Diabolik Lovers - União de Sangue
32 Capítulo 30: Tensões - parte II
Notas iniciais
Um mês se passou. Kou ajudava Yuka em relação à Subaru. Dizia à ela para fazer bolos gostosos para que ele ficasse feliz e gentilmente pedia para lhe ceder alguns pedaços do bolo. Ou pelo menos era o que ela pensava que acontecia. Kou planejava estrategicamente cada passo dado – mesmo que se esquecesse às vezes o que deveria fazer quando comia. Mas seus passos eram calculados e direcionados para o fim do relacionamento de Yuka e Subaru. Como dissera à Azusa ao aconselhá-lo. Quando Yuka ficasse sozinha, ele entraria em ação e a consolaria, o que ocasionaria a paixão dela sobre ele.
No corredor do colégio, Yuka foleava uma revista que Kou trouxera. Via cada foto, surpreendendo-a a cada folha. Eram diversas as roupas que ele usava e várias as poses que fizera. Yuka admirou o trabalho, sorrindo e olhando-o.
— São ótimas!
— Obrigada. – ele sorriu.
— Você ficou com as roupas?
Ele riu, achando graça.
— Sim. Ganhei todas de presente.
— Nossa! São lindas! – as olhava na revista.
— Se quiser, posso conseguir um fotógrafo pra tirar fotos suas. Eles sempre procuram por novas modelas.
Ela sorriu timidamente.
— Não sei... Não sou boa com câmeras, tenho vergonha.
— Ah, não seja assim, Yuka-neko-chan. – cantarolou, pondo o braço em volta de seu pescoço – Você é muito bonita. Com certeza as fotos vão ficar ótimas.
Yuka sorriu, contente.
— Obrigada. Mas prefiro ficar como estou.
— Tudo bem. – ele sorriu – Né? Vai fazer aquele bolo de novo? Ele estava ótimo na última vez! Hum... Baunilha, né?
— Sim. – sorriu – Posso fazer. Você gostou, né?
— Muito! Estava delicioso!
Yuka sorriu, rindo em seguida, porém surpreendeu-se ao ver Kou com uma rosa na mão, a sua frente. Ela a olhou, vendo como ela bonita e segurou-a.
— Que linda.
— É pra você. – ele sorriu.
— Jura? Eu nunca ganhei uma rosa.
— Hum. – assentiu, sorrindo largamente ainda com o braço envolta de seu pescoço.
— Não sei se posso aceitar.
— Ah, por quê? É um presente.
Ela sorriu timidamente em sua direção, porém notou que ele olhava para frente. Ao voltar-se para a direção, viu Subaru há poucos metros deles. Seu olhar era sério e franzia as sobrancelhas, irritado.
— Subaru-kun? Eh... – olhou a rosa, abaixando-a e voltando-se para ele.
— O que pensa que esta fazendo? – perguntou ele à Kou.
— Ah... Nada de mais, Subaru-kun. – cantarolou, abraçando Yuka por trás ao esboçar um sorriso malicioso – Apenas dando um presente. Yuka-neko-chan me dissera que nunca ganhou uma rosa.
— Ahm...! – Yuka gaguejou, olhando-o e não compreendendo.
— Eu gosto dela. – sorriu ele – Yuka faz bolos ótimos, sabia? Planejávamos comer outro hoje.
— Kou-kun! – exclamou, nervosa, olhando em seguida para o noivo – S-Subaru-kun, não é...!
— Yuka-neko-chan, não vamos mais comer o seu bolo? – perguntou Kou.
Ela arregalou os olhos ao ver a expressão surpresa e enojada de Subaru.
— É isso o que quer? – perguntou ele, enraivecido.
— Eh? O que...?
— Pode ficar com ele, eu não quero mais você! – exclamou, furioso – Isso é uma perda de tempo!
— S-Subaru-kun...!
Ele virou-se, indo embora. Yuka deu um passo, pretendendo segui-lo, porém foi segurada por Kou, que ainda a abraçava. Ela paralisou, vendo Subaru desaparecer com a distância. Kou largou-a, sorrindo por seu plano ter dado certo e a olhou.
— Né, né, Yuka-neko-chan, sinto muito por isso, mas... – interrompeu-se ao vê-la chorando.
Ele franziu a testa, vendo as lágrimas escorrerem de seus olhos com facilidade.
— Yuka-chan... O que você tem?
— Subaru-kun... – disse ela com a voz embargada – Eu o magoei.
— Ei... – ele sorriu, aproximando-se e segurando em seus ombros – Não fique assim. Você vai superar.
Ela o olhou em dúvida, vendo-o se aproximar gentilmente, chegando perto de seus lábios. Yuka arregalou os olhos, afastando-se e deixando a revista cair.
— O que foi? – perguntou ele.
— O que... Está fazendo?
— Ah... – ele sorriu, pondo a mão na nuca – Quero consolar você. E como eu te dei uma rosa, você tem que me beijar.
— Eh? – Yuka arregalou os olhos – Eu não quero te beijar.
— O que? – ele franziu as sobrancelhas – Mas se você recebe algo, tem que dar algo em troca.
— O que...?
Kou a agarrou pelo pulso.
— Vamos, ele a deixou aqui.
— Me solta! – ela exclamou.
— Mas ele te deixou, esqueça-o.
Ela apertou os olhos ao fechá-los e jogou a rosa em direção à Kou ao abri-los.
— Não tenho que fazer nada! Preciso ir atrás dele!
Kou a segurava, ficando irritado. Yuka franziu as sobrancelhas, empurrando-o de repente e brutamente em direção ao chão. Ele arregalou os olhos em sua direção, sentado no chão.
— E-Eu gosto do Subaru-kun! – ela gaguejou ao exclamar.
Yuka se virou, correndo para onde Subaru fora. Kou franziu as sobrancelhas em dúvida, não se perguntando por que ela gostava de Subaru. Mas perguntando-se de onde uma mestiça tirara tamanha força bruta. Ela não era comum.
Yuka procurou por Subaru por todos os lugares no colégio. No terraço, nas salas, no pátio, na entrada e até nos banheiros – o que fez muitos garotos exclamarem ao mandá-la sair. Mas ele desaparecera. Como não o encontrou, nem mesmo na sala de aula ao terminar o intervalo, esperou para vê-lo quando estivessem voltando para casa. Porém ele não estava na limusine.
Ao chegarem em casa, Yuka correu em direção às escadas, subindo para o segundo andar. Todos a olharam em dúvida, suspeitando de que algo houvesse acontecendo em vista que Subaru não estava presente. Yuka foi para o quarto dele, adentrando-o sem bater. Olhou ao redor, porém ele não estava. Procurou pela casa e terraço, passando o resto da noite em claro. Subaru não passara a noite em casa. Yuka esperou por ele, preocupada. Perguntava-se onde ele estaria e o que estaria fazendo. A forma como foi embora, deixou-a muito preocupada. Yuka passou a noite em claro e o dia seguinte também.
Ao voltar para casa à noite, Subaru subiu para o quarto. Encontrava-se inexpressivo, porém ao adentrar seu quarto, viu Yuka sentada no chão ao lado de sua cômoda. Ela abraçava os joelhos, apoiando a cabeça neles. Ao ouvi-lo entrar, levantou a cabeça e o olhou, aliviada.
— Subaru-kun!
— O que está fazendo aqui?! – perguntou ele, furioso – Eu disse que não a queria mais!
— S-Subaru-kun... – Yuka levantou-se – Você entendeu errado. Os bolos eram para você, Kou-kun apenas os comia também. E a rosa, eu apenas disse a verdade. Eu nunca ganhei uma rosa antes. Mas não teve nada a ver...
Ele aproximou-se, agarrando-a pelo braço e fazendo-a ir até a porta.
— Eu não quero ver mais você! – exclamou.
— Por favor! Eu não fiz nada!
— Fez! – ele gritou – Me enganou! Como todo mundo!
Ela o olhou, surpresa, paralisando.
— O que...
Ele franziu a testa, desviando o olhar, enojado.
— O que você quer de mim? – murmurou – Sou tão... Sujo.
Yuka arregalou os olhos, olhando-o de forma estática. Ele a olhou com as sobrancelhas levemente franzidas, ainda segurando-a pelo braço e vendo seus grandes olhos verdes arregalados em sua direção.
— Quando vai me contar? – ela perguntou, seus olhos marejaram.
Ele franziu a testa, confuso.
— Do que está falando?
— Você não me conta nada! – ela exclamou, chorando – Não sei quase nada sobre você. Não sei o que gosta, o que não gosta... E nem sobre Christa!
Subaru arregalou os olhos, soltando-a ao fazê-lo.
— Onde ouviu esse nome? – perguntou, estático.
— Eu sei mais do que você pensa! – disse ela, irritada – Ela era sua mãe! E prima do seu pai, o que faz o casamento deles ser um incesto! E morreu depois de enlouquecer, trancada numa torre!
— Como sabe disso?! – ele exclamou, agarrando seu braço.
Yuka franziu as sobrancelhas, seu rosto estava molhado pelas lágrimas.
— Perguntei à Reiji-san. – confessou – Queria saber mais sobre você e sua mãe. Pensei na época que todos vocês eram filhos de apenas uma mãe, mas depois que Cordelia apareceu...
Ele franziu as sobrancelhas, fazendo-a ir até a porta mais uma vez. Yuka arregalou os olhos, franzindo as sobrancelhas com raiva. Soltou-se de sua mão, batendo as costas de seu punho cerrado na parede e fazendo um buraco. Subaru arregalou os olhos, perguntando-se que força era aquela. Ela abaixou o olhar, envergonhada.
— A sua personalidade foi embora... Mas isso ficou.
Ela encolheu os ombros, farta de tudo aquilo. Olhou-o, franzindo as sobrancelhas ao passo que voltou a chorar.
— Você não é sujo! – exclamou de forma trêmula, fazendo-o arregalar os olhos – Você é a melhor pessoa que conheci, mesmo sendo um idiota às vezes!
Subaru franziu a testa.
— Eu gosto de você! – ela exclamou – E-Eu... – corou – Eu amo você.
Ele engoliu em seco, virando o rosto de forma incômoda.
— Eu disse a verdade, eu sempre quis saber como era amar alguém. E eu descobri com você.
Ele a olhou de forma desconcertada, ela se lembrava do que havia dito. Porém mesmo assim, Subaru agarrou seu braço e a fez sair de seu quarto, batendo a porta. Yuka engoliu em seco, chorando mais enquanto olhava para a porta. Subaru encostara as costas na porta, permanecendo ali. Processara tudo o que ela lhe dissera, pondo a mão na cabeça e rangendo os dentes, não fazendo ideia de como digerir tudo aquilo.
Passaram-se poucos dias, porém Subaru ainda não direcionava uma palavra à Yuka. Ela ficava em seu quarto, sentada na cama quando já não havia mais trabalhos ou qualquer outra coisa que a distraísse. Pensava se havia feito o correto. Subaru não lhe contava nada e ela duvidava que algum dia ele falasse sobre a mãe. Porém quando Cordelia apareceu, ela perguntou à irmã se sabia de algo sobre a mãe dos seis e Sora explicou tudo o que sabia. Porém mesmo assim, nada sobre a mãe de Subaru. Então ela foi para o laboratório de Reiji, a pessoa mais provável a lhe contar. Ele nunca a tratara com carinho, porém nunca a distratou. E como estava com Mana naquele dia, contou a ela o que desejava saber.
Agora, após ter jogado tudo sobre Subaru, perguntava-se se um dia ele voltaria a falar com ela. Mesmo esbarrando-se nos corredores de casa e no colégio, ele virava o rosto e passava por ela, ignorando-a. Era a forma mais triste de maldade sobre ela. Desejava falar com ele, porém ele não permitia. O que faria?
Enquanto Yuka ficava trancada no quarto, Subaru estava no jardim. Observava as flores brancas com as sobrancelhas levemente franzidas. Por um momento atentou-se à janela do quarto de Yuka, que não lhe mostrava nada dentro. Desviou o olhar, incômodo. Pela primeira vez em dias, perguntava-se se deveria falar com ela.
Caminhando pelo jardim, Rin e Laito conversavam lado a lado.
— Eu ainda não entendi. – disse ele.
— É como borboletas no estômago.
— Que exemplo confuso. Ninguém tem borboletas no estômago.
— Verdade. – ela suspirou, achando graça – É um exemplo idiota. Por que sempre dizem isso? – pensou – Mas... Hum... É como se você ficasse ansioso por algo, mas esse algo já estivesse na sua frente ou em pensamento. Entendeu?
— Um pouco.
— Hum. – Rin sorriu levemente – Sempre quero te ver e quando te vejo, parece que meu corpo congela de certa forma. Mas é uma sensação boa.
— Ah... – ele cantarolou, pegando sua mão de forma gentil.
Rin o olhou, enrubescendo.
— Assim? – perguntou, sorrindo.
— S-Sim. – ela desviou o olhar.
Laito sorriu, elevando as sobrancelhas de forma interessada, porém notou Subaru há alguns metros. Rin olhou-o, voltando-se para Laito.
— Ele está estranho. – comentou – Há dias.
— Yuka-chan e ele não estão se falando.
— Ora, ora. Eu nem preciso meter o dedo na situação para os dois brigarem.
Rin caminhou até Subaru, levando Laito junto.
— Ei, bundão, o que você tem?
Subaru a olhou, franzindo as sobrancelhas.
— Não interessa.
— Yuka está no quarto. – disse Laito.
Subaru desviou o olhar. Rin desferiu uma leve cotovela em Laito, que a olhou em dúvida. Ela revirou os olhos, perguntando à Subaru:
— Fala o que houve de uma vez.
Ele a ignorou.
— Ei. Ei. Ei!
— Cale a boca! – ele exclamou.
— Pronto, falou. O que aconteceu?
Ele a olhava de forma irritada e perturbada. Como alguém poderia ser tão irritante?
— Já contou pra ela sobre sua situação? – ela sorriu – Ou ela descobriu?
Subaru franziu as sobrancelhas em sua direção. Como não dizia nada, Rin suspirou de forma impaciente e disse:
— Tudo bem... Eu sabia que ela já sabia, tá?
— Sobre a mãe de Subaru? – perguntou Laito – Como descobriu?
— A gente ainda não tinha tido aquela conversa. – ela sorriu, dando de ombros – Eu estava andando pelo corredor e a escutei perguntando à Reiji no laboratório sobre sua mãe.
— E no que ia usar isso, Rin-chan?
— Eh... – ela riu sem jeito – Não vou usar mais, né.
Laito franziu a testa, vendo-a sorrir. Fitou Subaru, que os ignorava.
— Ei, Subaru. Por que não tenta falar com ela? – disse Laito.
Ele o olhou.
— E o que você tem a ver com isso?
— Que agressivo. – ele cantarolou, sorrindo – Bem, vamos viver com elas de toda forma, então não quer mesmo tornar isso mais fácil?
— Não me importo de não falar mais com ela. – disse Subaru seriamente.
— Jura? – Laito cantarolou – Dá pra ver que você gosta dela.
Ele desviou o olhar. Laito suspirou.
— Tudo bem. Se não quiser, não fale. Mas pense no tempo que vai desperdiçar ignorando-a ao invés de ficar com ela.
Rin o olhou, surpresa. Laito segurou sua mão e a levou com ele, passando por Subaru. Ao se distanciarem, Subaru os olhou por um momento, percebendo como aqueles dois estavam cada vez mais diferentes. Já os pegou conversando algumas vezes pela casa e parecia que Rin tentava ensiná-lo como gostar de alguém. Ele franziu a testa, se fosse antes, Laito com certeza diria para ele possuir Yuka.
Estalou a língua, voltando-se para as flores. Franziu as sobrancelhas, engolindo em seco. Passou a mão em sua nuca, pensando. Tirou sua adaga de dentro de sua jaqueta preta e cortou o cabo de uma das flores, levando-a consigo ao sair dali. Rin o observava fazê-lo enquanto andava, voltando-se para Laito.
— Ele foi embora. Com uma rosa. – disse ela – Será que vai falar com Yuka? É surpreendente da parte dele.
— Verdade, mas não sei ao certo. Mas... – olhou-a, sorrindo de forma cômica – Eu ajudei, né?
Rin olhou seu sorriso, gargalhando e abraçando seu braço. Laito a olhava rir, acalmando o olhar e sorrindo de forma gentil.
No quarto de Yuka, ela estava sentada em sua escrivaninha com a cabeça deitada na mesa. Mexia na ponta de seu cabelo, suspirando de forma entristecida. Porém algo caiu sobre sua mesa, fazendo-a arregalar os olhos. Ao levantar a cabeça, viu uma rosa branca. Pegou-a, vendo como era linda e se virou, deparando-se com Subaru logo atrás dela.
— Subaru...kun. O que...?
— Você gosta mesmo de mim? – ele perguntou com o olhar baixo, franzindo as sobrancelhas.
Ela levantou, olhando sua expressão.
— Sim.
— Mesmo eu sendo hediondo e sujo?
— Você não é. – ela balançou a cabeça, aproximando-se e olhando-o – Você é irritado às vezes, mas... É bom. Só precisa saber como reagir a algumas coisas.
Ele desviou o olhar, porém voltou-se para ela, vendo-a com a cabeça para cima, olhando-o com aqueles grandes olhos verdes que pareciam sempre brilhar. Subaru engoliu em seco, franzindo levemente as sobrancelhas. Yuka enrubesceu levemente, semicerrando os olhos enquanto o olhava.
— Você é tão bonito. – disse timidamente.
Ele franziu a testa, tocando seu rosto gentilmente. Yuka o olhava se aproximar e sentiu seus lábios serem tocados pelos dele. Subaru a beijou, envolvendo-a com o braço e pondo gentilmente a mão atrás de sua cabeça. Yuka corou ainda mais, apertando sua roupa. Ao cessarem, Subaru a olhou, vendo-a extasiada. Ela sorriu timidamente, abraçando-o e ele a envolveu em seus braços, sentindo o cheiro de seu cabelo.
Após fazerem as pazes, tudo voltou ao normal. Yuka fazia os bolos para Subaru e conversava com ele enquanto comiam. Por mais que agora conversassem como qualquer outro casal, Subaru ainda não dizia muito sobre sua mãe. O máximo que fizera fora descrevê-la. Yuka percebeu que ela deveria ter sido parecida com ele. E muito bonita. Mas decidiu deixá-lo confortável e não perguntado mais nada, para que um dia ele contasse realmente o que houve com ela.
No colégio, Yuka estava mais contente enquanto caminhava no corredor. Tudo bem estavam bem, porém avistou Kou há alguns metros, escorado na parede. Ela franziu a testa. Há alguns dias havia percebido que não fora completamente sua culpa por Subaru ter ficado com raiva. Kou havia dito aquelas coisas de forma que se entendesse que os dois possuíam algum tipo de relacionamento mais íntimo. E isso não era legal.
Ao se aproximar e vê-lo sorrir em sua direção, passou por ele, ignorando-o.
— Eh? – ele a olhou – Yuka-neko-chan.
Ela o ignorou. Ele apressou-se, pegando gentilmente em seu pulso.
— Yuka-neko-chan, o que houve? Não quer falar comigo?
— Não. – disse ela, pretendendo continuar.
Kou a segurou, sorrindo.
— Ei, não fique chateada. Eu vou te ajudar a melhorar em relação à Subaru-kun.
— Não precisa mais. Fizemos as pazes.
Ele a olhou de forma surpresa, franzindo as sobrancelhas.
— Por que disse aquelas coisas? – ela perguntou – Falou como se estivéssemos juntos. E isso não foi legal. Eu gosto dele. Sou noiva dele e vou me casar com ele.
— Ei, não precisa ficar chateada.
— Não estou, estou aborrecida. Você disse à ele que comia meus bolos como se eu fizesse apenas pra você. Mas você que me dizia para fazer para ele. Disse que eu nunca tinha ganhado uma rosa, como se fosse para atingi-lo. E o que esperava ganhar me dando aquela rosa? Somos apenas amigos. Eu amo Subaru-kun.
Kou a observava, franzindo mais e mais as sobrancelhas.
— Por favor, se não for para ser apenas meu amigo, prefiro que não sejamos nada. – disse ela, virando-se para ir.
Kou a segurou pelos braços, pondo-a contra a parede e olhando-a, sorrindo.
— Por que não enxerga e vê que tem que se apaixonar por mim de uma vez? – perguntou.
Yuka arregalou os olhos, vendo seu outro lado.
— O que está fazendo? – perguntou, trêmula – Então... Tudo o que fez...
— Percebeu? – disse ele, sorrindo maliciosamente – Né... Você é bonita mesmo.
Kou se aproximou do rosto de Yuka, pretendendo beijá-la. Ela arregalou os olhos, sem saber o que fazer e exclamou:
— Subaru-kun!
Repentinamente Kou foi pego pela nuca e jogado para o outro lado do corredor, atingindo a parede. Torceu a expressão, caindo no chão após sair da cratera que seu corpo fizera. Levantou o olhar, ajoelhando no chão e viu Subaru, que o olhava de forma perigosa.
— Você quer morrer, não é? – perguntou.
Yuka arregalou os olhos, vendo-o se aproximar e levantar Kou, empurrando-o contra a parede e desferindo um forte soco em seu estômago, fazendo-o perder todo o ar.
— Subaru-kun! – ela exclamou, encolhendo-se.
Ele bateu outra vez em Kou e mais uma vez em seu rosto, derrubando-o no chão.
— Subaru-kun! – Yuka abraçou-o – Pare com isso!
— Ele ia te beijar!
— Mas você não deixou! Então, por favor, pare com isso!
Ele a olhou, abaixando o punho de forma hesitante. Kou sentou-se com dificuldade, pondo a mão no estômago. Subaru o olhou, fazendo Yuka parar de abraçá-lo e aproximando-se, segurando em sua roupa e fazendo-o olhá-lo.
— Se tentar outra coisa como essa, eu mato você.
Ele torcia a expressão. Subaru o largou e segurou a mão de Yuka, indo embora. Kou bufou, franzindo as sobrancelhas com o rosto machucado.
Dias depois, Kou fora até o ginásio após ver Yuka direcionando-se para lá. Abriu uma fresta e avistou Subaru com ela, franzindo a testa. Ele colocava um prato vazio sobre o banco, conversando com ela, que sorria. Subaru aproximou-se do rosto de Yuka, beijando-a de forma gentil. Kou estalou a língua, enojado e fechou a porta, virando-se para ir. Porém ao fazê-lo, deparou-se com Laito.
— Sai da frente. – disse ele, irritado.
— Então você é o bonitinho que está criando confusão entre eles.
Kou franziu a testa.
— Me chamo Laito. – sorriu maliciosamente – E acredite, se meter o dedo na relação deles mais uma vez, não será apenas Subaru que irá matá-lo.
Kou franziu as sobrancelhas, passando por ele. Laito olhou-o ir embora, sorrindo de forma maliciosa ao descobrir quem era o causador da briga de Subaru e Yuka.
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