza de outros. Porém esperava incessantemente a mensagem de Takato, dizendo que enfim poderiam fugir juntos.
No quarto de Laito, as cobertas moviam-se ao passo que seus corpos entrelaçavam-se. Laito possuía Rin sobre seu corpo, fazendo-a emitir gemidos intensos e arranhar suas costas. Lambia seu pescoço, mordiscando-o levemente.
— Lai...to...
Após o êxtase chegar aos dois, Laito bebeu seu sangue e deitou-se ao seu lado. Rin se cobriu, deitando-se de bruços e vendo-o lamber seus dedos sujos de sangue.
— Dessa forma é ainda melhor. – disse Rin, suspirando – Tem certeza que isso funciona, né?
— É uma camisinha, claro que funciona. Inocente.
— Não mais. – ela sorriu maliciosamente, pensando em seguida – Foi fácil pra você falar com Ayato.
— Eu sabia que ele concordaria.
— Claro, ele me odiava.
— Não era apenas isso.
— É... O que quis dizer com a maneira como ele olhava para Sora?
Laito deitou-se de lado, apoiando o corpo com o braço.
— Ayato a viu quando chegou com Yuka. Ele a olhou de forma diferente, algo que nunca fez antes.
— Então ele gostou dela? – Rin achou graça – O que será que ele sentiu quando descobriu que ela seria sua noiva?
— Não sei. Mas ele precisa enfrentar a realidade, é mimado demais.
— Entendi. – disse ela, pondo-se sobre ele e beijando-o – Faça de novo.
Laito esboçou um sorriso malicioso, virando-a e deitando-se sobre ela, que sorria.
— Claro...
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