Notas iniciais
flores do meu jardim, finalmente o grande dia chegou....Bonnie e Damon juntos... aleleuia
p.s: desculpem os erros
bom ai esta o capitulo completamente Bamon.

PVO Bonnie


– Então, pronta pra ir?


– Eu não sei se devemos realmente ir Damon. – Ele arqueou a sobrancelha confuso. – Não podemos abandonar Meredith e Matt. – meu peito doía só em pensar em abandona-los numa circunstancia com esta, afinal todos nós estávamos em perigo, eu não podia simplesmente fugir para outro lugar enquanto que meus amigos ficam a mira desse louco do Klaus.

Damon se aproximou de mim e sentou-se a beira da cama fitando os meus olhos.

– Escuta Bonnie, eu sei que você não quer abandonar seus amigos. Sei o quanto importante eles são pra você e também sei que você faria de tudo pra protegê-los, eu sei disso por que você já fez loucuras pra provar isso. – Ele sorriu sem humor, era incrível como sua voz tinha o poder de me acalmar. – Mas assim como você é capaz de fazer de tudo para que nada aconteça a eles, eu sei que eles também são capazes disso. – Com esse comentário eu não pude deixar de escapar algumas lágrimas fujonas que insistiam em cair. Damon passou seu polegar no meu rosto limpando-as, senti aquele local esquentar só por esse pequeno contato.

– Mas Damon, eu tenho medo de algo de ruim acontecer a eles. – Falei tentando reprimir mais lágrimas.

– Eu não queria dizer isso, mas eu sei que você sabe que de todos que estão aqui, você é a única que corre mais perigo, afinal... Desculpa dizer isso, mas... Você acabou de matar a companheira do maldito hibrido. Que por sinal eu tenho que agradecer por isso, por que se não fosse por você, ruivinha, eu não estaria aqui com você. – Damon sorriu. Quando ele me relembrou o que eu tinha feito, senti meu coração sendo massacrado, poxa eu nunca havia se quer matado uma misera mosca, e de repente eu mato um ser humano. – Você sabe que eu tenho que te tirar daqui. Eu não sei o quão importante aquele bruxa era importante pra Klaus, mas eu prefiro não arriscar sua segurança aqui. – Eu assenti.

– Tudo bem. – Sussurrei olhando pra ele, que por sua vez deu um beijo no topo de minha cabeça.

– Acho melhor você fazer sua mala. Não leve muitas coisas, só o essencial. Enquanto isso vou avisar à Meredith e Matt.

Depois que Damon saiu do meu quarto fui atrás de uma mochila que eu tinha e guardar algumas roupas. Bom, eu não sabia para onde ele estava me levando e nem quanto tempo ficaríamos longe daqui, mas mesmo assim resolvi levar apenas cinco pares de roupas, quatro três conjuntos de peças intimas e , o mais importante, o diário de Honoria e o grimório de minha avó.

Enquanto arrumava minhas coisas percebi que Damon tinha razão. Minha vida estava em risco, assim como a de Damon, embora ele não tenha sido responsável pela morta daquela mulher, com certeza Klaus o acusaria também e tentaria mata-lo. Eu estava muito mal pelo que eu fiz, mas com certeza eu mataria mil vezes se fosse preciso para salvar a vida de Damon. Vê-lo daquela forma tão indefeso com uma estaca apontada bem no seu coração me tirou todo sentido e se não fosse pela voz de minha avó, eu acho que não teria conseguido salva-lo. Mas ao mesmo tempo que eu sabia que tinha que sair daqui, meu coração se apertava só em imaginar Meredith e Matt sozinho aqui. Tudo bem que minha amiga é uma caçadora quase imortal, mas mesmo assim era duro deixa-la e não poder ajudar.

Uma hora havia se passado desde que Damon havia ido ao apartamento de Meredith. Eu já havia terminado de preparar minhas coisas e apenas fitava o horizonte azul pela minha janela. Eu via as pessoas passando e me perguntava se algumas delas tinham uma vida tão conturbada como a nossa. Acordei de meus devaneios ouvindo batidas leves na porta.

– Bonnie, posso entrar? – Meredith perguntou hesitante.

– Mas é claro que sim. Entre. – Eu sorri amarelo para ela. Assim que entrou no meu quarto ela correu até a mim abraçando-me forte e eu a retribui. Essa demonstração de cainho só aumentou mais a vontade que eu tinha de chorar.

– Ah Bonnie, Damon nos contou tudo. Eu sinto muito amiga, sei que deve ter sido uma coisa terrível pra você ter que tomar uma atitude como aquela. – Ela se afastou de mim me encarando. — Mas ninguém te repreende Bonnie. Você tinha mesmo que fazer o que fez.

– E faria de novo. Quantas vezes fosse preciso para salvar as pessoas que amo.

– Eu sei. – Ela sorriu. Fez-se silencio por alguns segundo e ela continuou. – Eu e Matt estamos voltando pra Fell’s Church. – Arregalei os olhos.

– Como é? – Como assim voltar a Fell’s Church? Ali seria um dos primeiro locais que Klaus iria assim que descobrisse que eu não estava mais em Blacksburg.

– Damon disse que era melhor irmos pra lá e tentar achar mais alguma coisa contra Klaus.

– Mas Meredith, lá é muito perigoso. Lá tem aquele negocio de ser o encontro das linhas de Poder e com certeza Klaus vai pra lá.

– E eu estarei esperando por isso, pode ter certeza. – O olhar dela ficou sombrio e vago, como se sua mente não estivesse mais aqui. Eu já tinha ideia do que se passava em sua cabeça. A recordação de seu irmão, Cristina Sulez, ser levado por Klaus, a lembrança de beber o sangue dele a mando do hibrido e o motivo por saber por que ela não era uma simples humana. Eu reconheci aquele olhar, via muito isso em Damon, e era um olhar de vingança...

– ... Eu estarei pronta só esperando por ele. Você não sabe o quanto eu sonhei com esse encontro. Desde o momento que fiquei sabendo que eu tinha um irmão gêmeo e que foi sequestrado quando tinha apenas três anos e de saber que estava sendo criado com, não sei nem se posso comparar a isso, um filho daquele ser desprezível. Mas eu me vingarei Bonnie, pode ter certeza disso. – Dito isso, uma pergunta não saia de minha cabeça.

– Er... Meredith, se... Se por acaso seu irmão... – Não achava as palavras adequadas pra completar a pergunta. Mas ela fez isso por mim.

– Se por acaso ele estiver como o Hibrido? Um monstro assassino com sede de sangue? – Seu olhar ainda era vago. Assenti.

– Ora Bonnie, eu sou uma caçadora... e como uma boa caçadora, tenho que caçar minhas presas. – Disse friamente. Eu nunca, em todos esses anos que a conheço, eu nunca a vi tão fria desse jeito.

– Mas Meredith, ele é seu irmão.

– O que vou dizer me dói muito, você nem sabe o quanto... Mas, infelizmente, ele deixou de ser meu irmão no momento que Klaus o levou. Eu sei que ele não tem culpa, mas agora ele é o braço direito daquele monstro. Ele virou um monstro, e como todo monstro, deve ser morto.

– Desculpe interromper essa linda reuniãozinha, mas Bonnie precisamos ir. O tempo esta passando. – Damon apareceu na porta do quarto.

– Tudo bem Damon, já tínhamos terminado aqui. – Meredith sorriu pra mim, deixando seu ar sombrio e voltando a ser aquela menina que eu sempre conheci. – Não se preocupe Bonnie. Tudo vai acabar bem. – Ela me abraçou mais uma vez.

– Meredith, mudando de assunto... Você e Matt... como estão?

– Nós terminamos. É claro que ele ficou arrasado, mas eu não podia ficar o enganando dizendo que o amava. Não era junto nem comigo e nem com ele. – Ela ficou pensativa. – Mas sabe, eu acho que posso até agradecer esse momento conturbado que está acontecendo com todos estamos passando. – Ela sorriu e eu a olhei incrédula. – Quer dizer, o que eu tinha mais medo era dele não querer não olhar nunca mais na minha cara, mas esses problemas não deixam isso acontecer. Eu adoro o Matt, você sabe, mas como amigo.

– Eu sei. – Sorri de volta.

– Agora vamos antes do vampirão ali entrar no seu quarto e te levar a força. – Era incrível que até nos momentos de tensão ela conseguia fazer piada.

Minutos depois de me despedir de Meredith eu e Damon caminhávamos até sua reluzente Ferrari preta. Ele pôs minha mochila na parte de trás do carro enquanto eu fui para o banco do passageiro. Era incrível como o interior do carro tinha o cheiro dele. Era um dos meus perfumes favoritos, aquele cheiro amadeirado misturado com canela e cravo. Sentir esse cheiro fazia com que um turbilhão elétrico percorresse minhas veias. Só de sentir que ficaríamos um bom tempo juntos uma alegria surgiu no meu perito, uma alegria que eu jurava que não sentiria por um bom tempo. Tudo bem que nós moramos juntos, mas nunca tivemos uma oportunidade para ficarmos sozinhos depois da discussão entre a gente. Talvez Meredith tenha razão, esses momentos conturbados serviam pra alguma coisa.

– Por que ainda não pôs o cinto Bonnie? – Ele me repreendeu dando-me um susto, pois meus pensamentos estavam em outro lugar.

– Desculpe. – Pus o sinto de segurança. – Er... Damon... Pra onde estamos indo exatamente? – Notei que Damon hesitou um pouco antes de responder.

– Estamos indo pra Montana. – Ele riu um pouco não desviando os olhos da estrada. – Para a cidade de Helena, para ser mais exato.

– E por que estamos indo pra lá exatamente? – Perguntei desconfiada.

– Por dois motivos. Primeiro por que é 2672 Km afastado de Virginia. – Ele parou, mas se eu não me engano ele havia dito que eram por dois motivos.

– E o segundo... – O incentivei a continuar.

– O Mikaelson cedeu sua residência a nós. – Ele suspirou. Meus olhos se arregalaram. Como assim iriamos ficar na casa do pai do Klaus? Tudo bem que ele ajudou um pouco, mas mesmo assim eu tinha medo dele. Damon notou meu medo. – Não se preocupe. Klaus não ira pra lá. Lembre-se... apesar de ser pai dele, eles são inimigos. Duvido muito que ele vá pro covil do pai dele.

– Mas eu tenho medo do pai dele. – confessei.

– Não há motivos pra isso, confie em mim, até por que ele não vai esta lá.

Doze horas havia se passado desde que estamos na estrada, o céu já não era mais azul, já havia adquirido o tom dos olhos de Damon fazendo meus olhos começaram a pesar de sono.

– Acho melhor pararmos aqui. – Ele estacionou o carro em frente a um motel de beira de estrada. Pude notar que a faixada esta caindo aos pedaços (n/a: não encontrei palavra melhor para descrever o lugar rsrsrs).

– Desculpe, mas acho que o melhor que encontraremos hoje. – Ele me olhou como se pedisse desculpa por isso. Bufei com isso.

– Como se eu já não estivesse em locai piores. – Lembrei-me do “pensionato” que Damon havia me deixado na Dimensão das Trevas. E parece que ele havia se lembrado também.

– É verdade. Isso aqui é cinco estrelas em comparação com o que te deixei na Dimensão das Trevas. – Ele riu e eu também. Ai, ai Damon e suas ironias.

– Damon, mas não precisava ter parado. Eu podia dormir no carro enquanto você dirigia.

– Você acha mesmo que eu te deixaria dormir no carro, por mais lindo e confortável que seja minha Ferrari, por vinte e seis horas e quarenta e quatro minutos em uma posição não muito agradável? – Ele me olhou fingindo- se de ofendido. – Você esta muito enganada bruxinha. – Ele sorriu e piscou. – Vamos, eu prometo que o próximo será bem melhor que esse.

Ele pegou minha mochila pondo no ombro e entrelaçou seus dedos aos meus fazendo com meu coração desse varias cambalhotas. Isso era muito constrangedor visto que a pessoa que estava comigo podia escutar os ruídos mais imperceptíveis que havia.

Caminhamos até a recepção e encontramos um homem magricela, calvo e, digamos que, desprovido de beleza, com as pernas estendidas sobre a bancada lendo uma revista que eu identifiquei como sendo da Playboy. Ele estava tão concentrado no que fazia que não notou a presença de Damon e eu ali. Serio, eu realmente não entendo o que aqueles homens veem em uma revista como aquela.

Acho que Damon, assim como eu, percebeu isso pigarreando logo em seguida. O homem tomou um susto ao nos ver, quase caído se sua cadeira, fechou rapidamente a revista e a escondeu debaixo de uns cadernos. – Como se a gente não tivesse visto. – logo se recompondo e nos encarando com um sorriso estampado no rosto. Damon permaneceu calado e olhou para as pernas do cara franzindo a testa. Imediatamente eu e o recepcionista olhamos para onde os olhos de Damon indicaram e notei que havia um volume bem significante no meio de suas pernas, eu fiquei vermelha como uma pimenta ao perceber isso e logo eu voltei minha atenção a Damon. O homem arregalou os olhos e pôs uma almofada tentando esconder sua ereção.

– Er... Hrum... Em que posso ajudar senhor? – Ele olhou pra Damon e depois pra mim, olhando-me da cabeça aos pés, mas seus olhos demoraram no meu decote. Eu me encolhi sob seu olhar. Não gostei nadinha disso. percebi que Damon também não, pois me abraçou forte.

– Queremos um quarto por uma noite. – Ele disse friamente.

– Desculpe senhor, mas não há vagas. – Ele retirou os olhos de mim e focou em Damon que por sua vez mirou em seus olhos o hipnotizando.

– Acho que você não entendeu. Eu não estou perguntando se há vagas. Eu estou dizendo que eu quero um quarto. – o homem ficou rígido e com os olhos vidrados.

– Tudo bem senhor, eu já volto.

– E limpe o quarto. – Damon disse antes do recepcionista sair. – eu o mataria se nos desse um quarto sujo causado pela “folia” dos outros. – Ele riu de sua própria piada e eu não me contive, ri também, por mais que fosse sem graça, seu sorriso era contagiante. Minutos depois o recepcionista apareceu nos dando a chave de um quarto.

Damon abriu a porta e notei que o quarto era bem simples. As paredes eram todas brancas, havia uma cama de casal que me parecia não muito confortável. A cima dela pendia a imitação de um quadro que parecia ser da era neoclássica retratando uma orgia com três homens e varias mulheres sem roupa. De frente para a cama ficava uma TV nada moderna, um ar-condicionado enferrujado e em uma das paredes uma janela com cortinas.

Depositei minha mochila na cama e separei meu pijama. Fui tomar banho enquanto Damon foi atrás de algo para ele e eu comermos, mas é claro que não comeríamos as mesmas coisas.

No banheiro as paredes continham azulejos que um dia foi branco, mas agora estavam amarelos, um vaso sanitário e um chuveiro. Fui direto tomar meu banho, de todas as coisas ruins dali o chuveiro era o melhor, a água era morna fazendo com que meus músculos recachassem e eu precisava muito relaxar. Despois do banho enrolei a toalha em meu corpo e fui vestir meu pijama, mas algo veio a minha cabeça... essa fuga me pareceu a oportunidade perfeita para eu tentar me reaproximar de Damon. Eu sei que ele ainda me ama, porque a todo o momento ele demostra, mas hoje eu estou determinada a fazer com que ele diga de novo, como ele dizia há alguns meses.

Sai do banheiro e encontrei o quarto vazio. Havia uma bandeja com algumas frutas, omelete e suco de morango no criado- mudo. Esse deve ter sido o meu jantar que ele disse que iria procurar (fico me perguntado onde será que arranjou isso, já que por aqui só tem mato), mas onde ele estava? Peguei o pratinho com omelete e vi que em baixo tinha um papelzinho dobrado. Logo a caligrafia elegante de Damon saltou da pequena folha.

“Bonnie,

Caso você saia do banheiro e não me veja, é por que eu fui atrás de algo para me alimentar... você deve estar surtando agora, mas não se preocupe, excepcionalmente hoje vou optar pela dieta de Stefan.

P.s: Se eu demorar um pouco não se desespere, é por que fui atrás de um banheiro tirar a sujeira que deve ter se acumulado em mim, afinal não tomo um bom banho desde ontem, mas eu duvido que se possa tomar um bom banho nessa espelunca.

Volto logo, D.”

Sorri com o bilhete, pude até imaginar as caras irônicas que ele deve ter eito em quanto o escrevia.

– Tudo bem Bonnie, não há motivos para se preocupar. Você não foi abandonada e nem Damon vai se alimentar de gente. – Tá certo que eu tinha pena dos pobres animais que morriam para matar sua fome, mas antes os animais às pessoas. (n/a: gente não me leve a mal, sou contra a caça de animais, principalmente os fofinhos, mas cá entre nós, alguém tem que morrer para matar a fome do Damon.) – Minha nossa, esse omelete é bom.

Voltei minha atenção em meu pijama e o encarei. O quarto estava realmente quente, já que o ar- condicionado não funcionava, e se eu fosse vesti-lo eu provavelmente passaria mal de tanto calor. Um sorriso sapeca surgiu em meus lábios. Eu nunca fiquei tão grata por um ar-condicionado pifar. Desculpa perfeita.

Ainda enrolada na toalha resolvi deitar-me na cama depois de guardar meu pijama. Eu iria esperar por Damon assim, só de toalha. A cada dia eu me surpreendia ainda mais com migo mesma. De onde havia saído essa coragem toda? Eu não sei, o que sei é que se eu pensar de mais provavelmente a coragem iria evaporar e eu não estava nem um pouco a fim disso acontecer.

Apaguei as luzes e me pus a esperar por Damon. Não precisei esperar muito, poucos minutos depois ele apareceu enrolado em uma toalha branca na cintura, ele estava completamente molhado, seus cabelos ainda mais pretos que nunca por conta da água. Quase fui a loucura quando vi suas costas largas e musculosas. Esse homem realmente não existia, eu nunca vi tamanha perfeição em toda minha humilde vidinha.

– Bonnie, está dormindo? – Sua voz saiu em um sussurro pelo quarto, talvez pensasse realmente que eu estava dormindo e falou baixo para não me acordar. Na verdade eu achava que estava dormindo e tendo um lindo sonho. Aquela voz fez com que todas as minhas sinapses elétricas trabalhassem, borboletas faziam festa no meu ventre.

– Não Damon, estou acordada. – Sussurrei também. Naquela hora minha garganta já estava seca e sedenta por um beijo seu.

– Por que apagou as luzes? – sua voz expressava confusão, não o jugo já que ele sabe que eu morro de medo do escuro, mas hoje eu abri uma exceção.

Porque eu quis te surpreender. – Pensei.

– Quis ver se o sono chegava mais rápido.

– Hum. – Acho que ele não estava todo convencido. – Se importa deu abri-la só para eu me vestir?

– De forma alguma. – Ele acendeu as luzes e percebi que ele quase tomou um susto a me ver deitada na cama apenas de toalha.

– Er... Hrum... Eu voltou já. – Sorri comigo mesma. Uau, se ele gaguejou é porque meu plano esta indo bem, não é?

Segundos depois ele apareceu no quarto vestido apenas uma boxer preta.

– Não vai vestir seu pijama?

– Não, esta muito quente aqui. – E estava mesmo, não sei se pela falta de ventilação ou se por sua presença. Ele assentiu com a cabeça e se deitou ao meu lado e eu o abracei encostando minha cabeça no seu peito.

Algumas horas se passaram e o sono não me veio, tudo bem não estava nos meus planos ele vir mesmo. Dei de ombros. Me levantei com cuidado para não acorda-lo e fui ao banheiro me ver no espelho. Peguei minha escova de dentes na mochila e fiz minha higiene bucal. Dei um jeito nos meus cachos ruivos, que por incrível que pareça estava me ajudando muito estando comportados e tirei a toalha que me envolvia.

Dei mais uma olhadinha no espelho e vi que mesmo com noites mal dormidas eu não estava com olheiras e nem com aspecto de cansada. E suspirei aliviada por isso. Deixei a luz do banheiro acesa enquanto a do quarto permanecia apagada fazendo com que minha silhueta fosse percebida quando Damon acordasse.

Percebi uma movimentação na cama e vi Damon se sentar com as pernas esticadas. Ele pareceu atordoado por enquanto.

– Bonnie, o que está fazendo acordada às duas horas da manhã?

– Não consegui dormir. – Eu ainda estava escorada no batente da porta do banheiro.

– O que voc... – Ele parou de falar abruptamente percebendo os meus trajes, ou melhor, a falta deles. Dei um sorrisinho vitorioso.

Aproximei-me lentamente dele e vi seus olhos me seguindo. Cada vez que me aproximava meu coração batia mais forte ainda. Sentei-me ao seu lado e encarei aqueles olhos negros que ardiam como fogo.

– Oi Damon. – Sussurrei tentando soar sedutora.

– Oi. – Ele sussurrou tão baixo que quase não ouvi. Depois ele deu um sorriso torto, o sorriso que tanto amo e me deixa louca, aquele sorriso sedutor que só ele sabia fazer. – Esta tentando m provocar Bonnie? – Sua voz fez caricia quando pronunciou meu nome deixando-me quase no estado de sanidade.

– Por que acha isso?

– Não sei, diga-me você. – É, parece que ele estava gostando do joguinho. E eu também.

– Tudo bem, se não gostou eu me visto. – levantei-me e fui até minha mochila. – Afinal, quase esqueci sua promessa. – Fingi indiferença ao lembrar-lhe da promessa que havia feito a mim de nunca mais me tocar, mas algo me dizia que essa seria a primeira vez que ele quebraria sua palavra.

– Quer saber, foda-se a porcaria da promessa.

Ele se levantou e veio até a mim e retirou o pijama de minhas mãos. Virou-me de encontro a ele e me beijou de uma forma dura e forte como se encontrasse água no meio do deserto, e é claro eu não resisti a isso. Embrenhei meus dedos naquela floresta negra que é seu cabelo e o puxei para mais perto. Damon me prensou contra a parede evitando que eu fugisse. – Está certo, como se isso fosse acontecer. – percebendo que eu já estava ficando sem ar ele resolveu descer seus beijos pelo meu pescoço dando vários chupões e arranhando suas presas no mesmo. Não precisa nem falar o quanto eu fiquei excitada. Damon ficava em duvida se deixava suas mãos na minha cintura ou na minha bunda. Pude sentir seu desejo no momento que ele me prensou mais ainda contra a parede me fazendo pensar se ela era forte o suficiente pra nos aguentar. Damon pegou minha perna e pôs em seu quadril e logo em seguida pus minha outra perna enrolando-a em sua cintura.

Ele me conduziu, ainda sem partir o beijo, até a cama e me deitou docemente. Nossos olhos se encontraram quando ele deixou minha boca que agora, eu tinha certeza, que estava vermelha. Vi seus olhos brilharem num misto de confusão, luxuria, desejo e amor. Eu fiquei completamente deslumbrada com o brilho desses olhos. Damon sorriu pra mim docemente e retribui o sorriso. Seus lábios se encostaram aos meus bem gentis e calmos, mas não deixando de ser profundo, aos poucos o beijo foi ficando mais intenso e mais quente. Suas mãos passeavam por todo o meu corpo deixando eletrizado as partes por onde me tocava. Seus lábios foram mais uma vez para o meu pescoço e foram subindo até minha orelha mordendo o lóbulo em seguida fazendo-me arrepiar por completo.

– Eu te amo. – Sussurrou deixando-me extasiada.

– Eu sei. Mas queria que me dissesse. – Ele me olhou de forma divertida.

– Sua humildade me comove. – Brincou.

– Aprendi com o melhor. – Sorri e dei um selinho demorado nele. – A proposito, eu também te amo. Muito. – de repente fiquei seria.

– O que foi? – Ele ficou preocupado.

– Isso é uma injustiça. – fingi que estava indignada.

– O que? – Ele estava confuso.

– Eu estou como vim ao mundo e você ainda esta vestido. – Fiz biquinho. Ele deu uma risada gostosa.

– Não seja por isso, meu amor. – ele se levantou e retirou sua boxer. E ficou me fitando como se estivesse me adorando. Minhas bochechas ficaram irrigadas de sangue, fiquei com muita vergonha do seu olhar que parecia que podia ver minha alma. Percebendo isso seu sorriso ficou maior ainda.

– Adoro quando você fica vermelha. Combina com seus cabelos. – Ele ainda estava em pé.

– Ai Meu Deus Damon. Para com isso. To morrendo de vergonha. – Cobri meu rosto com as mãos.

Senti suas mãos retirando as minhas que estavam no rosto e fitou-me.

– Você sabe que não precisa ficar com vergonha.

– Eu sei, mas quando você olha pra mim parece até que quer ver minha alma. – Confessei para ele que gargalhou.

– E quero mesmo, e chego a pensar que consigo mesmo. – Ele falava enquanto dava leves beijos no meu pescoço me levando ao céu.

– É? Como ela é?- Perguntei ofegante.

– É a alma mais linda que já vi em toda minha existência. – Não havia mais nada a ser dito depois disso.

Ele me beijou quase arrancando todo o folego que eu ainda tinha enquanto que uma de suas mãos ficava em minha nuca aprofundando o beijo, a outra ia de encontro a minha intimidade. Damon começou a massagear meu clitóris fazendo com que eu gemesse em seus lábios, e aos poucos foi aumentando a velocidade. Eu já não sabia se eu gemia, se o beijava ou chamava seu nome. Fui pega de surpresa quando um de seus dedos me penetrou fazendo com que eu mordesse com um pouco de força seus lábios carnudos. Senti Damon introduzir outro e começou a me masturbar, aumentou a velocidade quando percebeu que eu estava perto de atingir meu ápice e quando eu cheguei la gritei seu nome sem nenhum pudor. Ele retirou seus dedos de lá e os lambeu. Deixando-me perplexa e extasiada.

– Você é deliciosa. – Sussurrou no meu ouvido fazendo meus pelos se arrepiarem.

Eu literalmente vi e senti o paraíso e ele tinha nome e sobrenome. Damon Salvatore. Eu queria lhe proporcionar o mesmo prazer que ele havia me dado. Eu sabia de uma maneira, mas isso me deixava envergonhada, já que eu não tinha pratica nisso. Mas deixei minha vergonha de lado.

Ajoelhe-me na cama e o fiz deitar na mesma olhando-me pervertido. Dei pequenos selinhos em seus lábios e fui descendo pelo pescoço, peito, abdômen, demorei um pouco mais no seu umbigo fazendo com que seus músculos se contraíssem e desci um pouco mais até chegar a sua virilha. Peguei seu pênis e comecei a masturba-lo bem lentamente. O ouvi gemendo meu nome e isso me deu mais ganas em continuar. Dei um beijinho na base de seu membro e fui subindo os beijos até sua glande. E quando cheguei lá ele se contraiu mais ainda. Era incrível ver como, de certa forma, eu também tinha poder sobre ele. Antes eu achava nojenta essa coisa de sexo oral, mas eu estava completamente enganada, senti-lo em minha boca era uma sensação maravilhosa. Era tão macio quanto veludo. E o melhor, era saber que eu tinha meu próprio pirulito com sabor Damon. Aumentei a velocidade de minhas estocadas e senti Damon aumentar a velocidade dele indo contra minha boca.

– Por... Favor... Para, eu não... Não vou aguentar. – Ele ofegou.

E eu parei de imediato. E me pegou rapidamente e me pôs contra a cama ficando em cima de mim. Deu-me um beijo luxurioso e me penetrou sem dó e nem piedade. Senti uma pequena dorzinha pela força que ele penetrou, mas logo foi substituída pelo prazer assim que ele começou os movimentos. Foi aumentando a velocidade das estocadas fazendo- me gemer incontrolavelmente de forma vergonhosa. Mas eu não ligava. Ele tentou me beijar, mas as tentativas foram frustradas porque estávamos concentrados de mais no prazer que começava aparecer no meu ventre. Foi ai que eu cheguei no orgasmos fazendo-me relaxar mais na cama, mas Damon não parou continuou as investidas e se curvou sobre meus seios chupando-os e mordendo-os me fazendo gemer mais ainda e logo eu atingi meu terceiro orgasmo só naquela noite que foi seguido pelo dele. Ele caiu sobre mim e me beijou agora mais calmo. E foi subindo pelo meu pescoco distribuindo leves beijinhos ate que eu senti minha pele sendo perfurada, quase gritei pelo susto, mas logo a sensacao de prazer me atingiu novamente fazendo-me quase ter um quarto orgasmo. era maravilhosa a sensacao de Damon me perfurando e sugando meu sangue... Tudo bem, isso soou meio que masorquista, mas que era bom isso era.

– Eu... te amo tanto. Você nem sabe o quanto. – Ele disse. E vi a sinceridade em seu olhar me dado vontade de chorar. Retirei alguns cabelos que cobriam seu lindos olhos e respondi.

– Não tanto quanto eu. – Ele gargalhou e deitou-se ao meu lado me puxando para deitar sobre seu peito e acariciando minhas costas.

– Eu duvido muito. – olhei para ele e recebi um Celinho bem demorado. Ele pegou seu pulso que estava livre e mordeu mandando eu beber seu sangue. no inicio eu recusei, mas ele insistiu tanto que eu cedi a isso me deliciando com seu sabor da forma mais pura que ha'... diretamente de sua veia. Era um sabor inigualavel.

– Acho que chaga meu amor. — Ele falou e eu soutei seu pulso.

– Mas tava tao bom. — Reclamei.

– Eu sei. — Meu deu um selinho. — Eu sei que sou gostoso. — Com essa gargalhamos. mas eu nao tinha dulvidas, ele era mesmo gostoso.

– Nossa como esta calor. – Ele reclamou. Eu ri.

– Pensei que vampiros não sentissem calor ou frio.

– E não sentem. Pra você ver o que faz em mim. Mas o que você acha de nos refrescarmos no banheiro. Poderíamos fazer algumas coisas por lá. – Ele sorriu malicioso.

– Eu adoraria, meu amor, mas podemos deixar pra mais tarde. Você acabou comigo. – Ele gargalhou mais ainda.

– Tudo bem passarinho, mas é melhor se acostumas, por que vai ser dai pra pior. – ele deu um beijo na minha cabeça e eu comecei a sentir o sono chegar. Não vi mais nada, só pude ouvir uma voz bem ao fundo.

– Durma bem meu amor. Não deixarei nada te machucar. – Era inevitável pensar que somos um casal um pouco estranho. Afinal não é todo dia que se vê uma bruxa e um vampiro juntos sem querem se matar, mas quem disse que eu estava ligando pra isso? Não mesmo

Notas finais
fiz um momento hot... gostaram? ta legal?
espero q sim
bjs