Diabolik Lovers - União de Sangue
62 Capítulo 58: Vermelho é a cor mais quente
Maio chegara, assim como o dia do casamento de Laito e Rin. Os convites haviam chegado poucas semanas depois do casamento de Kanato e Reiko, e Rin organizou tudo com animação e ansiedade. Laito deixou tudo por conta dela, que parecia não precisar de ajuda nenhuma. As meninas a ajudaram, porém ela realmente estava animada e fazia quase tudo sozinha. Ela escolheu os pratos das refeições para a festa, as flores para os centros de mesa, a cor das toalhas, o bolo que Reiko se ofereceu em fazer e, o mais importante, seu vestido de noiva.
Rin escolhera um vestido perfeito para si e não contara à ninguém. As meninas ficaram curiosas, porém ela disse que apenas o mostraria no dia, pois queria que fosse surpresa. E elas esperaram ansiosamente, principalmente Mana.
Reiji e Mana reataram seu relacionamento e após um mês, estavam tão unidos quanto antes. Ela voltara para seu quarto e Kaya também dormia lá, no berço com babados brancos e uma fita rosa. Eles passavam a maior parte do tempo juntos e Reiji dividia seu tempo com prazer entre elas e o laboratório, aproveitando cada minuto com as duas. Mana, por sua vez, surpreendeu-se com o comportamento dele em relação à Kaya. Algo despertara em Reiji, ele realmente a amava e podia-se ver isso em seus olhos, que se mostravam carinhosos sempre que estava com ela. Ele realmente se tornara um pai para Kaya e cuidava dela sempre que não estava no laboratório. Mana tinha Masami e Saki para ajudá-la, porém agora também tinha Reiji. E isso a deixava feliz a todo o momento.
Naquela manhã, Mana despertara com Reiji abraçando-a. Ao virar-se, viu-o acordado e sorriu, sendo pega de surpresa ao ser beijada. Ela fechou seus olhos, sentindo a língua dele adentrar sua boca e tornar o beijo intenso. Ele se pôs sobre seu corpo e seu pescoço foi envolvido pelos braços de Mana, que levemente abriu as pernas ao notá-lo esfregando-se nelas. Reiji já a havia possuído na noite anterior, então Mana usava sua camisola, porém estava sem calcinha. Ele a adentrou calmamente e apoiou as mãos na cama, ofegando enquanto a observava gemer baixo. Mana não queria acordar Kaya, que em dias dormira durante toda a noite.
Ao terminarem, Reiji deitou-se ao seu lado e Mana se sentou, pegando e vestindo sua camisola que fora jogada no chão.
— Aonde vai? – perguntou Reiji.
— Tomar um banho e acordar Rin.
— É o casamento dela. Ela vai acordar sozinha.
— Mas Laito não vai deixá-la sair da cama. – achou graça, levantando.
Reiji sentou-se e agarrou sua mão, puxando-a de volta para a cama e pondo-se sobre ela mais uma vez, beijando-a. Mana achou graça e tocou gentilmente seu rosto.
— Geralmente sou eu quem não o deixa sair da cama. – sorriu ao cessar.
Ele sorriu e ambos se voltaram para o berço ao ouvirem o choro suave e baixo de Kaya. Reiji saiu de cima de Mana, levantando e vestindo uma calça. Ele foi até o berço e pegou Kaya no colo. Mana sorriu e levantou, dizendo:
— A única maneira de me deixar levantar é me substituir? – achou graça.
— Você disse que precisava acordar Rin. – ele sorriu.
Ela riu e virou-se para ir ao banheiro, porém Reiji voltou-se para ela.
— Acho que ela está com fome.
Mana virou-se, cruzando os braços e sorrindo.
— Creio que não tem os aparelhos necessários para isso, não?
Ele tracejou um meio sorriso.
— Diga. – disse ela, aproximando-se.
Reiji suspirou, porém disse, resmungando:
— Não tenho os aparelhos necessários para isso.
Mana esboçou um largo sorriso e pegou Kaya de seu colo, voltando para a cama e abaixando a alça de sua camisola, pondo-a para mamar. Com um mês de idade, Kaya precisava agora de apenas cinco minutos para se saciar. Reiji observava Mana, sentando a sua frente e sorrindo. Sempre que amamentava, ela sorria para Kaya. E ele gostava de vê-la fazendo isso.
Mana fitou Reiji, desfazendo o sorriso.
— Pode abrir a gaveta da minha penteadeira?
Ele assentiu, levantando e indo até o móvel.
— Há uma carta que desejo que leia. – disse ela.
Ele abriu a gaveta e em meio à escova de cabelo de Mana e algumas de suas maquiagens, lá estava a carta. Viu um envelope branco, porém ao virá-lo, leu o nome que continha. Ele elevou levemente as sobrancelhas, voltando-se para ela.
— É dele.
Ela assentiu.
— Ele me pediu para dar à Kaya quando completasse dezoito anos.
— Posso ler?
— Hum. – assentiu.
Reiji aproximou-se da cama, sentando-se próximo de Mana e abrindo o envelope. Ele tirou os papéis de carta e uma foto de Carla sorrindo com um jardim logo atrás, observando-a e sabendo quem fora o pai biológico de Kaya. Ao desdobrar as folhas, começou a ler. Seus olhos semicerraram-se enquanto o fazia, lendo cada palavra escrita e virando cada folha ao terminar de lê-la. Ao fim, dobrou as folhas e as guardou novamente no envelope, juntamente com a foto. Ele voltou-se para Mana e perguntou:
— Você leu?
— Não. Não consegui. – desviou o olhar – Mas ele havia me dito o que havia escrito.
— Sua história e como Kaya não deve seguir seus passos em relação à vingança. Ele parece sincero.
— Ele mudou um pouco antes de morrer. – ela sorriu levemente.
— Teria ficado com ele?
Mana o olhou, observando sua expressão.
— Eu estou com você.
Reiji semicerrou os olhos e levantou, guardando a carta no lugar e sentando-se ao lado de Mana ao retornar. Pôs seu braço ao redor dela, observando Kaya e afagando sua frágil cabeça.
— Vai dar a carta? – perguntou ele.
— Desejo sua opinião.
— Creio que quando adulta, ela deva saber a verdade. Até lá... Vamos esperar.
Mana assentiu, deitando a cabeça sobre seu ombro. Reiji olhou-a, beijando sua cabeça.
No quarto de Laito, ele e Rin ainda dormiam na cama. Rin praticamente já morava em seu quarto, apenas suas coisas ainda não estavam lá. Como ele permitiu apenas que a cor das paredes fosse retocada, o quarto parecia o mesmo. Laito dormia com o braço sobre sua cintura e ela se moveu suavemente ao despertar. Ele a abraçou, aproximando-a mais de si e aconchegando seu rosto na nuca de Rin, que sorriu.
— Tenho que levantar. – disse ela.
— Eu também.
Rin virou-se para ele, observando-o de olhos fechados até que ele os abriu e sorriu, vendo-a o olhando.
— Quer alguma coisa? – perguntou, sorrindo suavemente e beijando-a.
Rin envolveu seu pescoço com os braços e Laito se pôs sobre ela, continuando a beijá-la e acariciando sua cintura sobre a roupa. De repente a porta do quarto se abriu e Mana adentrou sem bater, vestida em um vestido simples e azulado.
— Eu sabia! – exclamou.
Os dois se surpreenderam, olhando-a. Mana correu para a cama e empurrou Laito, tirando-o de cima da Rin e puxando-a pela mão.
— Vamos! – exclamou – Vocês nem deveriam se ver hoje até a hora da cerimônia!
— Ah, pára com isso, Mana-chan!
— Não! – cantarolou, saindo do quarto com Rin.
Laito deitou a cabeça no travesseiro, achando graça e fitou a porta, ansiando pelo momento em que veria Rin caminhando em sua direção. Ele jogou a coberta longe e levantou.
Mana correu com Rin pelo corredor e a levou para o banheiro, fazendo-a entrar e dizendo para ela relaxar dentro da banheira para começarem a se arrumar. Ela apenas riu, percebendo como Mana estava mais animada que ela. Rin despiu-se e entrou na banheira, sorrindo ao começar relaxar.
No quarto de Laito, ele ouvira alguém bater na porta. Ele pegara suas roupas para começar a se arrumar após o banho e quando abriu a porta, deparou-se de forma surpresa com Ayato e Kanato. Eles ainda não estavam arrumados e Ayato sorria de forma animada e desafiadora enquanto Kanato o olhava de forma ligeiramente afetuosa com Teddy nos braços.
— O que está fazendo? – Ayato exclamou – Vamos logo nos arrumar!
— Eh?
— Shuu nos chamou para nos arrumarmos no quarto dele dessa vez. Por favor, vamos logo. – disse Kanato, agora apático.
Laito os olhava, estático, porém sorriu de forma contente, assentindo. Pegou suas coisas e os três direcionaram-se para o quarto de Shuu, adentrando-o e vendo Shuu, Reiji e Subaru. Shuu e Reiji seguravam Shirou, com seis meses agora, e Kaya, com um mês.
— Reiji-kun, está de babá hoje? – Laito brincou.
— Aprecio ficar com Kaya e creio que facilitaria o dia para Mana.
— Então quer dizer que gosta de ficar com ela. – ele sorriu – Que bom.
Reiji franziu levemente a testa, porém assentiu . Shuu pôs Shirou na cama e pegou suas roupas, tirando a camisa e sendo observado pelo irmão.
— Você vai deixá-lo na cama sem apoio? – perguntou Reiji.
— Ele já senta sozinho.
Reiji fitou Shirou, que realmente virou-se e se sentou sozinho, observando o pai.
— Pobre criança. – deixou escapar – Com um pai como você, ele vai cair da cama.
Shuu sorriu, achando graça e pegou dois travesseiros, pondo-os atrás e ao lado de Shirou para o contentamento de Reiji. Os seis começaram a se arrumar, trocando de roupa e ajudando uns aos outros a fazerem os nós de suas gravatas, sendo Reiji quem ajudou a maioria, deixando Kaya com Shuu para ajudá-los.
Enquanto os meninos se arrumavam, as meninas arrumavam-se no quarto de Rin. Após o banho, Mana a buscara e agora as seis se preparavam para a cerimônia. Rin maquiou primeiro as outras meninas e enquanto se maquiava, Mana arrumava o cabelo delas. Ao terminar, passou para Rin e começou a prender seu cabelo enquanto moldava os cachos.
Como Mana voltara ao seu corpo após aquele mês, vestiu um longo e justo vestido dourado de mesma cor que seus saltos. Seu cabelo loiro-claro estava metade preso e com cachos nas pontas. Masami usava um vestido longo de cor azul e brilhoso nos detalhes, usando uma sandália de salto alto com brilhos azuis e seu cabelo estando preso em um coque trançado. Sora usava um longo vestido turquesa, sapatos pretos e seu cabelo estava preso sobre um ombro com enfeites de flor. Yuka usava um longo vestido rosa-claro com sapatos de mesma cor e o cabelo metade presos e cacheado. E Reiko usava um longo vestido preto com brilhos, assim como seus sapatos e seu cabelo estava preso em um coque com uma flor roxa enfeitando-o.
Masami e Mana ajudaram Rin a se vestir e calçar seus saltos, que tinham uma rosa vermelha no topo. Ao colocarem a tiara e véu em sua cabeça, Mana o ajeitou e Masami deu-lhe o buquê. Rin olhava-se no espelho, sorrindo de forma confiante.
— É... – cantarolou – Eu estou linda!
Sora pôs a mão na frente do rosto, rindo.
— Você é tão confiante. – disse Reiko, franzindo a testa.
— É porque eu sei que Laito vai estar lá.
— A gente também sabia. – disse Mana.
— Ah, é! Então estavam nervosas ao verem as salsichas pela primeira vez. – riu.
— Rin, sério. – Masami franziu as sobrancelhas – Não me importo se hoje é o dia do seu casamento, se disser mais besteiras, vou enfiar o buquê na sua garganta.
As meninas riram e Rin sorriu sem jeito, assentindo.
— Vamos logo. – Masami sorriu, segurando sua mão e surpreendendo-a.
As quatro sorriram de forma contente e saíram do quarto enquanto Rin e Masami fizeram o mesmo. Sora e Yuka direcionaram-se para o jardim e antes que Mana e Reiko fizessem o mesmo, Rin parou e olhou-as de forma incômoda. Masami a olhou, não compreendendo.
— Mana. Reiko.
Elas pararam, fitando-a.
— O que foi? – perguntou Mana.
— E-Eh. – gaguejou – Eu...
— Agora está nervosa? – Reiko sorriu debochadamente.
Rin franziu as sobrancelhas, lançando lhe um olhar.
— Não. – abaixou o olhar por um momento – Percebi agora que nunca pedi desculpas... Por tudo o que fiz.
— Quer fazer isso agora? – perguntou Mana, surpresa, porém feliz – Não precisa, Rin.
— Precisa sim. – Reiko a olhou – Ela jogou meu colar na lareira.
Rin deu um meio sorriso sem graça.
— É, isso... Mana, me desculpe por invadir seu quarto, vasculhar suas coisas e ler seu diário na frente de todos. E Reiko... Me desculpe por jogar seu colar na lareira.
— Tudo bem. – Mana sorriu.
— Obrigada. – disse Reiko, contente.
Rin sorriu, vendo-as se virarem e saírem para irem para o jardim. Ela respirou fundo, a hora estava próxima.
— Vamos? – Masami perguntou.
Rin a olhou, segurando firmemente sua mão.
— Eu detestava você. – confessou – Quando chegamos, você foi escolhida para ser a futura esposa do primogênito do rei enquanto eu me tornei noiva de um garoto que me odiava. Você é pura, polida e esperou com prazer a noite de núpcias para se deitar com Shuu.
Masami prestava atenção, contendo sua surpresa.
— Eu não sou nada disso. – Rin sorriu sem jeito – Por isso nunca nos damos bem.
— Mas agora nos damos.
— Desculpe por ter te irritado e humilhado sua irmã.
Masami sorriu.
— Me desculpe por te ameaçar e bater em seu rosto.
— Acho que mereci. – ela deu de ombros, achando graça.
Ambas riram.
— Tudo bem, melhor irmos se não Laito vai pensar que desistiu.
— Hum. – ela sorriu – Mas acho que não.
Masami assentiu, voltando a andar com ela. Ao se aproximarem da porta para o jardim, avistaram o pai de Rin. Um homem alto com cabelos escuros penteados para trás e olhos marrons. Rin sorriu e Masami deixou-a com o pai, cumprimentando-o e indo para o lado de fora. Ele a observou, vendo os detalhes vermelhos de seu vestido.
— E ainda me surpreendendo. – ele sorriu – Até no dia de seu casamento você usa algo vermelho.
Ela sorriu, encolhendo os ombros de forma feliz.
— Rin, ele a trata bem? – seu pai perguntou – Laito-kun parece educado e respeitador com você, mas... Está feliz?
— Sim. – assentiu – Nós nos amamos.
— Que bom que isso deu certo.
— Bem... – ela desviou o olhar – Quando viemos para cá, não foi exatamente de Laito que fiquei noiva.
— O que?
— Fora de outro irmão dele, mas nos gostamos e meu noivo na época gostava da noiva de Laito, então...
Seu pai compreendeu.
— Hum, interessante. E moderno.
Ela riu.
— Estou feliz. – ele sorriu e ofereceu sua mão – Vamos?
Ela a segurou e direcionou-se para a porta com seu pai. Os violinos começaram a tocar a bela melodia e Rin caminhou até o arco, onde Laito a esperava. As meninas formavam uma fila no lado esquerdo e os meninos o mesmo do lado direito. Rin enrubesceu levemente ao ver como Laito estava bonito. Ele sorria de forma empolgada e até um pouco cômica. Seu terno era branco, assim como a gravata amarrada em um grande laço, sendo que sua camisa era preta como seus sapatos. Metade de seu cabelo estava preso em uma espécie de rabo de cavalo e ele usava um chapéu preto com laço de mesma cor. Rin sorriu, seu estilo era inconfundível.
Ao ver Rin caminhar em sua direção, Laito pensava que finalmente se casaria com ela. Após tudo o que houve, sua mudança e o sequestro de Rin, ele quem ansiou mais por esse dia. O vestido de Rin possuía o corpete justo e moldava sedutoramente seus seios, tendo um grosso colar e duas alças que ligavam o corpete desde suas laterais ao colar. O decote era reto e possuía um triângulo invertido em renda vermelha, assim como as alças e o colar. A grande saia se iniciava logo ao fim do corpete e o tecido balançava suavemente como ondas enquanto ela caminhava. Seus brincos eram de ouro e seu buquê era de rosas vermelhas. Seu cabelo vermelho-sangue estava preso em um coque cacheado, o véu era longo e ela usava longas luvas.
Ao se aproximar, Laito sorriu gentilmente e segurou sua mão, agradecendo ao pai de Rin. Ao se colocarem à frente da mesa com as duas taças, voltaram-se para o avô de Rin, que faria a cerimônia. Ao iniciar os votos, Laito e Rin puseram-se frente a frente, sorrindo um para o outro e recitando os votos. Ambos incrementaram um pouco. Rin prometera que aprenderia a fazer Macaron, pois sabia bem que era seu doce favorito, e Laito prometera que não ensinaria nada inadequado aos filhos deles antes dos dezesseis anos. Ela riu, contagiando a todos. Em seguida Subaru deu as alianças à Laito, que a pôs em seu anelar esquerdo ao tirar sua luva e sorriu quando ela fizera o mesmo.
Após receberam a faca e cortarem a palma de suas mãos, beberam o sangue um do outro ao encherem as taças até a metade. Saborearam e puseram as taças sobre a mesa. Laito puxou-a para si, sorrindo ao passo que pôs a mão em suas costas e beijou-a. Rin envolveu seu pescoço com os braços e sorriu largamente ao cessarem.
Debaixo da grande lona branca, as cores principais da decoração eram o vermelho e o dourado. As mesas possuíam toalhas douradas e os centros de mesa eram com rosas vermelhas. Laito e Rin dançavam, girando de forma divertida enquanto os convidados sorriam ao verem a felicidade de ambos. O bolo que Reiko fizera possuía quatro camadas circulares e faixas em dourados, tendo várias rosas vermelhas. Os irmãos de Rin, Naruki e Satoya, agora com 17 e 14 anos e um pouco mais altos, observavam a mesa dos doces após rirem do bolo de Rin e de seu favoritismo óbvio pelo vermelho.
— Estão querendo o que? – Rin aproximou-se, sorrindo.
— Quando vão servir os doces? – Satoya perguntou, animado.
— Daqui a pouco. – ela riu – Não sejam comilões.
Ao olhar de relance para o lado, viu uma das irmãs de Reiko observando-os e desviando o olhar de forma envergonhada ao ser pega. Rin sorriu, aproximando-se dela. Naruki observou a menina, que usava um vestido lilás de mangas até os cotovelos. Ela possuía cabelos marrons e olhos azuis como o céu. Ele ajeitou seu cabelo escuro enquanto a fitava com seus olhos vermelhos.
— Você é Ruka, né? – perguntou Rin.
— S-Sim. – disse ela, timidamente.
Rin pegou um doce e ofereceu à ela, que olhou-a de forma surpresa, vendo como ela era gentil.
— N-Não precisa.
— Pra ela você dá os doces? – exclamou Satoya.
— Calado.
Ruka pegou o doce, sorrindo para Rin e voltou para a mesa onde estava sentada com as irmãs e sua mãe, que estava com Ryuu em seu colo. Ao virar-se, Rin notou Naruki ainda olhando para Ruka e achou graça, sorrindo maliciosamente.
— O que quer com ela?
— N-Nada! – exclamou, sendo pego – Só a achei bonita. – murmurou.
— Então a convide para dançar.
— Eu não! – cruzou os braços, corando.
— Ei, irmão meu não é covarde. – disse ela, segurando-o pelos ombros e fazendo-o andar – Vá até aquela mesa e pergunte se ela quer dançar com você.
Ele hesitou, porém Rin o empurrou, fazendo-o continuar sozinho. Naruki ajeitou o cabelo mais uma vez, tendo certeza de que nenhuma mecha estava em pé e se pôs ao lado de Ruka, que o olhou ao notá-lo ali.
— Eh, e-eu... – parou, recompondo-se.
Ruka sorriu, não compreendendo. As outras quatro riram baixo entre si e Chiasa pediu que parassem, prestando atenção no menino com sorriso meigo. Ele suspirou rápido e perguntou:
— Você quer dançar comigo?
— Claro. – ela sorriu, levantando – Meu nome é Maeda Ruka.
— Suzu Naruki.
— Irmão da noiva?
— Hum. – assentiu.
Ele ofereceu sua mão, segurando a mão de Ruka e indo para o centro, dançar em meio aos outros convidados. Chiasa sorriu de forma alegre, fitando Ryuu e o balançando suavemente, fazendo-o rir. Rin observava os dois dançando e fitou Satoya, que franziu levemente as sobrancelhas.
— Quer ajuda também?
— Não.
Ele fitou rapidamente uma das irmãs de Ruka. Uma garota com cabelos de cor caramelada e olhos vermelhos, ruborizando levemente.
— O nome daquela é Rikae.
— Eu não quero dançar com ninguém! – ele correu da irmã.
Rin deixou escapar uma gargalhada e Laito surgiu de repente, levando-a para o centro de novo para dançarem. Em uma das mesas, Sora e Ayato comiam, Yuka e Subaru conversavam e Kanato e Reiko observavam os convidados dançarem. Ela fitou a irmã dançando com o irmão de Rin e suspirou.
— Ele vai desonrar minha irmã.
Kanato achou graça.
— Ela é como você e ele pareceu gostar dela.
— Tomara. – Reiko sorriu.
Ambos viram Momo e Azusa se aproximarem e pararem a sua frente.
— Kanato-san, Reiko-san! – Momo sorriu – Temos algo para falar.
— O que houve? – perguntou ela.
Momo e Azusa entreolharam-se e os fitaram.
— Vamos... Nos casar... – disse ele.
Os dois se surpreenderam.
— Parabéns. – disse Reiko, sorrindo.
— Queremos que todos vocês venham.
— Eh, obrigado. – Kanato sorriu.
Momo sorriu de forma animada e foi convidada por Azusa para dançar. Reiko sorriu, contente e Kanato convidou-a para dançar também. Após algumas horas, a festa chegou ao fim e os convidados partiram. Laito e Rin dirigiram-se para o quarto, que agora seria de ambos, e trancaram-se.
Ainda perto da porta, Laito voltou-se para ela, sorrindo gentilmente.
— Estamos casados.
— Sim. – ela sorriu, feliz.
— E o que pessoas casadas fazem?
Ela riu. Laito sorriu e a beijou de repente, abraçando-a. Rin enrubesceu, sentindo seus lábios e pondo os braços ao redor de seu pescoço. Ele a suspendeu, levantando-a para a cama e deitando-a. Tirou o paletó e pôs-se sobre ela, apoiando as mãos e joelhos na cama. Rin o olhava, corando.
— Não vai me deixar tirar o vestido? – sorriu timidamente.
— Não. – ele sorriu de forma maliciosa, puxando a gravata e desfazendo o laço.
Ela encolheu-se, sorrindo e assentiu. Laito beijou-a, adentrando sua boca com a língua e fazendo-a ofegar. Correu as mãos por seu ombro, tocando sua cintura e descendo-a até a saia de seu vestido, levantando-a e acariciando sua perna até chegar à sua calcinha. Ele cessou por um momento, tirando sua calcinha branca e ajoelhando no chão, passando a acariciar o âmago de Rin com a língua.
Ao sentir o toque de sua língua, Rin arquejou e contorceu-se, sentindo o prazer que ele sempre lhe dava. Ela apertou os lençóis, inclinando a cabeça para trás enquanto gemia. Laito cessou, olhando-a e umedecendo os lábios, levantando e desabotoando a camisa. Rin o olhou, fechando as pernas e respirando de forma ofegante, vendo-o tirar a camisa e os sapatos. Ele se pôs sobre ela mais uma vez, sorrindo de forma maliciosa e abrindo gentilmente suas pernas após desabotoar a calça. Ela ruborizou, ainda estava vestida e até mesmo com o véu de noiva.
— V-Vamos fazer assim? – perguntou ela, docemente – Vestidos?
— Hum. – ele assentiu – Que forma melhor de aproveitar nossa noite de núpcias? Quero você de noiva durante toda a noite.
Rin semicerrou os olhos, inclinando levemente a cabeça para trás ao senti-lo adentrá-la. Laito abriu levemente a boca, ofegando e olhando-a gemer enquanto ele a possuía. Segurou seus joelhos, empurrando-os levemente para frente e fazendo-a gemer mais alto ao senti-lo fundo dentro de si. Rin o olhou, corada e sorria de forma ofegante. Ele sorriu, gemendo baixo.
— Laito. – ela cantarolou – Quero ficar por cima.
— Hum. – ele assentiu – Daqui a pouco. – passou a movimentar-se mais rápido.
Rin contorceu-se, mordendo o lábio inferior. Laito olhava seu corpo balançar e sua excitação apenas aumentava.
Uma semana após o casamento, tudo voltara ao normal. Como agora apenas Subaru, Yuka e Reiko estudavam, apenas os três iam para a escola à noite. Os outros se ocupavam de outras formas. Sora e Ayato conversavam quando não estavam fazendo sexo. Reiji ficava em seu laboratório ou com Mana e Kaya. Masami tocava violino para Shuu e Shirou. Reiko e Kanato passeavam pela floresta e faziam amor à noite ao deitar-se. E Subaru e Yuka tentavam não quebrar o quarto de novo. Porém quem ainda estava em ritmo de noite de núpcias eram Laito e Rin, que estavam trancavam no quarto há uma semana.
Caminhando pelo corredor numa tarde, Reiji avistou Sora, Reiko e Yuka na frente da porta do quarto de Rin e Laito, abaixadas. Sora e Yuka dividiam a fechadura para vê-los dentro do quarto e Reiko os ouvia, parada a frente da porta.
— O que estão fazendo? – ele perguntou severamente.
Sora e Yuka exclamaram e correram ao levantarem. Yuka puxou Reiko para que fizesse o mesmo. Reiji franziu a testa, pasmo com a situação e percebeu a porta do quarto se abrir e Rin surgir. Ela usava a camisa preta de Laito do casamento e seu cabelo estava bagunçado.
— Ah. Oi, Reiji. – sorriu de forma maliciosa – O que faz aqui? Tentando nos ver e aprender coisas novas?
— Claro que não. – disse ele, aborrecido – Eu...
— Ah! Nos faça um favor? – interrompeu-o – Traga uma jarra de água e dois copos, tudo bem? – sorriu – Obrigada!
Rin fechou a porta repentinamente, deixando Reiji com a expressão indignada. Ele apenas virou-se e se retirou, direcionando-se para seu quarto e vendo Mana sentada na cama ao entrar.
— Oi. – ela sorriu – Estava no laboratório?
— Sim.
Ele tirou o paletó e o pôs sobre a poltrona, sentando na cama. Mana lia uma revista, porém a fechou, deitando de lado e observando-o.
— O que fez hoje? – perguntou, sorrindo.
— Estava tentando fazer um novo veneno.
— Veneno? – atentou-se – Reiji, deixe tudo isso trancado num armário, em alguma prateleira alta.
Ele achou graça.
— Claro que vou. Mas ainda está em processo, estou pensando em algum outro ingrediente.
— Entendi.
— Quando estava vindo para cá, vi Sora, Yuka e Reiko espiando o quarto de Laito e Rin pela fechadura.
Mana riu, surpresa.
— Sério? Bem, não me surpreendo. Eles já estão lá há uma semana.
— Elas correram quando me viram e Rin abriu a porta, provavelmente escutou. Ela pediu para eu levar uma jarra de água pra eles. – ele suspirou – O que ela pensa que eu sou? Um mordomo?
Ela gargalhou, afundando o rosto no travesseiro para não acordar Kaya dentro do berço. Lembrou-se imediatamente de Masami quando ela o chamava de mordomo.
— Deve pensar.
Ele desviou o olhar, ainda indignado. Mana olhava-o, sorrindo de forma intencionada.
— Né? Podíamos fazer o mesmo que eles. – tocou sua mão – Acabei de fazer Kaya dormir. E se não fizermos muito barulho, não vamos acordá-la.
Reiji a olhou, sorrindo gentilmente e beijando-a.
— Mas de uma maneira diferente. – disse ao cessar.
— Qual?
Reiji levantou e foi até seu banheiro, abrindo a torneira da banheira. Mana o observava, sentada na cama e não compreendeu, porém ele retornou e a deitou, despindo-a lentamente e admirando seu corpo. Pôs a boca em um de seus seios e o chupou, o que não fazia há muito tempo. Reiji cessou de repente de forma surpresa ao sentir o gosto de seu leite materno.
— Eh, desculpe. – ela corou, desviando o olhar – Ele sai sozinho.
Reiji olhava sua expressão e disse:
— Isso é perversão.
— Eh? – ela corou mais, olhando-o.
— Me sinto excitado com isso.
Mana desviou o olhar, envergonhada. Ele voltou a chupar seu seio e apertou suavemente seu outro mamilo. Mana contorceu-se, contendo o gemido alto que sairia. Seus mamilos estavam ainda mais sensíveis por causa da amamentação. Reiji percebeu pelo som que a banheira estava quase cheia e pegou Mana no colo, levando-a para o banheiro e pondo-a dentro da água, fechando o registro da torneira. Ele se despiu e entrou na água, sentando a frente dela. Mana sorriu timidamente.
— Quer fazer aqui?
— Sim. – ele sorriu, inclinando-se para frente e fazendo-a vir até ele.
Mana sentou-se sobre seu quadril com as pernas abertas e joelhos dobradas, olhando-o nos olhos. Reiji beijou seu pescoço, pondo a mão em seu seio e sentindo-o. Ela arquejou, gemendo docemente e sentiu-o envolver sua cintura com o braço. Abaixou a mão que tocava seu seio e adentrou com o dedo em sua intimidade, movendo-o e vendo-a gemer levemente mais alto, ainda contendo-se por causa de Kaya. Ele semicerrou os olhos e retirou seu dedo de dentro dela, segurando-o e fazendo-o encaixar em Mana, que mordeu o lábio inferior. Reiji ofegou, abrindo levemente a boca e encaixando o rosto no pescoço dela.
Mana fechou os olhos, abraçando-o e movendo o quadril, ouvindo-o gemer próximo de sua orelha. Ele apertava sua cintura com as mãos, fazendo-a mover-se mais rápido e apertando os olhos. Mana o afastou de si, segurando seus ombros e observando sua expressão excitada. Reiji enrubesceu suavemente, envergonhado por ela vê-lo dessa forma.
— O que está fazendo?
— Quero olhá-lo... – disse ela, ofegante – Assim como me olha.
Ela voltou a mover o quadril, vendo-o engolir em seco, porém logo voltando a gemer. Reiji semicerrou os olhos, apertando sua cintura e torcendo levemente a expressão pelo prazer. Mana beijou-o intensamente, sentindo-se mais excitada.
Algumas dias depois, Laito e Rin enfim saíram do quarto. E duas semanas após o casamento, Masami e Mana conversavam na sala de estar, acompanhadas por seus filhos. Shirou estava sentado no tapete, brincando com seus brinquedos e Kaya dormia nos braços de Mana.
— Sabe se Reiji disse algo ao pai? – perguntou Masami – Dessa vez não o vi no casamento, mas com certeza ele estava lá.
— Ligou para ele, contando de antemão que a filha nascera e possuía cabelos brancos parecidos com os dele.
— Mas pelo o que você me contou, ela tem as pontas roxas como os cabelos de Carla.
— Mas pelo menos vai diminuir a curiosidade dele quando notar os cabelos dela.
— Esperamos.
As duas cessaram o assunto ao verem Saki chegando ao cômodo com Yuuzo nos braços. Os Mukami sabiam que algo de errado acontecera entre Reiji e Mana após ela voltar, porém não sabiam sobre Kaya e sua linhagem. Apenas viram como ela era diferente, mas não estranharam, pois os cabelos de Subaru também eram diferentes. Logo, deveria ser algo de família.
— Oi. – Saki sorriu, animada – Yuma me trouxe, ele está com Shuu.
Elas sorriam.
— Ela está dormindo. – Saki cantarolou, sentando ao lado de Mana no sofá – Como ela está?
— Muito bem. E ela escolhe horários ótimos pra dormir. – achou graça – Mas agora está me deixando dormir mais durante a noite.
— Com quem ela é parecida? A mãe de Reiji?
— Com o pai, o rei. – mentiu.
— O cabelo dela é lindo.
— O de Yuuzo também.
— E cresce rápido. – Saki achou graça, pondo Yuuzo no tapete ao lado de Shirou – Ele tem apenas seis meses, mas já cortamos o cabelo dele duas vezes durante esse tempo. É igual à Yuma, mas ele deixa crescer.
Mana sorriu e percebeu Rin entrar no cômodo, porém virar-se para sair às escondidas.
— Rin.
Ela estremeceu, voltando-se para Mana e sorrindo sem jeito.
— Sim?
— Fique conosco.
— Eh...
— Vamos.
Ela desistiu e sentou ao lado de Masami.
— Como está indo a vida de casado? – perguntou Saki.
— Ela enfim saiu da caverna. – Masami sorriu, fitando-a.
— Engraçadinha. – disse Rin – Está tudo bem.
— Que ótimo. – Saki sorriu – Já planejam ter filhos ou querem esperar?
— Não é meio cedo pra pensar nisso?
Elas observaram sua timidez quanto ao assunto e sorriram. Rin tinha certa curiosidade em relação à crianças e em relação às suas próprias. Pensava como seria ter um filho, como ele seria e se ela saberia como cuidar dele.
— Se não quer agora, melhor se precaver. – disse Masami.
— Ela tem razão. – Saki sorriu – Acabei engravidando. Não era exatamente nosso plano, mas aconteceu.
— Hum. – Rin assentiu, compreendendo.
Laito surgiu próximo à porta, prestando atenção na conversa e observando Rin, sorrindo.
— Como é... Ter um bebê? – ela perguntou.
— Está falando sobre o que exatamente? – perguntou Saki.
Masami a observou, ela tinha certeza de que não era da dor do parto que Rin tinha medo.
— Hum... – Rin pensou – Não o parto, eu sei que dói. Mas... Sobre agora ter... Uma vida pra criar. Não dá medo?
— Dá medo sim. – Masami sorriu – Mas quando você o olha e vê que foi você quem fez, sabe que vai fazer de tudo para ele ser feliz.
Rin surpreendeu-se, olhando nos olhos de Masami e desviando o olhar de repente, levantando.
— Tudo bem! – sorriu – Vou indo, com licença.
As três viram-na se retirar do cômodo e sorriram, percebendo que Rin tinha medo de criar um filho. Laito escondeu-se no corredor e quando a viu passar, seguiu-a e surpreendeu-a, tampando seus olhos por trás.
— Quero vê-la nua. – cantarolou, fazendo-a rir.
Ela voltou-se para ele, beijando-o e sorrindo ao cessar.
— Né, você tem medo de ter filhos? – ele perguntou – Nunca me contou isso.
— Fofoqueiro. – afastou-se – Ouviu a conversa?
— Uma parte. E então?
— Não é nada.
— Pode falando, Rin-chan.
Ela desviou o olhar, suspirando.
— Não sei se... Serei uma boa mãe.
Ele a olhou de forma surpresa.
— Claro que vai. – sorriu.
Ela o fitou, surpresa.
— Como sabe?
— Porque você é você. – segurou sua mão – Você é insistente até irritar, corajosa e paciente até certo ponto. – achou graça – Você vai ser uma ótima mãe.
Rin sorriu, contente e achando graça ao mesmo tempo.
— Obrigada. Mas ainda não estou pronta.
— Tudo bem. – ele sorriu – Também não estou pronto.
Rin o olhou de forma admirada, beijando-o.
— Vamos para o terraço. – disse ao cessar, segurando sua mão.
Ele assentiu, indo com ela.
Em julho, ao completar dois meses após o casamento, o dia amanheceu com Shuu e Masami fazendo amor na cama, em seu quarto. Ele movia-se sobre ela, sentindo-a por completo e o cessarem, deitou-se de lado e fez com que ela fizesse o mesmo, continuando a beijá-la. Apertou levemente sua cintura, sorrindo e olhando seus olhos de uma forma diferente. Ele suspeitava de algo e percebera que Masami ainda não havia notado.
— O que foi?
— Acho que sei de algo que você não sabe.
— O que? – ela achou graça.
Shuu se sentou e abriu a gaveta de seu criado-mudo, pegando algo e voltando-se para Masami. Ao ver o que ele segurava, ela se deparou com uma embalagem de teste de gravidez. Abriu a boca, rindo.
— Não estou grávida.
— Eu acho que está.
— E como pode achar isso?
— Masami, conheço cada detalhe de seu corpo. – ele sorriu de maneira maliciosa – E acredite, ele está mudando de novo.
Ela engoliu em seco, não poderia já estar grávida de novo sem nem sequer perceber. Sua menstruação nem havia atrasado. Ele balançou a caixa, despertando-a.
— Esse mostra as semanas. – sorriu, convencido.
Ela suspirou e pegou a caixa, vestindo uma de suas blusas e indo para o banheiro. Masami sabia bem sobre as instruções da bula e fez tudo como na primeira vez ao descobrir que estava grávida de Shirou. Este teste, porém, tinha um visor que diria se ela estava grávida ou não e de quantas semanas estava se caso estivesse. Ela se sentou na tampa do vaso e esperou.
— Já fez?— perguntou Shuu da cama.
— Estou esperando.
— Espera aqui.— disse ele em tom óbvio.
Ela voltou para o quarto e sentou-se ao seu lado. Ambos esperaram, sentados lado a lado e olhando fixamente para o visor. Ao terminarem os cinco minutos, as letras no visor piscaram e Masami arregalou lentamente os olhos. Piscava em letras grandes a palavra “GRÁVIDA” e logo abaixo havia escrito “3 semanas.”. Quando as letras pararam de piscar, ela ainda assimilava. Shuu sorriu, percebendo que realmente seria pai de novo e olhou-a, dizendo:
— Eu te disse.
Ela o olhou, rindo ao crer que teria mesmo outro bebê.
— Você é inacreditável.
Shuu sorriu, beijando-a e sendo abraçado por Masami.
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