Diários Do Vampiro - Entardecer
29 Entre a Cruz e a Espada
Notas iniciais
espero que gostem
beijinhos
PVO Bonnie
- Descobrimos como matar Klaus. – Meredith respondeu.
- Com a Adaga de Clarenphelten. – Todos nós respondemos. Tanto eu, como Elena, Meredith, Damon e Stefan. O que me deixou confusa. Eles já sabiam como matar? Como?
- Como vocês sabem? – Meredith perguntou. Certamente pensando o mesmo que eu. Damon e Stefan se entreolharam como se não tivessem certeza se deviam ou não contar.
- Michael Mikaelson foi nos procurar perguntando por Katherine e ele acabou nos contando.
- Espera... Quem é esse Michael? – Perguntei.
- O pai de Niklaus. – Damon respondeu-me.
- Katherine já havia falado sobre ele, se não me engano. – Meredith falou.
- Verdade. – Elena concordou.
Nesse momento a campainha soou. Fui ver quem era. Assim que abri a porta deparei-me com Eric. Ele estava com as mãos nos bolsos de sua calça jeans escura e vestia uma polo vermelho que contrastava com sua cor de pele morena. Parecia que ele estava perdido em seus pensamentos.
- Eric? – Perguntei assustada. Na ultima vez que o vi foi na festa de Damon, ou seja, ontem, e ele havia me roubado um beijo de uma forma bem bruta.
- Oi Bonnie. – Ele me fitou nos olhos. Suas orbitas esverdeadas transbordava uma espécie de sentimento de culpa, mas não de arrependimento.
– O que quer aqui? – Perguntei confusa. Olhei pra dentro do apartamento preocupada se Damon havia sentido a presença dele, quando dei de cara com seus olhos negros nos fitando. É claro que ele havia notado que Eric estava aqui. Afinal vampiros tem audição bem sensível.
- Vim me desculpar pelo o que ocorreu ontem na festa de seu amigo. – sai de casa e fechei a porta.
- Tudo bem Eric. Só prometa que isso não ira se repetir. – Ele pôs o indicador no queixo parecendo pensar sobre o assunto.
- Desculpe Bonnie, mas eu não posso prometer uma coisa que não sei se posso cumprir. – Ele parecia sincero. Minha nossa, eu estava em uma situação bem complicada. Eu gostava de Eric, gostava de esta com ele, mas não o amava como amava Damon. Se Eric não pode prometer se comportar, eu , infelizmente, tinha que me manter distante dele, embora não quisesse, mas era preciso.
- Eric, me parte o coração ter que dizer isso, mas... – Ele me interrompeu pondo seu dedo em meus lábios.
- Por favor, não me diga que temos que nos afastar. Eu não suportaria isso.
- Mas não posso prometer ser mais que uma amiga pra você.
- Por que não? – Ele parecia inconformado.
- Por que... Porque é outro que amo. – Admiti a ele. Eric suspirou.
- É ele, não é? Damon? – Ele sussurrou. Eu apenas assenti. – Bonnie, você merece alguém melhor que ele. Eu pude notar só naquele dia, que o sentimento não é reciproco. – Bufei. Essa é boa. Como ele pode ter certeza de uma coisa dessas? Ele nem o conhece, ele não conhece a profundeza dos nossos sentimentos. E por mais que Damon tenha errado, eu sei que ele me ama.
- Não diga uma coisa dessas, você não o conhece. Você não sabe o que ele sente por mim. – Essa conversa estava me irritando;
- É? E por que não estão juntos agora? – Ele me desafiou.
- É uma longa história. – E põe longa nisso.
- Tudo bem Bonnie, me desculpe mais uma vez. Eu só não quero ficar longe de você. Eu aceito ser apenas seu amigo. – Disse tristemente.
- Tem certeza de que ficara bem em ser meu amigo? – Perguntei desconfiada.
- Tenho. Não se preocupe. – Notei que Eric forçou um sorriso.
- Ok. Eu também não quero ficar longe de você. Você é uma ótima pessoa.
- Tudo bem, agora pode ir pra casa. Notei que tem visitas. Até amanha.
- Até. Boa noite. – Nos abraçamos e cada um foi para um lado. Senti-me mal por Eric. Ele é uma ótima pessoa, um excelente amigo, mas infelizmente o que sinto por ele não é o mesmo que ele sente por mim.
- Quer dizer que seu amiguinho é caidinho por você? – Damon me abordou assim que passei pela porta de casa.
- Estava ouvindo atrás da porta? – Perguntei indignada.
- Você sabe que não preciso ouvir pela porta para saber o que estavam falando. Se não se lembra minha audição é muito boa. – Ele falou com aquele tom de sempre, ou seja, bem irônico.
- Bonnie, liguei pra Ric e Matt para virem e contarmos o que aconteceu. Eles estão tão envolvidos nisso quanto a gente. – Elena apareceu na sala me livrando dos interrogatórios de Damon.
- Certo. – Desviei minha atenção pra Elena. – Vou preparar alguma coisa pra comermos. – Quando estava indo pra cozinha vi Damon olhar pra mim e fazendo uma expressão como se dissesse que nossa conversa ainda não tinha acabado.
Alguns minutos se passaram e Matt apareceu seguido por Alaric. A tensão na minha residência aumentou quando Meredith apareceu na sala e deu um selinho carinhoso em seu atual namorado Matt. Ric a olhou com reprovação. Imagino o que ele sentiu, o mesmo que eu quando vi Damon e aquela outra mulher na festa dele. Depois de todo o lanche que preparei acabado e toda historia contada, Alaric se levantou e ficou andando de um lugar para outro pela sala.
- E o que vamos fazer? – Ele perguntou.
- Esta na cara que alguém tem que ir para a Dimensão das Trevas e procurar essa Adaga. – Meredith respondeu com desdém.
- Eu nunca estive lá, mas algo me diz que não é um lugar pequeno e procurar algo por lá não é fácil. – Ao que parece Ric não se importou com o tom de minha amiga.
- E não é mesmo. É bem grande. Tenho certeza que vai ser como procurar uma agulha no palheiro. – Elena falou pensativa. – Ainda mais quando não sabemos como é essa Adaga.
- Eu sei como é e sei onde encontra-la. – Todos olharam pra Damon que parecia esta se lembrando de algo.
- Você sabe? – Stefan perguntou. Damon assentiu.
- Foi com ela que consegui sair daquele inferno e vir pra cá. – Quando ele disse isso senti um frio na espinha e uma agonia, só de imaginar Damon preso naquele lugar sem saber como sair de lá, do desespero dele, foi aterrorizante pra mim. Fui a cozinha beber um copo de água. – E eu sei exatamente onde essa coisa esta. – Não estava gostando do rumo daquela conversa.
- E onde está? – Stefan perguntou exasperado.
- Em uma planície que fica no reino de uma princesa chamada Andrômeda. Ela morreu, mas seu irmão continua lá, eu acho. Eu o conheço, tenho certeza de que ele me emprestaria.
- Tudo bem, e quem vai até lá? – Matt perguntou.
- Não esta na cara, Mutt? Eu irei. – Damon respondeu com um sorriso irônico.
- O QUE? – Entrei na sala exasperada. Eu não podia deixar Damon voltar pra lá, não para o lugar que quase foi morto. Eu não podia ter a incerteza se ele estava vivo ou não. Eu não suportaria isso de novo. – Não, você não vai. – cheguei bem perto dele e apontei meu indicador no seu peito.
- Tenho que ir ruivinha. Eu sou o único que sabe o local exato da Adaga. – Ele virou as costas para mim, ignorando-me completamente.
- Se você for eu irei também. – Todos olharam pra mim como se eu fosse louca. Tudo bem, eu era sim, eles sabiam disso, visto que eu já pulei agarrada a Damon no portal que levava ao Mundo Subterrâneo. – E você sabe que eu falo sério. – Ele se voltou a mim e arqueou a sobrancelha.
- Ela tem razão Damon. Eu vou. – Stefan disse. Damon bufou.
- Você não sabe onde esta.
- Você me dirá.
- Não Stefan, você não vai. É perigoso. – Elena falou.
- Elena, eu tenho que ir. Não vou deixar meu irmão voltar lá. Ele quase morreu. Não posso o deixar voltar lá. – Stefan falava como se só houvesse ele e Elena no âmbito.
- Se você for, eu vou também. — Minha amiga falou birrenta.
- Esta louca Elena, você não vai. Não deixarei. Com disse, lá é perigoso. – Stefan estava branco.
- Meu amor, eu estive lá mais vezes que você. Eu sei andar por lá. Sem mim, você estaria em desvantagem. – Olha, eu tinha que admitir, quando minha amiga colocava uma coisa na cabeça ela pior que eu.
- Olha, tenho que admitir, ela tem razão. Com ela você teria mais chances. – Ric concordou. – E além do mais, eu irei com vocês.
- Como é que é? – Agora foi a vez de Meredith. – Você não esta falando sério.
- Estou sim. Eu irei com eles.
- Não Ric, você nã... – Ela começou a falar, mas Alaric a interrompeu.
- Não adiante Meredith, eu irei, esta decidido. – Meredith correu em direção ao quarto, algo me diz que ela estava chorando. Ric apenas suspirou. Matt foi atrás de minha amiga.
- Então está decidido, Stefan, Elena e eu vamos à Dimensão das Trevas e traremos a Adaga de Clarenphelten pra acabarmos com aquele hibrido idiota.
-Eu ainda acho uma loucura vocês irem. Eu tenho que ir. Conheço aquele lugar como ninguém. Eu sei me adaptar ali, vocês não. Qual a experiência que vocês têm? Stefan foi lá duas vezes, sendo que na primeira estava preso e nada viu o que se passava por perto; Elena também foi duas vezes e na primeira se meteu numa tremenda confusão que fez com que todos os seres mais poderosos de lá a odiassem e Alaric, bom, esse nunca esteve lá.
Já ouvirão aquela expressão “estou entra a cruz e a espada”? Pois é, estava naquela situação. Não queria que Damon fosse porque não queria correr o risco de perdê-lo de novo. Mas também não queria que meus amigos fossem, era muito perigoso pra todos eles.
- Damon, você tem que parar de querer salvar todos nós o tempo todo. Deixa a gente fazer isso também. – Stefan tentou fazer brincadeira da situação, mas ninguém achou graça. Todos estavam apreensivos, até Damon. Era difícil vê-lo assim.
- Agora só temos mais um problema. – Ric disse e todos os encaramos. – Como vamos pra lá. Pelos estudos que fiz durante algum tempo, só dá pra ir lá com alguma passagem feito com alguma esfera estelar ou alguma passagem que já esteja abeta.
- Damon, lembra-se daquele saco cheio de esferas que você me deu na ultima vez que estivemos na Dimensão? – Ele assentiu. — Eu as trouxe comigo, não sei por que, mas trouxe. E estão no pensionato em Fell’s Church.
- Acho que estamos bem servidos de portais que nos leva pra lá. – Ric disse animadamente.
- Mas isso só resolve uma parte do problema de vocês. – Damon ressaltou. – Como pretendem voltar?
- Não se preocupem com isso, arranjaremos um jeito. – Stefan respondeu. Damon bufou, balançou a cabeça negativamente e saiu do apartamento. Fique preocupada. E se ele arranjasse uma forma de ir pra Dimensão sem ajuda.
- Não se preocupe com ele. – Stefan parece que leu meus pensamentos.
- Tenho medo, e se ele for pra aquele lugar sem ajuda alguma e escondido da gente?
- Ele não faria isso. Até por que ele prometeu que iria proteger você, não? Ele não te abandonaria assim. – Stefan tentou me acalmar, se voltou pros outros e disse. – Temos que voltar a Fell’s Church e pegar as esferas.
- Ok. – Elena disse. – Você ficara bem Bonnie?
- Sim, vou ficar, mas vocês tem que me prometer de que também ficarão bem.
- Ficaremos. E votaremos com a arma pra acabar com aquele maldito. – Ela sorriu.
- Certo, enquanto estiverem lá, Damon, Matt e eu vamos tentar rastrear Klaus. – Falei abraçando minha amiga.
- Se quisermos voltar logo temos que ir agora. – Ric disse.
- OK. Tchau Bonnie e se cuida. – Elena sussurrou no meu ouvido.
- Se cuide também Elena. Boa sorte pra vocês todos. – Nos despedimos e foram embora. Notei que Alaric não se despediu de Meredith.
PVO Elijah
Sai de Fell’s Church já com as informações de que precisava para achar a vampira Katherine. A Sra. Flowers disse que ela havia ido à outra cidade do estado de Virginia junto com os irmãos Salvatore, a cópia e mais dois humanos. Se eu conheço bem Katherine, imagino que ela não esteja mais lá, já que vive fugindo de um lugar a outro. Mas eu tinha que ir a essa cidade para achar os vampiros irmãos e saber do paradeiro dela, não pelos motivos de antes de acha-la e entrega-la a Niklaus, ao contrario, para protegê-la dele.
Assim que cheguei a Blacksburgfui logo à Universidade onde os vampiros, a bruxa, a cópia e os humanos estudavam, a tal Sra. Flowers havia dito a mim que eu podia encontra-los por lá.
Acho que havia encerrado a aula pela manhã visto que havia humanos espalhados por todo lugar que eu olhasse. Alguns conversando assuntos banais, outros com fones grudados no ouvido, outros dormindo na grama encostando-se às árvores. Percebi que muitas garotas olhavam pra mim com ar sedutor, assim como mulheres adultas com alianças nos dedos e alguns homens também olhavam pra mim ou com expressão de fúria – por eu estar roubando a atenção de muitas mulheres que ali estavam presentes – ou de desejo. Realmente esses humanos me tiravam a paciência. Eles só pensão em sexo ou algo relacionado.
Fui caminhando em direção a uma garota que estava apanhando uns livros que havia derrubado. Ela não havia notado eu me aproximando dela. Apanhei um caderno e a entreguei. Ela olhou para minha mão que estava com o caderno e lentamente foi subindo o olhar até meu rosto. Céus, humanos são tão previsíveis.
- Bom dia, sabe onde eu posso encontrar Stefan Salvatore? – Perguntei a garota. Demorou um pouco para me responder. Estava completamente extasiada.
- Er... Bom... – Ela gaguejou. Isso me tira os nervos. – Não, eu não sei. Ele não apareceu por aqui hoje, mas você pode se informar com a secretaria do curso dele. – Suas bochechas estavam vermelhas, ela não me olhava. Quase tive vontade de rir.
- Você sabe qual o curso dele? – Perguntei friamente.
- Medicina. – Ela sussurrou.
- Obrigado. – Sorri e pisquei pra ela que por sinal, virou um pimentão de tão vermelha que estava.
Caminhei até o bloco de medicina e fui falar com a secretaria, esta me disse que ele não apareceu em nenhuma aula de hoje, mas disse que ele estava residindo em um prédio que ficava pertinho do campus. Fui em direção ao prédio. Entrar não foi difícil já que usei minha compulsão no porteiro que me disse qual era o andar do vampiro. Toquei a campainha e ninguém atendeu, toquei de novo, mas a resposta foi a mesma, ou seja, nenhuma. De repente senti um cheiro familiar que vinha do andar de baixo. Tomei o elevador e cheguei ao andar a baixo do Salvatore. Parei em frente a porta que vinha o cheiro e ouvi vozes vindo de lá. Essa voz também era familiar. Era a da bruxa ruiva. Como era mesmo o nome dela? Bonnie.
Esperei alguns segundos depois que toquei a campainha até que a garota de cabelos de fogo veio atender a porta.
- Elijah? – Ela me olhava com os olhos arregalados com um misto de confusão e medo. – O que... O que quer aqui?
- Não tenha medo Bonnie, não é você que estou procurando desta vez. – Sorri ironicamente pra ela. – Posso entrar?
- Acho melhor não. Sinto muito. – É claro que ela não iria deixar, já que a ultima vez que nos vimos eu a sequestrei e obriguei-a a ressuscitar Katherine.
- Tudo bem, só quero saber se Stefan esta aqui.
- Ele não esta. O que quer com ele? – é incrível como humanos são curiosos.
- Tenho certeza de que ele sabe onde Katherine esta.
- Não, ele não sabe. Na verdade ninguém sabe. E é melhor mesmo ela ficar bem longe. – Era impressionante a quantidade de inimigos que a vampira tinha.
- A senhora do pensionato disse que a vampira veio com eles para esta cidade.
- A Sra. Flowers? – Ela pareceu confusa.
- Sim.
- Ela disse que estávamos aqui? – A bruxa arqueou a sobrancelha.
- Sim.
- É impressionante como não podemos confiar em mais ninguém. – Ela falou mais pra ela que pra mim.
- Então, sabe ou não sabe onde ela esta?
- Não. Não sabemos. – Quando eu ia saindo ela me chamou. – Elijah, o que quer com ela? Quer dizer, você ainda esta trabalhando pra Klaus?
- Não. Eu vim protegê-la dele. Não posso deixar que ele consiga o que quer.
- E o que ele quer? – Eu sabia que aquilo não era curiosidade, era perguntou para se prevenir, afinal, ela estava envolvida com isso até o pescoço.
Contei a ela o que ele queria. Achar Katherine, fazer com que ela diga onde se localizava os caixões, sequestrar Bonnie e Elena. Forçar a bruxa a fazer um feitiço para romper os laços sanguíneos dele e dos nossos irmãos. Depois nos matar e se tonar a “coisa” mais poderosa do mundo. Bonnie também me contou que meu pai apareceu e que foi procura-los dizendo que pretendia matar Niklaus e disse que também sabia de uma arma que poderia fazer isso. Eu insisti para ela dizer o nome dessa arma, mas ao que parecia, ela não confiava tanto quando dizia que confiava em mim.
- Elijah. – A ruiva me chamou quando eu já estava saindo. – Boa sorte. – Ela sorriu.
- Obrigado. Boa sorte pra vocês também. – Sai e fui a procura da vampira.
PVO Katherine.
Depois do barraco no restaurante com a bruxa irritante fiquei escondida para saber o que ela queria falar com os outros. Eu não sou burra ao ponto de ir embora sem saber o que a idiota da bruxa iria dizer. E fiz bem em ficar. A ruiva falou alguma coisa sobre um tal diário e um tal grimório que estavam escondidos em seu apartamento. Sai de lá o mais rápido possível depois disso. Corri com minha velocidade até o apartamento dela. Não foi difícil abri-lo, persuadi o porteiro que me deu a chave de lá. Procurei em todos os âmbitos o diário de Honoria. Eu sei que Klaus ficaria interessado em tê-lo. Eu me lembro de Honoria, e tenho certeza de que o hibrido também se lembrava dela. Esse diário seria uma carta me minha manga, o trunfo de que eu precisava para me manter sã e salva.
- Maldita bruxa, onde será que ela escondeu a porcaria desse diário? – Perguntei depois de vasculhar em todo lugar. Baguncei tudo, não estava nem ai se ela encontrasse a casa assim.
De repente ouvi ruídos na porta, desisti de procura-lo momentaneamente e corri para que ninguém me visse ali. É, com certeza a bruxa iria ter um susto e tanto ao ver seu preciosa apartamento todo revirado.
-Tenho que achar um meio de descobrir onde esse diário está. Mas como? – Me lembrei de algo, ou melhor, alguém que pode me ajudar. – Já sei.
Roubei um telefone de um cara e disquei um numero já conhecido. Deu apenas dois toques e ele atendeu.
- Quem é? – Christian falou do outro lado da linha. Parece que ele não estava nos seus melhores dias.
— Saudades moya lyubovʹ? (meu amor – russo) – Perguntei maliciosamente.-Katherine? O que quer? – Já falei como amo o sotaque russo?
- Ai amor, por que acha que eu quero algo? – Fiz charminho.
- Katherine, amor, no dia em que você ligar pra mim sem ser por interesse todos os vampiros vão virar vegetarianos literalmente. – Ele gargalhou muito alto. Tinha que admitir, ele me conhecia muito bem.
- Você me conhece muito bem, não é?
-Pode ter certeza, e aos poucos te conheço ainda mais. – notei que ele falou de maneira ambígua. – Mas o que quer?
- Preciso de sua ajuda, como deve ter imaginado.
- Que seria...
- Achar algo bem valioso.
- Tudo bem Katherine, estarei em três dias ai. – Ele desligou. Olha, me surpreendi, foi fácil de convencê-lo.
[...]
- Então Katherine, que coisa tão valiosa é essa que me fez atravessar os Estados Unidos todo? – Christian apareceu no bar onde marcamos. Ele estava realmente muito sexy, mas não tanto quanto os dois Salvatore.
- Lembra-se de Klaus? – Perguntei depois que dei um gole em minha tequila.
- Niklaus Mikaelson?
- Sim.
- O que em ele? – Ele chamou o barman pedindo o mesmo que eu.
- Sei de algo muito importante que pode nos proteger dele.
- Que seria? – Ele recebeu sua bebida e se virou pra mim.
- Acho melhor conversarmos em outro lugar. – Disse maliciosamente pra ele. É claro que eu iria contar, afinal Christian é o melhor rastreador que conheço, mas antes estava sentindo falta de algo que só pode ser resolvido com o sexo oposto. Sexo, muito sexo vampiresco.
Christian me conduziu até um beco de uma ruela, estava muito escuro, mas assim como vampiros tem uma ótima audição, temos também uma ótima visão, então não foi problema.
O vampiro me empurrou contra a parede e começou a beijar meu pescoço e dar várias mordidas gostosas. Senti-me excitada com isso. Agarrei seus cabelos com força e pus uma perna ao redor da cintura dele. Ele não era o melhor no quesito de sexo, mas também não era de se jogar fora.
- Tenho uma surpresa pra você lyubov (amor) – Sussurrou no meu ouvido.
- Humm... Surpresa? – Gemi ainda não liberando a boca dele.
- Sim.
- Vou gostar? – Perguntei.
- Depende. Gostaria de me ver? – percebi que a voz não era mais de Christian e sim de outra pessoa, que por sinal conhecia muito bem. Era a voz de David. A última vez que o vi foi dois dias antes do roubo dos caixões de Klaus. Como ele me achou? Ele estava com Christian? Mas eles se odiavam. Como podem estar juntos? Isso me deixava confusa, e uma coisa que não gosto é de me sentir assim. Olhei pra Christian, confusa, esperando que ele me dissesse algo.
- Enato amor, gostou da surpresa? – Ele me olhava com perversidade. Virei-me pra David fingindo gostar da “surpresa”.
- David, meu querido, quanta saudade. -fui até ele e dei uma lambida nos lábios dele.
- Eu também estava com saudades. – Ele pôs uma mão em minha cintura e a outra na minha nuca. – Queremos fazer uma coisa interessante com você.
- Interessante é? – Perguntei maliciosa. Estava começando a gostar a surpresinha.
- É. — Christian se aproximou de nós. O russo começou a acariciar minhas costas e dar beijos no meu pescoço de novo enquanto que David beijava-me arduamente.
- Humm... Sexo a três. Gostei. – Todos nos rimos.
- Não querida. Faremos uma coisa bem melhor que sexo. – David soltou minha boca. Arquei a sobrancelha. O que seria melhor que sexo? Tomar sangue? Com certeza.
- O que é então? – Senti uma fisgada e uma dor infernal em minhas costas. Olhei pro meu peito e vi a ponta de uma estaca de madeira. Inferno! Christian havia me apunhalado pelas costas literalmente. Olhei pra eles suplicado por minha vida.
- Mata-la. – Christian sussurrou em meu ouvido. E logo David acertou-me com outra estaca na minha barriga. Não sei nem descrever a dor, era como se estivesse rasgando-me ao meio.
- Por... Que... Porque estão... Fazendo... is... Isso? – Minha pergunta saiu entrecortada pela dor.
- Por quê? Quer fazer as honras em respondê-la, David? – O Russo perguntou.
- Com todo prazer. – Ele fez uma reverência exagerada e continuou. – Sabe quem veio me procurar esta semana? – Não respondi. – Mikaelson. Michael pra ser mais exato. – Arregalei meus olhos ou ouvir o nome daquele caçador. – Sabe o que ele queria de mim? – Permaneci calada, apenas sentido a dor das estacas. Senti outra estaca atravessando meu corpo. Olhei em direção a dor e vi que perfurava minha cocha. Gritei com a dor. – Saber onde eu escondi a porcaria dos caixões, ele me ameaçou dizendo que eu sabia onde eles estavam por que eu a ajudei a escondê-los. Mas nos dois sabemos de uma coisa... eu não te ajudei porra nenhuma. – Ele pegou outra estaca e cravou em minha outra cocha.
- Parem, por favor. – Supliquei chorando.
- Acha que temos pena de você? Deixa eu te dizer uma coisa. NÃO, não temos pena de você. – Christian falou gritando. – Mas não terminamos ainda. – Ele sorriu pra mim. – Depois de David ter sido visitado por Michael, eu também fui. Ele me fez a mesma pergunta. E sabe por que ele me procurou? Porque você disse a David que EU tinha te ajudado a roubar os caixões. – Ele pegou vidrinho com um liquido e derramou no meu rosto. Era verbena.
- Ahhhh... – Gritei mais ainda.
- GRITE DOCE KATHERINE, NINGUÉM VAI OUVI-LA. – David gritou com os braços abertos enquanto vi Christian se aproximando com uma estaca para enfia-la em meu coração.
- Não teria tanta certeza. – Uma voz soou pelo beco.
Eu sentia tanta dor que não vi quem havia chagado, mas consegui distinguir sua voz, uma voz que eu tentei fugir por tantos anos... Uma voz pertencente a Elijah. Não sei se ficava feliz por ele atrapalhar os planos de David e Christian ou se desesperada de medo por que eu sei que depois dali eu serei levada a seu terrível irmão hibrido.
- Como ousa nos atrapalhar? – David perguntou. Pelo jeito ele não sabia quem era ele.
PVO Autora.
Elijah arqueou a sobrancelha, não estava acostumado com a ousadia dos outros, mas ele pode perceber que o tal vampiro não sabia quem era ele. Por outro lado Christian saia muito bem e por saber disso estava com muito medo, pois ele sabia do que o Original era capaz.
- Er... David... – Christian aproximou-se de David pondo a mão em seu ombro, tentando alertar o colega. David se esquivou da mão dele e continuou falando.
- Não vê que estamos ocupados?
- Ora, ora, ora... Mas o que temos aqui? Dois vampiros idiotas. Um tão idiota por não saber com quem esta falando e o outro idiota por seu um covarde. – Elijah disse se aproximando dos dois. – Se eu fosse vocês iriam embora enquanto estou dando chance.
- E por que eu sairia correndo com medo de você? – David se aproximou do Original ficando a pouco centímetro de distancia. Comparando a altura dos dois, David era um pouco maior que o Original.
- Eu sei muito bem quem você é Elijah, mas não é por causa disso que eu irei fugir como uma maldita vampira que todos nós conhecemos. – O russo sentia medo, mas não queria mostrar pro Original o que sentia, mesmo ele tendo certeza de que sabia sim. Christian odiava fugir de suas brigas, mesmo sendo perigosas e sabendo que perderia a vida, ele não consumava fugir de uma luta. Elijah bufou e deu uma gargalhada.
- Resolveu ser corajoso agora russo? Pois bem, não fuja e me enfrente. Mas depois não diga que não avisei.
Enquanto o Original discutia com o russo, David chegou a Elijah atacando-o pelas costas. Katherine iria gritar, avisando seu “salvador”, mas a dor que sentia era tanta que não saia nada de sua garganta. Mas Elijah não precisava ser avisado, ele sentiu a presença do outro vampiro se aproximando por trás. Quando David estava próximo dele, o Original se virou abruptamente ficado cara a cara com David que foi pego por ele e arremessado para o outro lado da ruela onde deu de encontro com o muro. Christian aproveitou a distração de Elijah tentou dar um soco nele, que este se esquivou pulado por cima do russo e torceu seu pescoço. Neste momento David se recompôs e ao seu lado havia um caixote de madeira. Este quebrou o caixote e pegou uma peça bem afiada, e com desespero correu em direção ao Original acertando seu coração. Mas para a surpresa de David, o Original não virou cinzas ele continuou parado encarando-o e rindo de sua cara. David não entendeu por que o vampiro não havia morrido.
- Deixa eu te dizer uma coisa. – Elijah disse puxando a madeira de seu coração. – Originais não morrem tão fácil assim. — David entrou em desespero quando ouviu o nome “Original”, pois se era um, era por que tinha algum laço com Michael. Elijah pegou a madeira, que estava em sua mão, e enfiou no coração de David que ficou cinza e cheio de veia aparecendo caindo morto no chão.
Virou-se pra Christian, que estava se levantando.
- Onde esta o David? – Christian perguntou com medo da resposta do Original.
- Acho que deveria se preocupara com você e não com os outros. Ainda pode fugir se preferir. – Christian não pensou duas vezes e saiu correndo. Elijah se aproximou de Katherine e sussurrou. – Desculpa. – Pôs uma das mãos em uma estaca que estava cavada na vampira e puxou rápido. A vampira se contorceu de dor. Elijah mirou no vampiro e arremessou a estaca que perfurou em cheio seu coração. Não era do costume do Original dar mais de uma chance a alguém. Voltou- se a Katherine e retirou as estacas restantes que havia nela, pegou-a no colo e a levou a um lugar mais seguro pra ela.
Notas finais
beijinhos e até o proximo capitulo
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