Muito tempo que eu não venho aqui e que não posto nada, mas a faculdade foi foda nos últimos tempos e eu desanimei com a escrita. Achei isso no meu computador outro dia, dei uma reescrita e estou publicando, espero que gostem.

Era quase a hora. Já estava perto do momento. Vinha lenta como nas noites que queria aparecer, seu brilho prateado iluminando o mar abaixo da falésia em que me encontrava ainda não iluminado a floresta por trás do meu corpo.

Ela veio caminhando pelas aguas do belo mar ate o pé da falésia. Me debrucei pela borda olhando-a com seus cabelos ruivos, seu diadema, os olhos pratas e vestido negro como a noite que a rodeava.

— Gosta de brincar com a morte dia? – pergunta ela –

Sua voz mesmo baixa viaja pela noite adentro e chega a mim como se estivéssemos a um passo de distancia.

— Gosto de observar a natureza dos céus e das aguas ao perceberem a sua presença. Elas ficam calmas, a natureza a venera.

— A natureza me teme. É comigo que os predadores saem, que o inverno chega, que os animais acordam e a morte vem.

— Que mordaz noite. Não es feliz?

— Sou feliz por uns minutos dia.

— E quando é isso?

Ela sorriu, seu sorriso iluminou a escuridão que a cercava.

— Quando o primeiro e o último raio do dia me mostra que haverá um amanhã.

Eu sorri a noite e me fui esperando o amanhã.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!