Dia a Dia, com os Potter
10 Capítulo 10- Descendo ao inferno
Notas iniciais
Obrigada a H_S, Jessy, Leeah e a Miss, que fizeram as últimas indicações.
A Clarinha linda que me fez duas capinhas lindas, logo colocaei a outra.
E ao John que está sempre preocupado com meus sumiços....
Pov. Gina
Desde que eu me entendo por gente nunca tinha presenciado um inverno como esse. A neve teimava em cair constantemente, os ventos zuniam e sopravam como se quisessem amedrontar qualquer um que cruzasse e desafiasse seu caminho.
As coisas estavam relativamente bem, sem brigas ou qualquer tipo de desconforto em Harry e minha família. Estava tudo na santa paz. Às vezes isso me deixava preocupada quando tudo está bem demais...
Mas eu não queria me preocupar com isso, meu corpo estava cansado demais. Ontem eu tinha ido até a Irlanda comentar um jogo entre a seleção daquele país contra a Escócia. Foi muito bom, as eliminatórias para a copa mundial estavam a todo vapor e eu, é claro, estava com trabalho dobrado. Prova disso é que em menos de duas horas eu teria que entregar ao Profeta Diário o meu comentário final do jogo de ontem, para que o mesmo saísse ainda hoje.
Só tinha um problema: a cama estava tão boa, os braços e as costas de meu marido formavam um cobertor natural o que dificultava ainda mais a minha vontade de levantar.
— Amor?
Eu tentava acordar meu marido, ainda de olhos fechados.
— Amor? Acorde, Harry.
— Hum?
Ele nem me dava moral.
— Vamos amor, acorde. Temos que trabalhar e ainda temos que deixar as crianças na casa da mamãe.
— Não, Gina! Tá frio. Vamos fingir que perdemos a hora...
Ele escondeu o rosto em meu cabelo e voltou a ressonar baixinho. Sua respiração em meu pescoço me causava pequenos arrepios.
— Harry? Vai amor, o dever nos chama.
— Humph!
Os muxoxos foram altos e de repente a cama era abandonada. Saiu reclamando para o banheiro e nem me deu bom dia. Droga de mau humor matinal.
Fui até a cozinha e instrui Monstro a fazer chocolates quente para acompanhar as tortinha de creme que ele mesmo já tinha feito. Rumei para o quarto das crianças e acordar Tiago foi igual acordar o pai: um martírio.
Lilian e Alvo até que contribuíram comigo, mas meu mais velho...
Oh céus, as crianças só tinham que herdar o melhor de nós.
— Deixe de birra, Tiago. Levante logo daí.
— Eu num quero, mamãe.
— Eu não perguntei se você quer rapazinho. Eu mandei levantar.
Ele chutou as cobertas para longe e se pôs de pé indo imediatamente para o banheiro.
Voltei para o quarto.
— Seu filho “tá que tá hoje”.
— Deve ser porque a mãe dele está o mesmo jeito.
— Harry!
Coloquei as mãos na cintura e encarei-o incrédulo.
— Mas que droga, Harry. Eu cheguei em casa às três da manhã se tem alguém que deveria estar reclamando, esse alguém deveria ser eu.
Brigar não, brigar não. Minha mente esbravejava para mim, mas depois dessas minhas palavras a explosão estava pronta.
— Você dormiu há essa hora por teimosia sua, eu já cansei de falar pra você largar esse seu emprego. Agora fica aí reclamando e culpando uma criança por não dar conta de acompanhar o seu ritmo. Poupe-me tá, Gina.
Fiquei cerca de 30 segundos encarando a porta que ele bruscamente bateu ao sair, suas palavras ainda não tinham sido digeridas por mim.
Ou eu estava muito enganada, ou meu marido estressadinho tinha acabado de me culpar pelo mau humor matinal de nossos filhos. Era o cúmulo...
Troquei de roupa e me enfiei num par de botas, o frio estava cortante.
Desci para a cozinha. Alvo e Lilian ainda sonolentos lanchavam preguiçosamente, Tiago estava no colo do pai, meu pequeno tinha o rosto vermelho e parecia muito cansado. Encostei as costas da mão em sua testa e me certifiquei das minhas suspeitas.
— Febre. Isso não é bom.
— Eu sei, por isso mesmo já falei com Hermione e a pedi que prepare uma poção para ele. Ela é a melhor nessa arte.
Contei até 10 e suspirei. Não era hora de ter uma crise de ciúmes.
— Não acha melhor ficar com ele, o pobrezinho precisa de repouso.
Fechei a cara para ele. Ele tava querendo...
— Não dificulte as coisas, Harry. Você sabe que eu preciso...
Ele nem me deixou terminar de falar. Levantou-se de uma vez da mesa, pela xícara intocável a frente do lugar dele, era evidente que não tinha comido, nem bebido nada.
— Alvo, Lilian? Carro. AGORA.
O tom de voz era alto e rude, tipo aquele, inquestionável...
Meus pequenos se alertaram e correram para fora eu fiz o mesmo. Ele acomodou Tiago no banco de trás e o cobriu com um cobertor, nosso pequeno estava mole e sonolento, deu um aperto no peito ver ele assim, doentinho e ainda sair numa friagem como aquela, mas o que eu podia fazer? Nada, seria uma irresponsabilidade deixar meus leitores na mão. Minha mãe cuidaria dele até eu voltar.
Quinze minutos depois estacionávamos na casinha tão conhecida.
— Entrem, entrem.
Minha mãe nos colocou para dentro.
— Bom dia, mamãe.
— Bom dia querida. Oh querido!
Ela beijou a bochecha de Harry e dos netos mais novos.
— Tiago ainda tá com febre? Hermione está na cozinha terminando de fazer uma poção para ele.
Harry olhou para o local de se pôs a caminhar para a cozinha.
— Vou até lá, quero que ele tome logo e que comece a fazer efeito.
— Vai sim, querido.
Olhei-o se afastando, não precisava de uma bola de cristal pra saber que ele estava chateado.
— Crianças, Rose e Hugo estão lá em cima no quarto que era do pai deles, por que vocês não se juntam a eles?
Alvo saltitou escada acima, Lilian ainda olhou para a porta que levava a cozinha.
— Diz “plo” meu papai não ir “embola” sem me dar um beijo, tá vovó?
— Pode deixar anjinho, eu dou o seu recado.
Ela também se foi e minha mãe então começou...
— Brigados de novo? Isso está começando a me preocupar.
— Não brigamos mãe. Mas o silêncio dele é pior do que as palavras mal faladas me dói tanto e ainda tem essa ligação com Hermione, às vezes eu penso que eles...
— Não diga bobagem, filha. Se eles tivessem algum sentimento um pelo outro que não fosse amizade e amor de irmãos ele já teria amadurecido, afinal eles se conhecessem há anos, mas me conte, o silêncio dele tem haver com o estado de Tiago.
Suspirei frustrada.
— Também, mas ele se chateou mesmo foi por causa do emprego, cheguei muito tarde e ter que tirá-los da cama tão cedo, ainda mais com Tiago febril, despertou a ira, do senhor meu marido.
Às vezes eu pensava que Harry é que era filho de mamãe, todas as broncas dela foram para mim. Ela concordava plenamente com ele, e ainda me acusou de estar deixando meu marido e filhos por causa do trabalho, e o pior ainda disse que “quem não da assistência, abre espaço para a concorrência”.
Aff! Eu mereço!
Pov Harry
Chequei a cozinha e o caldeirão ainda fumegava.
— Oi Mione.
Aproximei-me dela que delicadamente beijou meu rosto e carinhou Tiago.
— Já está quase pronta, onde está Gina.
— Na sala, com a mãe.
Ela me olhou nos olhos.
— Brigaram de novo?
— Não, ainda não.
Era mesmo a verdade eu estava me segurando, mas podia sentir a vontade de gritar com ela brotando dos meus poros.
— Ela está irritante hoje e ainda por cima insiste em trabalhar nem se importando com a saúde de nosso filho. Como se ela precisasse daquele salário. Ah que raiva dela, Mione.
Minha amiga tocou meus ombros.
— Você está sendo infantil. Uma mulher não trabalha só pelo dinheiro, ela precisa se sentir útil, completa, necessitada...
— Eu posso fazer ela se sentir assim, sem precisar sair do quarto.
— Idiota!
Ela me bateu com o pano de prato e eu não pude segurar a gargalhada. Hermione era sempre assim, me divertia e me mostrava o melhor lado das coisas.
— Tome, dê a ele.
Estendeu-me a xícara. Soprei até atingir a temperatura ideal, então sentei Tiago e o acordei de novo.
— Filho?
— Só mais um pouquinho pai...
— Abra os olhos só um momento, depois que você tomar a poção pode dormir de novo.
Relutantemente ele o fez e quando o líquido tocou seus lábios, uma careta de amargura lhe tomou a face.
— É ruim...
Sorri para ele.
— Eu sei, mas tome que logo você estará novinho em folha.
Sentei. Ele continuou com as caretinhas, mas tomou.
Hermione sentou ao meu lado e descansou a cabeça em meu ombro.
— É tão mágico, não é?
Olhei de novo pra ela, enquanto sua mão tentava a todo custo pentear as madeixas rebeldes de meu pequeno.
— Como eles nos têm nas mãos. São tão pequenos, tão dependentes, cada dorzinha deles nos deixa sem chão.
Instintivamente beijei a testa dela, era exatamente isso que eu pensava.
— Ah! Desculpe-me, eu não queria atrapalhar o “momentinho” de vocês, mas é que estamos atrasados.
— Gina, não é nada disso que você está pensando, nós só estávamos conversando.
Hermione tentava falar, mas, no entanto Gina ora nenhuma olhou para ela, seu olhar gélido, era todo meu.
— Não estou pensando nada, Hermione.
— Ainda bem, porque hoje não estou com um pingo de saco para ataques e crises infundadas.
Afastei-me delas me encaminhando logo em seguida para a sala, encontrando com minha sogra.
— Onde posso colocar Tiago, Molly? A poção vai demorar um pouquinho para fazer efeito e ele ainda está sonolento.
— Coloque-o no antigo quarto de Gina, lá ele poderá dormir em paz.
Subi para o mesmo e depositei-o na cama, beijei sua testa e saí de lá tentando ao máximo não fazer barulho.
— Paizinho, você já vai?
Peguei Lilian no colo.
— Já, amor. Comporta-se e não faz muito barulho, Tiago ainda tá dormindo.
Ela beijou meu rosto e se afastou.
— Tá tudo bem, pai?
Beijei Alvo.
— Vai ficar filho. Cuide de seus irmãos pra mim e obedeça a sua Vó.
— Tá bem paizinho.
Deixei-os com um aperto no peito, não sei por que, mas um sentimento angustiante tentava me dominar.
Cheguei à sala e me dirigi a Molly.
— Nós já vamos, qualquer coisa, por favor, nos avise.
— Vá tranqüilo, filho.
— Vamos?
Gina ainda me olhou de lado, mas não questionou.
Saímos da casa acompanhados por Hermione que também iria para o ministério.
Aparatamos, e em menos de 5 minutos estávamos no Beco Diagonal.
Um silêncio horroroso nos acompanhava. Paramos em frente ao Profeta Diário.
— Bem, eu já vou, encontro vocês mais tarde.
Hermione acenou levemente e se afastou minha amiga sabia que nós precisávamos nos despedir. Voltei meus olhos para a ruiva emburrada a minha frente.
— Então é isso, eu já vou.
Dei as costas a ela, eu não estava feliz com essa situação, mas por lei nenhuma pediria desculpas, ela começou, ela termina. Se bem que.... Deixa pra lá, a culpa é dela e ponto final.
— Harry?
Isso! Eu sabia que ela me chamaria de volta, a consciência de minha esposinha ainda a rematava para nossas brigas de pouco tempo atrás.
- Que é?
Perguntei ainda de costa, é claro que vou fazer um charminho.
— Olhe pra mim?
Virei lentamente.
— Só não se esqueça que eu te amo, tá?
Ela tinha um medo estampado no rosto, que me deixou em agonia. Sem mais palavras virou e tentou se afastar. Eu como não sou de ferro, a puxei pela mão, juntando nossos corpos.
— Não me deixe esquecer isso nunca, princesa.
Beijei-a com toda vontade e saudade que conseguia até fazê-la perder o fôlego.
— Se cuida nos vemos em casa.
— Vou esperar ansiosamente por isso, volte como você foi...
Beijei sua testa e me afastei. O trabalho me chamava e só depois fui me dar conta de que naquele dia eu não poderia atender seu desejo...
POV. Tiago (Lembre-se que ele é uma criança)
Abri meus olhos bem devagar, eu sabia que estava na casa da Vovó, só não lembrava como cheguei lá, levantei e desci passando por um monte de cômodos vazios e silenciosos, cheguei à cozinha e encontrei minha vozinha fazendo alguma coisa no fogão.
— Oi Vovó.
Ela se assustou um pouco e logo se recuperou me abraçando apertado, quase parei de respirar.
— Que bom que você tá melhor, sua mãe vai ficar mais tranqüila quando chegar.
— Onde estão todos, Vó?
— Ah querido! Rose, Hugo, Alvo e Lilian estão brincando na frente da casa, sua mãe e seu pai foram trabalhar.
Olhei para ela uns instantes, e então criei coragem.
— Posso ir brincar também?
— Não, querido. Está muito frio, seu pai teria um treco, se chegasse aqui e te encontrasse na friagem.
Droga!
— Mas Vovó...
— Nada de, mas. Sente aqui e coma esse bolo que Vovó fez especialmente para o netinho lindo dela que tava doentinho agora a pouco.
Sentei e comi afinal eu estava faminto. Quando terminei voltei para a sala e me sentei no beiral da janela, de lá dava pra ver e ouvir os gritos e risadas de meus irmãos e primos, Vovó estava enganada eles não estavam na frente da casa, estavam um pouco mais longe, pra ser exato, no alto da montanha.
Era muito ruim ter que ficar fechado aqui, mas eu entendia, era pro meu bem. Vovó veio me ver uma três vezes desde que sentei aqui, ela sempre tentava me consolar falando que logo, logo eu estaria bem e que poderia voltar a brincar com eles, nem me importei, só de ouvir as risadas de Lilian, já me divertia.
Tudo parecia bem e eu estava pronto pra voltar pro quarto de minha mãe e deitar de novo, quando uma coisa me chamou a atenção. Uma figura estranha se aproximava da casa, mas assim que viu onde Alvo e os outros estavam, deu a volta e foi ao encontro deles, eu não o conhecia, mas não sei por que, não gostei dele. Acho que era pela roupa que usava tio Rony, sempre diz que nunca se deve confiar em uma pessoa que só veste preto.
Corri até a cozinha e não encontrei Vovó, com certeza ela tinha subido e eu não vi, voltei para a sala e olhei de novo pela janela, o sujeito de aproxima de Lilian. Saí correndo pela porta da frente não daria tempo de chamar ninguém. Corri, corri e corri, mas eu não chegava parecia que eles se afastavam quanto mais rápido eu tentava ir.
Era um homem, eu vi quando ele pegou Lili pelos cabelos.
— Não! Lili. Solte-a.
Rose, Hugo e Alvo então acordaram pra vida e viram que uma coisa muito feia, tinha pegado a minha irmãzinha.Cheguei perto deles e me pus à frente de Alvo como o papai fez com a gente.
— Solta ela, se não, se não....
— Se não, o que? Você vai me bater seu franguinho.
Fiquei com medo, a voz ele parecia com a daqueles bichos feios das histórias de tio Gui.
— Eu não, mas o papai vai.
— E cadê o papaizinho dos pirralhinhos?
Cheguei mais perto, o cara mal, apontou a varinha pra cabeça de Lilian, minha irmãzinha estava chorando.
— Quando ele souber que você puxou o cabelo da Lili ele vai “ficá” muito bravo.
Alvo tentou, mas ele não soltava a Lili...
— Até seu papai descobrir, nós já estaremos bem longe, né gatinha.
— Não! Solta ela.
Peguei uma pedra e ameacei jogar nele. O idiota riu na minha cara.
— Valente, galinho de briga, puxou ao pai. Tá bom franguinho, eu solto a sua irmãzinha remelenta, mas só se você vier comigo.
Droga, eu estava enrolado. Dei mais um passo pra frente.
— Não Tiago! O papai vai ficar muito bravo.
— Escute ele, vamos gritar e logo a Vovó estará aqui.
— Ei, ei, nada de gritos ou vocês querem me ver fazer um feitiçoszinhos com a sua irmãzinha.
Rose e Alvo tentaram, mas não tinha jeito é como o papai sempre diz: “na família Potter os mais fortes zelam pelos mais fracos”. Eu não sei bem o que é zelar, mas se meu papai diz é porque é algo bom.
— Feito. Agora solta ela.
— Então vem.
Cheguei perto e ele empurrou Lilian que foi direto para o chão e duma vez me puxou já encostando a varinha na minha cabeça. Eu tava com muito medo.
— TIAGO....
Olhei pra baixo e vi minha mãe correndo ao nosso encontro, e então tudo se apagou minha cabeça girou e eu não vi mais nada.
Pov. Gina
Fiquei no Profeta até as 10 da manhã, tentei agilizar ao máximo o relatório, Tiago me preocupava e eu precisava tê-lo em meus braços para me certificar de que a febre já tinha passado e que ele estava bem.
O assunto Harry ainda me incomodava, ele estava merecendo um castigo e o garantiria isso mais tarde.
Ah aquele aurorzinho me paga mais tarde, oh se paga.
Aparatei na parte dos fundos de casa e encontrei mamãe arrancando alguma coisa por ali.
— O que faz aí, senhora Weasley?
Ela se levantou com o susto.
— Ai filha. Quer me matar, é?
Sorri pra ela e me encaminhei para dentro eu queria ver minhas crianças. Ela me acompanhou.
— Nada de importante, só matando o tempo enquanto termino o almoço.
Entrei na cozinha e peguei um copo, o enchi com água e tomei logo em seguida ainda olhando para ela.
— E as crianças?
— Tiago está na sala, os outros estão na frente de casa. Ele já está melhor, pode ficar sossegada.
Suspirei aliviada.
— E você, como está?
— Bem.
Ela me olhou duvidosa.
— Não foi isso que eu vi mais cedo.
— Mãe, já passou, foi só um surto, fiquei irritada em casa e essa amizade de Harry e Hermione às vezes me tira do sério. Ela é perfeita demais.
— E é mesmo, só que acho que você esqueceu, então vou te lembrar, ela é esposa do seu irmão e a melhor amiga do seu marido. Coloque a cabeça no lugar, querida.
Ela tinha razão eu sabia disso, mas meu coração não via dessa forma.
— Seu marido te ama, filha. Você nunca foi assim, o que está acontecendo.
— Acho que ainda é reflexo de nossa crise, estou meio insegura. Às vezes tenho medo, dele acordar e ver que eu não sou a mulher ideal pra ele.
— Oh querida.
Mamãe me ofereceu seu ombro, chorei lá por um tempo.
- Agora me deixa ver Tiago, ele fica muito manhoso quando tá doente.
Desvencilhei-me dela e fui encontrá-lo na sala ainda com o copo de água na mão.
Passei pelo cômodo e não o encontrei, fui até o andar de cima e nada, será que ele estava lá fora, não é possível, ele estava com febre.
A raiva começava a subir, eu iria torcer o pescocinho dele. Fui até a janela para chamá-lo pra dentro e então a visão do inferno se formou a minha frente.
Eles estavam fora do alcance dos feitiços de proteção e um,... um... Comensal da morte? Tinha uma varinha apontada para a cabeça de meu filho. Soltei o copo, que se estilhaçou no chão e corri para fora, eu não podia aparatar o jeito seria correr. O homem apertava o meu pequeno.
— TIAGO...
Não me contive e gritei, a minha vontade era de estuporar o idiota que ameaçava o meu bem mais valioso, mas eu não podia, meu pequeno formava um escudo para o malfeitor.
Seus olhos se encontraram com os meus e eu só vi medo ali e então tudo ficou pior, o bruxo aparatou e levou meu filhinho com ele.
— NÃO!
Gritei e caí de joelhos já sem forças... Era o inferno na terra...
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