Notas iniciais
Boa leitura estrelinhas! (S/a) - Seu apelido. (C/L) - Curto ou longo. (S/n) - Seu nome. Histórias também publicada no Spirit Fanfiction e no Wattpad: UravityStar

No dia seguinte, acordo e me espreguiço. Calço as minhas pantufas e sigo para a cozinha do dormitório. Abrindo a geladeira, vejo que haviam poucos ingredientes e sinto o meu estômago roncar.

— Hum... Vou passar no mercado. — Volto para o quarto e depois de colocar uma roupa quentinha, sigo para fora da U.A. O céu estava nevando, caminho pela neve, formando uma trilha de pegadas para trás. Quando chego no mercado, compro os ingredientes para fazer panquecas americanas, até que, olhando para as estantes, vejo um pacote de marshmallow. — Eu e o Kiri, podíamos assar uns marshmallows numa fogueira. Hum, irei convidar o Bakusquad também!

Compro dois pacotes de marshmallows e sigo com as compras para o caixa. Pago o atendente e volto para os dormitórios. Chegando na cozinha, vejo Kirishima vasculhando os armários a procura de comida.

— Bom dia Kiri. — Sorrio para o meu namorado.

— (S/n)! Bom dia, flor. — Kirishima se aproxima de mim e largo as compras em cima da mesa. Eijirou envolve as suas mãos em minha cintura e eu faço o mesmo, só que o abraçando com as pernas e o ruivinho me coloca sentada em cima da mesa. Passando as minhas mãos em seu tórax por cima de sua blusa, sigo em linha reta para cima, até dar a volta em seu pescoço, me aproximo de seu rosto e inicio um beijo lento e caloroso. Enquanto o beijava, sinto o seu perfume exalando masculinidade. Nossas línguas começaram a travar uma batalha interna a procura de contato, cujo fez com que o beijo se tornasse mais veloz e necessitado. Sem perceber, Eijirou foi me empurrando para trás, até que sinto a madeira em minhas costas, me dando uma bela visão do ruivinho. Mordo os lábios e ao adentrar os dedos das mãos de baixo de sua blusa, Kirishima cora e sorrio.

—(S/n). — Kirishima gagueja.

— O que foi, meu tubarãozinho? — Faço uma trilha de beijos em seu pescoço e mordo sua pele.

— A-Aah! Está querendo me provocar, sua danadinha? Cuidado que o tubarão vai te pegar.

— E é esse o meu objetivo, vem cá tubarão.

— Ah é? Você que pediu. — Eijirou sorri de forma provocante e chegando mais perto de mim, ele faz cócegas por todo o meu corpo.

— Há, há, há, há! — Rio ao sentir suas cócegas. — E-Eijirou, p-para! Há, há, há!

— Ora, ora, (S/a). Não queria que o tubarão te pegasse? — Aceno com a cabeça. Kirishima para de fazer as cócegas e passa a distribuir beijos pelos meus braços, ombros e rosto. Sinto o estômago roncar e coro, Eijirou olha para mim e ri. Se afastando de mim, Kirishima olha os ingredientes da sacola de compras e tira o pão, queijo e presunto. Vasculho a geladeira a procura do ketchup e o encontro na gaveta de baixo.

Depois de fazer os sanduíches e tomar o café da manhã, convido Eijirou para ir comigo nas fontes termais.

— Eijirou, eu comprei marshmallow para a gente fazer uma noite na fogueira com os nossos amigos, você vai querer ir junto?

— Claro que sim, (S/n). — Eijirou responde.

— E também, eu pensei em ir nas fontes termais daqui a pouco, o que acha?

Eijirou assente e sorri. Voltamos a nos beijar. O ruivinho passa as mãos nos fios dos meus cabelos (C/L) enrolando os dedos nas pontas. Enquanto nos beijávamos fogosamente, esquecemos de tudo ao nosso redor, isso até que ouvimos o som de um clique e paramos com os amassos para ver de onde o som vinha. Ao virar para a porta, Mina que estava parada nos olhando e sorrindo maliciosamente, segurava o celular com o flash da câmera ligado.

— Mas que bela visão, com certeza irei guardar esse momento para sempre.

— M-Mina! — Falo surpresa.

— Não, sou o Bakugou, não está vendo? Shine! — A rosada imita o garoto explosivo, mexendo os braços como se estivesse explodindo algo. — Há, há, há!

Reviro os olhos e Kirishima e eu caímos na risada.

— Aproveitando que você está aqui, Mina, estava pensando em de noite, assar uns marshmallows com o Bakusquad, o que acha?

— Partiu, noite dos amigos! — Mina fala empolgada erguendo o punho para cima. — Deixa que eu cuido de avisar o resto da turma.

— Conhecendo o Bakugou como conheço, ele não vai querer ir. — Eijirou diz.

— Ah, ele vai sim! — Mina diz confiante.

— Como tens certeza? — Pergunto curiosa.

— (S/a), deixe com a mamãe aqui. — Mina faz uma risada digna de vilão e surge uma gota na minha cabeça.

Nos despedimos da rosada e seguimos para os nossos quartos para colocar as roupas de banho. Alguns minutos depois, eu e meu namorado, pegamos um metrô e chegamos na casa termal. Na recepção, pedimos para ir na ala compartilhada. Ao achar um canto mais privado, tomamos um banho quente, relaxamos nas águas termais e partimos para outra seção de amassos. Perto do meio dia, paramos numa lanchonete e pedimos dois chocolate quentes e sanduíches naturais. Almoçamos e voltamos para a U.A. De tarde, fomos pedir permissão ao diretor Nezu, para criar uma fogueira para assar os marshmallows numa das áreas de treino ao ar livre. Após ter a permissão, Mina e eu, começamos a separar as coisas para de noite. Kaminari foi com a Jiro no mercado comprar um guaraná, enquanto isso, Kirishima colocou alguns gelos na caixa térmica e eu separei alguns doces para comermos.

As oito horas da noite, o céu se encontrava aberto e a lua cheia era visível, assim como as estrelas. Sentados ao redor da fogueira e escorada no ombro de Eijirou, ouvia o Sero contar uma história de terror enquanto segurava o graveto com o marshmallow. Bakugou estava sentado a nossa frente, preso na árvore com uma corrente e uma fita na boca para ele não gritar ou fugir, tudo isso fora obra da Mina.

— E então a menina olhou para o fundo do poço e sentiu um arrepio atrás de si, quando ela virou seu olhar para trás, não encontrara nada, até que de repente… — Sero fez uma pausa dramática e prosseguiu. — Uma forma fantasmagórica a empurrou, fazendo a garota cair no posso sem fundo e ela nunca mais foi vista. Dizem que toda vez que alguém passa perto do poço, alguns moradores juram que ouvem um pedido de socorro, e é por isso que até hoje, o poço é chamado de "poço do desespero", fim.

Depois de ouvir outras histórias de terror e acabar com os marshmallows, ficamos conversando até às onze da noite. Ah essas alturas, o fogo estava quase acabando. Kirishima apagou o fogo e voltamos para os dormitórios as escondidas, pois já havia passado do toque de recolher e o Diretor Nezu havia falado que não podíamos passar do horário. Cada um foi para o próprio quarto, eu e Eijirou seguimos lado a lado até chegar ao corredor que nos separava.

— Boa noite (S/a).

— Boa noite. — Digo triste. Eijirou nota o meu tom de voz e pergunta.

— Por que está triste?

— Agora não vou mais poder ficar do seu lado. — Formo um bico no rosto.

— Hum... Quem disse que não podemos? A gente pode dormir juntos…

Arregalo os olhos e pergunto:

— J-Juntos? — Gaguejo e coro.

— Eu não vou te morder (S/n), só vou ficar do seu lado…

— Eu sei, é que… Ah, t-tudo bem… — Digo vermelha.

Seguimos para o quarto do Eijirou e noto a sua cama de solteiro, pelo visto vamos ter que nos espremer ali. Kirishima se deita na cama e dá tapinhas na mesma, indicando para eu me deitar ali. Deito-me ao seu lado, abraço a sua cintura e entrelaço as nossas pernas. Eijirou dá um beijo na minha testa e eu me ergo um pouco, alcançando os seus lábios.

— Boa noite, tubarãozinho.

— Boa noite, minha flor. — Olhando para a janela do quarto, vejo os flocos de neve caírem.

Sinto os meus olhos pesarem e antes de cair no sono, digo:

— Te amo.

— Eu também. — Eijirou me responde.

Meu tubarãozinho, o dia em que nos conhecemos, foi o melhor dia da minha vida e hoje percebo o quão sortuda sou ao estar do seu lado.

Fim.

Notas finais
Espero que tenham gostado e até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!