Dia De Jogo
1 Capítulo 1
No inicio do turno.
WB – Não vejo a hora de terminar meu caso.
CW – Quanta ansiedade, qual será o motivo?
WB – Por mais que eu explique você não entenderia.
CW – Está subestimando minha capacidade de raciocínio?
Nick vinha chegando com a intenção de tomar uma xícara de café.
NS – Você arrumou encrenca meu chapa – ele sorriu para Warrick que estendeu a sua xícara para que colocasse café para ele também.
WB – Não é isso. Não me leve a mal Cath, mas uma mulher jamais vai entender a ligação entre o homem e os esportes.
CW – Ah! Uma tentativa de demonstrar superioridade e virilidade em relação ao restante da espécie. Eu entendo.
NS – Então é por causa do jogo que vamos assistir hoje?
CW – É por causa do excesso de testosterona que flui da nossa equipe.
Sara estava sentada preenchendo uma papelada atualizando seus dados com a participação do ultimo seminário forense. Escutava o diálogo achando divertido ver Warrick numa saia justo.
NS – Tá legal, eu tenho uma idéia, que tal assistir conosco?
WB – Isso não é um pouco precipitado Nick?
CW – Sara você esta ouvindo isso?
SS – Huhum.
CW – E como uma das mais veementes defensoras das causas femininas não vai dizer nada?
Sara soltou uma gargalhada. Grissom já havia dito a ela que iria assistir ao jogo, com os rapazes. Warrick era fã do mesmo time de baseboll que Grissom, Nick e Greg eram do time adversário. Tinha planos para aquela noite mas aquela bendita final de temporada veio para estragar tudo. Seria bom se vingar.
SS – Quem vai assistir?
Grissom entrou na sala com os casos na mão para os dividir. Estava animado até. Baseboll era seu esporte favorito, Phillies x Bay Rays na grande final do campeonato. Ainda bem que Sara havia compreendido que pelo menos uma vez os homens necessitavam relaxar com os amigos.
[b]GG – Assistir o que?
CW – Nick estava nos convidando para assistir à final do campeonato com vocês.
Grissom olhou para Nick fazendo uma careta de desagrado. Quis falar algo mas recebeu um olhar fulminante de Cath.
WB – E então Grissom? Isso vai dar certo?
SS – Não vejo porque não daria. Sara fez um biquinho maroto que fez o Sangue de Gil ferver. Ela parecia tão natural, só podia estar tramando alguma.
Greg chegou com a mesma animação dos companheiros. Entrou e sentou ao lado de Sara lançando um sorriso largo parar ela.
GS – Posso saber qual a pauta em questão?
SS – Estamos discutindo as preferências que divergem entre os sexos.
GS – Eu sou especialista em garotas, e a favor dos direitos iguais.
GG – Então Dom Juan, que tal assistir ao jogo na sua casa na companhia da equipe?
GS – Sara e Catherine vão? Sério?
CW – Tem alguma coisa contra?
GS – Eu iria adorar Catherine, mas acho que devemos permanece no local onde combinamos. Na lanchonete de sempre e eu continuo achando que o Bay Rays vai arrasar com o Phillis.
GG – Está na hora de trabalhar pessoal.
Saíram todos para seus casos, as garotas motivadas por vingança, os rapazes ansiosos pelo fim do turno.
No banheiro feminino Sara e Cath encontraram-se.
CW – Não acredito que eu ouvi aquilo do Warr.
SS – Pensei que tinha ouvido você falar que homens era todos iguais um dia desses.
CW – Um ponto pra você.
SS – Olha Catherine, eu só fiquei chateada por que eles pensam que somos alienadas, eu assisti a jogos de beisebol com meu pai, ele me ensinou tudo que eu precisava saber para apreciar o jogo, mas eles nos ignoram. Eu posso dizer pra você um monte de probabilidades de um jogador acertar a bola, da velocidade constante do taco e no...
CW – Sara, pode parar. Eu não sou quem te causou raiva.
Catherine precisou interromper a empolgação da amiga antes que ela descrevesse uma tese magistral sobre o assunto.
[b]SS – Desculpe, eu falei demais.
CW – O que te causou toda essa fúria? Não vi você conversando com eles.
SS – Meu bip tocou, David está me chamando na autópsia.
Catherine achou estranho. Não ouviu nenhum bip mas achou melhor ignorar.
CW – Vamos combinar uma coisa? Fazer com que eles nunca mais esqueçam esse jogo?
As duas sorriram maliciosas, conversaram mais um pouco e deixaram o laboratório.
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