Dia Chuvoso

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Espero que gostem, deixem reviews, favoritem e façam uma autora feliz!
Isso é um pouco diferente do que estou acostumada a escrever, espero que tenha ficado bom.

Os olhos castanhos-chocolate se abrem lentamente, sua visão embaçada, seus olhos vermelhos e um pouco inchados. Ela se pergunta o porquê de ter chorado, mas desiste quando imagens da noite anterior vem à sua mente, ótimo, pensa sarcasticamente consigo, seu noivo a traíra com a piranha Lavender. Ela nem o amava tanto quanto parecia, para falar a verdade, achava que somente chorara pela humilhação, ou talvez não. A Granger não sabia bem dizer. Mas ela mesma também não podia falar nada sobre isso, afinal, traía Ron Weasley com seu "inimigo". Soltou uma risada, o ruiva era tão infantil! Por quê começara a namorá-lo, mesmo? Sua cabeça lateja, ela bebera? Oh, sim, agora lembrava-se, depois de ver os dois quase transando no meio de sua sala — e vomitado — foi ao bar em que se encontrava com o amante.

Seu amante, esse pensamento a fez sorrir, devia muito ao loiro. Provavelmente, se não houvessem se conhecido melhor, estaria se afogando nas próprias lágrimas de tristeza, ou teria feito alguma loucura, como matar a vadia Lavender Brown. Por sinal, fazia quanto tempo que não se encontravam? Uma semana? Muito tempo, de certo, pensou a castanha, sorrindo maliciosamente. Achava que já era hora de tirarem o atraso.

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- O quê a fez me chamar hoje? — Pergunta Draco, a puxando mais para perto, seus corpos enrolados em cobertores por ser inverno. A mulher solta uma risada baixa.

- Parece que meu querido noivo me traía com a piranha Lavender. — Fala sarcasticamente, o loiro franze o cenho, confuso, com a raiva subindo lentamente pelo seu corpo, quem aquele animal pensava que era?

- E você não deveria estar chorando? Afinal, você amava o Wesel, não? — Indaga, cerrando os dentes, mas seu tom soando despreocupado e sarcástico, Hermione sorri brilhantemente, ele nunca iria admitir, mas talvez tenha se apegado a sua amante mais do que queria e podia.

- Oh, mas eu chorei. — Fala com um tom divertido, fazendo uma expressão magoada. — Mas parece que eu não o amava tanto quanto parece, acho que chorei mais por orgulho ferido, sabe? — Sorri, o Malfoy lhe sorri de volta, feliz.. — Devo te agradecer, se não soubesse disso provavelmente teria me afogado em lágrimas. — Ele a encara curiosa, com uma ponta de esperança. — Afinal, você me ensinou a ser assim, então... Obrigada — Pontua, beijando Draco, que empurra a esperança para baixo.

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Hermione bate a porta de casa, chamando a atenção do outro que morava ali, ele entra na sala, com uma expressão brava e preocupada.

- Onde você estava? — Pergunta, direto, a morena da um riso sarcástico.

- Por acaso é de sua conta? — Rebate inocentemente, sorrindo largo quando vê as orelhas do ruivo ficarem vermelhas.

- É claro que é! Eu sou seu noivo! Você passa horas fora de casa e tem que me dar satisfações! — Grita, paciência nunca foi seu forte, pensa entediada, revirando os olhos, ela tira a aliança prateada do bolso do casaco e joga aos pés dele, sorrindo cinicamente.

- Você deixou de ser meu noivo quando eu descobri que me traía com a Brown, Ronald Weasley — Fala calmamente, ele arregala os olhos, em choque.

- Como você.... — Ele é interrompido por uma risada fria, a castanha se divertia imensamente com a situação. — Espera, isso é perfume de homem?! — Exclama o ruivo, ela se contém para não revirar os olhos, sério que ele só percebeu agora?

- É meio difícil não descobrir quando vocês estão quase transando no meio da minha sala! — Fala contente, ele a olha estranho — Sim, Ron, isso é perfume de homem, de um homem de verdade — Diz, sorrindo cínica e provocativamente. O Weasley fica vermelho de fúria. E só se ouve um estalo ecoando pela casa vazia. Hermione o olha furiosa, colocando a mão na bochecha que tomava uma coloração vermelha pelo tapa. — FORA! — Berra, dando um tapa na cara do outro e empurrando-o brutalmente para fora, trancando a porta logo em seguida. A mesma sendo esmurrada pelo Weasley furioso.

- SUA VADIA! JÁ VAI DANDO PARA QUALQUER UM, NÃO É?! — Berrava ele, esmurrando a porta de madeira, a castanha se faz de surda. Duas malas são jogadas para fora da casa pela janela do segundo andar.

- Se divirta com Lavender, Weasel! — Diz provocativa ao ruivo, que a olha incrédulo e raivoso.

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Ela observa a chuva caindo lentamente pela janela, uma caneca de café fumegante nas mãos, sentada no sofá, aquecida pela lareira da sala. Hermione suspira, conseguira se livrar de Ron, seus amigos perguntariam, o ruivo com toda a certeza inventaria alguma história, Harry a ouviria. Mas Ginny ficaria furiosa, provavelmente nunca mais falaria com ela. Ela se sentiu mais uma vez agradecida à Draco por ter aprendido a não se apegar muito às pessoas, sorri. Ali estava o Malfoy de novo em seus pensamentos. Por quê ele parecia mais importante do que devia?

Certamente, ela sabia a resposta, apenas não a queria admitir. Ele era apenas seu amante. Esperava que essas palavras se tornassem verdade. A campainha soa, ela larga o livro que não lia, e abre a porta, dando de cara com a pessoa que ocupava seus pensamentos. Sem dizer nada, ela lhe dá passagem para entrar, ele se senta em uma poltrona bem em frente à lareira, elas se senta de volta no sofá.

- Soube o quê aconteceu. — O Malfoy quebra o silêncio confortável que se estabelecera. — Parece que Harry acha que Astoria pode ajudá-la. — Riu-se, sendo acompanhado pela Granger, apesar de ela não gostar de mencionar a mulher do outro. — Agora, me conte o quê realmente aconteceu. Acho que você ter agredido o Wesel sem motivos, desfeito o noivado e atirado suas coisas pela janela não é a verdade. — Ela riu, incrédula, sério que caíram nessa história?

- Bem, não é toda uma mentira, eu bati, sim, no Ron, e joguei suas coisas pela janela. Mas eu tive motivos. — O loiro já ria. — Nós começamos a discutir quando cheguei em casa, então eu terminei com ele. Aí ele sentiu o perfume de homem. Ele ficou furioso, me bateu, eu me irritei, bati nele e o tranquei fora de casa e joguei as coisas dele pela janela. — Narrou, o Malfoy parou de rir, sua expressão se tornou sombria, ela sabia bem que ele não gostava de Ron, e fazer isso, era demais. — Você não irá fazer nada. — Fala lentamente, colocando as mãos nos ombros de Draco que já se levantava. Ele bufa e cruza os braços. Eles voltam ao silêncio, mas esse sendo desconfortável.

- Sabe... Eu adoro dias chuvosos. — Hermione quebra o silêncio, voltando a observar a janela e tomando um pouco de seu café. — Me fazem pensar, esse em especial. — Olha o loiro, ele encarava a chuva.

- Astoria pediu divórcio. — Confessou, a castanha morde os lábios, mas relaxa quando Draco sorri. — Disse que se apaixonou por outro. Nós dois concordamos que seria o melhor. — Ele sorria, parecia verdadeiramente feliz, o que fez a Granger involuntariamente retribuir o sorriso. — Eu também me apaixonei por outra.

- E? — Pergunta ela apreensiva, triste, tudo bem que nunca iria admitir, mas realmente se apaixonara pelo Malfoy, seus toques, suas manias, seus defeitos, sua personalidade. Tudo nele a atraía, e agora não admitiria para ninguém, afinal, ele se apaixonara, teria alguém que não seria ela.

- E ela também está solteira, terminou com o namorado hoje. E quer saber? Ele é um filho da mãe, nem sei porquê ela começou a namorar ele. — Hermione arregala os olhos, em choque, mas sorri.

- Acredito que nem ela saiba porquê começou a namorar um idiota. Aí ela se apaixonou por alguém, e ele a pediu em casamento, por quê no inferno ela aceitou? — Continuou, o Malfoy sorriu sem graça.

- Por quê o amante dela a convenceu. — Admite, mordendo os lábios.

- E quem negaria algo para quem está apaixonado? — Pergunta, ele a encara e se levanta.

- E agora o idiota que a convenceu a se casar está pedindo ela em namoro — Os olhos castanhos se arregalam, ela sorri e o abraça fortemente. — Suponho que isso seja um sim? — Ela ri e Draco a beija intensamente.

- Sabe... Eu amo dias chuvosos.

Notas finais
Espero que tenham gostado =)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!