Notas iniciais
lya15 e Isa Hale Cullen, obrigada pela indicação....

Minha nova fic, passem lá, mundo novo, vida nova: http://www.fanfiction.com.br/historia/154794/Tudo_Por_Bella_Cullen

Nós vemos lá em baixo.

Pov Gina

Nossa noite com certeza não vai ficar marcada entre uma das nossas melhores, foi muito difícil. Primeiro que fazer Harry se desligar de toda aquela angustia que nos tomava, foi praticamente um suplício, depois Lilian acordou chorando e conseqüentemente acordou Alvo, trouxemos todos para nosso quarto, nossa cama ficou pequena pra tantas pernas e braços. E quando eu achei que tudo se acalma e que nossa noite terminaria em paz, Tiago acordou aos prantos, gemia e chorava e nada foi o suficiente para acalmá-lo, em uma última tentativa Harry se levantou e o tomou no colo levando-o para outro cômodo da casa. Creio que depois de uma hora, o choro cessou e a calma reinou na madrugada.

Levantei pé por pé, tentando ao máximo não acordar meus pequenos e me pus a procurar Harry, a escuridão dominava a casa, deu até um arrepio. Passei pelo corredor e não tive sinal de onde eles estavam, caminhei mais um pouco e parei na porta do quarto de meu filho. Abri a porta bem devagar e me deparei com uma das cenas mais lindas de minha vida, Harry estava sentado na poltrona azul que adornava o ambiente, tinha Tiago deitado de encontro ao peito, uma das mãos de meu marido o firmava nas costas, prendendo-o junto ao peito, enquanto a outra se mantinha firme nos cabelos rebeldes de meu bebê. Tiago estava com o rosto voltado para o pescoço do pai, e suas mãozinhas descansavam no peito de meu marido. Passei por ele, fui até a cama de Tiago e tirei de lá uma colcha bem fofinha, coloquei-a carinhosamente sobre os homens de minha vida, saí sem fazer barulho, voltei para meu quarto e deitei de novo, deixando que a paz, da volta à normalidade me dominasse.

...

- Mãe, acorda.

Alvo me sacudia pelos ombros.

- Oi filho?

- Mãe já “tá” de dia, meu pai já tá lá em baixo.

Tentei me concentrar nas palavras dele, mas estava complicado, o sono tentava me dominar.

- Tá bom, amor. Desce que a mamãe só vai tomar um banho e já vai.

Olhei para o lado e constatei que Lilian também não estava ali. Levantei a contra gosto e me arrastei para o banheiro, tomei um banho, coloquei um vestido de mangas compridas, bem quentinho e fui ao encontro das vozes que alegravam a minha casa.

Por mais que eu quisesse ser forte não tinha como não me emocionar com aquela cena, Harry estava sentado na sua cadeira habitual, a diferença é que ele tinha Tiago no colo, que tomava se não me engano um leite com chocolate, Lilian estava em cima da mesa também com um copo na mão, Alvo estava ao lado do pai e comia uma fatia enorme de bolo de cenoura.

O mais belo de tudo isso era que meus filhos não se tocavam, mas a conexão entre eles era palpável eu poderia morrer naquele instante que com certeza eu iria em paz.

- “Mamãe, vem tomá café com a gente.”

- O que você faz aí, mocinha?

Lilian olhou para o pai pedindo socorro, essa predileção por ele nunca mudaria.

- Meu pai me colocou aqui.

Eu ia retrucar.

- Mãe?

A voz era quase que um sussurro, mas a intensidade era tanta que me fez perder o foco.

Por Merlin! Como eu senti falta dessa palavra saindo da voz de meu anjinho.

- Oi filho.

Estendi os braços para ele e o aconcheguei junto ao peito. O cheiro me inundou, eu estava completa de novo. Ainda estava pálido, o rostinho triste, abatido, fraco, mas era o meu menino, o meu primeiro milagre, o meu sonho.

- Tá doendo algum lugar, filho?

- Não mamãe. Eu só “to cansado.”

Apertei-o mais junto ao peito, eu queria afugentar a vontade imensa de chorar.

- Não chora, eu to aqui mãezinha. O papai me achou.

- Eu sei, meu amor. Eu sei...

- Vem cá, Gin.

Harry me arrastou para seu colo e me abraçou, puxando Lilian e Alvo para junto. Era minha família unida e única, estreitada no mesmo calor, na mesma sintonia, no mesmo lugar.

Pov Harry

- Você precisa mesmo ir?

- Preciso Gina. Eu vou terminar esse caso e tiro férias, mas antes tenho que interrogar o Goylle, eu vou pegar o restante dos envolvidos nessa barbaridade e quando isso acontecer Gina, eu te prometo que eles servirão de exemplo, pra qualquer bruxo das trevas que ousar a fazer mal com alguém que não possa lutar de igual pra igual.

Nós estávamos no nosso quarto e eu terminava de colocar a roupa pra ir até Azkabam, Rony já me esperava lá.

- Mas amor, eu achei que a gente ia passar o dia juntinho. Depois de tudo que passamos, nós merecemos.

- Eu não vou demorar, vida. Volto para almoçarmos juntos, só quero aproveitar que Tiago dormiu um pouco. Ele está tão inseguro, então vou agora e volto rapidinho.

Ela não se convenceu mesmo. Então o jeito foi apelar. Arrastei-a para perto e colei minha boca no pescoço sedoso, era gratificante ver como o corpo dela respondia ao meu.

- Vamos combinar uma coisa?

- Hunn...

Ela já não falava coisa com coisa.

- Vou lá, faço o que tenho que fazer, volto, nós almoçamos, colocamos as crianças pra tirar um cochilo e então...

- Então?

Desci os beijos para os ombros e revezei-os com leves mordidas e chupões.

- Daí eu arrasto você pra cá, arranco esse seu vestido de vovó, e te faço esquecer até seu nome. Estamos combinados?

Baixei a mão passando-a libidinosamente por todo corpo escultural. Ele estava muito quente...

- Vestido da vovó? Ora seu Potter de uma figa...

Gargalhei com a fúria dela e saí antes que uma azaração me atingisse.

Passei pelo quarto de Alvo onde ele e a irmã, brincavam.

- Papai vai sair e já volta. Se comportem direitinho e não acordem seu irmão, ele precisa descansar.

Eles assentiram, beijei cada um e saí.

Cinco minutos depois e eu entrava no inferno na terra: Azkabam. Mesmo que os dementadores tenham sido banidos da segurança daqui, ali nunca deixaria de ser um lugar horrível, entrar naquele lugar era um martírio pra mim e ultimamente eu vinha fazendo muito isso, pois interrogar no ministério ou no QG estava fora de cogitação.

- Senhor Potter.

Um bruxo de aparência arrogante e altiva me cumprimentou. Ele era Córmaco Mclaggen o atual diretor da prisão. Rony ainda não gostava dele, infelizmente tem coisas que nunca mudam. Eu apesar de achá-lo um abusado, tinha que dar o braço a torcer, o cara era competente, comandava aquilo com mãos de ferro e nunca causou ao ministro ou a mim qualquer problema.

- Maclaggen, tudo certo por aqui?

- Como sempre. Rony está te esperando na sala de interrogatórios.

- Eu vou para lá, se encarregue de levarem o prisioneiro para mim.

Já ia saindo quando ele me segurou pelo braço. Respirei fundo, eu odiava quando alguém fazia isso comigo, me lembrava à época da infância quando ainda era submisso.

- Use o meio que quiser para fazer o idiota falar, mas não uma maldição imperdoável, eu sei que os seus fins justificam os meios e nem sei como reagiria se fosse com um dos meus, só que tem gente louca pra tirar você do caminho e tortura seria um prato cheio para eles. Nós vamos abafar o caso de seu descontrole ontem, então tente não perdê-lo hoje.

- Obrigado, Maclaggen. Mas pode ficar tranqüilo, apesar de estar fervendo de vontade de matá-lo eu vou me controlar, a morte seria boa demais, eu quero levá-lo a julgamento e quero viver para vê-lo pagar por cada cicatriz que causou no meu filho.

- Faça isso, Potter. Faça isso...

Entrei na sala de interrogatório e encontrei Rony de pé, encarando o mar por uma minúscula janela, assim que percebeu minha presença se virou para mim. Os olhos de águia, perspicazes e astutos procuravam algum vestígio de insanidade em mim.

- Tudo bem, cara?

- Agora está, Rony. E vai ficar melhor assim que eu consegui interrogar aquele desgraçado. Você trouxe o que eu mandei? Maclaggen já está trazendo-o pra cá, não quero me demorar aqui, Tiago está abalado psicologicamente e quero estar em casa o quanto antes.

- Trouxe, Hermione tinha no estoque.

A porta se abriu e por ela entrou Goylle. Rony suspirou aliviado, seu antigo rival não tinha vindo junto. Meu inimigo era o mesmo, apesar de aparentar um pouco de cansaço e dor, a mim não compadecia, há poucas horas atrás aquele desgraçado havia torturado meu filho, uma criança. Isso nunca ficaria barato.

- Ora se não são meus torturadores prediletos, a que devo a honra da visita de vocês? Mas antes de começarem a seção tortura, eu gostaria de informar que estou desarmado.

O cinismo me enlouquecia.

- Cale a boca e sente-se, Goylle.

Rony puxou uma cadeira para ele e o bruxo que veio lhe acompanhando tentava forçá-lo para baixo tentando fazê-lo sentar-se. Impossível. Era corpulento demais para ser obrigado a qualquer coisa.

- Me obrigue, Weasley.

Sem colocar a mão na varinha, forcei minha mente na cadeira e a fiz deslizar com uma força descomunal, até bater na parte detrás de suas pernas, forçando-o a tal ato.

- Mas, você...

Não segurei um sorriso.

- Um bom bruxo não precisa de uma varinha, Goylle. Por isso, eu queria te mostrar e deixar claro pra você que ontem eu teria te pegado de qualquer jeito, a varinha para nós é só mais um acessório. Eu posso matá-lo agora sem nem tirar a mão do bolso, então acho melhor você cooperar e começar a falar.

Ele me olhava e para meu deleite a expressão que eu via agora, não era a mesma de minutos atrás.

- Quem te ajudou? Quem foi o esperto que você ludibriou para que te ajudasse nessa insanidade toda?

- Ninguém me ajudou, eu fiz tudo sozinho.

- Mentira...

Eu estava calmo, Rony não.

- Deixa de fazer joguinhos, Goylle. Nós te conhecemos, e sabemos que você não tem capacidade nenhuma de raciocínio.

Ele bufou de irritação e tentou se levantar para enfrentar Rony. O bruxo o segurou pelos braços e o forçou a se sentar.

- Meu filho tem uma marca de feitiço de cicatrização na cabeça, Goylle. Eu sei que não foi você quem o conjurou. Eu quero os nomes, agora!

- Se eu não falar, o que vai fazer Potter? Torturar-me de novo? Eu denuncio você e acabo com a sua carreira.

- Ora seu...

- Quietinho aí Ronny...

Segurei meu cunhado, antes que ele perdesse a cabeça.

- Eu não posso te torturar, você tem razão. E para te provar como eu sou bonzinho e que estou muito arrependido do que eu fiz ontem, trouxe um suquinho pra você...

Minha voz era sarcástica e tenho certeza que ele percebeu isso quando o mostrei o frasco de Veritaserum.

- Eu não vou beber isso, vocês não podem me obrigar.

- Ah! Isso nós podemos você quer ver? E eu te prometo nem tocar na varinha.

Aproximei-me dele e bruscamente tombei sua cabeça para trás, Rony percebendo minha intenção pegou o vidro de minha mão e despejou goela a baixo dele.

- Seus idiotas, eu vou matar vocês...

Ele rugia, mas nada pode fazer, estava firmemente seguro.

- Agora diga Goylle. Quem é seu comparsa?

- Eu agi sozinho, planejei e executei cada parte do plano.

Surpreendi-me com a resposta, mas não me dei por vencido.

- Espere um pouco, Harry. Talvez não tenha dado tempo de fazer efeito.

- Agora vai dar Rony.

Assim eu esperava. Será que Hermione tinha errado a mão? Não!

- Vou reformular a minha pergunta, pra você entender melhor. Quem te ajudou a curar o ferimento de Tiago?

Ele travou o maxilar tentando manter a boca fechada, mas era impossível.

- Pansy. Pansy Parkinson.

Era de mais para a minha cabeça. Rony notando minha surpresa tomou as rédeas do interrogatório.

- Onde ela se encaixa em seu plano, Goylle?

- Em lugar nenhum, seu pau mandado. Pansy só esteve no cativeiro por que eu implorei para que o fizesse, o pestinha se debateu muito e eu acabei me estressando com ele e quando eu vi que ele sangrava e delirava chamando os mortos, eu fui atrás dela e a arrastei até lá, para que o fizesse calar.

- E Malfoy? Qual a participação dele?

- Malfoy? Você pirou Weasley, há anos eu não vejo aquele bastardo. Quantas vezes vou ter que falar que agi sozinho. Eu arquitetei tudo, planejei cada vírgula e teria funcionado se o Potter não tivesse trapaceado.

- Tem mais alguma coisa que queira nos contar, Goylle?

- Não. Eu só queria que o Potter soubesse que não me arrependo de nada, que faria tudo de novo, e que ele pode ter certeza se eu tiver outra chance, vou derrubar cada membro da família dele e dessa vez vou começar pela garotinha e dessa vez não vou errar.

Eu já partia pra cima dele quando Rony me segurou, e Córmaco o levou de volta para a cela. Irritado me afastei de Rony e me dirigi para a saída.

- Ele vai mofar aqui, Harry. E te garanto que vai pagar caro pelo que fez.

- Eu conto com isso Maclaggen.

Sai de lá, assim que parei na entrada de casa fui seguro por Rony, que me seguia.

- E Pansy? O que faremos com ela, Harry?

- Infelizmente nada oficialmente, Rony. Apesar de saber onde meu filho estava ela aparentemente só ajudou, mas eu espero que num futuro não muito distante Gina e Hermione façam uma visitinha para ela.

Despedi-me de meu amigo e entrei, a casa estava silenciosa, mas nada sombria. Parecia um recanto de paz. Passei pela cozinha, sala e nada..., ninguém. Subi para os quartos e estaquei com a perfeição em família.

Lilian e Alvo jogavam xadrez no fofo tapete do quarto de meu mais velho, enquanto Gina ninava Tiago, sentada na poltrona perto deles.

- Pai...

Estava longe de ser a verdadeira voz de meu filho, na verdade não era mais que um sussurro, mas depois de tanto tempo sem ouvi-la, qualquer lamúria dele era como a mais doce canção que nossos pobres ouvidos mortais podiam contemplar.

- Os “dodois” do “Manim”, já melhoraram papai.

- Eu sei, amor. Eu sei...

Abaixei-me de bom grado e recebi o abraço e beijo caloroso de minha florzinha.

- Oi filho? Tudo bem?

- Tudo pai. A vovó do Ted veio aqui, mas o senhor acredita que ela não deixou ele ficar. Disse que Tiago precisa descansar. Eu não gostei disso pai. Eu chorei...

Foi inevitável não sorrir do bico de meu bebê, ninguém no mundo faz um bico como Alvo, a não ser Lilian.

- Ah filho! Foi melhor assim, façamos o seguinte, quando o Tiago já estiver recuperado o papai busca o Ted para passar a semana toda aqui. Tá certo?

- Oba!!!

Meus pequenos gritaram animados enquanto Tiago tapava os ouvidos com a mãozinha.

- Shiii... Dá pra gritarem mais baixo?

Não era amor, chegava a ser doentio, era veneração. Com meias palavras Gina colocou ordem na casa. Ajoelhei de frente onde estavam sentados e estendi os braços, aconcheguei meu tesouro em meus braços, era inexplicável como cada um deles cabiam perfeitamente ali.

- Como está filhão?

- Ainda dói aqui, papai.

Mostrou-me a cabeça. O trabalho de Pansy, não tinha sido dos melhores.

- Vai passar Tiago. A mamãe já te deu uma poção, logo você vai estar novinho em folha. Agora que seu pai chegou, vamos almoçar?

Busquei o olhar dela e me certifiquei que ela não estava preocupada, o que me garantia que ela acreditava mesmo em suas palavras.

- Oba, almoço... Almoço.

- Eu me rendo. Oh vida!

Gargalhei com o exagero dela, se não fosse uma bruxa tão boa, com certeza ela seria uma ótima atriz. Se bem que..., não. Idéia absurda essa minha, eu é que não ia deixar a minha mulher se expor para bilhões de marmanjos sem serviço.

- O que foi Harry? Parece estar voando.

Ela me especulava enquanto descíamos para a cozinha.

- Nada, amor. Só estou aqui pensando em como sou sortudo em ter uma bruxinha linda como você.

Pov Gina

Vai entender os homens... Oh raça...

Almoçamos com Tiago grudado no colo do pai, ele comeu bem pouco, mas não o forcei, ainda parecia frágil e cansado. Lilian e Alvo pelo contrário se fartaram. Harry comeu pouco também, eu sabia que algo o incomodava, pude perceber assim que chegou em casa, mas não perguntei, o assunto seria abordado mais tarde.

Já se passava das duas da tarde quando dei conta de colocar duas pestinhas elétricas para tirar um cochilo, Alvo e Lilian estavam impossíveis hoje. Tiago também dormiu, a noite passada refletia nele. Harry ainda o ninava na sala, quando passei por ele e soltei a pérola.

- O coloque na cama, amor. E quando eu digo cama, estou falando da cama dele, no quarto dele.

Nem me virei para ver que cara ele fez. Eu não era uma má mãe eu sei de como meu filho estava fraco emocionalmente, mas também sei que uma poção de cicatrização e cura, misturada a uma noite mal dormida, renderia umas boas horas de sono, então era hora de aproveitar.

Entrei no quarto já arrancando a roupa e jogando-a pelo chão. Ele seguiria a trilha.

No banheiro, enchi a banheira e despejei de tudo um pouco que encontrei dentro do nosso armário, ainda estava frio e um banho quente era uma boa pedida.

Entrei. Sentei, fechei os olhos e deixei que todo cansaço e dor pelo que passei esses dias se esvaíssem. Ainda nessa posição escutei o “clic” da porta. Era ele.

- Oh delícia!

Entrou e se aconchegou no meio de minhas pernas de costas para mim, como se tivessem vida própria minhas mãos foram para os ombros dele e começaram a massagear.

- Espero encarecidamente que esse elogio seja para mim, senhor Potter.

- Ele é senhora Potter. Pode crer que é.

Sua cabeça já descansava em meu ombro e minha boca já buscava a dele. Oh Merlin! Era pra ser só um banho.

A boca sedenta dele me corrigia. Quando que um banho com Harry, é um simples banho?

Logo ele virou me puxando para seu colo, senti sua pressa, meu marido estava sedento. Relaxei e me deixei ser preenchida por ele. Os gemidos não eram baixos, nem contidos, eram intensos e profundos, assim como o roçar de nossos corpos.

O êxtase era o objetivo e ele logo chegou, da mesma maneira de sempre, poderoso, viciante e cheio do amor mais profundo que já existiu, o de duas pessoas que se amam, se respeitam e se cuidavam.

- Eu amo você, Gina Potter.

- Eu amei, amo e sempre amarei você, Harry Potter.

Algum dia no futuro

Mas que merda era aquela. Alguém esmurrava a porta, corri até lá e a abri num rompante pronta pra xingar o idiota sem noção.

- Olha aqui seu sem...

Petrifiquei no lugar, era um pesadelo.

- Olá Pansy.

Granger e Weasley me empurraram para o lado e entraram sem o meu consentimento.

- O que querem aqui? Vocês não são bem vindas, podem dar meia volta e sair.

Gina fingiu que não me ouviu, veio até mim segurou com força no meu braço e fechou a porta.

- Nós precisamos esclarecer umas coisinhas com você, fuinha fêmea.

A Granger se divertia.

- Então falem logo, estou sem tempo para a ralé...

Nem terminei de falar e senti a mão quente de Gina estalar em meu rosto.

- Eu só vim te dar um aviso Pansy. Da próxima vez que se meter com a minha família, você vai se dar muito mal e não pense que eu não sei que você o ajudou, pois eu sei. Afinal para alguém que sabia onde ele estava e não nos informou era o mínimo que podia fazer. Então eu te alerto da próxima vez faça as coisas direito...

- Sua ingrata, eu devia ter deixado o Goylle seguir os planos dele...

- Se isso tivesse acontecido, eu garanto que nem ele, nem você estariam mais nesse mundo agora.

A Granger parecia revoltada de ódio.

- Um dia, se o universo conspirar a seu favor e você tiver a graça de ter um filho, o que eu acho impossível já que ninguém te suporta, você saberá o que eu senti. Então para a sua própria segurança, Pansy, suma de nossas vidas.

Ele me jogou no sofá e se dirigiu a porta.

- Como ele está?

Quis me esmurrar por perguntar.

- Bem. Não graças a sua ajuda, que podia ter evitado tanto sofrimento.

- Ele é um garoto corajoso.

Ele se virou me estudando por uns segundos antes de responder e sair.

- É claro que é. Ele puxou o pai.

Naquele dia eu chorei não de dor pela minha total amargura, mas de arrependimento de não ter feito mais pelo pequeno. Quando ele chorava e delirava de febre chamando a avó, eu cheguei a pensar na hipótese de entregar Goylle, mas não o fiz como sempre achei melhor me omitir. E mais uma vez um inocente penou na mão de um louco...

Notas finais
Agora gente só mais um e o epílogo. Assim que terminar a fic responderei a todos os comentários, obrigado pelo carinho... Beijinhos a todos, espero que tenham gostado, sejam bem vindas as leitoras novas.

Me despedindo de Harry Potter em grande estilo...

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