Dia difícil
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Eu estava aqui com algumas ideias na cabeça, e resolvi coloca-las em ordem, me digam ai se gostaram?
Uma fic curtinha, mas que gostei muito de escrever, agora é com vocês.
Dia longo. Parece que tudo que tinha que dar errado em um dia deu!
Meu celular resolver que o modo despertador era um luxo que eu não precisava, então resolveu simplesmente desativa-lo. Em resumo acordei uma hora atrasada, não que eu tivesse um emprego muito bom para ir de qualquer jeito, mas eu tinha um emprego, e tinha que agradecer aos céus por tê-lo, depois de dois meses, encontrado um em uma loja de departamentos que oferecia suporte técnico aos seus clientes.
Claro que quando cheguei ao meu ‘incrível’ trabalho o meu chefe estava lá bufando querendo saber o porquê dos meus surpreendentes, mas constantes, atrasos. Eu até pensei em dizer que o meu antigo chefe me mantinha acordada até tarde, mas achei que seria difícil explicar isso sem falar que Oliver corria as noites atrás de bandidos, e no final acreditaria que eu tinhamos um caso, assim abrindo precedentes para os meus futuros chefes. Então disse apenas:
-Perdi a hora, compenso hoje com o horário do meu almoço. –Não que ele tivesse ficado satisfeito, afinal eu tinha me atrasado uma hora em meia, então além de perder o meu almoço, teria que ficar mais meia hora depois do meu expediente.
Eu estava verde de fome, e tentava a todo custo pensar em qualquer coisa que não o meu estomago, mas estava ficando difícil já que ele insistia em fazer estranhos ruídos.
Quando por fim meu horário estava para acabar eu olho pelas janelas da loja e vejo algo não muito promissor no horizonte.
-Ótimo!
Dez minutos antes de eu sair fora o mundo resolveu despencar em minha cabeça, acho que toda a água prometida para o mês resolveram cair hoje, e naquele horário. E por conta do meu atraso eu não tinha levado nenhuma roupa extra, claro que a camisa do meu uniforme é branca, então eu fiquei ensopada e com a camisa transparente.
Passei em um drive thru e pedi o maior sanduiche, com fritas e refrigerante que eles tinham. Eu ia dar um pulo em minha casa tomar café/almoçar/jantar e depois eu iria para o porão.
Mas como eu disse esse não era o meu dia. Saindo do drive thru, um imbecil resolveu que era muito legal da parte dele avançar o sinal enquanto disputava um racha com um outro idiota.
Me jogando assim em um buraco que fez um tremendo estrago no meu pinéu dianteiro direito. Além de não poder enfim comer, tive que de baixo de uma tempestade trocar o bendito pneu.
Entro de volta no meu carro e meu celular estava entrando em colapso de tantas mensagens de voz, ligações não atendidas e mensagens não visualizada. Todas é claro de uma única pessoa.
-Oliver? – Eu atendo o celular.
-Precisamos de você aqui.
-Claro. – Eu digo sem ânimo.
Desço os degraus do porão me sentindo um gato vira-latas todo encharcado.
-Por que da demora? – Esse é minha saudação. Ele nem ao menos se vira para me ver.
-Felicity? –Ouço a voz de John espantado. –Foi atropelada por um caminhão. – Ele vem até mim com uma toalha.
-Sim, um dos grandes!
Oliver enfim parece me enxergar, e sua reação é tudo o que poderia me irritar. Ele ri!
Eu respiro uma, duas, três vezes, conto mentalmente até dez, e quando isso não funciona eu conto novamente.
Sento em minha cadeira, enquanto tendo secar os meus cabelos.
-Qual é calamidade/Armagedom/ fim dos tempos de hoje? –Digo sem nenhum animo na voz.
-Temos alguém irritado? – Roy entra já vestido com o seu novo uniforme, que tinha ficado muito bem nele, não que hoje eu esteja para elogios, então apenas virei-me para a segurança dos meus computadores.
Fiz alguns rastreamentos, auxiliei remotamente algumas perseguições. E quando estava apenas eu e Oliver no porão do clube e todo o trabalho já estava pronto, eu pacientemente me levantei, me sentindo um tanto quanto tonta pela falta de alimentação e pela chuva que provavelmente me deixaria de cama nesse final de semana.
-Já vai? –Ouço sua voz enquanto esmurra algum boneco de treino aleatório.
-Não vejo mais motivos para ficar por aqui hoje. –Pego minha bolsa e vou saído, me sinto tão tonta que dou um passo para trás.
Oliver me segura antes que eu despenque no chão.
-Você não me parece nada bem? –E com isso eu explodo.
-Você realmente acha? Pensei que fosse cego, e só visse o meu trabalho quando ele estivesse errado.
-Felicity? –Ele me diz espantado.
-Chega Oliver. –Eu tento me segurar em pé sozinha. –Eu não dormi direito a noite passada, não comi o dia inteiro, tomei um banho de chuva que com certeza lavou todos os meus pecados, mas me deixou com um resfriado de brinde, meu pinéu furou... E quando chego aqui o que eu ganho, se não vocês, todos vocês rindo de mim. -Respiro e tento me acalmar. –Eu vou para casa, curtir minha constipação nasal, então... tchau!
Entro pela porta da minha casa e me deparo com mais um monte de contas.
-Fala sério! –Jogo minhas mãos para o céu. — O que eu fiz para o Senhor hoje?
Subo os degraus da minha casa e coloco a banheira para encher. Desço para tentar comer alguma coisa, mas aquele o meu sanduiche e batatas estão frios e murchos, já o meu refrigerante está quente e sem gás, deixo tudo em cima da pia e pego um copo de leite com alguns cookies e tenho que me satisfazer com isso.
Volto ao meu banheiro e me deixo cair na banheira. Lavo cuidadosamente meus cabelos, e só quando a água já estava esfriando eu me retiro, me seco paciente mente e visto um pijama de flanela.
Deito na minha cama mas o sono parece não estar afim de me visitar, mesmo me sentindo extremamente exausta.
Ouço um barulho vindo do andar de baixo.
‘Serio? Só o que me faltava hoje.’
Vou até o meu armário e pego um taco de basebol que eu comprei assim que minha mãe saiu de casa.
Me escondo no canto da porta e espero, e quando a porta abre eu desço o taco com tudo parando a centímetro da cabeça de um Oliver confuso.
-O que você está fazendo? – Ele me pergunta enquanto tira o taco da minha mão.
- O que você acha? Me defendendo. –Eu digo ainda em choque. –Mas pera lá, sou eu quem devo fazer as perguntas aqui. O que você faz invadindo a minha casa? –Eu vou para minha cama e me jogo lá. –Sabe de uma coisa eu não ligo, deveria ligar, em outros dias provavelmente eu ligaria, mas hoje? Hoje não. Então vê se sai do mesmo jeito que entrou, ok?
-Não.
Eu me levanto nos cotovelos e vejo vindo em minha direção.
-Ok, o que você quer de mim agora? –Digo resignada, tateando a procura do meu tablete.
-Nada. – Oliver senta ao meu lado na cama e pacientemente retira os sapatos, e as meias, tira o paletó e a camisa branca, retira o sinto e deixa tudo empilhado no canto. Em minha cabeça mil coisas passam, eu sei que deve ter alguma explicação para isso, mas realmente não consigo ver nenhuma.
Oliver se deita ao meu lado, é simples, sem pretensão. Apenas deita, puxa um travesseiro para si e me olha.
-Você não vai dormir? –Eu meio sem ação vou deitando de vagar olhando para o teto, e penso que a qualquer hora eu vou acordar desse sonho lindo, mas esquisito.
Oliver me puxa para o seu peito e me abraça.
-Obrigado. –Ele diz cheirando o meu cabelo.
-Obrigado? Por que?
-Pelo solavanco de mais cedo.
-Oliver, você sabe que não está fazendo sentido? –Digo respirando o seu perfume.
-Pouco me importa. Hoje eu percebi por um momento o que seria você saindo da minha vida, e essa não é uma sensação que eu pretendo repetir. Então chega de esquivas e desculpas, só quero você aqui comigo. Isso se você me quiser? Não que eu vou te dar qualquer escapatória. –Ele diz rindo.
Eu me levanto e o olho intrigada.
-Não é mais um truque? –Não vejo como minha casa poderia ter sido grampeada, mas eu estava perdida entre os braços de Oliver, e isso poderia doer muito pela manhã.
Oliver se vira sobre mim, e eu estou de baixo de seu corpo. Ele procura minha boca e eu sem ação me deixo ser levada.
-Nunca, ouça bem, nunca a beijaria por conta de um truque. Esse sou eu, preso a você. – Me diz encarando os meus olhos, sem me dá chance para escapar de sua intensidade. –Você pode me perdoar pelo que te fiz senti aquela vez?
Coloco minha mão em seus lábios, para que ele não continue.
-Você só fez o que era preciso, e eu sou sua parceira. Não foi assim que você me chamou? Sua melhor arma aquele momento era eu. Eu entendi. E se você está fazendo isso tentando me recompensar, não é preciso. –Digo enquanto tento sair de baixo dele.
-Na verdade, eu acho que você é minha recompensa. – Oliver me prende ainda mais em seu corpo. – Você não é mulher que eu sonhei para mim Felicity. Por que nem em minhas maiores alucinações eu poderia imaginar que você existiria. E agora que eu te conheci, eu não pretendo deixar você ir.
-O que você está dizendo Oliver?
-Que eu te amo. – Ele me beija novamente. –Sem truques. –Mais um beijo. –Sem ‘Você me entende?’ –Outro beijo. –Simples como respirar. – Mais um beijo. – Eu. Te. Amo. Felicity.
-E amanhã? –Eu digo com receio de ter esperança.
-O que tem amanhã? –Oliver para e pensa. –Se você estiver realmente resfriada eu vou ficar com você deitado nessa cama o dia inteiro.
-Provavelmente você também vai pegar um resfriado. – Digo rindo da ideia.
-Se você cuidar de mim? Agora se você não estiver resfriada, eu também queria ficar o dia todo agarrado a você, por que não tem nenhum lugar para mim nesse mundo melhor que com você em meus braços.
-Você me ama mesmo? –Eu digo cética.
-Você não se enxerga direito, não? –Oliver parece contrariado. –Você é linda, esperta, companheira, inteligente, apaixonante, bondosa. Se eu for listar aqui todas as qualidades não vou parar de falar. Eu só peço perdão por ter demorado tanto. –Me olha profundamente. –Me perdoa.
-Pela sua demora? –Eu digo meio indignada e Oliver concorda com a cabeça. –Não! Mas posso pensar em algumas maneiras de castigo. –Me viro sobre ele e o beijo apaixonadamente.
-Acho que eu posso viver com isso. –Ele diz rindo com as nossas testas coladas.
-E bom mesmo, por que eu também te amo, e não quero mais você longe de mim. –Digo antes de tomar a boca de Oliver outra vez para mim.
Acho que de todas as coisas ruins que me aconteceram hoje, dormir no colo do meu namorado/herói/ melhor amigo, fez o dia terminar em um saldo positivo. Afinal o que é um dia ruim perto de ter o amor da sua vida à você?
Notas finais
Como disse pequenininha, mas cheia de romance, e coisas que só acontecem com a nossa TI favorita.
Gostaria de agradecer a SwetBegonina pela leitura previa da fic.
Então é isso!
Bjs
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