Havia três classes no submundo dos vampiros. Os puros de primeira classe, como o Rei Vampiro e os irmãos Sakamaki. Os puros e mestiços da segunda classe, como as Takahashi, Rin e Reiko – puras – e as Yamada – mestiças. Mestiços eram oficialmente considerados como sendo de segunda classe, porém seu status não era bem visto e nem considerado pela sociedade vampira. E havia os impuros da terceira classe, geralmente empregados ou servos. Mestiços eram vampiros nascidos de uma união de puros e impuros, onde impuros eram os vampiros nascidos humanos e transformados. E Rin era uma descendente de impura.

Sua genealogia se dá por um casal de servos que se tornaram vampiros e passaram a servir numa das casas de puros. Tempo ao tempo, os filhos se casaram com mulheres e homens mestiços ou puros. O sangue se misturou durante anos até que a mãe de Rin, uma mestiça, casou-se com um puro de segunda classe e se tornou senhora da casa Suzu.

Rin era arrogante e soberba por ser a primeira filha da família Suzu, mesmo sendo uma mestiça. Porém não deixava ninguém fora da família saber sobre sua origem. A primeira coisa que ensinou aos irmãos mais novos quando a mãe lhes contou sua origem – como todas as famílias faziam – foi dizer para não contarem a ninguém, se não seriam motivo se chacota na escola e pelo resto de suas vidas. Sua experiência lhe fez crer que se quisesse que a levassem a sério, não deveria informar sua linhagem.

O motivo para ter aceitado o convite de noivado fora por saber que após se casar, ela não seria mais Suzu Rin, a mestiça. Mas Sakamaki Rin, futura mãe dos netos do Rei Vampiro. Não se importava com quem iria se casar, ela apenas desejava ser mãe de um Sakamaki e esquecer sua linhagem. Porém gostava de se divertir. Mesmo que sua diversão fosse a dor de outros.

Durante o dia, ela procurava por segredos para colecionar. Seu hobby era passar o dia andando pela mansão à procura de segredos que ninguém queria que outros descobrissem. Não havia descoberto muitos, porém o que sabia era que Sora era mordida por Laito, o que não era exatamente um segredo, e sobre Mana estar chorando naquele dia no corredor. Algo havia naquele choro e ela queria saber o que era.

Naquele momento ela estava no telhado, observando as nuvens com sua expressão de tédio costumeira. Ao cansar-se, sentou e olhou para o jardim, vendo Ayato caminhando com as mãos nos bolsos pela trilha de cimento e flores. Ela franziu as sobrancelhas, queria que ele a desejasse e a mordesse. Ninguém nunca o fizera para que não fosse desonrada, porém agora que estava noiva desejava ter alguém que a fizesse sentir prazer de todas as formas possíveis. Pulando do telhado para a varanda e em seguida para o chão, correu com sua velocidade até estar logo atrás dele.

Rin observou o noivo de costas. Não havia lhe causado atração, porém eles poderiam mudar isso juntos.

— Ayato-kun. – cantarolou.

Ele parou e se virou com a expressão irritada e sobrancelhas franzidas.

— O que é?

Ela elevou as sobrancelhas e torceu o bico com as mãos para trás.

— Tudo bem. – desfez a postura amigável – Eu sei que você não gosta de mim e eu menos de você.

— Pensei que já era óbvio. – disse ele, voltando a andar.

— Ei...! – Rin se apressou, andando ao seu lado – Olha, vamos nos casar de toda forma, né? Então por que não adiantamos as coisas?

— O que quer dizer?

— Você sabe. – ela sorriu maliciosamente.

Ele a olhou e parou de repente, dizendo:

— As únicas vezes que dormirei com você serão pra ter filhos. Quando isso acontecer, me esqueça.

Ayato voltou a caminhar. Rin franziu as sobrancelhas, cruzou os braços e fez bico como criança.

— E como vai viver assim? – exclamou, quase gritando.

— Vivendo! – Ayato gritou.

Rin bateu o pé no chão, virando e indo para o outro lado. Encontrou uma varanda e ali permaneceu com os braços cruzados, encostada na parede. Por que afinal Ayato não queria dormir com ela? Era apenas sexo! Então queria dizer que por ele tudo bem não dormirem juntos. Como ele conseguia? Ela apenas teria o que queria quando precisassem ter filhos?

— Idiota... – resmungava – Idiota.

Ouviu uma risada de repente e virou-se, vendo Laito sentado no corrimão de cimento da varanda, recostando as costas na coluna atrás dele.

— O que faz aqui? – ela perguntou – Não tem uma noiva pra morder não?

— Acho que não. – ele cantarolou – Ela não me deixa mordê-la, é um custo fazê-la ficar parada. E ela se esconde de mim, não faço ideia de onde esteja.

Rin achou graça, rindo.

— Que ruim. Enquanto eu quero, ela não quer. – comentou.

— Ayato nem chega perto de você, né?

— Nem um pouco. – ela suspirou – Ele estava andando no jardim e perguntei se não queria as duas coisas, mas ele disse que só vai fazer comigo quando precisarmos ter filhos. Ridículo. Isso é a coisa mais legal do mundo e só posso experimentar quando ele quiser.

— Está errada.

— Como?

— A melhor coisa é sangue. – ele sorriu maliciosamente.

Rin sorriu.

— Verdade. – pensou – Uma vez fui à cidade e embosquei uma garota num beco. O sangue dela era ótimo. – cantarolou maliciosamente – Então pensei: se morder é tão bom, como deve ser você ser mordida? Mas ele não me morde! – exclamou, indignada.

Laito riu.

— Eu acho o oposto. – disse ele em tom maldoso – Eu gosto muito mais de morder.

Rin sorriu, desviando o olhar. Laito desceu de onde estava sentado e se aproximou, pondo o cabelo de Rin atrás de sua orelha e correndo delicadamente os dedos até seu pescoço.

— Então quer dizer que você nunca foi mordida?

Ela sentia seu toque e seu próprio desejo em ser mordida. Porém não deveria e sabia bem disso. Sorriu, pegando na mão de Laito e se afastando.

— Desculpe... Mas não quero ser expulsa ou pior. – disse, virando-se e indo até a porta.

— Não precisa se preocupar, ninguém vai saber.

Rin abriu a porta e olhou para ele.

— Mas não faz ideia de como quero. – sorriu e saiu, fechando a porta.

Laito permaneceu na varanda, fitando a porta. Abaixou o olhar, pensando e mordendo seu indicador.

Rin caminhava pelos corredores, precisava esquecer o que acabara de acontecer. O quinto lhe tentou e quase conseguiu convencê-la. Mas ela sabia, ou tinha receio, de que o Rei tinha olhos por toda a casa. Caminhou por vários corredores até chegar à sala de jogos, onde viu Mana conversando com Yuka, Sora e Masami. Ela sorriu maliciosamente, umedecendo os lábios e lembrando-se de algo.

Precisava esquecer sua tentação, então abriu a porta do quarto de Mana logo ao chegar. Fechou-a com cautela, sem fazer barulho. Rin viu como era o quarto e lembrou-se de que fez questão que seu carpete fosse mudado para a cor vermelho-sangue, assim como suas colchas e cortinas.

Ela revirou os olhos pela cor rosa do quarto e começou a vasculhar o lugar em busca de informações, qualquer uma. Olhou debaixo da cama, do colchão e travesseiros. Abriu todas as gavetas da escrivaninha, cadernos e livros, assim como gavetas do criado-mudo e cômodas. Ao olhar para a penteadeira, pensou que apenas tivesse maquiagem, porém mesmo assim sentou-se e começou a abrir as gavetas. Quando pensou não ter nada no quarto de Mana para que a fizesse pô-la em sua coleção, ela abriu uma gaveta em especial. Viu um livro de capa dura branco com detalhes dourados.

— Que isso?

Geralmente um livro estaria junto com suas coisas de escola, porém ela o abriu e começou a ler. Seus lábios desenharam um sorriso malicioso, combinando com o olhar sádico que demonstrava. Fechou a gaveta e levou o diário consigo.

Chegando até a sala de jogos, onde havia sinuca, dardos e mesa de carteado, Rin sentou-se no sofá onde estava Sora, que desviou o olhar, desconfortável. Mana e Yuka conversavam sobre suas casas e Masami confirmava o que a irmã dizia, sem mais detalhes. Rin atentou-se a Sora, sorrindo e perguntando:

— Foi mordida essa semana?

Sora a olhou, incomodada.

— Não é algo que devo contar à você.

Rin surgiu repentinamente do outro lado e levantou o cabelo de Sora, mesmo sabendo por Laito que ela não era mais mordida.

— Ah... Acho que não. – cantarolou.

— Não faça isso, por favor, Rin! – exclamou Sora.

— Ah, tudo bem. – ela endireitou-se e deu a volta no sofá, sentando-se – Não vou mais incomodar você... Por enquanto. – sorriu.

Sora desviou o olhar, franzindo as sobrancelhas. Rin ajeitou-se no sofá, tirando o diário de Mana de dentro de seu casaco e abrindo, começando a ler. Masami assentiu para o que Yuka dissera enquanto Mana reparou em Rin, lendo. Ela nunca lia nada, então era esquisito estar com um livro na mão. Ao reparar no que lia, Mana arregalou os olhos.

— Rin-san! – exclamou.

— Eh? – Rin a olhou falsamente – O que? Isso? Ah, não é nada demais.

— É sim! – Mana exclamava – Como pôde fazer isso?!

— Ora, pare de falar assim. Você é tão exagerada!

As vozes altas atraíram a atenção dos outros na mansão, que logo surgiram, pouco a pouco, na sala de jogos. Primeiro Laito chegou de forma curiosa, em seguida Ayato, depois Reiko e Kanato, Shu e Subaru, e por fim, Reiji. Quando Reiji chegou, Rin desviava de Mana com seu braço esticado para o alto para que ela não pegasse o diário e Mana exclamava sem parar para que ela o devolvesse.

— Me dê isso!

— Por quê? – Rin cantarolou – Tem medo de todos saberem o que escreve?

— O que está acontecendo aqui? – disse Reiji em voz alta.

Ambas o olharam.

— Rin entrou em meu quarto e pegou algo meu.

— É apenas um diário.

— Rin, por favor, devolva o que pegou de Mana e acabem com os gritos. Isso é bastante inadequado e incômodo.

Reiji ajeitou os óculos impaciente, porém olhou para Rin ao ser chamado.

— Ora, Reiji, não quer saber o que Mana escreve? – disse Rin de forma maliciosa – Não tem muita coisa, mas a última vez que ela escreveu... Ah, foi semana passada. E... Olhe! É sobre você.

Reiji estava impaciente, não se queria e nem se importava com o que estava escrito no diário. Mana tentou pegar novamente, pedindo para ela parar. Porém Rin desviou mais uma vez, desaparecendo e reaparecendo do outro lado da sala.

— Ah... – cantarolou, começando – Me mudei para cá com esperança, mas não sei mais se foi o certo a se fazer. O quarto é maravilhoso assim como o jardim, e meu lugar preferido é a varanda do segundo andar na parte leste da mansão. Ninguém vai lá e posso ficar sozinha, pensando. – olhou para Mana de forma maldosa – Fico pensando em como será quando me casar com Reiji.

Todos escutavam com atenção, alguns olhando para a expressão de Reiji, que não demonstrava nada enquanto ouvia, e outros apenas por não ter mais nada a fazer. Mana por outro lado quase chorava enquanto Rin continuava. Masami estava sentada no sofá, cada vez mais franzindo suas sobrancelhas.

— Ele é refinado de uma forma a qual nunca vira. É bonito e atraente. Mas penso se, quando casarmos, iremos dormir juntos em nossa noite de núpcias ou se ele irá fazê-lo quando bem entender. Creio que o fará nessa noite, ele parece encarar nossa situação como um contrato. Então claro que irá cumprir com os termos. Queria ter uma família grande e criar meus filhos de forma diferente, porém tenho medo de como será nossa vida juntos. Como viverei com um homem apático e aparentemente frígido? – concluiu, olhando para Mana.

Ayato deixou escapar uma risada com o final. Reiji ajeitou mais uma vez seus óculos e olhou para Mana, que estava com a cabeça baixa e apertava os punhos. Seus olhos se arregalaram levemente, mostrando sua surpresa. Mana se tremia, chorando. Ela tampou o rosto e desapareceu da sala de jogos.

— Pobrezinha... – Rin gargalhou – Por isso não podemos escrever em diários. – levantou o braço com o diário.

Antes que os outros pudessem ir embora, algo lhes chamou a atenção. Rin gargalhava, porém parou quando alguém tirou o diário de sua mão por trás dela.

— Ei...! – virou-se e viu Masami atrás de si com o braço ainda levantado.

Ela a olhava de forma séria e Rin se surpreendeu ao ver os olhos de Masami vermelhos. Haviam mudado de cor pela fúria, eram intensos. Abaixando o braço lentamente, Masami fechou o diário de Mana sem desviar o olhar de Rin, que sorriu debochadamente.

— Vai proteger a irmãzinha?

— Acha que isso possui alguma graça? – Masami perguntou.

Shu prestava atenção em Masami, que parecia deixá-lo interessado.

— Isso é para ela aprender a não escrever o que pensa. – Rin soltou uma risada.

Masami desapareceu de sua frente e Rin não compreendeu. Pelo menos até sentir a presença de Masami atrás de si e sua mão em seu pescoço. Masami semicerrava seus olhos vermelhos, contendo-se para não apertar o pescoço de Rin. Todos a olharam, o ambiente se tornou intenso e obscuro tanto quando ela naquele momento.

— Se fizer novamente algo contra Mana... Eu mato você.

Rin engoliu em seco, imóvel. Uma gota de suor escorreu por sua testa.

— Não o faria.

— Não há nada sobre isso no anexo. Não é, Reiji? – perguntou sem olhá-lo.

Reiji franziu as sobrancelhas, fechando os olhos.

— Não, não tem.

— Viu? – Masami disse docemente, sorrindo e mostrando ligeiramente suas presas – Posso matá-la como bem entender. Mas não pense que não passará por facas antes. Então... Nunca mais tente nada contra Mana.

Rin se manteve em silêncio e Masami abaixou lentamente a mão, passando por ela e caminhando em direção à saída. Passou pelos irmãos, porém ao passar por Shu, recebeu o que parecia ser um elogio. Ele sorriu com a cabeça baixa, mostrando parte de suas presas e dizendo em um sussurro:

— Você é interessante.

Masami o olhou pelo canto do canto, franzindo as sobrancelhas. Após passar por ele, voltou-se para frente e seus olhos voltaram à cor lilás normal. Ainda na sala de jogos, Yuka abaixou o olhar, receosa, e Sora desviou o olhar, tendo certeza de que Rin não era confiável de nenhuma forma. Reiko segurou na mão de Kanato, fazendo-o sair da sala com ela. Reiji pigarreou e ajeitou os olhos, se aproximando de Rin.

— Não quero saber de eventos como este novamente. – disse severamente – Foi inapropriado e importuno.

— Por acaso se sentiu tocado com as palavras de sua noiva? – Rin o desafiou.

Ele franziu as sobrancelhas mais uma vez.

— Não irei interferir caso Masami queira te matar, espero ter deixado claro isso.

Rin sorriu, semicerrando os olhos de forma maliciosa.

Na madrugada daquela noite, Rin estava na mesma varanda de mais cedo. Vestia uma camisola preta e robe. Pensava com o olhar perdido no que fizera e na reação de Masami. Por um momento teve medo, mas tinha certeza que ela não faria nada. Mal sabia que estava errada.

Ao abaixar o olhar, notou uma presença e olhou para o lado escuro da varanda, vendo Laito caminhar e sair da escuridão, permitindo-a ver seu rosto com a luz da lua.

— Por acaso está arrependida da brincadeira? – perguntou, sorrindo.

— Nem um pouco.

Ele deixou uma risada leve escapar e se aproximou, sentando ao seu lado no chão.

— Não aconselho desafiar Reiji de novo, ele fará da sua vida um inferno. Dessa vez deixou passar. – disse ele – Também não aconselho desafiar a tal da Masami.

— Ela não vai me matar.

— Você não sabe do passado da família Takahashi. – disse ele, fazendo Rin olhá-lo – Eles eram considerados uma das famílias mais sanguinárias de nosso mundo. Matavam sem misericórdia, está no sangue deles.

— E como não soube que Masami matou?

— Porque passaram a se conter após o nascimento das filhas e provavelmente a ensinaram dessa forma. – disse Laito – Mas tenho certeza que está no sangue. Esse tipo de coisa não desaparece tão fácil.

— Não me importo. – ela desviou o olhar, fazendo bico.

Laito sorriu, pegando em seu rosto e apertando suas bochechas para o bico ficar maior.

— Você é suicida. – cantarolou, fazendo-a o imitar.

— Não sou. – disse ela de forma abafada.

Laito desfez o sorriso, largando levemente o rosto de Rin e abaixando a mão, parando-a próximo ao seu pescoço. Rin o olhava atentamente, seus belos olhos verdes a olhavam como nunca ninguém a olhou. Ele tocou seu pescoço gentilmente, mantendo seu olhar fixo nos olhos dela.

— Rin...

Ela arregalou os olhos, levantando rapidamente e abrindo a porta. Ao entrar no corredor e andar, sentiu ser puxada pelo braço e novamente se viu próxima a Laito.

— Não faça esse tipo de coisa, não podemos. – cochichou.

— Agora tem consciência do que faz? – ele cantarolou – Por que não mantem aquele comportamento de mais cedo?

— Eh?

— Venha. – disse ele, levando-a junto.

Rin se viu subindo as escadas e andando apressadamente pelos corredores. No terceiro andar, Laito abriu uma das portas e adentrou o cômodo com Rin, trancando a porta. Rin reparou no quarto. A cor das paredes era clara, o carpete e cortinas verdes, havia uma lareira, uma poltrona e mesa, e uma grande cama com colchas de mesma cor que o carpete. Rin enrubesceu pela primeira vez.

— É... Seu quarto? – gaguejou – Por que estou aqui?! – o olhou.

Laito semicerrou os olhos, sorrindo maliciosamente.

— Assim ninguém vai nos incomodar.

Rin recuou por um momento, porém lembrou-se de todas as vezes que poderia estar se divertindo.

— Tudo bem... Mas não iremos dormir juntos.

— Não se preocupe...

Rin o notou deixar os olhos vermelhos enquanto se aproximava. Laito a pegou no colo e colocou-a na cama, tirando o casaco e chapéu enquanto ela o olhava. Ele segurou em seu pé, beijando-o e subindo os beijos por seu corpo.

— Eu disse... – ela gaguejou, enrubescida – Que não iríamos dormir juntos. – arquejou.

— Hum... Não vamos. – ele cantarolou – Não se excite ainda.

Laito subiu na cama e ficou sobre ela, segurando seus pulsos e passando a ponta da língua em seu pescoço. Rin ofegava, enrubescendo ainda mais e olhando-o por um momento.

— Me dê prazer...

Sorrindo, ele aproximou o rosto de seu pescoço e abriu a boca, deixando à mostra seus afiados caninos. Rin o sentiu penetrar os dentes em sua pele, ofegando e semicerrando os olhos pelo prazer que sentia com o som que ele emitia enquanto sugava seu sangue.