Dia Chuvoso

1 Capítulo Único


Notas iniciais

Desculpem qualquer erro, espero que gostem!

Sentia a chuva fria cair em seu corpo ainda quente pelo treino. Bufou frustrado. Além de não ter nenhum inimigo para lutar no momento, agora também tinha a chuva para atrapalhar seus planos de treinar.

Voltou para a mansão com passos pesados. Ao chegar encontra com sua guardiã que aparentemente o esperava.

Sherry: Oi Brago, estava treinando?

Brago: Sim.

Sherry: Esta todo molhado, quer que mande lhe preparar um banho?

Brago: Pode ser.

A garota suspirou diante das respontas vagas do mamodo, ele era sempre assim. Saiu do quarto para mandar que preparassem o banho, deixando o outro sozinho.

Brago caminha até a janela e fica observando a maldita chuva que acabou com seu planos de treino para aquele dia. Alguns minutos depois a guardiã volta avisando que o banho estava pronto.

Sherry: Deixe suas roupas no canto do banheiro que eu vou mandar lava-las e seca-las para você.

Brago: Sim.

Sherry: Não demore, ou vai acabar pegando um resfriado.

Brago: Não me compare com vocês, humanos fracos. Não ficarei doente por causa de uma chuvinha dessa.

Sherry: Me desculpe.

Brago: Hm...

Sem dizer nada o mamodo vai para o banheiro deixando a garota sozinha no quarto. Odiava ter que depender de seres tão fracos como ela para se tornar rei.

Tirou as roupas e as deixou em um canto. Entrou na banheira deixando que a água quente aquecesse seu corpo frio por causa da chuva. Nunca iria admitir, mas precisava desse banho.

Recostou-se na banheira relaxando um pouco. Fechou os olhos aproveitando o banho, e acabou pegando no sono. Dormiu por aproximadamente uma hora, sendo acordado por uma voz doce lhe chamando.

Sherry: Brago... Brago... Brago...

Brago: O que foi?

Sherry: Você acabou dormindo- disse com um sorriso.

Brago: Que sorriso é esse?

Sherry: Você fica fofo dormindo.

Brago: Cale-se, pare de dizer idiotices.

Sherry: Esta bem, esta bem.

A garota se afasta um pouco da banheira, porém fica o observando de longe. E cora um pouco ao notar como os músculos de seus braços e abdome eram definidos.

Brago: Para de ficar me olhando assim — diz um pouco corado.

Sherry: Sim, me desculpe. Suas roupas estão aqui. É melhor que saia da água, ela deve ter esfriado, vai acabar ficando doente.

Brago: Já disse para não me comparar com vocês humanos fracos.

Sherry: Certo.

A menina sai do banheiro deixando o outro sozinho. Este sai da banheira, se seca e veste suas roupas ainda corado. O que estava acontecendo com ele? Por que estava constrangido por causa do comentário e do olhar daquela mulher?

Ficou caminhando pelos corredores da mansão sem rumo, tentando clarear a mente. Pelas janelas podia ver que a chuva estava ainda mais forte do que o momento em que interrompeu seu treino. Depois de alguns minutos ouve uma cansão agradável, e vai para o local de onde vinha o som.

Ao chegar no local fica parado na porta observando sua guardiã tocando piano. Ela parecia um anjo, como era linda!

Seus cabelos loiro de aparência sedosa e macia. Seus olhos azuis emoldurados por seus cílios de bonecas. Seu nariz fino e delicado. Sua boca pequena. Tudo era perfeito, uma combinação perfeita.

Mas que pensamentos eram esses? Estava enlouquecendo? Sacudiu a cabeça bruscamente para se livrar desses pensamentos.

Estava tão distraído que não notou que a loira havia parado de tocar e o observava.

Sherry: Brago?

Brago: O que?

Sherry: Você esta bem?

Brago: Sim.

Sherry: Estava com o rosto corado, pensei que poderia ser febre ou algo assim.

Brago: Por que insiste em me comparar com vocês humanos?

Sherry: Desculpe.

O mamodo se vira na intenção de ir embora, mas é impedido pela voz da outra.

Sherry: Espere.

Brago: O que foi?

Sherry: Você estava gostando?

Brago: Como? — pergunta assustado, pensando que seus pensamentos haviam sido descobertos.

Sherry: Da música? Você estava gostando?

Suspira aliviado. Não fora pego. Mas que pensamento idiota também, é claro que não seria pego. Humanos não leem pensamentos.

Brago: Era bonita.

Sherry: Se quiser posso te ensinar.

Brago: O quê?

Sherry: A toca-lá.

Ele pensou um pouco, e acabou concordando.

Brago: Tudo bem, não tenho nada para fazer mesmo.

Sherry: Ótimo, sente aqui.

O menor sentou-se do lado de sua guardiã. Proximidade que não passou despercebida por nenhum dos dois, deixando-os um pouco corados.

Sherry: Primeiro vou te ensinar o básico do piano.

Brago: Hm.

Sherry: Bom, as notas são: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si. Elas começam da esquerda e vão se repetindo. Entendeu?

Brago: Sim.

Sherry: Ótimo, então me mostre as notas no teclado.

Ele mostra para a garrota as teclas que representam cada nota.

Sherry: Isso, muito bem. Da esquerda para a direita o som das notas vão ficando mais graves, veja.

Ela mostra para ele.

Sherry: Entendeu?

Brago: Sim.

Sherry: Então agora você vai...

E a aula se estendeu para minutos, depois para horas, durando até a hora do jantar. Nenhum dos dois viu o tempo passar, apenas apreciava a compania um do outro. Em um determinado momento suas mãos se tocaram. Um choque percorreu o corpo de ambos. Pararam o que estavam fazendo e ficaram se olhando fixamente, sem dizer nada. Ficam assim por alguns minutos, antes de serem imperrompidos por um dos empregados avissando que o jantar já estava servido, assustando os dois.

Sherry: Obrigada, já estamos indo.

Sem dizer uma única palavra o mamodo se levanta e segue para a sala de jantar, sendo seguido pela garota.

Durante a refeição não disse absolutamente nada. Algo o estava incomodando muito. Não conseguia entender como foi possível se assustar com o humano, deveria ter sentindo sua presença. Estava inconformado com isso. Sempre soube que conviver com os humanos não era bom, ia acabar deixando-o franco.

Não entendia também o porque estava distraído. Nem porque ficava constrangido toda vez que a garota lhe olhava, ou quando estava perto dela. Isso com toda certeza não era normal.

Do nada se levanta bruscamente derrubando a cadeira e sai da mansão correndo, deixando uma guardiã para trás sem entender o que estava acontecendo. Ele corre pela chuva até estar o mais longe possível da casa. Ele para em uma clareira no bosque e então começa a golpear o lugar, descontando sua irá em tudo que encorava, deixando o lugar destruído.

Depois de um tempo se sentido mais aliviado ele volta para mansão todo molhado e sujo de lama. Ao entrar na casa encontra Sherry esperando-o com uma toalha em mãos. Sem dizer uma única palavra ela começa a secar seus cabelos, e ele deixa, fechando os olhos para apreciar o toque gentil da garota.

Sherry: Vou mandar preparar um banho para você.

Dizendo isso, a menina se vira para sair, mas é surpreendia pelo outro.

Brago: Obrigado.

Nunca esperou ouvir o mamodo dizer algo assim. Ele realmente havia mudando desde o dia em que o conheceu.

O que ela fez em seguida pegou ambos de surpresa. Se virando e abaixando na altura do adolescente, depositou um beijo em sua bochecha deixando-o corado. E então ao se virar para sair do local é surpreendida novamente por ele.

Brago: Boa noite!

Sherry: Boa noite- responde com um leve sorriso nos lábios.

Notas finais
Obrigada por lerem até o fim ^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!