Diabolik Brothers- Condenada a Demônios
5 O começo do pesadelo
Notas iniciais
A mansão era enorme, parecida com aqueles casarões assombrados dos filmes de terror que Sasha nunca tivera coragem de assistir.
Sasha parou de admirar a mansão quando gostas de chuva começaram a ataca-la. Ela correu para a porta da mansão e bateu. Nada. Bateu de novo. Nada. Preparou-se para bater novamente. Antes disso, a porta se abriu. Sozinha.
Ok... Isso foi estranho. Muito estranho.
–Olá?- Sasha chamou, adentrando na mansão. –Alguém em casa?
Sua resposta foi um sonoro BAM!
A menina se virou e viu a grande porta fechada. Ela correu para tentar abri-la, mas não conseguiu. A porta estava trancada.
Talvez haja alguém no segundo andar...
Sasha subiu as escadas. E ouviu... barulhos. Barulhos vindos de uma sala ali perto. Seguindo os sons, a garota foi parar numa sala escura.
Onde está o interruptor?, Sasha pensou enquanto passava a mão pela parede da sala. Luz. Sasha ligou o interruptor e viu-se num quaro luxuoso.
O carpete era esverdeado e as paredes, brancas com detalhes em madeira. Num canto da sala havia uma lareira branca e, acima da lareira, um quadro. Logo a frente da lareira havia uma poltrona verde-musgo e, a frente da poltrona, uma pequena mesa redonda. Havia um lustre no teto. Na parede norte, ao lado direito da lareira, haviam duas grandes janelas semiabertas. Havia, também, uma cama majestosa de colcha verde-musgo.
E, na cama, um jovem de cabelos castanho-avermelhado dormia. Sua pele era mas pálida do que a de uma pessoa normal poderia ser.
Sasha se vira para ir embora e procurar por alguém acordado quando escuta:
–Na-na-ni-na-não, bitch-chan.
A garota se virou e viu o rapaz acordado. E parado ali na sua frente, olhando-a de modo estranho.
–Por que me chamou de AH!
Num movimento rápido, o rapaz prendeu Sasha contra a parede e lambeu seu pescoço, preparando-se para mordê-la.
–Me solte, agora!- A garota tentava empurrar o jovem, mas ele nem saía do canto.
–Tsc, tsc. Você nunca mudará Laito?- Um rapaz ato entrou no quarto.
–Ah, cale a boca Reiji. — Laito falou.
Sasha aproveitou que a atenção de Laito estava concentrada em outra pessoa e escapou por baixo dos braços dele. Ela correu para o lado de Reiji e agradeceu:
–Obrigada, senhor.
Reiji desviou o olhar de Laito para Sasha. Ele parecia confuso.
–E você é?- Ele perguntou.
–Sasha.- A menina respondeu, ensaiado uma pequena reverência. –Sasha Seiko. Fui adotada por meu tio, Tougo. Aliás, sabe onde ele se encontra?
–Hmm... esse lugar não adequado para conversarmos. Venha comigo.- Reiji falou.
Sasha e Laito o seguiram até uma sala um pouco escura, com algumas poltronas e sofás.
–Sente-se.- Reiji ordenou.
Sasha obedeceu e se encaminhou para uma das poltronas.
–Na minha poltrona, não, despeitada. — Uma voz masculina ecoou pela sala de estar. Sasha sentiu um arrepio na espinha e correu para longe da poltrona.
Do nada, um rapaz de cabelos vermelhos e olhos verdes apareceu na poltrona em que Sasha sentaria.
–Ei, Teddy, veja: uma humana.
Sasha sentiu algo frio tocar em seu pescoço. A mão pálida pertencia á um garoto de cabelos e olhos lilases, com olheiras, que segurava um ursinho que usava um tapa-olho.
–Afaste-se!-Sasha exclamou.
–Cale a boca.- Um rapaz de cabelos brancos com pontas levemente rosadas e olhos vermelhos, que havia entrado por sei lá onde.
–Você se chama Sarah?
–Sasha.- Ela corrigiu o loiro de cabelos azuis.
–Tanto faz.
–Shu, o que sabe sobre ela?- Reiji falou. Parecia mais uma ordem que uma pergunta.
–Aquele cara... Contatou-me há alguns dias. Ele disse algo como “temos uma órfã virgem chegando, então a tratem bem. E, o mais importante, não a matem”.
–Está brincando? Está é a noiva?
–Mais um sacrifício vivo do que uma noiva.
–Vamos nos tornar beeeeem próximos, bitch-chan.
–Ouviu Teddy? Ganhamos um novo brinquedo.
–OKAY!- Sasha explodiu. — Quando alguém vai me explicar o que está acontecendo? Que história de “noiva” é essa? O que ele quis dizer ao não mandar vocês me matarem? E que é “aquele cara”? E PARA DE ME CHAMAR DE BICHT-CHAN, PORRA! Quer saber? Vou indo.
Sasha caminhou para a porta de saída da sala de estar, mas foi impedida pelo rapaz da poltrona. Com o susto, ela caiu no piso de madeira. Por azar, numa madeira solta. A garota ganhou um ferimento não muito grave, mais ainda havia um vestígio de sangue...
Um vermelho faiscou nos olhos dos garotos, e Sasha viu.
V- vampiros?!
Ela levantou-se e correu, procurando uma saída. Tentou por um corredor qualquer, correndo o mais rápido que podia. Correu até que caiu no chão, exausta. Poderia dormir por uns 1000 anos ali mesmo.
–Não vai conseguir fugir de nós assim tão facilmente.
Foi a última coisa que ela ouviu antes de desmaiar. Ela sabia que aquilo era só inicio do pesadelo.
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