Dia a Dia, com os Potter
14 Capítulo 14- A dor que cega
Notas iniciais
Beijinhos a todos que comentaram e as leitoras novas.
Obrigado a todos que cometam sempre...
4° Dia de seqüestro
- EU QUERO IR PRA MINHA CASA...
O pestinha já estava me enchendo, era a quarta vez que eu trazia uma tigela cheia de caramelos pra ele e ele se recusava a comer e ainda pra me tirar totalmente do sério, dessa vez ele tinha-a atirado em minha direção.
Eu perdi o rumo, será que o idiota do Potter não tinha dado educação a ele? Nem pensei direito agarrei o pirralho pela camisa e dei uns bons safanões nele.
- VOCÊ VAI FICAR AQUI, ENQUANTO EU QUISER, ENTÃO ACHO MELHOR SE COMPORTAR OU A COISA VAI FICAR MUITO FEIA PRA VOCÊ.
Gritei do mesmo jeito que ele tinha feito e sem dó nem piedade o joguei de volta ao chão. Escutei um osso estalar e a peste gemer e se arrastar até chegar ao canto mais afastado do quarto. Eu estava até sendo legal, trouxe comida, caramelos eram gostosos, e ainda trouxe um suco de abóbora, tá certo que esse ficou meio sem açúcar, mas e daí? Crianças nem podem comer tanto doce.
O pirralho só chorava e chamava pelo pai, ele é que nem imagina o que eu tenho reservado pro papai dele...
...
Já estava anoitecendo e eu já preparava mais uma cartinha amorosa pra mandar pro Potter, quando Panic,minha coruja de estimação bateu as asas alvoroçada e me chamou a atenção para a movimentação lá fora.
Olhei pela fresta da janela, escondida por cortinas podres e fedidas, congelei por três segundos, não é que o merda do Potter tinha me encontrado e para piorar ainda mais a situação, ele ainda tinha trazido o Wesley e a Granger com ele como sempre, tinha que ser o covarde de sempre e se esconder atrás de alguém.
Corri até o quarto, destranquei a porta e agarrei o garoto pelo pescoço, se o Potter queria jogar sujo, eu também jogaria.
Coloquei o menino a minha frente, segurando-o com uma força desnecessária, ele nem tinha força pra se manter de pé, quanto mais tentar fugir. Vi o Potter arregalar os olhos ao vê-lo, nem me importei, ele estava um caco mesmo.
Caminhei um pouco pra fora, eu queria que ele visse como eu tinha o garoto em minhas mãos...
- Goyle, Gregório Goyle.
Ele disse meu nome num tom alto, escutei perfeitamente. Ia ficar calado, mas não resisti ao impulso de cutucá-lo. Eu só queria que nesse momento alguns dos antigos seguidores do Lord das Trevas, que tanto riram de mim quando eu me julguei melhor que o Draco, me vissem agora.
Eu tinha o Potter sob controle...
- Harry Potter. Encontramo-nos de novo, em Cicatriz?
Dei um riso irônico e ele se aproximou, apertei mais o garoto. Ele gemeu de novo e chamou o pai, que trincou os dentes e murmurou alguma coisa, que eu não consegui escutar, mas tudo bem era agora que eu mostraria a cada bruxo desse mundo quem era Gregório Goyle.
Pov. Harry
- Vá para o mais perto que puder dele sem se revelar e assim que ele soltar Tiago pegue-o, proteja-o com a capa e vá para casa. Eu te encontro lá daqui a pouco. Você compreendeu Gina?
Sibilei o mais baixo que podia, sem nunca quebrar o contato visual com o inimigo.
- Compreendi e vou fazer do jeito que combinamos. Eu te amo, Harry.
Não respondi, tive medo de me delatar e a intensidade das palavras dela soou como uma despedida, deu um arrepio...
- Eu acho melhor você e seus amiguinhos jogarem as varinhas de vocês, Potter. Ou será que vocês vão querer um pentelho todo chamuscadinho.
Eu já imaginava isso.
- Claro Goyle, eu farei isso assim que você soltar o meu, filho.
- E te dar a chance de me atacar, nunca?
- Então teremos que fazer um acordo, pois ao que parece você não confia em mim e eu não confio em você. Solte Tiago, eu e Rony jogaremos as nossas varinhas, o deixe dar três passos pra frente e Hermione solta a dela. Temos um acordo, Goyle?
Eu tentava segurar a minha ansiedade, enquanto imaginava se Gina já estava perto o bastante. Rony e Hermione não gostaram do meu acordo, mas eu sabia o que fazia.
- Eu aceito, mas saiba que o pestinha estará a minha frente e qualquer gracinha sua...
- Tudo bem. Rony...
Joguei minha varinha à frente e Rony fez o mesmo. O idiota soltou Tiago, que mesmo cambaleando conseguiu se arrastar um pouquinho pra frente.
- Mais um pouquinho, filho. Só mais um pouquinho.
Eu sibilava baixinho. Meus amigos não se manifestaram, eles me conheciam pra saber que eu tinha um plano.
Tiaguinho se arrastou mais uns passos.
- Parado aí pestinha. Agora cumpra a sua parte, Potter.
- Hermione...
- Harry?
- Por favor, Mione...
- Tudo bem. Eu confio em você.
E eu agradecia a Deus por isso.
- Vem filho!
Ele se arrastou mais um pouquinho, era um sacrifício do inferno para ele levantar se quer uma perninha. Minha alma se partia a cada gemido dele.
Tiago já estava na metade do caminho, quando Goyle, deu um passo para o lado, tirando meu filho da linha de tiro, mas ainda muito próximo, imaginei que Gina já estava ao seu lado.
- Continue vindo.
Olhei para o pequeno pedaço de mim... Dei também um passo para o lado, estávamos na mesma linha de tiro, agora.
- Se despeça desse mundo, Potter é agora que você paga por cada coisa que deu errado em minha vida.
- Se me considera culpado por ter acabado com os planos de destruição de seus comparsas, de ter exterminado seu líder e de querer dar um futuro de paz e liberdade para todos os povos desse mundo. Se tudo isso é um crime para você, Goyle? Pode vir, eu assumo a culpa.
Ele trincou os dentes. Tiago continuava a se arrastar, na primeira distração dele, Gina pegaria nosso filho.
- Eu mudei Potter. Não sou mais o idiota, pau-mandado do Malfoy, eu sei muito bem como me virar agora. Veja como aprendi umas coisinhas. Locomotor Mortis...
Joguei-me no chão quando ele lançou seu primeiro feitiço, se pega há essa hora eu estaria paralisado. Olhei para o lado e notei que Gina tinha se aproveitado da distração que dei a ele e pegou Tiago.
- Boa tentativa, vejo que você aprendeu uns feitiços novos, mas a sua mira, continua péssima...
Ele fez uma cara de bravo e depois me olhou sarcástico, pude notar pelo brilho maligno dos olhos dele o momento exato em que teve uma idéia.
- Você pode pensar assim, mas eu aposto que seu filhinho não vê desse jeito, ou você acha que cada dodoizinho que ele tem no corpo foi causado por acidente? Pois eu te digo, Potter: não foi. Eu torturei, ameacei, bati, arranhei e cortei cada lugar que consegui alcançar de seu filho, é uma pena que você não vai poder sobreviver para conferir com seus olhos, mas sua mulher vai... E eu te garanto, a cada gemido, choro ou lamento dele eu me divertia e contava para ele que você fez o mesmo com muita gente. Seu filho nunca mais vai ser o mesmo, Potter, ninguém sai de uma experiência com um Comensal da Morte como entrou, ele vai pirar....
Eu tentava raciocinar, voltar o foco para a missão sem deixar que o lado pessoal me dominasse, mas de repente tudo se passou como um borrão em minha mente: quando descobrimos que Gina estava grávida, os problemas com a gravidez, o parto, o choro, o primeiro sorriso, o primeiro gungunar, os passinhos, as primeiras palavras e frases, a primeira febre, o primeiro indício de ciúme quando Alvo chegou, depois o instinto de proteção que ele criou para com os irmãos, o sofrimento do dia em que saí de casa, a intensidade da nossa ligação...
Era impossível não deixar que esses sentimentos interferissem.
Ainda abaixado, enfiei a mão por dentro da calça perto dos pés e peguei minha arma secreta.
- Sabe Goyle, quando se é um auror tem umas coisas bem interessantes que temos que aprender e colocar em prática, me arrependo de não ter aprendido-as antes, pois se eu soubesse disso você não estaria aqui hoje torturando criancinhas.
Ainda no chão eu o encarava e à medida que falava ia me levantando com as mãos firmes junto ao corpo.
- A primeira é, não tenha pena de seu inimigo, ele nunca te devolverá um favor, a segunda é, não alimente sentimentos de vingança, eles te cegam e te levam por um caminho sem volta, a terceira, é nunca confie na palavra de seu oponente ele pode estar mentindo e a última e mais importante dessas quatro regras que regem um auror é: termine uma luta no primeiro golpe, pois se seu adversário se reerguer você terá sérios problemas...
Levantei o braço e lhe mostrei a minha varinha.
- Como? Eu vi você...
- E mais uma coisa que se aprende na academia Goyle, sempre vá preparado para uma batalha. Você perdeu otário...
- Expelliarmos.
Meu feitiço o jogou ao chão, caminhei até sua frente e pisei em seu peito, eu podia ver o medo trespassar pelos olhos dele.
- Então quer dizer que você torturou, seqüestrou e machucou meu filho, com o único intuito de me atingir... Tsc,... Tsc,... Isso não se faz Goyle. Eu vou te ensinar a tortura alguém do seu tamanho.
Eu estava cego de raiva, cada palavra dele tinha sido como vinagre nas minhas chagas.
- Crucio...
Eu queria vê-lo sofrer, os gritos de dor dele eram como bálsamos para as mesmas chagas que ele abriu, eu sabia como era o que ele estava sentindo, uma dor dos infernos, como mil adagas cortando cada pedaço de seu corpo por dentro.
- Crucio...
Era a glória, cada choro de Gina e Lili, cada noite que passamos em claro, afundados em preocupação e sofrimento.
- Harry, pare.
Nem Hermione me pararia nesse momento. A dor dele era minha alegria. Os gritos? Música para ouvidos tão exigentes.
- Crucio...
Os espamos eram tão violentos que o içavam do chão.
- Esse não é você, Harry. Pare agora!
Rony estava enganado, esse era exatamente eu, alguém que já perdeu tudo na vida e que se sentia imensamente ameaçado por um “bruxozinho de merda”, que tentava destruir o que demais belo e puro existe nesse mundo.
- Harry, por favor, amor pare.
Eu já esperava por isso, Gina ainda estava aqui, mas nem ela me faria parar, eu queria ouvir a dor fazendo estrago...
- Crucio.
Meus dedos reclamavam da pressão que eu exercia na varinha, mas eu não me importava, meu inimigo se retorcia de dor...
- Paizinho...
Baixo como um sussurro, sofrido de cortar a alma. Uma única palavra me trouxe de volta.
Esse não era eu...
Olhei para trás e encontrei expressões de medo, preocupação, orgulho, terror e pena, dentre todos que me encaravam a única que me prendeu foi a de dor de, meu pequeno, que se encolhia no colo da mãe, que teimosamente não tinha seguido as minhas ordens.
Baixei a varinha, os gritos cessaram e o corpo inerte, mas ainda com vida se chocou ao chão. Andei até eles. Peguei Tiago no colo.
- Achei que tivesse te mandado pra casa, Gina?
- Harry?
- Nós conversamos isso depois. Vamos pra casa.
Agora eu tinha que me concentrar nas feridas de Tiago.
- Rony?
- Sim.
- Tire esse lixo daí, leve-o para Azkabam e garanta que ele aprenda a lição de não se meter com crianças inocentes, avise aos outros que a missão acabou e avise ao ministro que eu estou de férias e te nomeio para ficar no meu lugar.
Nem virei meus olhos pra ele, eu sabia que ele seguiria cada ordem minha.
Pov. Gina
Eu conhecia o poder de luta de Harry. Mas vê-lo torturar alguém foi amedrontador, ele estava cego, nem Hermione, Rony e eu conseguimos fazê-lo parar e nem sei se alguém que não fosse um de nossos filhos teria conseguido essa graça, mas ele parou...
Sei que ainda não tinha acabado eu ainda ouviria uma bronca por não ter seguido o plano, mas quando que eu o deixaria pra trás? Eu nunca imaginaria que ele tinha a varinha escondida, eu achei que estavam desprotegidos e só sobrava a mim como alternativa, mas como sempre ele tinha uma carta nas mangas. Oh homem precavido...
Pegar Tiago no colo, foi como dar comida aos leões, Harry se acalmou, é bem verdade que ainda no modo auror chefe, ainda deu algumas ordens a Rony, mas logo em seguida se deu férias e nos levou pra casa.
Aparatamos na entrada de casa, já estava bem escuro, pingos de chuva já molhavam o teto de nossa casa, quando entramos pela porta.
- Pai!
Lilian não segurou e gritou para o pai.
- Shiii, não grite princesa. Tiago está cansadinho.
Ela se esticou na ponta dos pés e se assustou ao ver o rosto do irmão.
- Ele tá dodói, papai?
Alvo se aproximou e chorou ao olhar pro irmão, ele já entendia o que tinha se passado. O peguei no colo e o confortei.
- Já passou filho. Ele vai ficar bem, não precisar chorar.
- Ele se machucou um pouquinho Lili, mas nós resolveremos isso. Que tal se você for lá pro seu quarto com o Alvo e fizer uns desenhos bem lindos pro Tiago, amanhã ele vai poder vê-los com você.
- Tá bom, mamãe.
Ele deu um beijinho na testa do irmão e na bochecha do pai, que fechou os olhos e inspirou o cheirinho de bebê de nossa florzinha. Coloquei Alvo no chão que imitou o ato da irmã.
- Eu te amo, pai. Obrigado por ter trazido o Tiago pra casa.
- Eu também te amo, filho. Cuide da Lilian, por favor, nós precisamos levar seu irmão lá pra cima. Posso contar com você?
- Claro que pode!
Alvo me beijou e saiu correndo atrás da irmã, que já tinha sumido escada acima.
- Monstro, prepare aquela poção de tirar dor, para darmos ao Tiago. Gi..., pegue um remédio para limparmos essas feridas, eu te espero lá no nosso quarto.
Segui para o armário embaixo das escadas, era insana a dor que eu sentia, sei que os ferimentos logo desapareceriam, sabia que pela primeira vez desde que nossos filhos vieram ao mundo, Harry usaria magia neles, não que ele achasse isso errado, mas nunca o fez, ele achava que cada arranhão era necessário para que nossas crianças aprendessem que a vida não é regida de flores. Só que a ocasião era outra e isso acabava comigo, Tiago estava exausto e só amanhã quando ele acordasse de vez é que teríamos noção do estrago interno, em nosso pequeno.
Encontrei o medicamento e subi para nosso quarto. Eu precisei respirar duas vezes para me acostumar com a cena em que me deparei.
Harry tinha colocado Tiago no centro da nossa cama e com um cuidado venerador tirava a sua roupinha, o barulho da banheira se enchendo tomava conta do ambiente e não deixava o silencio sufocar.
Cada peça que caía era uma tortura a mais, Harry tinha os olhos banhados em lágrimas e meu pequenininho gemia com o atrito entre roupa e a pele machucada. Eu tentava ser forte, mas também chorava, hematomas do tamanho de uma laranja cobriam toda a parte baixa da barriga, o peito, as costas e as pernas tinham arranhões e cortes, na cabeça pequenas escoriações e no rosto uma cicatriz mostrava que alguma magia fora usada ali.
- Ele não agiu sozinho. Canalha de uma figa eu devia ter matado-o.
Harry tocava com as pontas dos dedos a cicatriz, o cabelo de Tiago estava grudado na cabeça, sinal claro de sangue seco.
- Não quebrou nada? As costelas, os braços?
- Não. Se quebrou, o açougueiro que fechou esse corte da testa dele, provavelmente o regenerou.
A vistoria minuciosa continuava.
- Meu senhor, Monstro trouxe a poção.
Peguei a poção e levei até meu marido, que já tinha nosso filho nos braços.
- Filho?
- Hum...
A resposta veio num sussurro misturado a um gemido.
- O papai sabe que você tá muito cansado, mas o papai precisa da sua ajuda. Você tem que tomar banho, filho, mas seus machucados vão doer muito em contato com a água, então eu queria muito que você se esforçasse só mais um pouquinho e tomasse essa poção. Só assim o papai e a mamãe poderão cuidar melhor de você. Você faz isso pro papai?
- Eu te ajudo amorzinho.
Ele não respondeu, só abriu um pouquinho os olhos e a boca. Nem pensei duas vezes levei a xícara até a boca dele, que com muito custo foi forçando o liquido a descer.
- É ruim, mamãe.
- Eu sei amor, já tá acabando. Monstro desça e prepare uma sopinha bem gostosa, Tiago precisa comer antes de dormir.
O fizemos engolir todo o remédio e Harry logo o levou para o banheiro. O contato com a água quente fez meu pequeno gritar e mais uma vez, nos derramamos em lágrimas.
- Aaaii papai! Tá doendo, eu quero sair, mãe??
Os soluços eram altos, me abaixei e acariciei o rostinho sofrido.
- Vai passar amor, só espere um pouquinho, vai passar.
Harry passava as mãos no corpinho dele tentando limpar as feridas e tirar toda sujeira acumulada ali, ele não falou nada e acho que não conseguiria, o choro era silencioso e amargurado.
Assim que acabou meu filhinho foi levado para o quarto, com muito cuidado o secamos, Harry passou o remédio em cada machucado, peguei um pijaminha flanelado bem quentinho e coloquei do lado da cama, assim que meu marido terminasse, ele vestiria nosso filho.
- Vocês têm visitas minha senhora.
- Desça amor, deve ser sua família. Daqui a pouco estarei lá.
Antes de sair do quarto ainda contemplei Harry de joelhos com a varinha na mão murmurando feitiços, que faziam com que as feridas se fechassem e desaparecessem.
- Filha...
Joguei-me nos braços de minha mãe e chorei toda a minha angústia de dias de desespero.
- Tão pequeno, mãe, tão frágil. Ele não merecia.
- Eu sei filha, eu sei...
- E como ele está?
- Exausto pai, machucado. Estamos nos segurando.
- Seu marido se acalmou?
Tirei meus olhos de meus pais e encarei Rony e Hermione no canto esquerdo da minha pequena sala.
- Ele está centrado no que está fazendo, Rony. Se ele tivesse visto o estado de Tiago antes, Goyle não sairia vivo de lá.
- Nós vamos ter que abafar o caso, Harry terá sérios problemas se a informação que ele torturou vazar.
Suspirei frustrada, então torturar inocentes podia?
- Nos veremos isso depois, Rony. Agora o que importa é a saúde de nosso sobrinho. Onde estão Lili e Alvo?
- No quarto, Alvo está distraindo a irmã.
- Viemos buscá-los para dormir lá em casa, essa noite não vai ser fácil pra vocês e então achamos que será melhor dedicá-la só a Tiago.
- Sei não Hermione, veremos isso com Harry, acho que ele ficará um tanto que mais rigoroso com essa historia toda.
Conversamos de tudo um pouco, Rony deu detalhes da operação para papai, mamãe e Mione buscaram Alvo e Lilian que agora tagarelavam felizes nos colos de minha família. Uma hora depois disso, Harry desceu com Tiago grudado em seu colo, os olhinhos estavam abertos, mas a expressão cansada permanecia. Olhei de relance as partes que não estavam encobertas pela roupa, aparentemente não tinha mais machucado nenhum.
- Oh, docinho da Vovó.
Mamãe se emocionou e meu pai parecia aliviado.
- Oi vovó...
Hermione e Rony se aproximaram e também luxaram um pouquinho, meu pequeno. Levei todos para a cozinha, Monstro serviu bolachichas de nata para todos enquanto Lilian e Alvo tomaram sopa. Harry fez Tiago engolir umas colheradas, antes de adormecer de vez no colo do pai.
- Então Harry, podemos levar Alvo e Lilian?
Minha família já estava pronta para partir, Harry mantinha Tiago nos braços, Alvo dormia no meu colo e Lilian sapeca e em total alerta saltitava a nosso redor.
- Não, Hermione. Nós já passamos tempo demais separados, minha família não sai daqui por nada nesse mundo.
Eu já imaginava isso, ela bem que insistiu, Rony até tentou, mas Harry foi irredutível.
- Lilian dormiu?
Eu entrava no nosso quarto depois de lutar meia hora para que a minha caçulinha dormisse.
- Dormiu, depois de tanto lutar contra o sono ela se rendeu Alvo nem se mexeu quando o coloquei na cama. E Tiago?
- Gemeu um pouquinho, mas continua dormindo.
- Vamos tomar um banho, acho que merecemos.
- Vamos, espere só um minuto.
Ele foi até a janela, estendeu a varinha e murmurou feitiços de proteção, depois se dirigiu até a porta e fez o mesmo no corredor que dá acesso ao quarto de nossos filhos. Passou pela nossa cama, cobriu Tiago, que dormiria ali conosco e beijou sua testa.
Tomamos um banho demorado, íntimo, renovador, deixamos a água lavar todas as nossas dores e amarguras. Beijamos-nos muito, nos acariciamos muito, tudo com o maior respeito e amor que a situação mandava, não era o desejo que mandava ali, era a plenitude de estar de novo um nos braços do outro, sabendo que nossos maiores tesouros estavam seguros e ao alcance de nossas mãos.
Notas finais
Fic nova vindo aí.... aguardem...
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