Notas iniciais
oi meus amores, desculpem a demora, me perdoem mesmo. tive alguns problemas com o computador, mas ja está tudo resolvido :) espero que gostem do capitulo amo vocês.

POV Alaric

Depois de passar por inúmeros corredores, alguns que nos levaram a becos sem saída, conseguimos em fim sair daquele túnel claustrofóbico e fomos direto para a direção oeste da Dimensão das Trevas, assim como Damon havia falado que encontraríamos o Bruc, o novo regente do lado Oeste da Dimensão.

Uma coisa que eu nunca falei sobre a Dimensão das Trevas é que aqui é diferente de tudo que eu já havia visto. E olha que eu já presenciei muitas coisas e em muitos lugares assustadores. Eu já havia pesquisado muitas coisas sobre esse lugar quando estava fazendo meu doutorado, mas estar aqui me faz ter uma sensação que nunca experimentei na vida, tampouco consigo descrevê-la direito. É um misto de excitação, medo e alegria. Sinto-me como uma criança que conseguiu entrar em seu livro de terror favorito. (n.a: não achem estranho, crianças podem gostar de coisas de terror, eu, por exemplo, J).

Aqui tudo era estranho, as pessoas, se é que posso chama-las de pessoas, trajavam-se com roupas do século XVI. As mulheres vestiam vestidos com inúmeras camadas de tecido, já os homens com suas cartolas e bengalas. Nas ruas não se passavam automóveis. Percebi que os meios de locomoção eram por cavalos e predominantemente por thurg.

Mas de todas as coisas, o que mais chamou minha atenção foi o céu. Acho que fazia mais de dois dias que estávamos presos aqui e o céu não havia mudado de cor uma única vez, não ficou azul celeste com na manhã e nem escuro como a noite, só... Laranja, para ser mais exato, um vermelho alaranjado. Era com se o tempo estivesse preso em um constante entardecer. O que fazia esses habitantes – que não passavam de bruxas, vampiros demônios e alguns humanos, os quais eram escravos — não se perderem no tempo era um relógio central que ficava na praça, mas se não existisse isso, não tenho ideia de como iriam distinguir os dias e as noites.

Percebemos que assim como no outro lado da Dimensão das Trevas, estávamos chamando a atenção desses seres por nossas vestimentas. E para afastar essa atenção toda Stefan deu a Elena e a mim pulseiras simples de plásticos que simbolizava a escravidão e a submissão. Além da pulseira, também deu a Elena um capuz que escondia sua identidade, visto que ela era uma procurada pelas as forças superiores.

– Tudo bem por enquanto. Temos que achar o palácio de Bruc. – Stefan falou.

– Se é que ainda é o regente daqui. – Falei olhando para os lados. – Ao que parece o tempo aqui corre com uma velocidade diferente a nossa realidade. Não duvido nada ter passado uns 5 anos.

– Quinze anos, para ser exata. – Elena falou pensativa. – Nunca irei me acostumar com essa diferença de tempo. Passa voando.

– Para quem está fora daqui você quer dizer. Tenho certeza de que esses dois dias que passamos aqui foram só algumas horas desde que saímos do pensionato. – Falei.

– Você está certo Rick. – Despois que Stefan falou, começamos a andar a procura do Palácio.

– Você acha que o novo Rei nos dará a Adaga? – Elena perguntou depois de um tempo.

– Na verdade Bruc não é Rei. Ele é um príncipe. Por que quem é o verdadeiro governante deste lugar é Lúcifer, ele nunca daria a chance de outro governar seu “reino”. – Stefan falava. – E respondendo a sua pergunta, eu não tenho certeza.

– Ele ajudou Damon a sair daqui não foi? Talvez ele nos ajude também. – Falei.

– É, mas Damon não saiu com a Adaga. – Retrucou Stefan.

– Não, mas se ele conhece Damon e o ajudou talvez ele nos empreste. Não ficaremos com ela, é só emprestada. – Tentava a todo custo me convencer do que eu disse.

– Tomara que esteja certo Rick. Precisamos muito dessa Adaga. – Elena falava.

Estávamos andando pelas ruas quando ouvimos gritos e uma multidão de gente se aglomerou num local próximo ao nosso. Elena se adiantou e seguiu a multidão para ver o que ocorria e logo atrás fomos Stefan e eu. Quando chegamos lá, presenciei uma das coisas mais deplorantes de toda minha vida. Um homem coberto de músculos chicoteando um garotinho que a meu ver não passava dos 4 anos de idade.

– Isso é para você aprender a não roubar mais minha comida seu moleque desgraçado. – O homem voltou a bater no garoto que chorava copiosamente.

Eu não podia deixar isso acontecer, não tinha sangue de barata. Onde já se viu, um homem daquele tamanho batendo em um criança? Mas isso não iria ficar assim mesmo. Eu estava indo em direção ao pescoço daquele desgraçado quando senti uma mão no meu ombro me impedindo. Era Stefan.

– Não Alaric. Não vá. – Ele sussurrou.

– Stefan, o que esse homem está fazendo é doentio. Não posso deixar isso acontecer.

– Se você for até lá e interromper essa punição, só estará prejudicando ainda mais a situação do garoto e a sua. – Ele me alertou.

– Stefan está certo. Lembro-me de quando estive aqui com a Bonnie, Meredith e Damon, vimos Lady Ulna ser espancada e ela estava gravida, fui defende-la achando que estava fazendo o bem para ela, com eu era escrava de Damon, segundo as leis daqui, Damon tinha que me punir por ter defendido ela. Recebi chicotadas dele em praça publica e Lady Ulna também. Sorte que depois disso o “senhor” dela não a queria mais e Damon a comprou junto a seu marido que também era escravo. – Elena falava nostálgica. Enquanto Stefan a abraçava.

– Damon te agrediu Elena? – Percebi que Stefan estava com centro franzido e de mandíbula apertada.

– Não se preocupe. – Elena abraçava de volta seu namorado.

– Como não me preocupar? Ele te bateu, e você não me disse nada Elena. – Ele estava muito alterado, mas não repreendo, se estivesse em seu lugar, acho que o mataria quando chegasse a encontrar com ele.

– Shh. Fale baixo, meu nome é proibido aqui, não se esqueça. – Elena advertiu e continuou falando. – Se Damon não fizesse isso, o homem que se sentiu ofendido é nos espancaria no lugar dele. E tenho certeza de que não pouparia força.

– E... Meredith viu isso também? Digo, as agressões? — Perguntei?

– Viu sim Rick. – Elena olhou para mim.

“Meu Deus, minha Meredith presenciou uma cena dessas”! — Pensei aturdido – Como posso tê-la deixado para fazer uma “simples” pesquisa? Eu deveria ter estado com ela aqui, protegendo-a.

Isso agora me levou a pensar nela, no pensionato, esperando um confronto com o irmão e com Niklaus. Ela está correndo muito perigo, visto que ela se pusera na linha de frente da batalha.

– Não se preocupe Rick. – Elena pôs a mão no meu braço percebendo meu desconforto. – Minha amiga é uma mulher forte, preparada para tudo. É assim desde criança. – Ela sorria de forma angelical.

– Me preocupo com ela. Meredith está correndo perigo, ela está louca por uma luta contra o hibrido. – Falei.

– Ela é uma caçadora, uma estrategista. Nunca entraria em uma luta sem medir as consequências. – Stefan tentou me tranquilizar e eu assenti.

POV Autora

Passaram-se algumas horas até os três avistarem um enorme palácio de muros de madrepérolas claras. Eles tinham certeza de que aquele era o tal lugar que estavam procurando.

– Quem vem lá? – O sentinela perguntou da guarita.

– Stefan Salvatore acompanhado de dois escravos. – Respondeu solene.

– O que quer? – Perguntou.

– Uma audiência com o príncipe Bruc.

– Em que consiste essa audiência? – Mas que cara mais chato. – pensou Elena.

– Assuntos particulares. – O vampiro respondeu de forma seca.

– Verei se Vossa Alteza irá recebê-lo. – O sentinela chamou um guarda para transmitir o recado. Minutos depois o guarda voltou e disse:

– Infelizmente se não disser o assunto da audiência, o príncipe não irá recebê-lo.

– Diga-lhe apenas que sou irmão de Damon Salvatore e o que tenho que falar-lhe é um assunto de seu interesse.

[...]

Stefan, Elena e Alaric seguiram o guarda até a porta do gabinete real. Chegando lá o guarda se virou para eles e disse.

– O senhor pode entrar, já vocês dois vão esperar na cozinha.

– De forma alguma. Eles veem comigo. – Stefan falou.

– Não posso permitir a entrada deles. São escravos.

– São MEUS escravos e apenas EU posso mandar neles. E eu digo que eles veem comigo. – O guarda se intimidou com o olhar de poder de Stefan.

– Pois não senhor. – Ele se virou para a porta e bateu na mesma, anunciando sua chegada. – Vossa Alteza, Stefan Salvatore está aqui. – O guarda disse fazendo reverencia.

– Mande-o entrar. – O príncipe deu ordem.

Os três adentraram no gabinete e perceberam que apesar de todo o reino se parecer com um governo monárquico medieval o escritório era bem moderno

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Bruc se encontrava sentado atrás de uma luxuosa mesa negra vendo algo em seu notebook. O homem encontrava-se diferente da descrição que Damon havia dado. Ela estava bem mais velho com cabelos grisalhos, de olhos acinzentados intimidadores.

– Bem vindo Stefan Salvatore. Meu guarda disse que é irmão de Damon. – Bruc sorriu de forma simpática.

– Sim, Vossa Alteza. O senhor se lembra de meu irmão?

– Mas é claro que sim. Ele me ajudou derrotar a bruxa que possuía o corpo de minha irmã Andrômeda. Mas que modos os meus. Sente-se. – Ele apontou para uma poltrona que se encontrava a frente da mesa do príncipe. Stefan sentou-se e os outros dois continuaram em pé. Não era costume os escravos se sentarem juntos aos amos.

– É ele mesmo. – Stefan já estava mais aliviado, pois não precisava explicar de onde Damon o conhecia.

– Meu guarde disse que queria falar comigo um assunto de meu interesse. Em que posso ajuda-lo? – Bruc perguntou interessado.

– Na verdade, não é de seu interesse. – Stefan falava calmamente.

– Não? – Perguntou com as sobrancelhas arqueadas.

– Precisamos mesmo é de sua ajuda.

– E o que posso fazer? – Bruc perguntou.

– Damon me explicou toda a historia da sua irmã e sua, falou também de como conseguiu escapar desse mundo. Ele disse que conseguiu abrir um portal matando uma flor com um golpe de uma adaga denominada de Adaga de Clarenphelten. O senhor se lembra? – Stefan perguntou.

– Sim, me lembro sim.

– O nosso mundo está em perigo. Há uma ameaça muito grande por lá. Um hibrido quer se tornar o ser mais poderoso de lá e escravizar todos os humanos. Só existe uma coisa que pode nos ajudar a derrotar esse monstro.

– E o que seria? – Bruc perguntou, mas já tinha uma ideia do que eles pediriam.

– Precisamos da Adaga para mata-lo. – Elena respondeu e o príncipe a olhou com desprezo.

– Não sei se sabe minha jovem, mas um escravo jamais pode dirigir a palavra diretamente a mim. – O Príncipe a repreendeu.

– Vossa Alteza, nem ela nem Alaric são meus escravos. – Stefan falava apontando para os dois humanos.

– Não? Mas eles estão com pulseiras de escravidão. – Bruc estava confuso.

– Era a única forma de andarmos sem chamarmos atenção. – Stefan falava calmamente. – Mas o senhor pode nos ajudar? Damon disse que a Adaga pode estar com o senhor.

– E está sim. Então deixa ver se entendi. – Bruc se ajeitou na cadeira, juntou as mãos em cima da mesa apoiando os cotovelos na mesma e pôs o queixo sobre os dedos. – Vocês querem a minha Adaga para derrotar esse hibrido que está ameaçando escravizar toda a raça humana? É isso?

– Sim. – Respondeu Elena.

– E como vão devolvê-la a mim? – Quis saber o príncipe.

– Prometo que assim que tudo tiver acabado a trarei aqui e devolverei. – Stefan falou.

– Damon está em perigo?

– Está. Todos estamos. Não duvido nada que depois de Klaus dominar o meu mundo, ele virá para cá também. – Alaric que até então estava calado, respondeu.

– Se Damon está em perigo, podem levar a Adaga. – Bruc retirou a Adaga que estava amarrada a sua cintura e entregou nas mãos de Stefan. – Ele me ajudou uma vez e também irei ajuda-lo.

– Obrigado Vossa Alteza. Traremos o mais depressa possível. – Stefan falou. E logo ele e os humanos se viraram para se retirarem do gabinete.

– Esperem!. – Bruc falou antes de eles se retirarem. – Eu não tenho garantias de que você voltará para devolver-me a Adaga.

– Dou a minha palavra. – Stefan falou franzindo o cenho.

– Os acordos aqui não se baseiam por palavras de confiança Stefan. Os tempos mudaram.

– O que sugere então? – Elena não estava gostando do sorriso que Bruc estava dando. Algo estava errado.

– Pacto de sangue. – Respondeu o príncipe. Fazia muito tempo que Elena não ouvia falar sobre o Pacto de sangue. Na ultima vez que ela ouviu foi Bonnie dizendo que era um acordo muito serio e que se não cumprido resultaria a morte daquele que não honrou o acordo de sangue. Isso fez com que a loira apertasse o braço de Stefan de forma apreensiva.

– Tudo bem. – O vampiro respondeu serio.

– Stefan, não. – Elena sussurrou.

– Tudo bem Elena. Eu vou voltar e trazer a Adaga. – Stefan disse.

– E o que decidiu? – Bruc estava impaciente.

– Eu aceito.

– Que maravilha. – Ele sorriu e pegou a Adaga das mãos de Stefan e fez um corte na palma de sua mão, esperou que Stefan fizesse o mesmo com a sua. Depois de ambas as mãos ensanguentadas, os dois apertaram as mãos selando o acordo entre eles. – Vejo você em alguns dias. – Stefan apenas acenou e saiu com os outros.

Bruc pegou um lenço que estava em sua gaveta da mesa e limpou a mão que estava coberta por sangue. Foi até a imensa janela que a vista dava para os portões do palácio e pode ver os três saindo da forma apreçada pelos portões. O príncipe pegou o sininho que estava em cima de uma estante e sacudiu fazendo soar o som. Imediatamente um guarda entrou em seu gabinete.

– Pois não Alteza.

– Faça com que eles não saiam do reino e os capture. Os quero vivos. – Ele falava sem desgrudar os olhos da janela

– Sim Alteza. – O guarda fez a reverencia e saiu.

– Tenho certeza de que Lúcifer vai adorar o que terei para ele. – Bruc sorriu.

[...]

Bonnie acordou em um lugar totalmente diferente do chalé em que ela e Damon estava hospedados. Ela não se lembrava de muita coisa. Ela abriu os olhos e nada vinha a sua mente, tudo estava escuro, havia um cheiro de umidade muito grande. A ruiva tentou se mexer, mas percebeu que estava impossibilitada, visto que encontrava-se amarrada nas mãos e nos pés. Ela estava deitada no chão frio.

– Como vim parar aqui? – Ela se perguntava. Estava morrendo de medo. A única coisa de que se lembrava era da tarde maravilhosa que havia passado com Damon. – Oh meu Deus, Damon? Onde ele está?

Bonnie ouviu passo se aproximando dela, parecia que a pessoa estava pisando em poças de água, pois fazia muito barulho. Olhou para o lado e viu um trilho estreito e um carrinho que anda em cima dele. A bruxa percebeu que estava em uma mina. O barulho de paços só aumentava e ela ficava cada vez mais apavorada.

– Olha só quem acordou. – Bonnie reconheceu a voz do homem que estava falando. E o viu sorrindo.

– Eric? – Foi então que ela se lembrou de sua visita ao chalé e do chá que ambos beberam.

– Ah, por favor, não me chame de Eric. – Ele dizia com desprezo.

– E... Não é o seu nome? – Bonnie gaguejou.

– Não meu amor. Sou Cristian. – O homem falou com uma voz sedutora. – Adoraria beijar sua mão, mas você está amarrada.

– O que você quer comigo? Quem é você? Por que fez isso? – Bonnie evitava a todo custo derramar uma gota de lagrimas, não queria mostrar que era fraca, mas seu medo era bem maior.

– Bom, eu já disse quem sou. Ou não ouviu? – Ele revirou os olhos. – Não sou eu que quero algo com você, é meu pai.

– E quem... Quem é seu pai? – Cristian deu um sorriso de lado, que antes Bonnie achava lindo, mas agora ela achou apavorante.

– Niklaus Mikaelson. Mas acho que já é familiarizada com ele.

Oh meu Deus é claro. Não é a toa que eu o achava muito parecido com alguém. Ele é o irmão gêmeo de Meredith. – Bonnie pensou. Logo ela sentiu uma estranha sensação de dejavú de quando foi sequestrada por Elijah a mando de Klaus, mas agora ela tinha certeza de que Cristian não iria ser tão complacente com ele.

– Por favor Eric. Não faz isso. Deixa-me sair. – Bonnie chorava muito.

– Não me chame de Eric, porra. Meu nome é Cristian. – Ele gritou fazendo Bonnie se assustar ainda mais. – Ah lindinha, não chore. – Ele passou o polegar pela bochecha da ruiva quase carinhoso, mas Bonnie sabia que era tudo encenação. – você não vai morrer. Não agora. – Ele gargalhou. – Eu sei no que está pensando, “Ele vem te buscar não é mesmo”? – Cristian pegou as bochechas de Bonnie e a apertou com força. – Mas deixa eu te dizer uma coisa, o seu namoradinho, nunca vai te achar. E sabe por que? Por que não sei se percebeu, mas estamos em uma mina abandonada que fica escondida atrás de uma cachoeira. E você sabe, vampiros são fracos em água corrente. O Poder dele jamais te alcançará aqui meu amor. – Dito isso Cristian grudou a boca na de Bonnie e a beijou agressivamente e logo a soltou e saiu.

Bonnie ficou mais apreensiva, percebeu que estava em uma minha e que havia água por perto, mas não sabia que havia uma cachoeira impedindo que Damon a encontrasse. Ela estava perdida.

Notas finais
e ai, o que acharam? dá para o gasto? espero que sim :) espero os comentários de vocês, beijinhos e até o próximo cap.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.