Diários de uma vida sem esperança
3 Capítulo 3 Rumo novo vida nova
Notas iniciais
No momento em que eu coloquei a Santana na parede não aguentei falei tudo e um pouco mais.
– Não aguento mais, você me humilhando, sua lésbica, isso mesmo gente! – nem acreditava, finalmente estava falando de igual a igual com a Santana. – Acreditam gente, essa pessoa é lésbica eu a vi beijando a Brittany umas semanas atrás.
– Que provas você tem?
– E você que provas você tem?
– Essas!
Eu olhei aquelas supostas fotos de eu beijando o professor de matemática, mas tava bem claro que era montagem, só queria saber como ela conseguiu fazer aquilo, não querendo julgar, mas na minha escola, ou são bonitos, ou inteligentes, bem provável que Santana Lopez subornou os “nerds” burros com revistas PLAYBOY da mãe dela.
– Mas como?Você não vai se dar bem SATAN...NA.
– Vamos parar com os apelidos ofensivos que essa é minha praia, e te respondendo, não, não vou me dar mal, porque se essa foto chegar à mão do diretor e no do coitado do professor de matemática. Como ele pode ficar com você?
–Mas...
– Mas nada, continuando... A única opção pra você será a expulsão.
– Mas foi você que fez.
– Isso mesmo, eu fiz, mas só você que sabe.
– Mentira a Mercedes também sabe, aliás, ela estava aqui comigo o tempo todo.
– Sério? Nem percebi. Mentira, com esse tamanho todo não tem como não perceber. E como vocês, uma garota gorda que fede a CC e um garoto que nunca tirou a fantasia de halloween do Prince desde que nasceu poderão fazer contra mim? Uma linda e adorável líder de torcida.
O pior é que tudo aquilo que ela falou era realidade, como eu e a Mercedes poderiam vencer a garota que todos gostavam, mesmo sendo um nojo. Até o diretor e os professores idolatrava ela.
– O que eu te fiz?
– Olha porcelana a verdade é que eu tenho inveja de você.
– Sério?
– Claro... Que não – E ela começou a rir tanto como se aquilo que ela acabou de falar fosse uma piada – Nos vemos depois da aula porcelana. Beijos – Ela me da um beijo no rosto da forma mais falsa possível e foi pra sala de aula.
Fiquei olhando o relógio da sala e fiquei pensando varias e varias vezes o que a Santana disse e como aquilo acabaria comigo durante todo o período escolar. De repente escuto a radio da escola e dizendo que era pra eu ir pra sala do diretor foi tipo: ”Kurt Hummel, por favor, vir pra minha sala agora você e Santana Lopez”. No momento eu fiquei em estado de choque e fiquei pensando “ E agora o eu faço?”
Chegando à sala do diretor vejo a Santana sentada na frente dele e de costa pra mim e pareciam que eles estavam conversando fazia um bom tempo.
– Licença.
– Toda Kurt pode entrar. – Diz o velho desdentado e estranho da minha escola, mas todos o adoram, pois ele é o maior bobão. – Fiquei sabendo de uns boatos relatados pela Santana e gostaria de saber se é verdade.
– Mas que boatos? – Eu sabia que boatos eram esses, mas não falaria que eu sabia logo de cara não sou tonto como muitas pessoas na escola pensam de mim. – Eu não estou sabendo de nada o que aconteceu?
– Santana pode contar pra ele tudo o que aconteceu. – Deu para perceber na fala dele que ele queria rir, mas só não riu por “respeito” a mim.
– Então Kurt, eu queria dizer que tem umas fotos rodando pela escola.
– Sério que fotos são essas?
– Kurt para de se fazer de desentendido a Santana já me contou o que você fez. — Alguma pessoa falou isso, mas quem?Quando olho pra traz e vejo que é o professor de matemática, nossa, penso pra mim mesmo “agora ferrou”. – Como você pode fazer isso comigo?Você é o melhor aluno da minha sala nunca tive problemas com você. Por que Kurt? o que será que pensaram de mim?O que será que estão pensando de mim agora?
– Mas eu não fiz nada, eu juro.
– Mentir é feio Kurt, conta logo a verdade. – Diz a Santana fazendo de tudo pra tirar eu daquela escola.
– Mas eu estou contando fala logo Santana o que você fez.
– Pra deixar bem claro diretor não tenho nada a ver com isso.
–Nossa como você é sínica.
– Olha Sr.Hummel não é bom pra você ficar ofendendo na minha sala porque a sua situação de acusações esta cada vez pior.
– Ah, ta bom e agora? – Eu pergunto já sabendo da resposta.
– Desculpa, Sr. Hummel, mas com todas as provas que a Santana viu no seu armário e nos mostrou, mostra que você não tem lugar nessa escola, infelizmente é isso.- Mas que provas são essas?Na verdade não tentei me argumentar porque com certeza ninguém acreditaria em mim.
Após essa conversa eu me senti mal de ter de sair da escola, mas só pela a minha amiga Mercedes que agora ficará naquela escola sozinha com todas aquelas pessoas más e de mau caráter. Quando ela soube que eu iria embora e eu não iria mais ter aula lá, ela começou a chorar ela foi a única pessoa que se preocupou comigo porque as outras pessoas estavam quase implorando pra mim ir o mais rápido possível. Eu saí por aquela porta pra nunca mais voltar, agora vou ser outra pessoa em outro lugar.
No caminho de casa vejo que algumas pessoas estão me seguindo pareciam pessoas de outra escola , mas eu nem olhei pra traz corri o mais rápido pra minha casa e vejo que todas as minhas coisas estão jogadas no chão.
– O que minhas coisas estão fazendo no chão e pra que aquelas malas?
– Filho, você vai morar com a sua tia.
–Não, por quê?- eu comecei a chorar e peguei na mão do meu pai, e incrivelmente ele não estava bêbado é primeira vez que eu vejo sóbrio desde que eu nasci. – Pai, eu te amo não vou te deixar sozinho..
–Não eu prefiro. – ele larga a minha mão e começa a pegar as minhas roupas e colocar nas malas.
–Mas, por quê?
– Porque não consigo olhar na sua cara e dizer que você é meu filho, eu sinto vergonha de ser seu pai,e não quero olhar na sua e lembrar que você é...
– Pode falar pai, GAY.
– Isso gay.
– Então tá já que é isso que o senhor quer. – Eu dou um abraço bem forte nele e percebo que ele está chorando. – Pai você ainda vai ter orgulho de ter eu como filho.
– Você pode fazer um ultimo favor pra mim?
– Sim, claro. – NESSE MOMENTO ELE ME ABRAÇA E PEDE DESCULPA POR TUDO QUE ELE FALOU, eu queria que acontecesse isso, mas eu acho que sonho de mais o que ele deve falar não deve ser tão ruim quanto as coisas que ele já falou.
– Não me chame mais de PAI.
– O Sr que sabe, ta bom. – Eu saio e vou embora pra casa da minha tia,mas antes começo a chorar na porta de casa e deixo a minha chave debaixo do tapete do lado de fora e vou, e penso “como será na casa da minha tia Sue, não deve ser pior do que eu já sofri aqui, RUMO NOVO VIDA NOVA...
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