Dia a Dia, com os Potter
17 Capítulo 17- Epílogo
Notas iniciais
No mais, obrigado de coração as 29 pessoinhas lindas que recomendaram minha fic e obrigada ainda a todos que me acompanham desde ADDAD, vocês sempre estarão em meu coração.
Beijos e até breve...
Alguns anos à frente...
Pov. Gina
Já se passava das oito da noite quando me aproximei de casa, de longe supus que todos estavam na sala, pois só as luzes do andar de baixo estavam acesas. Respirei fundo e continuei me arrastando até lá. Meu dia tinha sido exaustivo, o campeonato nacional de Quadribol, sugava muito de mim e como comentarista oficial eu me desdobrava para fazer direito o meu trabalho.
- Você não está sendo justo, pai.
Apressei meus passos ao ouvir o tom elevado de Lilian. Eu sabia o que aquilo significava e aonde iria parar. Há dias eles travavam uma guerra em casa...
- Você sabe muito bem o que eu penso a respeito desse garoto, Lilian. Eu achei que tinha deixado minha opinião bem clara pra você, mas se você não entendeu, vou falar de novo: mantenha-se longe dele e das mãos dele.
Entrei e sei que eles notaram minha presença, mas a luta de olhares que travavam era tanta que nem se deram a obrigação de me cumprimentar.
- Eu não vou me afastar dele porque você quer. Isso não é justo.
Alvo e Tiago estavam em um canto da sala, afastados e estupefados diante a petulância da irmã.
- Eu não estou pedindo Lilian, estou mandando. Obedeça-me mocinha, ou então...
Foi à gota d’água. Lilian levantou o nariz e despejou todas as palavras horríveis que aprendera ao longo de seus 15 anos de vida.
- Então o que? Vai me castigar pro resto da vida? Mandar-me pra Azkabam como faz no seu dia a dia, com seus capturados? Ou vai me tirar da escola? Pois eu te digo papai: eu não estou nem aí, nada vai fazer meu amor por Scorpius se acabar, eu não vou deixá-lo por causa de uma guerrinha idiota que o senhor travou com o pai dele.
Prendi minha respiração, Alvo e Tiago se colocaram de pé e Harry fechou as mãos em punho.
Meus filhos não eram mais crianças, todos sabiam do verdadeiro inferno que passamos algum tempo atrás, e mais, sabiam o quanto o pai perdera nela. Lilian queria ser cruel e conseguiu.
- Cale a boca Lili...
Alvo vociferou para ela.
- Você está passando dos limites...
Tiago rangia os dentes.
Aproximei-me deles, toquei o ombro dos dois.
- Subam...
Relutantemente eles se afastaram e para minha surpresa Harry fez o mesmo. De relance me certifiquei na face dele o tamanho do estrago que as palavras de minha filha tinham causado nele. Ele estava torturado.
Assim que as três portas bateram, encarei a teimosia em pessoa...
- Parabéns, se você queria magoar seu pai e estragar a última semana de férias de seus irmãos, você conseguiu.
- Afh! Até você mãe? Eu já estou cansada dessa desculpa esfarrapada do meu pai. O que eu posso fazer se meu namorado é filho de quem é? Eu também não tenho culpa de ser filha de quem sou?
Ouvir essas palavras dela não foi fácil, deu uma vontade de pegá-la e dar uns bons tapas até que toda essa petulância e manha passassem.
- Pois aposto que seu pai pensa o mesmo de você agora. E se quiser trocar de lugar com alguém aposto que não vai demorar muito em encontrar uma pessoa que queira ter um pai como o seu.
- Odeio essa cumplicidade de vocês. Será que dá pra ficar do meu lado pelo menos uma vez na vida?
- Não garotinha, não dá. Ainda mais quando a sua crueldade impera.
Encaramos-nos por um tempo, até que o barulho nas escadas desviou minha atenção. Harry descia-as com uma mochila nas mãos. Ele se aproximou de mim e parou a minha frente, de costas para Lilian.
- Tenho um trabalho importante a fazer, eu ia amanhã de manhã, queria te ver primeiro já que passou o final de semana longe de casa, mas minha cabeça está quente e eu preciso realmente esfriá-la, então resolvi ir hoje mesmo. Espero que me compreenda?
Meu coração se apertou por dentro, as palavras dele não passavam de sussurros, a tristeza estampava seu rosto. Queria tanto levá-lo pra nossa cama e o encher de carinho e amor. E ainda tinha a saudade que eu estava dele...
- Eu não entendo, mas compreendo. Estou com saudades...
- Eu também, mas vai ser melhor assim. Logo estarei de volta.
Meus olhos se encheram de lágrimas. Harry se aproximou e beijou minhas têmporas.
- Eu te amo, tá? Obrigado por tudo que você me deu.
Não precisava palavras pra traduzir o que ele queria me dizer. Era uma afirmação silenciosa de que cada um de meus filhos era amado ao extremo e que não deveria me questionar a respeito disso.
- Eu também te amo. Volte inteiro para mim.
E com um simples roçar de lábios ele se foi.
Sem se despedir da filha, sem nem ao menos olhar pra trás e acenar. Eu queria gritar com ela naquele momento e fazê-la enxergar o tamanho da burrada que tinha feito, mas nem isso eu consegui.
- Parabéns de novo, você acabou de expulsar seu pai da casa dele.
Lilian não respondeu, só encarou tristemente a porta por onde Harry saíra. Eu conhecia minha filha, por isso sabia que ela ainda se arrependeria das duras palavras, se tinha uma coisa que eu admirava nela, era o tamanho do amor e da admiração que ela tinha por ele. Pena que hormônios adolescentes estavam os nublando agora.
Naquela noite chorei por horas a fio. Um sentimento de perda me destruía. Eu sabia que Harry voltaria, mas eu sabia também que onde quer que ele estivesse estaria sofrendo em silêncio...
Uma semana depois
- Estamos indo, mãe.
- Não voltem tarde, a propósito, aonde você vão?
- Ah mãe! Não se preocupe, só vamos ao, Três Vassouras, comemorar a volta de Lorcan e Lysander. A senhora sabia que meu pai, conseguiu que a diretora Minerva os aceitasse no meio do ano letivo? Meu pai é demais.
Não segurei a risada, meu filho estava empolgadíssimo porque os gêmeos de Luna tinham conseguido a transferência de Brumestrang pra Hogwarts, graças é claro a Harry.
Mas também, não sei onde Luna estava com a cabeça quando matriculou os filhos dela lá, tá certo que era mais perto da sua atual morada, mas pra bruxo tinha lugar longe? Só minha amiga avoada mesmo.
- Eu sabia que meu marido que, aliás, é seu pai conseguiu intervir. Eu sei de tudo, Baby...
- Vamos logo, Tiago. Ted deve estar precisando de um ombro amigo.
- Como assim? Ted, ombro amigo, o que aconteceu?
- Viu mãe, você não sabe de tudo.
- Tiago...
Quando em se tratava de meu afilhado, que dependia muito de nós, a brincadeira acabava.
- Não aconteceu nada, mãe. Ele e Vic brigaram. E por isso marcamos de nos encontrar todos em Hogsmead. Agora vamos Tiago, Hugo já ligou duas vezes.
Levei-os até a porta e beijei meus sempre pequenos, filhos.
- As roupas já estão prontas em cima da cama, deixei lá porque a senhora gosta de supervisionar.
- Tá bom, eu mesma as guardo no malão. Agora vão. Não demorem muito, porque vocês precisam estar inteiros para a viagem de amanhã.
Os segui com os olhos até que aparatassem, dava um aperto, ver que eles estavam alçando novos vôos.
Fui direto para o quarto de Alvo e comecei a ajeitar as coisas dele para a viagem de amanhã. Assim como os dedos da mão eu os comparava, Alvo, comportado, organizado, monitor. Tiago, brincalhão, bagunceiro, capitão do time de quadribol. Lilian...
- Mãe?
- Aqui Lili, no quarto do seu irmão.
Ouvi os passos virem ao meu encontro.
- Eles já foram?
- Já. Não te esperaram?
Ela deu de ombros como se não se importasse com aquilo, os atos diziam uma coisa, mas os olhos...
- Não fui convidada, é meio que um Clube do Bolinha. Só garotos. E além do mais Lysander vai estar lá, e odeio o ar de arrogante dele.
- Faz 7 anos que você não o vê, querida. Não se pode julgar as pessoas por atos de quando eram crianças.
A antipatia de Lilian pelo filho de Luna era resultado de uma, entre tantas rusguinhas de crianças mimadas.
- Eu sei meu pai sempre diz isso.
Parei de colocar as coisas na mala e olhei pra ela. Minha pequena tinha a expressão cansada e frustrada.
- Ele não vem hoje também?
- Não. Ele anda muito ocupado, me mandou uma carta e disse que só volta na terça.
- A quem você quer enganar, mãe? Eu sei que meu pai, veio todos os dias, sei que ele chegou tarde e saiu de madrugada, desde o dia em que brigamos. Sei também que ele vai ao quarto dos meus irmãos todas as noites quando chega e sei também que ele está me evitando. Mas se ele acha que eu vou ceder aos caprichos dele, ele está enganado. Eu não vou...
- Já acabou o discurso? Pois então tá, mocinha mimada, se você quer jogar limpo, vamos jogar. Harry veio todas as noites mesmo, só pra você saber ele me ama e precisa de mim, eu sou a família dele, a quem ele procura quando está só, ao contrário de mim, Lilian, seu pai não tem ninguém. Os que o amavam, como você disse mesmo? Ah sim, a guerra idiota levou. E os únicos parentes vivos dele, fizeram o favor de rejeitá-lo. Então pra ele, ficar longe da família é um inferno e eu não estou disposta a fazê-lo passar por isso outra vez.
Eu estava alterada, eu sabia. Mas a raiva era tanta...
- Mamãe...
- Mamãe não, Mocinha. Você está metendo os pés pelas mãos. E eu espero piamente, filha. Que o seu garoto valha mesmo à pena. Pois você está trocando o amor e o carinho do seu pai por ele.
- Mãe...
- Calada! Eu ainda estou falando. Seu pai não concorda com suas atitudes, mas ele não vai obrigá-la a ouvi-lo e como ele conhece muito bem a “princesinha”, dele, achou melhor se afastar. Então filha, pense direitinho no que vai fazer, para depois não dizer que não foi avisada.
Fechei a mala de Alvo e saí a deixando sozinha, entrei no quarto de Tiago e comecei a ajeitar as coisas dele tentando me distrair. Era um inferno ver essa situação e eu esperava que logo ela se resolvesse...
...
- Mãe?
Abri os olhos exaltada.
- O que fazem aqui, moleques? Aconteceu alguma coisa?
Ou eu estava meio dormindo e meio acordada, ou Tiago estava debochando.
- Se situa mãe. Você está na sala, dormindo no sofá. O que ouve?
- Me respeite, garoto. Vocês estavam demorando e Lilian... Ah deixa pra lá...
Agora eu lembrava.
- A propósito, que horas são? Nos não combinamos que chegariam cedo?
- Ah mãe, mas é cedo. Duas e meia.
- Não me faça de boba, Alvo. Agora vamos, subam tomem um banho, porque estão fedendo a bruxinhas interesseiras, e cama. Vocês embarcam daqui a pouco.
Eles não me desobedeceram e meia hora depois já dormiam feito dois anjos, que não eram.
Voltei para meu quarto e contemplei a cama vazia. Harry não havia chegado.
Não sei a que horas dormi, só sei que acordei nos braços dele e a sensação de plenitude me atingindo.
- Shi, shi, durma eu não queria te acordar eu só preciso inalar seu cheiro e descansar por duas horas.
Olhei para o relógio em cima do criado mudo. Eram quatro horas da manhã, com certeza ele ainda não havia pregado o olho. Aconcheguei-me mais a ele. Eu não tinha certeza de onde terminava o sonho e começava a realidade.
- Você viu as crianças?
- Vi. O dinheiro da mesada deles está em cima do criado mudo, os entregue antes de embarcarem.
- Você não vai mesmo?
Ele ficou em silêncio por alguns minutos cheguei a pensar que tinha dormido.
- Não. Eu já me despedi deles.
- Harry?
- Durma Gina, durma.
O tom levemente irritado me colocou em alerta, era melhor parar antes que as coisas piorassem amanhã à tarde as crianças já estariam em Hogwarts e ele estaria de volta em meus braços.
...
Atravessamos rapidamente a plataforma, a mesma estação de sempre se mostrou impetuosa e cheia de expectativas para o reinício de mais um ano letivo. Caminhamos rapidamente até o trem, entregamos as bagagens e me concentrei em admirar meus filhos mais um pouquinho enquanto não chagava a hora.
- Meu pai não vem mesmo, mãe?
- Não querido, ele não vem. Mas ele me mandou entregar isso a vocês.
Tentei não encarar os olhos tristes de Tiago. Entreguei a eles os três envelopes que o pai havia deixado.
- Meu pai adiantou a mesada, mãe?
- Adiantou, Alvo ele achou melhor entregar a vocês agora.
Tracei os dedos na face de meu menino. A mesma expressão do meu mais velho se via ali: tristeza.
- Oi família...
- Oi tio Rony...
Meu irmão se postou ao meu lado e firmou o peso nos meus ombros.
- Que foi Alvo? Vocês parecem meio pra baixo, desanimados? O que foi? Com medo de que minha Rosa seja melhor que você esse semestre?
Rony até que tentou, mas a letargia que tomava meus filhos era maior.
- Oi tia?
- Oi querida.
Rosa me abraçou, logo Hugo se juntou a nós. Troquei um olhar revelador com Hermione, ela me conhecia e conhecia Harry, então palavras eram totalmente desnecessárias.
- Ahhh...
Lilian suspirou baixinho, olhei para onde ela admirava e não pude deixar de me irritar. Draco Malfoy, a esposa e o filho, que até então era o causador de toda essa confusão em nossa vida, estavam parados a 500 metros de nós.
- Mãe só um minuto.
Sem esperar resposta minha, ela foi até lá e se jogou nos braços do garoto. Ouvi Tiago e Alvo xingarem baixinho. Eu não podia negar, o tal do Scorpius era bonito, loiro e alto como o pai, mas tinha algo nele que não me enganava, a mesma prepotência e arrogância.
- É Harry fez bem em não vir.
Balancei a cabeça para a afirmação de Rony e empinei o queixo em desafio, quando Draco me deu um risinho, risinho que eu conhecia muito bem. Ele estava debochando.
- Vamos entrar Alvo, eu não sou obrigado a ficar vendo essas coisas.
- Ei cara, o que está acontecendo ali, sua irmã tá sendo sugada pro interior de um cara, faça alguma coisa.
- Rá, rá, rá, adorei a piadinha, Lysander. Como eu queria que você tivesse uma irmã.
Lysander e Lorcan eram Luna sem tirar nem por.
- Oi tia?
- Oi querido. Sua mãe?
- Ali.
Lorcan apontou para a entrada da estação e não pude deixar de suspirar, Luna não mudava, não envelhecia, era a mesma de sempre. Bonita, despojada, parecia que flutuava pela terra.
- Oi amiga?
- Oi. Demoraram.
- É Rolf não pode vir de última hora e...
O apito do trem nos atrapalhou.
- Odeio despedidas.
- Ah Rony, contenha-se homem, eles logo estarão de volta.
Tenho que concordar com meu irmão eu também odiava, a casa ficava vazia demais sem as crianças lá.
- Mamãe...
Abracei Alvo e prendi sua cabeça junto ao peito.
- Estude muito, seja um bom garoto e controle seus irmãos.
- Sempre mamãe. Diga a meu pai, que eu o amo.
- Eu direi, ele também te ama, não tenha dúvidas.
- Eu não tenho.
Beijei a testa de Alvo e deixei que ele entrasse. Tiago me abraçou apertado. Meu garoto era brincalhão, mas era também o amor em pessoa.
- Tenha juízo, se comporte filho, eu não quero receber nenhuma carta reclamando de você esse semestre.
- Eu sou incompreendido, mãe.
Tracei seu rosto com os dedos, ele parecia tanto com o pai.
- Cuide de Lilian, eu sinto que essa história não acabará bem.
- Eu vou cuidar, ela vai cair em si, eu te prometo. Diga a meu pai, que ele é meu herói e que logo estarei trabalhando com ele.
- Eu direi, mas ele sabe. Você é o orgulho dele. E Tiago... Por favor, querido, não arraste asas para a Dominique, seu tio Gui, não vai deixar barato.
- Ah mãe, relaxa. Eu me acerto com meu tio. O que eu poço fazer se a filha dele é meio Veela, ou seja, mó gatinha. Eu e Ted arrastamos um bonde por elas.
Não pude evitar um sorriso e um arrepio. Gui, com certeza não ficaria feliz em ouvir isso.
- Mãe? Posso me despedir?
- Vem cá, querida.
Estreitei Lilian nos braços.
- Aproveite esse período pra pensar, filha.
- Mãe, por favor, não vamos começar...
- Tá bom Lilian, faça o que você achar que é certo, eu só rezo para que não seja tarde demais depois. Estude muito e...
As palavras se perderam em minha boca, só fui capaz de abraçá-la apertado, como Harry fazia todas as vezes que eles partiam.
- Eu sei o que estou fazendo, senhora Potter. Agora vamos parar de choradeira, eu te amo.
- Eu também te amo. Cuida-se.
- Eu me cuidarei e mãe... Diga a meu pai que... Eu sentirei saudades.
Beijei sua testa e me afastei, a incapacidade de respondê-la se apossou de mim e minha única reação foi fazer que sim com a cabeça.
- Nossos filhos fazem um bonito casal. Você não acha Wesley?
- Não, eu não acho Malfoy, e se você esqueceu, é Potter, Gina Potter e espero encarecidamente que minha filha abra os olhos e veja a burrada que está cometendo.
Virei às costas e saí dali, sei que fui grossa com meus amigos e irmãos, mas sei também que alguém que nesse exato momento se encontrava no Largo, precisava muito mais de mim.
Harry... Sempre e unicamente, Harry.
3 Meses depois
Pov. Lilian Luna Potter
- Eu odeio você, Lysander.
- É recíproco, Lili...
Eu odiava quando aquele idiota me chamava de Lili, ele nem de longe demonstrava o amor de meu pai, que, aliás, era o único que me chamava assim. Lysander era sarcástico.
- Suma da minha frente, eu tenho um compromisso.
- Isso. Vai mesmo correndo pros braços do escorpião rei, espero encarecidamente que quando ele te machucar pelas costas, seu pai ainda tenha paciência com você e te perdoe, porque seus irmãos e seus primos já desistiram. Abra os olhos “Mimadinha do papai”, o “pior cego é aquele que não quer enxergar.”
- Você não sabe o que diz. Eu não preciso deles...
Eu sentia a raiva me consumindo, a biblioteca inteira já estava voltada para nosso pequeno show.
Ah mais eu ainda mataria aquele loiro idiota.
- Ainda bem que não precisa, Tiago me contou que seu pai não vem para a homenagem aos heróis que faleceram na guerra, e pelo que Alvo também me contou ele não te escreve desde que você voltou. Espero mesmo que esteja feliz assim, pois Dominique está amando saber que será a garotinha do seu pai agora. Não sei se você sabe, mas ela e seu irmão estão bem envolvidinhos e ela fará de tudo pra agradar Tiago e ser o xodó de seu pai encabeça a lista de prioridades dele.
- Vá à merda, Lysander.
Saí bufando da biblioteca. Eu já sabia daquilo tudo, não por meio de meus irmãos e primos, pois como o idiota falou, eles tinham se afastado de mim, ou melhor, eu tinha me afastado deles, já não agüentava mais todo mundo metendo o nariz em meu relacionamento com Scórpius.
É claro que Dominique aproveitaria a oportunidade, meu pai sempre foi diferente comigo, ele sempre fez as minhas vontades, mesmo que tivesse que comprar um briga com minha mãe, ele sempre era meu porto seguro.
Por Merlin!
Como eu sentia falta dele. Nem uma carta, nem um bilhete, o único contato direto que eu tinha com meu pai, era a mesada que ele nos enviava todo mês, eu abraçava as notas toda vez que elas chegavam, pois eu sabia que ele tinha tocado em cada uma. Muito doentio, eu sei. Mas ele era tremendamente teimoso e não dava o braço a torcer, eu só queria que ele aceitasse meu namorado.
Mamãe escrevia toda semana, ela também estava fria, e eu a entendia, meu pai sempre foi prioridade na vida dela. Sempre que respondia suas cartas perguntava por ele e ela só devolvia um: “ele está bem,” eu odiava ler aquilo, eu queria que ela só me contasse se ele ainda me amava, mas ela também estava zangada.
- Ei baby, que pressa é essa?
Eu já estava no jardim, quando trombei com Scorpius. Suspirei aliviada, o que eu menos precisava agora era encontrar um membro da família feliz.
- Eu odeio essa escola, eu odeio essa vida, eu odeio Lysander, me tira daqui, Scorpius.
Desabei a chorar. Acho que ele se assustou com meu chilique, pois me arrastou para uma árvore a beira do lago. Nós sentamos no chão e como sempre meu namorado me ofereceu seu ombro. Porque todo mundo não podia ser como ele?
- Me diz o que ouve? Você está fora de controle, gatinha.
- O idiota do Loveggod, ficou me irritando.
- Porque será que isso não me surpreende? Eu já te falei para deixar de falar com ele. Aliás, eu já te falei pra se afastar de todos eles. Você não percebe como cada um deles não está nem aí pra você? Eles só pensam na fama, baby. São preconceituosos. E não se dão ao direito de pensar que nós nos amamos. Eu já te expliquei, esqueça seus antigos amigos, esqueça sua família, você tem a mim e isso basta.
- Mas Scorpius, eu sinto falta do meu pai.
- Ah Lilian, esqueça ele também. Ele também é da mesma laia dos outros. Meu pai está de braços abertos pra te receber como filha. Portanto você não precisa deles.
Ele estava certo, a única coisa que eu precisava nessa vida, era dele ao meu lado.
- Agora desfaça essa carinha e venha aqui, que eu vou te entreter.
Fui puxada para os braços dele e logo a boca fina e possessiva se grudava na minha. Se eu tinha alguma dúvida de que estava fazendo o certo ou não, essa hora todas elas sumiam.
Scorpius me amava e isso bastava para eu ser feliz.
...
- Estão todos dispensados. Se dirijam para suas salas Comunais vistam suas vestes de festas e se apresentem no salão principal, nossos convidados já começaram a chegar.
Fechei todos os livros antes mesmo do professor Neville terminar de falar. A escola estava empolvorosa com as comemorações dos heróis de guerra.
Entrei correndo na sala comunal, já ia subindo para o dormitório quando Tiago bloqueou o meu caminho.
- Eu quero te mostrar uma coisa. Vem comigo.
Não era um pedido, era uma ordem. Quem ele pensa que era?
- Não! Eu não vou a lugar nenhum com você, me deixe em paz.
- Tá, tudo bem. Eu só queria te dar a chance de provar que eu estava errado, mas você como sempre, não se importa. Pois bem, você ganhou, eu desisto... Seja feliz sozinha... Só espero que você não se arrependa.
Tiago já se afastava e eu me chutava por dentro, aquilo era um jogo, meu irmão sabia como ninguém como atiçar a minha curiosidade.
- Fale o que você quer, seja breve.
Ele virou e me olhou nos olhos, eu podia jurar que reprimia um sorriso vitorioso.
- Se arrume e me encontre aqui em 10 minutos, eu preciso que veja uma coisa.
Eu queria perguntar o que e aonde, mas ele não me deu chance, sumiu para seu dormitório sem me deixar especular.
Então o jeito foi fazer o que ele disse. Subi, tomei um banho rápido, troquei de roupa, ajeitei os cabelos e desci para a sala comunal.
Como era de se esperar, Tiago não estava ali. Sentei e esperei, dois minutos depois ele apareceu.
- Vem aqui.
Fui para seu lado e ele nos cobriu com a capa da invisibilidade de papai.
- O que você está fazendo? Que droga Tiago, para onde vamos? Responda-me?
- Confie em mim, Lilian. Só hoje, por favor, volte a ser a minha irmãzinha linda, de sempre.
Forcei minha mente a lembrar de todos os fatos desde que retornei. É eu não estava sendo uma boa irmã.
- Ok, vamos lá. Só não me faça me arrepender, Potter.
- Eu não farei.
Caminhamos devagar e juntos pelo castelo. Eu esperava encarecidamente que papai desse falta dessa capa e desse uns gritos com Tiago o que eu duvidava muito que ele o fizesse, Tiago era o queridinho do papai.
O que quer que seja que ele está armando está começando a me irritar.
- Você ainda confia em mim, Lili?
Paramos na porta que dá para o lago, eu queria dizer que não, que não confiava nele, mas aquele era meu irmão, o meu irmão de sempre...
- Claro que eu confio. Agora vamos logo, mamãe vai chegar daqui a pouco e eu quero vê-la.
- Então vem.
Deixei-me ser guiada por ele, não sei qual a razão, mas meu sexto sentido me informava que vinha bomba por ali.
Caminhamos na beira do lago até quase chegar à parte oeste do castelo, e lá debaixo da mesma árvore onde ele me consolou, ele estava todo aconchegado em uma garota da casa dele.
- Tá bom Tiago, pode parar eu não vou cair nessa. Eu confio nele, eles só são amigos.
Virei para meu irmão e praticamente gritei na cara dele. Essa implicância com Scorpius já tava me enchendo.
- Você disse que confiava em mim.
- Mas não confio mais. Vamos embora eu quero sair daqui, estou cansada desses joguinhos sujos de vocês.
Ele suspirou rendido e me encarou.
- Ok Lilian, eu não vou te obrigar a nada. Se você acha que pode conviver com isso, eu te entenderei. Mas olhe bem pra aquela cena, eles não parecem só bons amigos. Porque você confia nele e não confia no seu irmão? Vamos até lá? Você escuta e vê o que eles estão falando, se não tiver nada de errado, eu peço desculpas e ainda digo pro meu pai que ele é gente boa.
Eu estava num impasse, Scorpius me mataria se sonhasse que eu o espionei, e meu irmão não me perdoaria se eu não tirasse aquilo a limpo.
- Ok vamos até lá.
Caminhamos o mais silenciosamente possível. A cena não era a melhor de se ver, a loira de poção, estava sentada no chão enquanto meu namorado estava deitado com a cabeça descansando em seu colo, eles davam risinhos conspiratórios e ela afagava a cabeça dele. Ainda estávamos longe, mas a conversa já dava pra ser ouvida.
Tiago protetoramente segurou minha cintura.
- Ah Scurpius, até quando eu vou ser obrigada a ver você e a enferrujadinha, juntos. Eu não sei como você aquenta, mas ela me dá ânsia.
- Espera mais um pouco Chayene, ela já está quase chegando ao ponto que eu preciso. E então depois, buumm. Eu arranco o tapete e ela cai.
Dei mais dois passos, eu queria ouvir de perto pra ver se agora eu aprendia.
- Meu pai ainda acha que ela não está envolvida o bastante, que já que vamos nos vingar, tem que ser uma coisa macabra, tipo pra deixar a garotinha dos Potter completamente destruída. Só assim o pai dela sofrerá bastante. Papai aposta que ela se suicidará, quando se ver completamente sozinha, sem familiares e sem a mim. O amor da vida dela...
Ele deu uma risada sinistra. As lágrimas já desciam lascivas por meu rosto. Tiago já tentava se soltar, o intuito dele era partir pra cima do Malfoy.
- Ainda não.
Cochichei para ele, eu queria escutar tudo pra ver se aprendia.
- Mas o pai dela vai querer se vingar.
- Vai nada, até lá ele já vai ter esquecido que tem uma filha. Ela nem é tão encantadora assim, pra começar é ruiva, eu odeio ruivas, usa um perfume que me enoja, eu odeio perfumes cítricos e ainda por cima é melosa demais, tenho pavor dos beijos dela.
Quanta mentira, quanta falsidade. Minha família estava certa esse tempo todo.
- A única coisa que compensa esse enforco todo em ficar com ela, é o dinheiro. A garota tem muito e o pai é mão aberta faz tudo o que ela quer, e quem lucra com tudo isso? Eu e você, não é gatinha?
Era demais pra mim.
Como uma leoa enjaulada saí debaixo daquela capa e fui com tudo pra cima dele.
- Lili...
Ele ficou de pé no susto. Tateei meus bolsos e dei conta que minha varinha tinha ficado na outra veste. Então seria a seco mesmo.
Eu sentia Tiago atrás de mim e graças a Merlin ele ficou só de observador.
- Isso, seu idiota é por ter me afastado da minha família...
Um cruzado de direita, igual meu vô tinha me ensinado.
- Isso, é por ter me feito de otária.
Um cruzado de esquerda, igual meu irmão Alvo tinha me ensinado.
- E isso, é pra você nunca mais ousar falar o nome de um Potter e isso inclui a mim e a meu pai.
Um murro diretinho no nariz de fuinha. Igual tia Hermione me ensinou.
- Ora sua...
Ele sacou a varinha e levantou-a em minha direção.
- Paradinho aí, Malfoy. Minha irmã não está sozinha nessa.
Tiago iria me defender isso era lógico, mas o medo de que algo o acontecesse era grande também, eu só queria acabar com aquilo.
- Baixem as varinhas, garotos.
E graças aos céus o professor Neville apareceu de não sei onde.
- Tiago, tire sua irmã daqui. Senhor Malfoy queira me acompanhar até minha sala, por favor.
- Mas professor ele também atacou o Scorpius.
- Eu não perguntei sua opinião, senhorita Chayene, mas já que está tão preocupada, venha conosco.
Eu já não ouvia mais nada. Dei as costas a todos eles e me pus a correr de volta para o castelo.
- Lili...
Eu só queria me afundar nos travesseiros e chorar toda a raiva e dor que eu estava sentindo. Não queria ouvir Tiago...
- Lilian...
Cruzei o jardim, ignorando os chamados de Alvo e Rosa, que me encontraram pelo caminho.
A vergonha estava tomando conta de toda a minha alma, minha família, eu os havia deixado de lado por um otário que só queria se aproveitar da minha ingenuidade.
- Lilian? O que foi? Lilian? Espere? O que aquele idiota te fez?
- Ele nasceu Lysander. Ele nasceu...
Corri mais ainda subi as escadas como um balaço e entrei na torre, nem me lembro qual foi à senha que respondi só me lembro de chegar ao meu dormitório, trancar a porta e me afundar em minha cama.
Eu tinha plena consciência dos burburinhos lá fora, se não bastasse todos que agora se preocupariam com meu surto ainda tinha o fato da escola já está movimentada por causa das homenagens.
Mas eu não me importava, a minha dor só não era maior que a raiva que eu estava de mim mesma, todas as lágrimas que escorriam de minha face e molhavam meu travesseiro ainda eram poucas tamanho o remorso e a angústia que me dominavam.
Segundos, minutos, horas, não faço idéia do tempo em que me entreguei a minha auto piedade, nem as batidas insistentes de meus irmãos, meus amigos, foram o bastante para me fazer abrir a porta, essa era a vantagem de ser filha de um auror, você aprendia feitiços evoluídos primeiro que qualquer um, ninguém fez com que minha porta se abrisse.
Filha de um auror.
Quanto mais eu pensava em meu pai, mais a vontade de chorar vinha. Como eu pude ser tão cruel com ele. Por Merlin! Ele tinha razão o tempo todo e eu mais uma vez banquei a garotinha mimada. Tomara que ele ainda tenha um pouquinho de amor por mim e me perdoe um dia.
Click.
Cerrei os olhos e fingi que dormia. Esse também era o defeito de ser filha de um auror, seus irmãos com certeza sabiam todos os contra feitiços de seus feitiços.
- Será que a professora Minerva aceitaria uma doação em dinheiro, amor? As cortinas continuam as mesmas.
- Ei! Isso é injustiça o dormitório de vocês é bem maior que os dos garotos.
Eu conheceria aquelas vozes em qualquer lugar do mundo.
- Pai?
Saltei da cama e pulei no colo dele, o impacto foi tão forte que se ele não tivesse preparado pra isso, tínhamos desabado os dois no chão.
- Oh pai, desculpa eu... eu...
As lágrimas voltaram com intensidade de um Tsunami.
- Shiii... Calminha aí, querida. Já passou... Já passou.
Senti meus pés deixarem o chão, logo eu estava no colo de meu pai. Ele caminhou comigo e se sentou na cama. Ele me ninava como fazia quando eu era um bebê, o nariz dele fazia carinhos em meus cabelos, enquanto palavras de conforto eram debulhadas para mim.
- Acabou querida, acabou. O papai está aqui, nada de mal vai acontecer, confia em mim, anjinho.
- Pai, me perdoa, eu fui uma boba, eu... Eu...
Eu queria me controlar, mas quem falou que eu conseguia.
- Tudo bem princesa, já passou. Não chore, não precisa chorar.
Eu não merecia aquele acalanto, as palavras doces dele me doíam ainda mais.
- Pai, eu errei, desculpa. Eu fiquei cega, ele... Ele...
- Fique quietinha, princesa. Quietinha, se acalme.
Chorei bastante. O embalo dele era como bálsamo nas minhas feridas, aquecia, curava, preenchia. A dor não sumia, mas era apaziguada.
- O papai te ama, florzinha. Ama sempre...
Eu me sentia a mesma garotinha que chorava quando ele viajava. Só o conforto dos braços dele, me acalmava. Eu nem sabia o paradeiro de minha mãe naquela hora. Gina Potter era mestre em sair à francesa quando sua presença não era necessária.
- Pare de se desculpar, anjo. Eu sei de quem é a culpa disso tudo. Eu também errei, não devia ter me afastado. Eu te entreguei de bandeja pra ele e...
- Não pai, não faz isso comigo, por favor. Não se culpe. Eu errei, eu devo pagar por isso. Só diz que me perdoa e eu faço tudo o que o senhor quiser.
- Eu te perdôo se prometer pro papai, que não arrumará um namorado enquanto não fizer tinta anos.
Olhei para a imensidão verde que me encarava sério, mas ao mesmo tempo feliz e aliviado.
- Eu prometo...
- Ok agora, vamos deixar esse assunto de lado e vamos descer. Eu ainda tenho um discurso pra fazer.
Suspirei em paz comigo mesma. Eu tinha o que mais eu precisava agora: o meu pai.
Dei uma lavada rápida no rosto, penteei meus cabelos e me deixei ser conduzida por ele. Descemos e entramos no salão de mãos dadas.
- Sua tia Hermione ficará orgulhosa de você.
Olhei para onde ele olhava e sorri, Scorpius estava junto com a turma de Sonserina, seu rosto estava inchado e machucado.
- Ele mereceu.
Meu pai foi para frente, numa mesa especialmente reservada para os convidados e eu me encaminhei para a mesa da Grifinória.
Minha mãe não evitou o sorriso feliz ao nos ver juntos e cúmplices, por mais que ela se mordesse de ciúmes desse sentimento mútuo entre meu pai e eu, nós sabíamos que ela se derretia quando nos via juntos.
- Eu amo vocês...
- Nós te amamos mais.
Mexi com os lábios para eles. Mamãe sorriu e papai respondeu.
Dei-lhes as costas e fui para meu lugar. Tiago e Alvo abriram um espaço no meio deles para que eu sentasse, era a forma perfeita de dizer: “nos cuidaremos dela, pai.”
- Tudo bem?
Tiago segurou minha mão e levou-a aos lábios depositando ali um beijinho doce.
- Tudo, não se preocupe.
- Nos cuidaremos disso mais tarde. Por hora vire para trás e sorria para Lysander, ele está quase tendo uma síncope de preocupação com você.
Alvo acariciou meu rosto enquanto falava comigo. Olhei pra trás e encarei os olhos do amigo de meus irmãos.
- Tá tudo certo agora. O surto já passou. Eu vou sobreviver.
O sorriso de alívio que ele me deu foi algo inexplicável, me encheu de esperança e de conforto. Se um dia eu conseguisse me recuperar de toda essa confusão, Lysander seria minha primeira opção. Claro, depois dos trinta como prometi a papai.
- Alunos, daremos início a nossas homenagens. E para abrir o nosso evento chamo aqui o nosso renomado auror, Harry Potter.
A diretora Minerva anunciou meu pai e eu olhei atentamente. Meu paizinho era o homem mais lindo que eu já tinha visto.
- É com grande satisfação que estou aqui esse ano fazer parte das homenagens aos nossos heróis de guerra. Agradeço desde já a diretora Minerva...
Todo mundo prestava a atenção nele. E mamãe mantinha no rosto o mesmo olhar bobamente apaixonado de sempre.
- Falar de guerra é falar de perdas, de destruição, de dor. É falar que nunca se tem um ganhador e um perdedor em uma situação como essas, todos perdemos, pois inocentes lutam, brigam e morrem, deixando para trás suas famílias, seus amigos, seus filhos...
Ted já chorava ao lado de mamãe.
- Falar de guerra é exaltar sentimentos de rancor, ódio e vingança enquanto os que deviam imperar em nossas vidas são os de amor, paz e solidariedade...
Meu olhos já estavam marejados de novo. Meus irmãos não estavam diferentes.
- Falar de guerra é simplesmente esquecer que somos todos iguais, e colocar em primeiro lugar a arrogância e o egoísmo, é fazer com que inocentes sofram pelos nossos atos precipitados e impulsivos, quando na verdade deveríamos estar unidos para fazermos algo melhor pelo próximo e por nós mesmos...
Aquele era o meu pai... O meu orgulho... O meu tudo.
- Falar de guerra é presumir o número de mortos e feridos, quando devíamos estar comemorando e festejando a vida. Por isso eu vos garanto, não existem vencedores em uma guerra, todos perdem, uns mais e outros menos, mas são ausências insubstituíveis. Não existe a minha guerra, a sua guerra, existe sim, um bando de egoístas pensando em que, lucrará mais. Por isso posso afirmar, baixem as arma, baixem as varinhas, vivam o amor e o perdão, pois só assim viveremos em paz, com os outros e com nós mesmos. Criando um mundo melhor, onde nossos filhos e família se encontrarão para comemorar e viver a felicidade plena...
Fim
Notas finais
E só pra terminar me digam o que acharam, eu amei...
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