Diabolik Lovers - União de Sangue

44 Capítulo 41: Em breve sapatinhos


Duas semanas se passaram após o casamento e Masami tentava se acostumar a não estudar mais. Ela, Shuu e Reiji haviam se formado no colégio e ao menos Reiji ocupava-se com suas poções e leitura para a mesma finalidade. Durante a organização do casamento, ela se distraiu com tudo que precisava ver e rever para o dia, mas agora percebera que realmente não iria mais para a escola à noite. Masami tentava se ocupar, compondo músicas e tocando violino. E Shuu ocupava-se na maioria das vezes de outra forma: fazendo sexo com ela. Todos os dias e a qualquer hora ele a puxava para irem para o quarto e trancavam-se por horas. Quando desapareciam, todos já sabiam.

Naquela manhã, Masami despertara com Shuu beijando sua nuca. Ela tracejou um sorriso singelo e virou-se, beijando-o e pondo-se sobre ele, sentindo-o acariciar seu corpo. Shuu a deitou e beijou seu pescoço, descendo os beijos e excitando-a em seu lugar favorito. Adentrou-a de forma calma debaixo das cobertas, tornando os movimentos intensos após ver sua expressão excitada. Ele fez com que Masami sentasse sobre seu quadril e dobrasse os joelhos sobre o colchão, envolvendo-a com os braços e beijando-a enquanto ela movimentava sedutoramente o quadril.

Shuu passou a beijar seu pescoço, ouvindo, porém, risadas baixas do lado de fora do quarto. Eles pararam, entreolhando-se de forma confusa e fitando a porta.

Shhh! Cale a boca, Rin!— sussurrou Mana.

Tá bom!

Shuu e Masami franziram as sobrancelhas, desconfiados, porém a porta se abriu de repente e cuspiu Rin e Mana para dentro do quarto, que caíram no chão, exclamando pelo susto. Logo atrás delas estavam Sora, Reiko e Yuka. Masami exclamou, envergonhada e saiu de cima de Shuu, cobrindo-se. Ele apenas assistia à situação.

— O que estão fazendo?! – Masami exclamou.

— Tentando ver vocês pela fechadura! – exclamou Rin.

Ela a olhava, boquiaberta e enrubescendo.

— Rin nos chamou. – disse Reiko, apática.

— É verdade! – Sora gaguejou, envergonhada e correu, saindo de lá.

Yuka também correu, envergonhada por terem as descoberto. Reiko virou-se e se foi calmamente. As duas levantaram, olhando-os.

— Mana! – exclamou Masami – Você ficou louca?!

— Eu apenas ia avisar para não se atrasarem, mas Rin já estava na porta olhando pela fechadura!

— Vocês são horríveis!

— Eu só queria me certificar que estavam dormindo mesmo juntos. – Rin riu.

— I-Isso não é da sua conta! – exclamou Masami – Saiam daqui!

— Tudo bem. – ela levantou as mãos e se foi.

Mana sorriu sem jeito e virou-se, saindo enquanto dizia:

— Não se atrasem!

Masami franziu as sobrancelhas ao ver a porta sendo fechada. Ao olhar para Shuu, apenas o viu sorrindo.

— Pare de sorrir.

— Não achou mesmo graça disso? – ele perguntou.

— Claro que não. Elas estavam ouvindo e vendo o que estávamos fazendo. Como se Rin já não soubesse. – resmungou.

Shuu deixou uma risada baixa escapar, fazendo-a deitar novamente enquanto a beijava. Masami semicerrou os olhos, fechando-os e envolvendo-se no que Shuu fazia com ela, logo esquecendo o que se passara.

O casamento de Shuu e Masami não fora a única novidade daquele mês. Como Ruki e Arizu também se formaram e a missão fora cancelada, eles marcaram seu casamento para aquela tarde. Algo rápido e íntimo. Sem mais rivalidades entre os Mukami e os Sakamaki, Ruki convidou a todos para irem ao casamento. E como sabiam que os quatro não se interessavam mais por suas noivas, aceitaram. Exceto Ayato, que reclamou por um momento, porém Sora o convenceu a ir.

Ao chegarem à mansão Mukami, foram recebidos por Yuma e Saki, que já estavam arrumados. Eles os levaram para o jardim na parte de trás da mansão e lá viram como a decoração estava maravilhosa. Um tapete vermelho percorria o jardim até o arco de flores, que era a entrada para a horta de Yuma. Lá seria o altar e, além de seus irmãos e namoradas, os Sakamaki e suas parceiras eram os únicos convidados. Algo bem íntimo e surpreendente, em vista às rivalidades que possuíam.

Ruki pediu a um conhecido para realizar a cerimônia, pois nenhum dos dois possuía parentes vivos. Ao começar, ele fitou a entrada para o jardim, admirado e nervoso. Todos se levantaram e Ayato observava Ruki, que olhava para Arizu enquanto ela caminhava sobre o tapete vermelho, acompanhada por Yuma. Ayato se surpreendeu, era o mesmo olhar que ele dava à Sora.

Arizu usava um belo vestido branco com faixas cruzadas em seus ombros e seios, moldando as alças grossas. No centro do cruzamento, havia uma rosa branca como o vestido e o corpete que chegava até próximo de seu quadril era justo, onde a saia se abria e pousava no chão, gentilmente arrastando-se no tapete enquanto ela caminhava. Ela usava longas luvas até os cotovelos e segurava um buquê de rosas roxas. Seu cabelo estava preso em um coque com seus cachos naturais levemente soltos. Também usava uma tiara branca como o colar, onde era preso o véu.

Arizu sorria levemente de forma tímida, olhando Ruki, que usava um smoking preto com camisa branca e gravata preta. Ela encolheu os ombros, abrindo um largo sorriso. Ruki sorriu, feliz. Para ele era um dos melhores momentos de sua vida.

Yuma deixou-a no altar e sentou-se ao lado de Saki. A cerimônia da união de sangue fora como o casamento de Masami e Shuu. Após beberem o sangue um do outro na taça de ouro, fora entregue à Ruki as alianças. Ele segurou gentilmente a mão de Arizu pondo a aliança em seu anelar esquerdo e ela fizera o mesmo, sorrindo para ele e vendo-o se aproximar, beijando-a.

Após a cerimônia, todos se reuniram próximos do altar para a comemoração. Havia algumas mesas para acomodá-los e uma comprida mesa com vários pratos e comidas, o que deixou Ayato mais animado e Kou eufórico. Subaru conversava com Yuka enquanto comiam em seus pratos e de vez em quando fitava Kou com as sobrancelhas franzidas, vendo-o atacando a mesa. Ele ainda possuía desconfiança em relação à ele, porém naquele momento Yuka segurou sua mão.

— Não precisa ficar dessa maneira. – disse ela – Ele está com Mei-chan.

— Mei?

Ela assentiu, olhando para trás e fazendo-o fazer o mesmo. Subaru então viu uma garota um pouco mais baixa que Kou se aproximar e lhe oferecer um prato com todas as comidas que havia na mesa. Ele sorriu de forma animada e beijou-a nos lábios, levando-a para uma das mesas e sentando-se com ela. Subaru se surpreendeu e olhou Yuka, que sorriu. Ele franziu a testa, envergonhado, porém voltou a conversar com ela.

Azusa e Momo estavam na mesma mesa que Kanato e Reiko, conversando e sorrindo. Os outros espalhavam-se pelas outras meses e conversavam. Masami conversava com Sora, Saki e Rin enquanto Reiji e Mana conversavam em pé, próximos à mesa da comida. Ruki e Arizu conversavam e sorriam um para o outro enquanto comiam. Yuma os fitava, sorrindo e olhou para Saki, que conversava com as meninas. Ela sorria de forma feliz e o fitou, sorrindo e acenando suavemente. Ele sorriu mais uma vez e pensou por um momento como seria tê-la caminhando em sua direção, vestida de branco.

Shuu aproximou-se, pondo-se ao seu lado.

— Pensando em ser o próximo? – ele perguntou.

— Talvez. – achou graça – Pode vir comigo? Quero perguntar algo.

— Hum. – ele assentiu.

Yuma o levou até sua horta, passando pelo arco de flores e pondo-se com ele logo atrás da alta cerca viva.

— Lembrei de uma coisa. – disse Yuma com as mãos nos bolsos – E queria que me respondesse uma coisa.

— O que?

— São apenas fragmentos e logo em seguida me lembro de quando apareci na periferia, mas não como cheguei lá. – disse ele – Eu estava em uma casa que pegava fogo e escutava meus pais gritando, ou acho que eram eles. Ainda não está claro, mas tenho quase certeza. Mas aquilo não foi um acidente, não parecia ser.

Shuu o olhava, desviando o olhar.

— Você sabe quem fez isso? – ele perguntou – Alguém ateou fogo na minha casa?

Ele abriu a boca para falar, porém hesitou. Não desejava deixar Yuma com raiva e não queria que ele atacasse Reiji pelo o que fez, o que ele tinha certeza que aconteceria. Então mentiu.

— Fui eu.

Yuma arregalou os olhos, surpreso, porém descrente.

— Mentira.

Shuu o olhou nos olhos.

— Fui eu. Me desculpe.

— Por quê?

Shuu o olhava, não conseguia inventar nada mais. Yuma, então, desconfiou. Não poderia ter sido ele. Shuu não estava com a expressão de quem havia feito algo assim. Ele desviou o olhar, franzindo as sobrancelhas e rangendo os dentes. Com certeza estava protegendo alguém.

— Quem foi? – perguntou mais uma vez.

Shuu abaixou o olhar, não respondendo.

— Foi seu irmão? Aquele de óculos? – olhou-o.

Ele franziu levemente as sobrancelhas, não respondeu mais uma vez. Yuma já notara que Reiji o olhava de forma ofensiva desde o colégio, mas por um momento compreendeu por que Shuu queria protegê-lo. Porém ele bufou e virou-se, voltando para a festa. Shuu franziu a testa e o seguiu, vendo-o ir até Reiji e virá-lo de forma bruta enquanto conversava com Mana.

— Seu desgraçado! – ele gritou, desferindo um forte soco em Reiji, que recuou forçadamente e equilibrou-se.

— Reiji! – Mana exclamou, pondo as mãos sobre a boca.

Todos fitaram a cena, surpresos e assustados pela repentina fúria de Yuma. Os óculos de Reiji caíram no chão e ele endireitou-se, fitando Yuma enquanto massageava o maxilar.

— Por qual motivo sou “desgraçado”? – perguntou calmamente.

Yuma cerrou o punho, olhando-o de forma enfurecida. Saki levantou, assustada.

— Yuma-kun, o que está fazendo?

— Ele ateou fogo na minha casa! Quando eu era humano!

Todos os presentes surpreenderam-se, Saki pôs as mãos sobre a boca. Mana arregalou os olhos, pasma. Seus olhos marejaram enquanto observava Reiji de costas. Yuma agarrou sua roupa, dando- lhe mais um soco. Ele, porém, não reagiu. Apenas deixou uma risada escapar de repente enquanto Yuma segurava-o pela roupa.

— Sua casa? – debochou – Pus fogo em todo aquele lugar. – sorriu.

Yuma rangeu os dentes e pretendia bater nele mais algumas, porém Ruki e Kou o seguraram e afastaram-no de Reiji, que sorria de forma maliciosa, vendo sua expressão enraivecida.

— Yuma, controle-se! – exclamou Ruki.

— Fora da nossa casa! – exclamou ele, furioso.

Reiji o olhava, imóvel.

— Reiji... – disse Mana.

Ele virou-se, atentando-se e viu a expressão chocada de Mana. Seus olhos estavam marejados e sua expressão mostrava claramente a decepção que sentia naquele momento. Aos poucos Yuma acalmou-se, vendo como Reiji ficara enquanto olhava Mana. Ele, mesmo ainda furioso, via como ela estava decepcionada. Na verdade, todos viram e assistiam à cena, perplexos.

Mana o olhava, chocada e sem conseguir dizer uma palavra. Ele prometera que tentaria mudar, porém ela descobrira mais uma coisa horrível sobre ele. Reiji aproximou-se, esticando a mão para tocar seu braço, porém ela afastou-se, recuando. Masami a olhava, entristecida. As lágrimas de Mana escorreram por seu rosto, ela franzia a testa.

— Você não vai mudar nunca? – perguntou.

Reiji franziu a testa, surpreso e a viu passar por si, adentrando a mansão.

— Mana! – Masami levantou, correndo atrás dela.

Mana correu para a entrada, abrindo a porta. Masami chamou-a, fazendo-a parar antes que fosse embora.

— Aonde vai? – perguntou ao se aproximar.

— Para casa. – disse ela, chorando – Não acredito que ele fez algo assim... Ele nunca vai mudar!

— Isso foi há anos, Reiji ainda não havia sequer pensado em mudar. – segurou sua mão.

— Mas ele debochou de Yuma-kun! – ela exclamou – Você viu! Todos viram! Ele nem pensou!

Masami abaixou o olhar.

— Por favor, não me impeça de ir. – disse Mana – Não consigo olhar para Ruki e Arizu.

Ela assentiu, vendo a irmã ir embora. Ao ver a porta ser fechada, virou-se e viu Reiji, parado próximo à entrada com os óculos na mão. Ela franziu levemente as sobrancelhas em sua direção e disse:

— Pare de magoar minha irmã. Ela ama você.

Masami passou por ele e voltou para o jardim. Reiji abaixou o olhar, arrependido por ter falado daquela forma na frente de Mana. Ela pediu para ele tentar mudar, porém nem sequer pensou nela enquanto olhava para Yuma. Apenas sentiu sua raiva e ciúmes da época lhe possuírem e falarem por si. Franziu as sobrancelhas e fechou os olhos, pondo óculos no rosto e indo embora.

Ao voltar para o jardim, Masami pediu desculpas a todos em nome de Mana, dizendo que ela infelizmente fora embora. Ruki e Arizu, além dos outros, compreenderam. Pediram para tentar distrair-se e voltaram à festa, porém mesmo sentando-se e voltando a conversar, Masami não conseguia esquecer a expressão de Mana. Nunca a vira dessa forma. Shuu abaixou o olhar, pensando que não deveria ter dito nada, porém Yuma aproximou-se dele e tentou distrair-se também.

Na mansão Sakamaki, uma hora depois, Reiji bateu na porta do quarto de Mana. Hesitou em ir até lá logo que chegou, porém precisava lhe pedir desculpas e sabia bem disso.

— Entre.

Ele o fez, vendo-a sentada na cama ainda com a roupa da festa. Ela o olhou, desviando o olhar sem seguida.

— O que quer, Reiji?

Ele se aproximou, sentando-se à sua frente na cama.

— Me perdoe pelo meu comportamento.

— Por que disse aquilo? – olhou-o – Por que simplesmente não disse que fora há anos e que você era diferente?

Ele a olhava.

— Ou você ainda é o mesmo? – ela perguntou.

— Estou tentando mudar.

— Não, não está. Percebi isso hoje.

— Mana...

— Reiji, saia, por favor.

Ele franziu a testa, surpreso. Abaixou o olhar e levantou, saindo de seu quarto. Mana viu a porta se fechar e deitou-se na cama, puxando um travesseiro e abraçando-o. Até quando ele a decepcionaria?

Uma semana depois do acontecido, Mana ainda não falava direito com Reiji. Ele se arrependera e desejava conversar com ela, porém via como ela educadamente desconversava e se retirava. Reiji sempre suspirava quando ela o fazia, desejando que Mana não fosse tão parecida com ele em relação a isso.

Mesmo não falando com ele, Mana comportava-se de maneira normal e tratava todos bem como sempre. Porém Masami sabia que ela não estava completamente bem. Naquele dia ela estava trancada em seu quarto e Masami pensava em ir até lá, porém Rin e Yuka a impediam, fazendo perguntas na sala de estar do segundo andar.

— Ele te pega de jeito, né? – perguntou Rin de forma maliciosa.

Masami franziu as sobrancelhas, desconfortável.

— Ignore-a, Masami. – disse Yuka – Né? Pode dizer como é? Sempre tive curiosidade sobre isso.

— Imagine uma salsicha entrando num buraco. – disse Rin.

— Pare com isso, Rin!

— Eh... – Masami enrubesceu levemente – Eu não sei explicar. Dá calor...

Rin gargalhou, sentada no sofá.

— Isso é óbvio!

— Não é não! – disse Yuka, franzindo as sobrancelhas – Eu não sabia disso.

— E Subaru por acaso te toca?

Yuka corou, desviando o olhar. Eles se beijavam, porém Subaru nunca ultrapassou o limite com ela.

— Cale a boca.

Rin inclinou-se em sua direção, sorrindo ao semicerrar os olhos e dizendo:

— Aposto que ele vai quebrar tudo.

Yuka arregalou os olhos.

— Você é detestável!

Ela riu.

— Pare com isso, Rin. – Masami pediu – Yuka, não sei como explicar em detalhes, você vai saber quando for sua vez. Mas o que posso dizer é que é bom. – sorriu timidamente.

Yuka sorriu, assentindo.

— Obrigada.

Ela sorriu, contente por ter ajudado um pouco. Masami levantou, dizendo que veria Mana e direcionou-se para seu quarto, batendo na porta e abrindo-a. Mana estava deitada na cama, abraçada a um travesseiro.

— Você está bem?

Ela a olhou, sorrindo e assentindo. Masami sorriu, sabendo que era mentira. O que mais Mana detestava era ficar com raiva ou chateada com Reiji. Ela se aproximou da cama e deitou ao seu lado, olhando em seus olhos.

— Por que não fala com ele?

— De novo? – ela achou graça – Ele me decepcionou... E muito.

— Não sou tão fã de Reiji como você, mas... Até eu vejo que ele começou a tentar mudar agora. Por que não releva o que ele fez no casamento?

— Ainda estou chateada. Se ele ao menos pedisse desculpas à Yuma-kun... – achou graça – Ele nunca vai fazer isso.

— Não pense assim. Nem fez um ano que estamos aqui. Essas coisas em relação à mudar levam tempo. E cada um possui o seu próprio tempo.

Mana sorriu.

— Você sabe mesmo falar, né?

Masami sorriu, rindo em seguida.

— Mamãe quem nos criou, né?

Ela riu, abraçando o travesseiro.

— É. – assentiu – Masami.

— Hum.

— Será que você já está grávida?

— Eh... – ela enrubesceu, desviando o olhar – Por que essa pergunta de repente? Não desconverse.

— Não estou. – riu – É porque Shuu sempre a leva para o quarto, isso não é nenhum segredo.

— Isso eu sei... – desviou o olhar, semicerrando os olhos – Aquele pervertido... – olhou-a – Mas... Não sei. Só temos três semanas de casados e geralmente demora.

— Seria tão legal. – ela sorriu, pensando.

Masami abaixou o olhar, imaginando como seria estar esperando um filho de Shuu. Tracejou um sorriso suave, dizendo:

— É... Seria legal.

Naquele momento, as duas ouviram batidas na porta e Shuu adentrou o quarto com a permissão de Mana. Ele parecia sério, caminhou até as duas e disse:

— Mana, pode me emprestar sua irmã? Preciso conversar sobre algo sério com ela. Se importa?

— Ahm, não. Tudo bem. – disse ela, receosa – Está tudo bem?

— Tudo. – disse ele, segurando a mão de Masami e levando-a consigo.

Ela não compreendia por que Shuu queria conversar assim tão de repente. Perguntava-se que assunto era esse para ele expressar seriedade no olhar e pensou ser sobre o casamento na semana anterior. Porém ao entrarem no quarto, ela logo descobriu.

— É sobre o casamento de Ruki e Arizu? – perguntou – Yuma está com raiva?

— Não. Eu conversei com ele e pedi desculpas pelo o que houve, assim como para Ruki e os outros.

Ela não compreendeu, então o que era? Shuu a levou para próximo da cama e pegou uma roupa que estava sobre a colcha.

— Vista isso. – disse ele, dando a roupa à ela.

Masami a pegou, segurando-a pelas alças e levantando as mãos, perguntando:

— O que é isso?

— Uma roupa de empregada.

Ela o olhou, franzindo as sobrancelhas de forma irritada.

— Shuu, isso é transparente.

— Eu sei. – ele se sentou na cama, ainda olhando-a – É uma fantasia. Troque de roupa, por favor.

Masami enrubesceu excessivamente.

— Eu não vou usar isso! Você realmente me tirou de lá pra dormir comigo? Eu estava falando com Mana!

— Vamos, por favor. – ele pediu – Você já conversou com ela quatro vezes essa semana, não pode fazer mais nada. A resolução agora cabe a eles. E... Há semanas eu a imagino com essa roupa.

— Sema...?! Quando comprou isso?

— Algumas semanas antes do casamento.

— Você é um pervertido!

Ele levantou, sorrindo de forma maliciosa e aproximando-se dela, pondo as mãos em sua cintura. Masami o olhava, corada e indignada por ele a querer vestida naquilo.

— E seu marido.

Ela desviou o olhar.

— Isso é ridículo...

— Você vai gostar. – disse ele, virando-a e pondo-a de costas para si.

Masami corou mais, sentindo-o correr as mãos de sua cintura para seus seios, acariciando-os de forma suave. Ela semicerrou os olhos, engolindo em seco. Shuu abaixou o zíper de seu vestido, abaixando os ombros e deixando-o escorregar pelo corpo de Masami, caindo no chão. Ela se viu apenas de calcinha, envergonhada.

— Ainda não quer? – ele perguntou, tocando seu seio nu.

— H-Hum... – ela negou, ruborizada.

— Tem certeza? – correu a mão por sua barriga, pondo-a dentro de sua calcinha.

Masami fechou os olhos, apertando seu braço e arquejando de forma ofegante. Ela virou-se e o empurrou, fazendo-o deitar na cama e pondo-se sobre ele. Shuu sorriu, sabia bem como convencê-la.

Mais tarde naquele dia, Mana fora para a sala de estar do primeiro andar. Pensara em ficar em outro lugar além de seu quarto, ela começou a contar os pontos costurados em sua colcha. Ao adentrar a sala, porém, viu Yuma sentado no sofá na companhia de Reiji, que estava sentado na poltrona.

— Yuma-kun?

Eles a olharam.

— Mana. – disse Reiji, surpreso.

— O que...?

— O quatro óculos quer me pedir desculpas. – disse Yuma – Pelo visto ele quer que você volte a falar com ele.

— Eh...? – Mana o olhou, estática.

Reiji desviou o olhar por um momento, fitando Yuma em seguida.

— Creio agora que meu comportamento quando criança ao atear fogo em sua aldeia fora desprezível. Não deveria ter feito isso. Me perdoe... Yuma.

Mana arregalou os olhos, surpresa.

— Hum, tudo bem. – disse Yuma – Fiquei até surpreso quando me ligou. Além do mais, já te bati.

Ele franziu levemente as sobrancelhas, contendo-se.

— Hum, obrigado.

Yuma levantou, fazendo um leve gesto com sua cabeça e caminhando em direção à porta, parando ao lado de Mana por um momento.

— Ele gosta mesmo de você.

Ela o olhou, sorrindo de forma envergonhada e vendo-o ir embora. Ao ouvirem a porta se abrir e fechar, Mana fitou Reiji, que levantou e aproximou-se.

— Me perdoa? – perguntou.

— E-Eu... – gaguejou, olhando-o – Você pediu desculpas apenas para que eu voltasse a falar com você?

— De certa forma arrependo-me por ter posto fogo no lugar onde ele morava. Estou tentando realmente mudar, porém é difícil às vezes. Isso ficou claro no casamento.

— Hum. – ela assentiu – Mas obrigada. – sorriu suavemente.

Reiji sorriu de forma gentil, inclinando-se e tocando seu rosto, acariciando-o com o dedo. Mana semicerrou os olhos, enrubescendo levemente. Ele aproximou-se e beijou-a, sentiu seus lábios mais uma vez e envolvendo-a com os braços, sentindo seu corpo próximo ao seu.

— Enfim fizeram as pazes. – disse Rin.

Os dois cessaram o beijo e a olharam.

— Rin. – disse ele de maneira desagradável – Por favor, deixe-nos a sós.

— Este local é público aos residentes. – ela sorriu – Quer fazer coisas com ela, vá para o quarto. Façam como Shuu e Masami. Eles ainda estão lá. – riu.

Reiji franziu as sobrancelhas, endireitando-se. Mana voltou-se para ele, achando graça pela irmã estar mais uma vez trancada no quarto com Shuu e compreendendo agora por que ele a levou. Ela abraçou Reiji de repente, sem se importar com a presença de Rin. Reiji pôs as mãos em suas costas, surpreso e afagou sua cabeça, sorrindo suavemente. Porém parou ao ver o sorriso de Rin e retirou-se com Mana, indo para o laboratório.

Ao completar dois meses após o casamento de Masami e Shuu, eles continuavam aquecendo a cama a cada dia. Ela realmente nunca imaginou que pudesse sentir tanto prazer, porém ele conseguia sempre superar a última vez. Mesmo Masami não gostando muito das fantasias que ele pedia que ela usasse, Shuu sempre acabava a convencendo de uma forma bastante sutil. Porém depois desses dois meses, ela começou a lembrar-se que algo faltava. Algo incômodo deixou de vir nas últimas duas vezes. Masami começou a achar que estava grávida.

Só poderia ser isso, não havia outra opção. Ela não menstruou nos últimos dois meses. E como agora, casada, ela tinha mais liberdade para sair de casa sozinha, chamou um táxi e foi até uma farmácia, dizendo à Mana que iria comprar uma blusa. Ela não queria alarmar ninguém, se fosse um alarme falso se sentiria triste e culpada por contar à todos que estava esperando um filho. Ela então comprou um teste de gravidez e foi até uma loja, trancando-se no banheiro. Após fazer tudo o que as instruções diziam, abaixou a tampa do vaso e sentou-se sobre ela, respirando fundo e esperando.

Começou a achar que não era possível que já estivesse grávida. Shuu era puro de primeira classe e ela era da segunda classe. Mesmo seu sangue não sendo totalmente puro, não acreditava que pudesse ter engravidado tão rápido. Só podia ser alarme falso.

Masami fechou os olhos, contando mentalmente os segundos até que completasse cinco minutos. Um grande ato de paciência, porém que a acalmou. Ao abrir os olhos e fitar o teste, lá estavam elas. As duas listras na fita. Masami paralisou, abaixando a fita lentamente e tentando pensar em algo que não fosse “terei um filho”. Como era possível? Ao assimilar e ver que realmente estava acontecendo, ela tracejou um sorriso feliz no rosto, tampando a boca ao passo que seus olhos ficaram marejados. Ela realmente teria um filho de Shuu.

Ao voltar para casa, passou pela grande porta da entrada com uma sacola na mão. Realmente comprou uma blusa para tornar verídica sua ida à rua. Ouviu vozes diferentes e caminhou em direção à sala de estar. Ao adentrar, viu Saki e Yuma sentados no sofá na companhia de Shuu e Mana. Ao vê-los, lembrou-se mais uma vez de como ficara feliz por Mana se reconciliar com Reiji há um mês e meio e por ele realmente estar mudando. Saki ainda morava na mansão Sakamaki, porém passava mais tempo na casa de Yuma do que em qualquer outro lugar. Seu relacionamento com ele estava sólido e Masami sentia-se feliz por isso. Yuma merecia uma garota incrível e havia encontrado Saki, que era essa garota.

— Masami. – Mana sorriu – Comprou que blusa?

— Hum, uma azul.

— Depois me mostre, quero ver. – sorriu, animada.

— Tudo bem. – disse ela – Oi, Saki. Yuma.

— E aí? – disse ele – Como estão?

Yuma e Shuu passaram a se encontrar um na casa do outro para conversarem e passar um tempo juntos. Shuu até o ajudava no jardim dele, aprendendo mais em vista ao passado deles. Masami sentou-se ao lado de Shuu, pondo a sacola ao lado do sofá.

— Do que estão conversando?

Yuma e Saki se entreolharam, sorrindo. Voltaram-se para Masami, que não compreendeu.

— Vamos nos casar. – disse ela, docemente.

— Jura? Isso é ótimo! – sorriu de forma suave.

— É. – ela sorria, animada – E tem mais uma coisa.

Mana sorriu, animada.

— Estou grávida.

Masami surpreendeu-se, boquiaberta. Mana achou graça e Yuma riu, feliz. Shuu olhou-a, segurando sua mão.

— Ah... – ela gaguejou – Isso é ótimo também. – sorriu sem jeito.

Mana animou-se, correndo até Saki e abraçando-a, mesmo já sabendo da notícia. Masami sorria, porém desviou o olhar por um momento. Shuu olhou-a, notando sua expressão diferente. Ela parecia nervosa, apreensiva. Por um momento se retirou da sala, ficando há alguns metros da porta e respirando fundo. Saki também estava grávida, como ela conseguiu contar para Yuma? Como Masami contaria para Shuu?

— Masami? – Yuma a chamou, aproximando-se.

Ela o olhou.

— Yuma.

— Você está bem?

— Claro. – sorriu levemente – Parabéns, vocês vão ter um filho.

— Obrigada. – ele sorriu por um momento – Mas... Tudo bem pra você?

— Eh? Por que não estaria?

— Você parecia incomodada.

Ela o olhava, compreendendo.

— Não seja bobo. – sorriu – Mas me desculpe pela minha reação. Não estou chateada e nem nada do tipo com vocês.

— Que bom. – ele sorriu, aliviado – Pensei que... Como vocês já estão casados há dois meses...

— Yuma, eu não contei nada à Shuu, mas... – olhou-o, nervosa.

Ele não compreendeu.

— O que?

Ela hesitou, porém disse:

— Eu estou grávida. Mas não sei como contar à ele.

— Ah... – gaguejou – Jura?

Masami assentiu com a cabeça.

— Isso é ótimo! – ele sorriu.

— É sim. – ela sorriu, emocionada.

— Bem... Saki me contou dizendo que achava que estava grávida. Então ela fez o teste. Na verdade ela me contou no dia em que a pedi em casamento. – sorriu sem jeito.

— Eu já fiz. E estou mesmo.

— Então conte à ele.

— H-Hum. – sorriu timidamente – Estou pensando em uma maneira.

Ele sorriu, achando graça por seu nervosismo. Saki também ficara nervosa e quando contou, não parava de gaguejar e corar.

Mais tarde, no quarto do casal, Masami penteava o longo cabelo com a escova. Seu olhar estava baixo, passava os dedos pelas mechas. Shuu a observava da cama, desconfiado com a notícia de Saki e pensando que Masami pudesse ter ficado entristecida por ainda não ter engravidado. Ao vê-la pôr a escova no lugar e levantar, seguiu-a com o olhar e viu-a sentando-se na cama em sua camisola lilás.

— O que foi? – ela sorriu ao vê-lo olhá-la tanto.

— Você está bem?

— Sim. Por quê?

— Está estranha.

— Tudo bem. – ela sorriu.

— Hum. – ele pensou – Pensei que estivesse triste.

— Por quê?

— Yuma e Saki vão se casar e ela está grávida. Como você é mulher, pensei que estivesse ressentida. Mesmo depois que ele a trouxe de volta para a sala. Depois do que houve com você, se tornaram bons amigos, né.

— Hum, sim. – ela sorriu – E não estou ressentida. Você está?

— Não.

— Não quer ter um filho?

— Quero. – ele a olhou – Mas é compreensível que possa estar se sentindo assim.

Masami o olhava enquanto ele falava, sentindo o nervosismo lhe possuir novamente e dizendo de uma vez sem sentir as palavras saírem de sua boca.

— Shuu, eu... Estou grávida.

Ele arregalou levemente os olhos, estático. Abriu lentamente a boca, porém nada saía. Masami o olhava de forma nervosa, sorrindo.

— Você está bem?

— Estou. – disse, paralisado – Está mesmo...?

— Sim. – ela sorria – Fiz um teste de gravidez e deu positivo.

Ele aproximou-se dela, beijando-a e olhando para sua barriga ao cessar, tocando-a. Masami sorriu, emocionada. Shuu estava nervoso, porém mesmo com seu jeito desconcertado, ele parecia feliz. Beijou-a mais uma vez, deitando-a e acariciando seu corpo. Os beijos tornaram-se intensos e passados para seu pescoço. Masami não compreendeu a excitação tão repentina, porém ao olhar em seus olhos viu que ele estava realmente feliz. Ela tocou gentilmente seu rosto, sorrindo e beijando-o.

Reiji caminhava pelo corredor do primeiro andar. Direcionou-se para o hall de entrada e foi até a mesa onde as correspondências estavam. Pegou-as e separou cada uma, vendo três cartas para as irmãs Yamada, seis cartas para Reiko – cinco de suas cinco irmãs e uma de sua mãe –, duas para as Takahashi e duas para Rin. Ao separá-las devidamente, notou um envelope diferente. Franziu a testa, pegando-o e abrindo-o, lendo-o calmamente.

Mana se aproximava naquele momento e o viu ocupado, caminhando até ele e abraçando-o por trás.

— Adivinhe quem é.

Ele atentou-se, tocando suas mãos. Sorriu por um momento, após se reconciliarem ela o perdoou verdadeiramente.

— Se fosse uma das outras noivas seria desconcertante.

Mana riu, pondo-se a sua frente.

— Seu senso de humor é único. – achou graça.

Reiji sorriu levemente, olhando-a e voltando-se para o que lia. Mana pôs-se ao seu lado, curiosa.

— O que é?

— É para nós dois.

— Eh?

Mana leu, vendo cinco convites. Arregalou os olhos vagarosamente, olhando para Reiji. Ele a olhava de forma gentil, sorrindo suavemente.

— Em dois meses será nossa vez.

Mana ruborizou, porém sorriu, feliz.

Notas finais
Esse é o vestido da Arizu, o do meio xD https://www.google.com.br/imgres?imgurl=https://www.walldevil.com/wallpapers/w03/969805-anime-annie-leonhart-mikasa-ackerman-rejudice-shingeki-no-kyojin.jpg&imgrefurl=https://www.walldevil.com/anime-annie-leonhart-mikasa-ackerman-rejudice-shingeki-no-kyojin-wallpaper-26219/&h=1080&w=1920&tbnid=ZOeORgo3yvYrYM:&tbnh=168&tbnw=300&usg=__gOFBAKsx88Irv1xSzGqDVHTDtVQ%3D&vet=1&docid=gYB6kwJ83pEm_M