Diabolik Lovers - União de Sangue

67 Capítulo 63: À caminho do futuro


Notas iniciais
Tá bom, gente. Prometo que esse é o último capítulo de bebês. A partir do próximo serão das crianças crescendo e depois as tretas vão começar. Não se esqueçam do Shin, ele vai voltar xD

Após descobrirem que Mana estava grávida novamente, poucos meses depois mais uma notícia chegou. Ou mais de uma. As quatro esposas Mukami estavam grávidas mais uma vez. Na verdade, Saki acidentalmente ficou grávida de novo e Yuma jurou que agora se lembraria de se prevenirem. Kou e Mei quiseram ter outro filho, assim como Arizu e Ruki. E quando Azusa e Momo conversaram sobre ter mais um filho, mal sabiam que ela já estava grávida.

Reiko descobriu que estava grávida em fevereiro e Kanato paralisou por um momento, não crendo que acontecera tão rápido. Quando contou a notícia, Reiko sorria de forma emocionada, estava realmente feliz por em breve ter um filho dele. Ela não imaginou que sua reação fosse ser tão intensa, porém compreendeu desejava um filho de Kanato mais do que pensou.

Em meados de março, Rin contou à Laito que esperava mais um filho e ele a suspendeu ao abraçá-la. Ela riu, cruzando as pernas ao seu redor. Kenji não compreendia nada, sentado sobre a cama. Porém ria com as reações dos pais. No final do mês, Yuka descobrira que estava grávida e correu para o quarto após o resultado do teste de gravidez. Ao entrar de repente, viu Subaru ainda na cama em sua calça de pijama e sem camisa, debaixo das cobertas.

— Subaru-kun! Subaru-kun! – sorria sem parar, balançando-o.

Ele despertou, olhando-a.

— O que foi? – sentou-se, franzindo levemente as sobrancelhas e passando a mão no cabelo.

Ela tracejou um largo sorriso e mostrou o teste. Subaru o olhou, primeiramente sem entender, porém logo leu a palavra “Grávida”. Ele segurou o teste, ainda fitando o visor e paralisando. Yuka esperou por sua reação, sorrindo, porém ele apenas estava sentado e com os olhos arregalados.

— Subaru-kun? Eh...

Ele estava imóvel.

— Subaru-kun! – balançou-o, segurando em seus ombros – Você está bem?

Ele não respondia, apenas olhava o teste. Yuka se preocupou, algo havia acontecido com ele e ela não sabia o que fazer. Virou-se e correu até a porta, abrindo-a e indo para o corredor, chamando por alguém. Ao virar-se, viu Shuu se aproximando calmamente, atentando-se à ela.

— Yuka?

— Shuu-san, me ajude! Aconteceu alguma coisa com Subaru-kun!

Ele franziu a testa, apressando-se e entrando em seu quarto. Laito estava próximo e os ouviu, também se direcionando para lá.

— O que aconteceu? – disse ele ao entrar, vendo Shuu analisar Subaru.

Laito se aproximou e inclinou-se, olhando-o.

— Como ele ficou assim? – perguntou Shuu.

— Eu mostrei o teste e de repente ele paralisou. – disse ela, preocupada.

Laito pegou o teste de sua mão e olhou o visor, achando graça.

— Já entendi. Ele ficou nervoso porque vai ser papai. – cantarolou.

Shuu fitou o teste e sorriu, achando graça. Laito e Shuu se aproximaram e o balançaram ao mesmo tempo, fazendo-o despertar aos poucos.

— O que estão fazendo?! – exclamou, empurrando suas mãos.

— Acordou, papai? – Laito cantarolou.

— Você ficou parado aí por um minuto. – disse Shuu.

Subaru franziu a testa, ruborizando levemente e virando o rosto.

— Idiotas...

Eles acharam graça e Laito riu. Yuka sorriu, aliviada. Subaru paralisara ao descobrir que seria pai. Nunca em sua vida imaginaria que alguma mulher iria carregar no ventre um filho seu. Para ele, passaria a vida sozinho e sem herdeiros. Porém Yuka despertou dentro de si um sentindo diferente nele. Ele se sentiu nervoso e um pouco ansioso, perguntando-se como seria seu filho com ela e se ele seria parecido com ele ou com Yuka.

Poucos dias depois, ele já havia se esquecido do ocorrido. Porém mesmo após duas semanas, aquele assunto ainda percorria pela boca dos residentes.

— Subaru ficou parado por um bom tempo! – exclamou Rin, gargalhando.

— Cala a boca, Rin! – exclamou ele.

Saki os visitava e a maioria estava na sala de estar. Kaori brincava no chão com Ren enquanto Yuuzo estava no jardim com Yuma e Shuu, brincando com Shirou e Kaya.

— Yuma também paralisou quando disse que estava grávida de novo. – disse ela.

— Isso porque vocês não usam nada para se prevenir. – disse Mana, achando graça.

— Vocês também não usam.

— Mas nós queríamos mais um filho.

— Vou parar nesse. – disse Saki, suspirando – Acredita que Kou e Mei já estão pensando no terceiro? Ela mal descobriu que está grávida de novo!

— Talvez eles queiram ter uma família grande. – comentou Yuka – Como Mana e Reiji.

— Verdade, mas e você, Yuka? – ela sorriu.

— Bem... – ela corou.

— Eu quero outro. – disse Subaru de repente.

Rin riu.

— Tem certeza? – perguntou – Espere até o parto pra você ver como seu brinquedinho vai ficar.

— Rin! – Yuka exclamou, corando mais uma vez.

Mana riu.

— Relaxe, volta ao normal. – disse Rin.

Ele franziu as sobrancelhas e desviou o olhar, envergonhado. Naquele momento Reiko adentrou o cômodo e sentou-se ao lado de Saki.

— Reiko-chan, Kou revelou as fotos que pediu e me pediu para trazer. – disse Saki, sorrindo e tirando um envelope da bolsa.

— Ficaram boas? – Reiko sorriu suavemente, pegando as fotos – Ficaram ótimas.

— Verdade. Depois que Kou ganhou a câmera de Mei, ele não pára de tirar fotos. – achou graça – Tira foto toda hora em casa, de todos.

— Ele está um pouco obcecado com isso, não é? – Mana comentou – No aniversário de Shirou, ele tirou inúmeras fotos, assim como no aniversário de Subaru e no de Ryuuji na semana passada. E me disse que tiraria várias fotos do aniversário de dois anos de Kaya.

Saki riu, concordando.

— Ele está montando um álbum.

— Um álbum? – perguntou Rin.

— É. Kou quer guardar todas as lembranças que puder. Acho isso bonito da parte dele.

— Vamos fazer isso também! – disse ela.

— Já estou fazendo. – Reiko sorriu – Por isso estou pedindo à ele para revelar fotos pra mim.

— Está fazendo isso desde quando?

— Desde o aniversário de um ano de Shirou.

Elas se surpreenderam.

— Sério? – perguntou Mana.

— Hum. – ela assentiu.

Reiko sorriu enquanto passava as fotos e observou uma foto em que todos estavam reunidos com seus filhos no colo. Kou havia montado o tripé e tirado a foto após dizer para todos dizerem “neko-chan”. Claro que a maioria não falou.

— Queria fotos de nossos casamentos, mas Karlheinz apenas nos enviou aquelas de casal que temos.

— Verdade, tiraram apenas essa de nós. – Rin resmungou – Nem pra isso ele serve.

Saki e Mana deixaram escapar uma risada.

— Vocês não gostam nada dele, né? – disse Saki.

— Nossos casamentos foram tudo para um plano dele e quando Mana e eu desaparecemos, ele ofereceu à Reiji e Laito novas noivas. – disse Rin – Então, sim. Não gostamos dele.

— Ele parece ser gentil, mas não podemos nos levar por isso. – disse Mana – Ele me enganou no baile que deu uma vez. O rei é parecido com Subaru, porém com longos cabelos e olhos amarelos.

— Parece assustador.

— Na verdade, ele é bem bonito. – disse Reiko – Mas não é confiável.

— Nossa. – falou Saki – Mas é nesse aspecto que faz com que eu o ache assustador.

Elas pensaram, até concordando com o pensamento de Saki.

— Mas, mudando de assunto, como estão as coisas com Kanato, Reiko-chan?

— Está tudo bem. – sorriu – Ele está feliz.

— Eles sempre ficam. – Rin sorriu – Laito me suspendeu quando contei que estava grávida de novo.

— Eu estou com dois meses e pouco, então a barriga está começando a crescer. – disse ela – Kanato gosta de ficar olhando para ela e tocando enquanto eu estou deitada na cama. É engraçado.

Mana sorriu.

— Reiji ficava tocando minha barriga enquanto dormia e agora está fazendo de novo. – riu.

— Ele ficou bem gentil, né?

— Hum. – assentiu, sorrindo de forma feliz – Ele ainda se comporta como sempre na frente de todos, ou mais ou menos, mas é mais gentil e carinhoso.

— Até na cama? – Rin perguntou, sorrindo maliciosamente.

Mana lhe lançou um olhar.

— Não tem graça.

Ela riu.

No quarto de Kanato e Reiko naquela noite, as cobertas se moviam lentamente enquanto ele se movia e ela o abraçava. Kanato estava entre suas pernas, movimentando-se devagar enquanto olhava suas bochechas coradas. No quarto deles já não havia tantos brinquedos quanto antes. Kanato dera a maioria para seus sobrinhos e, mesmo sentindo um pouco de falta, sentia-se bem em olhar as expressões deles quando ganhavam os brinquedos.

Kanato estava com os cotovelos apoiados na cama e Reiko olhava seus olhos, que a observavam.

— Porque... Está tão devagar? – ela perguntou, ofegante.

— Não quero machucar o bebê.

Ela sorriu com os olhos semicerrados.

— Não vai machucar.

Ele parou, abaixando o olhar e sentando-se. Reiko o fitou em dúvida, sentando-se e cobrindo os seios com a coberta, olhando-o.

— O que foi?

— Não consigo fazer direito desde que me disse que estava grávida. – disse ele – Parece que estou invadindo a casa dele.

Reiko deixou uma risada suave escapar, pondo uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. Ela o deixara crescer e estava no meio de suas costas.

— Mas ele ainda é pequeno.

— Não importa, a barriga está começando a aparecer. Não consigo.

— Tudo bem. Podemos esperar até que nasça.

Ele a olhou ligeiramente surpreso e viu-a inclinar-se, apoiando as mãos na cama para beijá-lo. Ao fazê-lo, Kanato ficou confuso, porém Reiko o fez compreender, ficando sobre ele e sentando sobre seu quadril enquanto segurava em seus ombros.

— Reiko-chan...

— Hum. – disse docemente.

— Você disse...

— Disse que podemos esperar. – sorriu – Mas vamos fazer uma última vez.

Ele semicerrou os olhos, ruborizando suavemente e sendo beijado. Reiko o segurou e o pôs lentamente dentro de si, apertando os olhos ao fechá-los quando o sentiu preenchê-la. Kanato engoliu em seco, sentindo-a por dentro e vendo-a começar a mover o quadril. Ele a olhou, vendo suas bochechas rosadas mais uma vez e olhando seus seios próximos de seu rosto. Reiko enrubesceu mais, tampando-os com um dos braços. Ele tirou gentilmente seu braço da frente, pondo a boca em um de seus seios e chupando seu mamilo ao passo que semicerrou os olhos.

— K-Kanato-kun...?

Ele a olhou, continuando. Reiko semicerrou ainda mais os olhos, ofegando. Kanato envolveu-a com os braços e deitou-a na cama. Ela o olhou de forma surpresa, vendo-o adentrá-la mais uma vez e continuar a chupar seu seio. Reiko contorcia-se, gemendo e apertando os olhos, aproximando o punho de sua boca e mordendo levemente o dedo. Kanato olhou-a, cessando e tirando sua mão da frente, beijando-a. Ela sentiu sua língua adentrar sua boca e o abraçou enquanto ele se movia. Kanato movimentava-se de uma maneira que mesmo calmamente, ela sentia prazer. Sabia bem que esta era a última vez até o bebê nascer, então ela aproveitaria.

Após o aniversário de dois anos de Kaya no dia 15 de abril e o aniversário de um ano de Ren no dia 14 maio, os bebês começaram a nascer. Arizu fora a primeira a dar à luz, no dia seguinte ao aniversário de Ren. Ruki e Arizu tiverem gêmeas com os mesmos cabelos arroxeados de Arizu, dando-as os nomes de Arisa e Aoi. A seguinte a dar à luz, em 21 de junho, fora Mana. Reiji e ela tiveram uma menina chamada Haru, com o cabelo loiro-claro da mãe e Reiji encantou-se por ela tanto quanto no dia do nascimento de Kaya.

No mês seguinte, dia 29 de julho, Mei deu à luz à uma menina de cabelos loiros como ela e Kou, que encantou-se quando a viu. Ela era pequena, delicada e fofa, como Mei. Em agosto, no dia 19, nasceu Azuma, o filho de Azusa e Momo. Ele possuía os mesmos cabelos que Azusa, que surpreendeu-se ao parecer estar vendo a si mesmo. Quatro dias depois, Reiko entrou em trabalho de parto e uma surpresa aconteceu.

Kanato e Reiko caminhavam de mãos dadas no jardim, voltando da floresta. Ela estava despreocupada, pois ainda faltavam duas semanas para o bebê nascer. Porém ele decidiu nascer antes e surpreendeu os pais. Os dois conversavam sobre o museu de bonecas de cera que Kanato queria fazer. Ele pesquisara na internet e descobrira que várias pessoas – peculiares – gostavam desse tipo de atração.

— Será que as pessoas não vão se assustar se descobrirem que as bonecas eram humanas? – Reiko perguntou.

— Elas não vão descobrir.

Ela pensou, realmente não havia grande porcentagem de chance para alguém descobrir. Principalmente por ninguém ter a permissão de tocar em objetos de museu.

— Hum. – assentiu – Se quiser, faça. – sorriu levemente.

— Obrigado.

— Mas por que quer fazer isso, Kanato-kun?

— Hum. – ele pensou – Masami-san está tocando violino em concertos, Reiji comercializa algumas das poções, Yuma-kun vende metade do que ele planta no jardim dele e Kou e Mei são famosos. Acho que quero fazer algo também.

Reiko parou, olhando-o de forma surpresa. Kanato realmente amadureceu e ela reconhecia mais uma vez isso. Ele parou, olhando-a em dúvida.

— Reiko-chan?

— Eh...! – ela sorriu, despertando – Hum, que bom que quer isso.

Ele sorriu levemente, sorrindo e aproximando-se, pegando em sua mão.

— Obrigado.

Reiko enrubesceu levemente, sorrindo mais uma vez, porém sentindo algo escorrer por entre suas pernas.

— Eh?

— Reiko-chan, o que foi?

Ao olhar para baixo, viu uma poça de água no chão logo abaixo de seus pés.

— Ah... – gaguejou – Minha bolsa estourou.

— Mas... Você disse que faltavam duas semanas.

— Ele adiantou, vamos para dentro.

— Hum. – Kanato segurou sua mão, levando-a calmamente para dentro.

Ao entrarem, viram Reiji encaminhando-se para a escada com Kaya e Ren nos braços enquanto Mana segurava Haru. Kaya dormia, deitada no ombro do pai e Ren olhava para o lado de forma curiosa enquanto Haru tocava com uma das mãos o rosto de Mana, que sorria.

— Reiko? – ela olhou-a – Você está...?

— Sim. – disse ela, já sentindo leves contrações – Pode me ajudar?

— Claro.

Ao levarem-na para o quarto, os outros residentes aproximaram-se ao ver a comoção se formando pelo próximo parto da casa. Yuka e Rin, que estavam grávidas e com suas barrigas grandes, ficaram do lado de fora, apreensivas ao começarem a ouvir Reiko gemer. Reiji ficou do lado de fora e Mana pediu à Masami para segurar Haru para ela ajudar Reiko, pois Shuu já segurava Shirou, de dois anos e nove meses, e Masumi, de um ano e meio. Ayato segurava Daichi e Akashi enquanto Sora segurava Keiichi e Laito segurava Kenji, que dormia com a cabeça deitada em seu ombro.

Kanato ajudou Reiko a se deitar na cama, pondo um travesseiro em seu colo e deitando a cabeça dela, afagando sua testa.

— Já vai passar.

— Hum. – ela assentiu com a cabeça, olhando-o – Kanato-kun, segure minha mão. – pediu.

— Sim. – segurou-a.

Mana não sabia exatamente o que fazer, apenas sabia o que havia visto Reiko fazer em seus três partos. Ela tirou sua calcinha e viu a cabeça do bebê começando a sair enquanto Reiko continha os gemidos dolorosos.

— Acho que já tem espaço para pensar. – pensou ela – Reiko, comece a fazer força.

Ela assentiu, inclinando a cabeça para frente e apertando a mão de Kanato ao ranger os dentes, gemendo. Ele semicerrava os olhos, franzindo levemente as sobrancelhas ao vê-la sentindo dor. Parecia um longo momento e Reiko agora compreendia bem o que sua mãe havia passado em todos os seus partos. Dar à luz doía. Mas no fim, valia à pena.

Mana sorriu, segurando o bebê e pondo-o sobre a manta enquanto ele chorava. Enquanto ela o limpava, Reiko respirava de forma ofegante, olhando e sorrindo para Kanato, que afagava sua cabeça.

— Você conseguiu. – ele sorriu suavemente.

— Obrigada.

— É uma menina. – Mana sorriu – Kanato-kun, ela tem seus cabelos.

Ele a fitou se aproximar com o bebê nos braços e o pegou, vendo-a chorando. Ela se acalmou em seguida e dormia naquele momento. Seus curtos cabelos eram roxos em um tom claro, semelhantes aos de Kanato. Ele sorriu levemente, observando-a.

— Que nome vamos dar à ela?

— Eh...

Reiko desfez o sorriso por um momento, pondo a mão em sua barriga e massageando-a ao sentir algo.

— Reiko-chan?

— Acho que... – ela arregalou ligeiramente os olhos – Vou ter outro bebê. Agora.

— Eh?! – Mana arregalou os olhos e sorriu – Gêmeos?

— Gêmeos? – Kanato a olhou.

Reiko torceu a expressão ao seguir mais uma vez as contrações. Mana dobrou seus joelhos, ajudando-a e pedindo que fizesse força. Os momentos seguintes pareciam ser ainda mais longos que antes. Reiko inclinou a cabeça para frente, apertando os lençóis e rangendo os dentes. Kanato segurou sua mão enquanto segurava a filha, e arregalou os olhos ao ouvir mais uma vez o choro. Mana fez o mesmo com o segundo bebê e o enrolou em outra manta, pondo-o ao lado de Reiko, que sorriu e deitou-se de lado, olhando-o.

— É um menino. – Mana sorriu – Tem seus cabelos, Reiko-chan.

Reiko sorriu alegremente, semicerrando os olhos.

— Temos os dois. – Kanato sorriu.

— Hum. – ela o olhou, feliz – Kanato-kun, quer escolher os nomes?

— Você não quer?

— Quero que escolha. – sorriu.

Ele abaixou o olhar em direção aos dois, pondo a menina ao lado do irmão.

— Hum... – pensou – Maori e Yuuhi.

Reiko sorriu mais uma vez, assentindo.

— Bem, acho que não vai sair mais nenhum, né? – Mana riu – Ou vai ser como Sora?

Acharam graça, porém Reiko negou.

Como os filhos de Kanato e Reiko eram gêmeos, sendo nascimento múltiplo como Sora e Ayato, a ordem dos mesmos fora determinada pela antiga tradição japonesa, onde o último a nascer era considerado o mais velho. Ou seja, Yuuhi, que nasceu por último, se tornou o mais velho e Maori a mais nova. Quando souberam que Reiko dera a luz à gêmeos, os outros ficaram surpresos e as meninas sorriram. Mais dois bebês haviam chegado.

Porém não parou neles, pois dois dias depois Yuka e Subaru estavam na cama, conversando. Ela estava sentada, acariciando sua barriga enquanto Subaru a olhava, deitado de bruços.

— Kanato-kun e Reiko-chan parecem bem felizes, né?

— Hum. – concordou – Kanato amou que Maori tenha a mesma cor que o cabelo dele. Ele adora o próprio cabelo, com certeza ela é sua favorita.

— Que mal, Subaru-kun! – disse Yuka – Não há favoritos quando se trata de filhos.

Ele desviou o olhar, mesmo continuando a achar isso.

— Você não vai ter favoritos com eles, né? – perguntou ela.

— Não.

Yuka estreitou o olhar em sua direção.

— Você é tão bobo, Subaru-kun.

Ele sorriu suavemente e fechou os olhos.

— S-Subaru-kun...!

Quando abriu seus olhos, Subaru viu Yuka tocar a cama, que estava molhada.

— Eh...! – sentou-se de repente.

— Minha bolsa...

Ao olhá-lo, ele parecia estar prestes a paralisar.

— Subaru-kun, chame alguém! – ela exclamou.

Ele arregalou os olhos sem sua direção e saltou da cama, correndo para o corredor e procurando por uma empregada. Ao voltar com ela, Yuka fazia força. A dor era intensa e achou que precisava fazer. E não estava enganada, pois quando a mulher se aproximou e pôs-se a sua frente, continuou a pedir que fizesse força. Subaru a olhava gemer de dor, não sabia o que fazer e apenas permanecia parado ao lado da cama. Queria poder ajudar mais, porém estava completamente perdido. Yuka, porém, não se importou já que estava ocupada demais sentindo dor.

Em um último empurrão, Yuka gemeu alto com as mãos agarradas aos joelhos e Subaru arregalou os olhos, ouvindo o choro e vendo o bebê nas mãos da empregada, sendo posto sobre a manta. Yuka deitou a cabeça no travesseiro, respirando de forma ofegante. Ele ajoelhou ao seu lado, pondo a mão em sua cabeça.

— Está tudo bem?

— Hum. – ela sorriu, olhando-o.

A empregada se aproximou com o bebê e Yuka deitou de lado, vendo-a pô-lo ao seu lado. Ela o olhou de forma admirada, possuía os mesmos cabelos que Subaru.

— É um menino, Yuka-sama, Subaru-sama.

— Eh...! – ele a olhou – Um...!

Yuka sorriu, tocando sua mão.

— Subaru-kun, escolha o nome dele.

— E-Eu?

Ela deixou uma suave risada escapar, percebendo que ele não estava exatamente em condições de escolher um nome para o filho.

— Hum, que tal “Matsu”?

Subaru a olhou de forma surpresa, ruborizando suavemente e fazendo-a sorrir mais uma vez.

— Matsu... Hum, está bom. – sorriu.

Yuka fitou o filho, envolvendo-o com o braço e beijando sua cabeça enquanto dormia. Subaru o olhou, pela primeira vez percebendo que seu sangue dera origem à algo puro e inocente. Semicerrou os olhos, agora ele realmente era pai.

Kanato e Subaru foram pais pela primeira vez e habituavam-se às novas rotinas e ao cuidado que precisavam ter com seus filhos. Porém ao contrário deles, Yuma, que já era pai de um menino e uma menina, fora presenteado no meado do mês seguinte com uma pequena menina tão parecida quanto ele. Ela possuía os mesmos cabelos e olhos, assemelhando-se ao pai e ao irmão mais velho, e sendo chamada de Kokoro.

Porém Yuma não fora o único a ser pai mais uma vez. Duas semanas depois, Rin dera a luz e Laito se tornou pai de uma menina tão parecida quanto ele. Rin apenas riu, pois os dois filhos se assemelhavam à Laito e muito pouco à ela. Porém estava feliz, pois viu como ele ficara feliz enquanto falava de forma manhosa, dizendo que a filha era linda e que os dois apenas faziam filhos bonitos.

Entretanto, os bebês não pararam de vir. No ano seguinte Mana e Yuka engravidaram novamente, assim como Arizu, Mei e Momo. Reiji e Mana desejavam mais um filho e decidiram ter o último, que completaria enfim a grande família que desejaram. Então, em agosto, Mana dera à luz à Riichi, um menino com os mesmos cabelos e olhos que Reiji, assim como Ren. Reiji admirou-o assim que nasceu. Outro menino e mais um filho com Mana, que se emocionou ao vê-lo.

Como Subaru e Yuka planejaram, tiveram mais um filho. Matsu já estava com um ano e alguns meses, e ganhara em outubro uma irmã chamada Megumi, que possuía os mesmos cabelos e olhos que Subaru. Ele nunca pensou na possibilidade de ter uma menina, porém a admirou e ficou com raiva quando Laito disse que vários meninos correriam atrás dela para beijá-la. Pela primeira vez ele se arrependera um pouco de ter salvado Laito, mas o ignorou apenas.

Arizu havia engravidado por acidente em uma das vezes em que Ruki ignorou a camisinha. Quando a beijava e tocava seu corpo, ele se esquecia de todo o resto e acabaram sendo pais em junho de mais uma menina, chamada Akae e que era semelhante à Ruki com seus cabelos e olhos.

Kou e Mei planejaram o terceiro filho para “fechar o pacote”, como diziam. Porém ao nascer em outubro, o terceiro filho acabou se tornando um trio. E de acordo com a tradição japonesa em relação à nascimentos múltiplos, o filho mais velho se chamava Hyuuga, o segundo filho Minoru e a filha mais nova, Tomoe. Os três possuíam cabelos loiros e olhos azuis como os pais e os irmãos. E Rin concluiu que eles sim eram copiadoras, pois todos os filhos eram iguais em relação à cor dos cabelos e olhos. Se era loiro ou loira e tinha olhos azuis, não havia dúvida. Eram filhos de Kou e Mei.

Azusa queria mais um filho e pediu à Momo por uma menina. Ela sorriu e disse que não saberia se teriam realmente uma menina, mas tentaram mais uma vez. E o desejo de Azusa fora atendido. Momo dera à luz em novembro à uma menina com cabelos brancos como os dela e olhos roxos como os de Azusa. Ele se encantou plenamente por ela, pois era tão parecida quanto Momo.

As duas famílias preencheram suas mansões com várias crianças e agora aproveitavam essa mais nova fase de suas vidas. Suas vidas foram corridas por um tempo, porém tal época se iniciou quando os mais velhos começaram a ir para a escola.

Numa noite, Mana e Masami conversavam na sala. Mana estava com Riichi, de apenas um ano, em seu colo enquanto lia um livro para Ren, de três anos. Masami ensinava Masumi, com a mesma idade de Ren, a compreender as notas musicais, pois ela amava assistir aos pais tocarem violino.

— Esse é o...?

— Ré. – disse Masumi, docemente.

— E esse?

— Mi.

Masami apontou para outro e ela disse:

— Fá.

— Excelente. – sorriu.

Masumi sorriu, contente.

— Ela está aprendendo rápido. – Mana sorriu.

— Está mesmo. Começou há duas semanas.

— Né, como está Yuma-kun? Tenho ligado para Saki e ela disse que as coisas lá estão bem ocupadas. – achou graça.

— Shuu o visitou há alguns dias. Yuma-kun está trabalhando mais para vender os legumes e verduras de seu jardim ao mesmo tempo em que tenta ficar com Saki e as crianças. Mas todos se ajudam, isso é bom.

— É... – Mana sorriu – Quisemos muitos filhos. Reiji também anda ocupado e tenta dividir o tempo entre nós e o laboratório.

Masami assentiu.

— “Eles passeavam”... – disse Ren, chamando a atenção das duas – “Procuravam por um rio”... “E o acharam dez minutos depois”.

— Ren? – disse Mana, surpresa – Você está lendo?

— Eh, hum. – assentiu ao olhá-la.

Sua expressão séria era como a expressão de Reiji, mostrando como eram parecidos.

— Quando aprendeu?

— Agora. Você parou de ler.

— Eh...! Desculpe. – disse ela, envergonhada – Mas isso é ótimo.

Ele sorriu suavemente.

Naquele momento, Reiji adentrou o cômodo com Kaya ao seu lado e Haru, de dois anos, em seu colo. Assim como Shuu, que estava de mão dada a Shirou. Eles acabavam de buscar os filhos na escola. Shirou e Kaya, com quatro anos, usavam os uniformes e ela correu até Mana, subindo no sofá e sentando ao lado de Ren.

Shuu sentou ao lado de Masami e Shirou deitou em um dos sofás após largar a mochila no chão, cansado das aulas daquela noite. Reiji sentou-se na poltrona ao lado do sofá onde Mana estava sentada. Ele havia posto Haru ao lado da mãe depois que viu seu olhar curioso sobre o que os irmãos estavam fazendo.

— Reiji, adivinhe. Ren aprendeu a ler.

— Isso é ótimo. – ele sorriu – Parabéns. Agora pode ler os livros que quiser.

— Obrigado, pai. – ele sorriu.

— Como foi a aula? – perguntou Mana.

— Bem. – Kaya sorriu, docemente – O que estão lendo?

— Contos. – disse Ren.

Reiji a fitou, disfarçando o olhar entristecido.

— Kaya, não vai contar à sua mãe o que aconteceu hoje?

Ela abaixou o olhar, desviando-o.

— O que houve? – Mana perguntou, preocupada.

— Um garoto a importunou, incentivando outros alunos a caçoarem dela.

Kaya franziu a testa, entristecida.

— Ele disse que meus olhos eram assustadores.

Mana semicerrou os olhos, ligeiramente entristecida. Ren a olhou, assim como Haru e Riichi, que chupava chupeta.

— Não se preocupe com isso, filha. – disse Mana, docemente – Eles ainda não entendem como você é bonita. Mas quando crescer vão entender e vão tratá-la bem.

— E eu vou envenená-los. – disse Reiji.

— Reiji!

Shuu deixou uma risada leve escapar.

— Ah, Masami. Shirou brigou hoje.

— Eh? Por quê?

— Porque os garotos caçoaram de Kaya.

— E você ia me contar quando?

— Quando lembrasse. Me lembrei agora. – ele sorriu.

Masami semicerrou os olhos de maneira tediosa.

— Shuu, Masami e eu estávamos falando sobre os Mukami. Que tal convidarmos à todos para algo aqui. Sabe, esquecer um pouco alguns problemas.

— Quero ver Yuuzo. – pediu Kaya.

Reiji desviou o olhar.

— Posso, papai?

Ele a olhou, desfazendo forçadamente o desejo de afastar todos os meninos de sua filha. Afinal, seria impossível.

— Claro.

Mana achou graça e fitou Masami e Shuu, que contiveram as risadas.

Notas finais
Kokoro significa coração (no sentido emocional, não o órgão vital 'rs). Fofo, né? s2s2s2s2