Dia a Dia, com os Potter

7 Capítulo 7- E tudo se encaixa...


Notas iniciais
Obrigada de coração, as 13 pessoinhas lindas que indicaram a minha fic, eu amo vcs... Segunda Feira minha vida volta a correria de sempre, trabalho, faculdade, então se eu der uma sumidinha, não se desesperem, eu sempre estarei aqui...

Pov Gina

Essa semana vai entrar pra história, foi tudo muito difícil, muito frio. Harry não teve tempo, apesar de que voltou pra casa todas às noites para dormir conosco, o assunto família, ainda não tinha sido discutido, mas ele deixou claro em uma conversa para Alvo, que a ida deles a casa dos avós, estava fora de cogitação.

Eu me senti mal, afinal meus pais não iam aceitar essa situação por muito tempo, mas não falei nada, os cacos ainda não estavam no seu lugar.

Meus filhos pareciam não se importar com o mundo lá fora, nós estávamos juntos, e era isso que importava.

Quando Sexta chegou, tudo tomou outro rumo, Harry chegou um pouco mais tarde, e quando as crianças viram quem ele trazia nos braços, o alvoroço, foi completo.

- Ted!

Eu que estava na cozinha preparando o jantar, me assustei com o grito, logo ele apareceu, todo palhaço e carinhoso, passando a mão na barriga.

- Madrinha! Eu estou faminto, a vovó não anda me alimentando direito, é sempre um monte de coisa verde. Eca! Tem gosto amargo.

Eu ri dele.

- Como vai querido? E pode ficar tranqüilo, você vai gostar muito da sopa de legumes, que eu e Monstro, estamos preparando.

Ele fez uma caretinha adorável e ia responder, quando Alvo chegou arrastando-o para a sala.

- Oi!

Harry adentrou, e eu suspirei aliviada, eu andava tão insegura, que cada minuto de atraso dele, me deixava tensa, ainda mais sabendo da secretária peituda e oferecida, que ele tinha.

Ele destampou as panelas e sentiu o aroma.

- Hum! Cheirinho bom.

- Quer tomar um banho enquanto eu termino? Já está quase pronto.

Ele não falou nada, mas seu olhar me queimava as costas.

- Eu trouxe Ted hoje, fica mais fácil para amanhã, desculpe se não te avisei.

Virei-me para ele.

Merlin! Eu estava louca de vontade de sentir seus lábios nos meus, mas desde que voltou pra casa, ele não me deu essa graça e eu ainda insegura e tomada pelo arrependimento não fui capaz de implorar isso a ele.

- Não tem problema, Ted é sempre bem vindo, você sabe disso.

Ele me olhava, e chegava mais perto a cada palavra.

- Acho que Hogsmead, vai ser bom para eles, arejar, passear e gastar um pouquinho de dinheiro com bobagens, às vezes é bom.

Ao terminar de falar, sua mão esquerda já acariciava meu cabelo, enquanto à direita, me puxava pela cintura estreitando a nossa distância.

- Muito bom!!!!

Eu nem sei do que eu falava, mas o roçar de nossas bocas, tirava toda a minha concentração. Um sentimento, de preenchimento, não,... De complemento, ameaçava me dominar. Meu marido estava em meus braços, de onde nunca deveria ter saído.

Depositei minhas mãos em seus cabelos, o fogo de sempre, já ameaçava me queimar, a labaredas já subiam...

Virei à cabeça para o lado, era agora que tudo se acertava.

- Pai?

Ele se afastou. Eu segurei no balcão, forçando a minha respiração a voltar ao normal, minhas pernas tremiam descaradamente.

- Oi Lilian?

Contei até 10, sempre ela...

- Eu tava te “espelando”, pra tomar banho. Você me leva, com você?

Ele gargalhou para a manha da filha e deu a ela, o que ela queria.

- Eu te levo, só se você parar de fazer beicinho e falar sem essa vozinha de luxo.

Ela sorriu lindamente pra ele e concordou com a cabeça. Nem me virei para vê-los, mas sei que ele beijava o pescoço dela, pois a risada de alegria ecoava pela casa.

Suspirei frustrada. Lilian estava me dando nos nervos, essa semana toda eu tentei a todo custo estreitar os nossos laços, mas foi impossível, ela estava arredia demais, e a cada ordem minha, fazia questão de me desafiar, falando que só a faria quando o pai chegasse.

E ele? Derretia-se pra ela.

Agora nem no quarto dela, dormia mais, todas as noites, lá pelas tantas, ele se afastava de mim, para colocá-la entre nós.

Eu estava com ciúmes da minha filha...

Terminei o jantar, passei pela sala, recebendo o sorriso de Tiago, Alvo e Ted.

Chegando ao quarto, me dei conta de que Harry saia do banheiro com Lilian nos braços.

- O jantar está pronto. Vamos descer?

- Vamos. Veste Lilian pra mim, enquanto eu me apronto?

Fiz menção de pegá-la, ela cruzou os braços e gritou comigo.

- Não! Você não!

Senti meu sangue esquentar. Contei até 10, de novo.

- Lilian!

Harry a repreendeu.

- Peça desculpas para a sua mãe, agora.

Ela se pós de pé na cama, e me enfrentou.

- Não!

Harry estreitou os olhos pra ela.

- Vá para o seu quarto agora, e não saia de lá até que sua mãe te desculpe.

- Paizinho...

Ela tentou argumentar.

- Agora, Lilian.

Harry não se solidarizou por ela, que saiu, fazendo questão de bater a porta do quarto quando entrou.

Sem nem entender como, me vi chorando, como se fosse um deles.

- Ela nunca vai me perdoar por ter te afastado esses dias, eu não sei o que fazer Harry.

- Ela não tem que te perdoar de nada, Gina. Isso é um assunto nosso e que já foi resolvido. Ela é só uma garotinha mimada, que adora te desafiar, mas que vai, a todo custo, aprender a te respeitar, não caia no joguinho dela, querida.

O choro já era ouvido, meu coração doeu. Minha filha estava chorando por minha culpa, de novo.

- Isso é frustrante, eu acho que nunca serei uma boa mãe, para ela.

- Se acalme Gina, ela é só uma criança, nós daremos um jeito nisso.

Fomos para a cozinha.

Jantar sem Lilian a mesa não foi bom. Harry fez com que Monstro levasse a comida para ela, e mais tarde quando eu fiz menção de ir até lá para tirá-la do castigo, ele me impediu, dizendo que era pra deixar pra amanhã, pois ela precisava pensar. Relutantemente concordei.

Ela ainda chorava.

Harry mais uma vez me aconchegou em seus braços, mas como vinha fazendo, não me beijou não me tocou e muito menos, me amou, eu me sentia meio incomodada com isso, parecia que tinha se erguido uma barreira entre nós, e eu sinceramente não sabia como derrubá-la.

Mas aquela noite ainda não tinha acabado. Lá pelas tantas da noite, eu acordo, e uma presença pequenina, me pois em alerta.

Lilian estava toda encolhida no chão e chorava baixinho, me preocupei com a cena, ela parecia um animalzinho assustado.

Desvencilhei-me dos braços de Harry e fui até ela. Toquei seus cabelos e ela se encolheu mais ainda gemendo.

- “Tá esculo”, mamãe.

Meu coração partiu em mil pedacinhos, minha pequena estava com medo.

- Vem aqui, querida.

Peguei-a no colo e a levei até a minha cama, mas ao contrário do que Harry fez todos os dias, eu encostei-me a ele, e a coloquei do meu lado.

Assim que meu marido notou que eu estava de volta, passou os braços sobre mim, e eventualmente sobre Lilian, criando nela uma proteção dupla.

Ela suspirou aliviada e parou de chorar.

- Por que você não chamou filha?

- Meu pai, tava “blavo”, eu fiquei com medo.

E os soluços voltavam.

- Ele tem razão, anjinho, você gritou com a mamãe, quantas vezes nós já te falamos que isso não se faz.

- Eu sei. Desculpa mamãe.

E eu me derreti de amor.

- Eu “tava tliste com você ter bligado com o papai”.

- Tá tudo bem, querida, a mamãe te promete que não vai mais brigar com o papai, as coisas vão voltar ao normal, você vai ver.

Ela virou para o meu lado e me abraçou.

- Mãezinha, desculpa a Lili, eu te amo.

Apertei-a mais em mim.

- É claro que eu desculpo amor. Pode dormir tranqüila, já passou.

Ela sorriu e fechou os olhinhos calmamente. Beijei sua testa e acariciei seu cabelo.

- Eu também te amo, anjinho.

Sussurrei mais para mim mesma que para ela, pois ela já se encontrava no mundo de paz e calmaria de seus sonhos.

Já era madrugada, quando acordei e dei de testa, com Harry me encarando de uma maneira, meio que,... Luxuriosa, me senti incomodada, afinal, nossa filha ressonava em meus braços.

- Eu já cansei disso, vem comigo.

Mais que inesperadamente, ele me estendeu a mão, e quando eu a aceite, foi me arrastando para fora da cama.

- Calma... Vai acordar a Lili.

Ele fingiu que não ouviu. Passou os olhos pelo criado mudo e alcançou a varinha.

Ainda me arrastando, chegamos ao corredor que dá acesso aos quartos, e com um chacoalhar de mão, lançou um feitiço silencioso, que eu faria questão de aprender.

O click, das portas, me deu certeza de que elas estavam trancadas. Eu começava a me assustar.

Passamos por cada cômodo de nossa casa, até parar na cozinha. Com um giro, de deixar qualquer ginasta, com inveja, ele virou-se para mim, agarrou minha cintura e me sentou em cima do balcão.

Meu sangue ferveu, assim que entendi suas intenções.

- Eu vou terminar agora, o que eu queria ter feito hoje mais cedo. Meu corpo anseia pelo seu, Gina. E eu não vou mais esperar.

Enquanto eu tentava racionalizar uma resposta para lhe dar, meu cérebro foi tomado por uma onda de calor e vontades, que até então estavam nubladas em minha mente.

Sua boca trabalhava incansavelmente em meu pescoço, suas mãos já se encarregavam de levantar minha blusa e abaixar meu short simultaneamente.

Eu estava fervendo, minha boca buscava a dele, me senti única, quando sua mão trabalhou habilidosamente em cada ponto sensível de meu corpo.

Arranquei sua camiseta quase que a rasgando, eu precisava sentir ele em mim, ele notando a minha impaciência, não demorou a tirar o restante das roupas e me puxar para mais perto.

Era insano.

Era luxurioso.

Era profundo.

Era gostoso.

Era amor!!!!

Só me senti satisfeita, quando seu corpo me preencheu, ou melhor, me completou, eu era dele, e ele era meu.

Os movimentos eram ritmados, às vezes duros e profundos e às vezes leves e um simples roçar, da maneira mais prazerosa e sentimental que existe. Ele murmurava a todo instante, palavras de carinho e devoção e eu retribuía, com gemidos e citações desconexas.

- Isso querida, vem pra mim, vem...

Ele nem precisava pedir.

- Vou com você, pra onde você quiser, amor. Eu sou sua...

A explosão de corpos saciados se deu nesse instante e a plenitude se fez presente naquele cômodo.

Eu estava no meu lugar de direito.

- Você perdeu o juízo? Nós comemos aqui.

Quando fui capaz de raciocinar e falar, foi à primeira coisa em que pensei e verbalizei, ele claro, não deixou passar.

- Não, querida! Você se enganou só eu como aqui.

Dei-lhe um tapa no ombro, e ele gargalhou da minha cara.

- Onde você queria que eu fizesse isso? Na sala?

Merlin! Eu estava perdida, ele me pegou pela mão e me arrastou para o outro cômodo...

Nem sei a que horas o cansaço nos dominou, só sei que acordei com o sol já no céu, eu e meu marido nus, enroscados, um no outro, cobertos por um mínimo cobertor de solteiro.

- Mãe?

A batida na porta me assustou, só então eu me lembrei que havia quatro crianças trancadas em seus quartos.

- Vocês não deviam fazer isso aqui. É pra isso que existem os quartos.

Quase morri de susto, ao ver Monstro me encarando no alto da escada.

- Saia já daqui Monstro.

Ele aparatou e sumiu das minhas vistas. Harry se retorcia de rir.

- Ora seu.... Pervertido! Olha o que me fez passar.

- Você fica adorável, com essa cara de emburrada, já sei quem a Lili puxou.

- Pai?

Voltei minha concentração para as batidas.

- Pois trate de se vestir, senhor pai de família, e vá acudir seus filhos, que estão a ponto de colocar a casa a baixo.

Ele levantou, vestiu o short e subiu me encarando.

- Se eu fosse você, ia agora mesmo pro banheiro e tomaria um banho, sua cara tá te denunciando que estava fazendo alguma coisa de errado, e Tiago não vai demorar nem dois segundos para querer saber o que era.

Taquei uma almofada nele.

Corri para meu quarto assim que ele desfez o feitiço, Lilian ainda dormia. Tomei um banho delicioso, meu corpo estava todo dolorido e marcado, mas isso não me incomodava, a sensação de paz e satisfação, dominava qualquer outra...

Horas mais tarde chegamos a Hogsmead, o dia foi intenso, Dedos de Mel, Três Vassouras, Cabeça do Javali, Zonko’s e por fim A Casa dos Gritos, Ted se deliciou com cada história que Harry contou a respeito de seu pai naquele lugar, estava tudo muito perfeito.

Andamos até dar nos limites de Hogwarts, as crianças queriam de todas as maneiras ir até lá, mas Harry as convenceu dessa idéia, dizendo que isso era passeio para outra hora.

Foi perfeito, como se tudo na vida fosse simples assim. Tiago, Alvo e Ted tinham pilha pra mais umas duas horas, em compensação, Lilian já tinha esgotado as suas e se encontrava dormindo em meus braços.

Eu? Isso realmente, não importava, mas por um capricho do destino, a felicidade deles, era a minha felicidade.

Eu estava realizada...

Pov. Desconhecido

Eu via aquela cena, e meu estômago embrulhava...

A perfeita família feliz... Três garotos, um não era deles, e uma pequena garotinha, totalmente dependente de cuidados...

- Se divirta enquanto pode Potter. Eu te garanto que logo, logo dou um jeito de você conhecer a outra face da vida. E se prepare, pois eu vou te acertar aonde mais te machuca...

Examinei mais uma vez o vilarejo, me certificando que ninguém tinha me visto, e aparatei dali. Agora era vigiar e colocar o plano em ação... Seria difícil entrar na cova do leão, ,as eu o faria, e ainda seria recompensado, com o seu sofrimento.

Notas finais
Espero que tenham gostado...Comentários e indicações são bem vindas...