Diários Do Vampiro - Entardecer
3 Ajuda
Notas iniciais
Um presentinho pra vocês.
Depois que minha irmã me disse para procurar ajuda, eu tive que ir, afinal eles não mereciam sofre por minha também.
No dia seguinte fui ao hospital onde uma senhora me indicou a porta que eu procurava. A porta era branca com o nome “ psicanalista” de metal.
Assim que entrei um homem bonito e com aparência jovem veio me cumprimentar com um sorriso na boca cheia de dentes incrivelmente brancos.
- Bom dia! – O homem falou com uma simpatia enjoativa, depois da morte de Damon toda a alegria e toda simpatia do mundo parecia enjoativa pra mim.
- Bom dia! – Respondi com um sorriso falso no rosto. – Minha irmã me mandou vir aqui... Mary, é seu nome.
- Mary? Você é irmã da cantora?
- Cantora? – Não estava entendendo. – Não, Mary, enfermeira. Não lembra dela?
- É porque é assim que a chamamos aqui... é que toda festa de fim de ano ela canta, tem a voz mais linda que eu já ouvi. – Ele falou meio que sonhando.
- Certo. – Falei olhando desconfiada.
- Pode se sentar aqui. – Ele apontou para uma poltrona que mais parecia uma cama. Não falei nada, não podia falar nada. Se eu falace da morte de Damon teria que falar sobre o pandemônio que estava Fell’s Church já que não sabia mentir, então preferi omitir. Já fazia 30 minutos desde que a cessão havia começado e eu não havia aberto a boca para nada.
- Bonnie, faltam só 30 minutos para acabar e voce ainda não disse nada. Não posso te ajudar se não disser nada... não estou querendo te pressionar, mas só quero que saiba que não posso ajudar se não quiser ser ajudada.
- Olha, eu só vim até aqui por que minha irmã pediu, isso não quer dizer que eu vá dizer alguma coisa. – Esse tipo de reação era nova pra mim.
Depois que a consulta terminou fui pra casa. No caminho alguém me chamou. Olhei.
- Bonnie. Como é bom te ver. Faz tanto tempo que não nos falamos. Fui te procurar na sua casa, mas seus pais me disseram que voce estava em uma cessão de psicanalise. Tudo bem com você? – Meredith falou com um tom de preocupação na voz.
- Oi Meredith. Estou bem sim. – Ai como eu odiava mentir... Meredith logo percebeu que eu estava mentindo.
- Tem algo errado com você. Está escrito nos seus olhos inchados. – Assim que ela disse isso fui logo pegando meus óculos escuros que estavam na bolsa e os coloquei em meus olhos tentando disfarçar.
- Como que esta a faculdade? – Meredith e Matt tinham ido pra universidade de Virginia, ela cursava direito e Matt medicina. Elena e Stefan também. Elena estilismo e Stefan letras.
- Está uma maravilha. Só falta você. Sétimos falta dessa ruivinha atrapalhada, complacente e amada por todos. Você sabe, né, que te amamos muito?
- Ruivinha? Era como o Damon me chamava. – comecei a chorara de novo.
- Meu Deus, Bonnie. Voce ainda não superou isso? Faz tanto tempo.
- Meredith, eu adorei te ver, de verdade, mas agora estou cansada. Quero ir pra casa. Também amo muito vocês.
Droga isso já estava chato até pra mim. Não queria mais ficar chorando pelos cantos por alguém que não esta mais entre nós.... Eu tinha que por uma coisa na minha cabeça, não estava mais presente fisicamente, mas estava em nossos corações, em meu coração.
Só havia uma coisa que eu podia fazer e isso implicava quebrar a promessa que fiz a Elena no velório de Damon.
Flashback on.
Estávamos todos chorando, então Elena chamou a mim, Meredith, Stefan e Matt e disse:
- Prometi uma coisa... a ... a Damon. – Falou em meio a soluços.
- O que? – Matt perguntou.
- Prometi que não deixaria ninguém se esquecer dele, nunca.
-Não precisava ter prometido nunca iriamos se esquecer dele, nem que quisesse. — Falei.
- De qualquer maneira quero que me prometam que nunca, jamais se esquecerão dele.
- Prometo. – Todos falaram em alto em bom som.
Flashback off
Antes de ir embora perguntei.
- Meredith, Elena e Stefan estão aqui?
- Sim. Vieram ontem.
- Obrigada. – Falei com um sorriso no rosto. É hoje que essa depressão vai passar.
PDV Stefan
É estranho voltar para Fell’s Church e não encontrar o irritante do meu irmão enchendo meu saco, mas o que eu não daria para tê-lo me atormentando novamente.
Ouvi os passos de Elena na escada. Coitada de Elena estava tao arrasada quanto eu. Não tanto quanto antigamente, mas mesmo assim estava. Claro que voltar pra essa cidade faria voltar os fantasmas do passado obrigando-nos a lembrar de coisas já apagadas.
- Bom dia amor. – Elena disse beijando meu pescoço.
- Bom dia amor. Dormiu bem?
Ela fez uma careta e respondeu
- A medida do possível.
- Não gosto de te ver assim. Talvez voltar a Fell’s Church não foi uma boa ideia.
- Não fala isso Stefan, tínhamos que voltar um dia, além do mais faz 6 meses. Não sofro tanto como antes.
- Nem eu, parece que o tempo esta ajudando muito.
Depois disso, nós demos um beijo calmo e lento que foi interrompido com alguém batendo a porta. Sra. Flower passou correndo entre nós para abrir a porta.
- Minha querida. – Pude ouvi-la. – Entre.
- Bom dia Sra. Flower. A senhora sabe de dizer se Stefan estar? – Ouvi Bonnie falando.
- Sim querida, sinta-se a vontade.
- Obrigada.
Elena assim que ouviu a voz da amiga saiu correndo para abraça-la. Não posso culpa-la por ter me deixado sozinho na cozinha, afinal quem são sentia falta daquela pequena? Fui ver o que ela queria comigo.
- Bonnie, minha nossa, quanto tempo. – Elena falou abraçando a pequena Bonnie.
- Ah, Elena, como eu senti sua falta. – Retribuindo o carinho da amiga. – Stefan! – logo se soltou de Elena e foi me abraçar.
- Ah Stefan, preciso tanto falar com voce. – Ela falou chorando. – Você é minha ultima esperança.
- Tudo bem. – Estava preocupado com ela.
- Elena, minha amiga, você pode nos dar licença?
- O que? – Falou uma Elena confusa.
- preciso falar com Stefan em particular.
Olhei pra ela dizendo que podia ir.
- O que aconteceu Bonnie? – Perguntei assim que Elena saiu.
- Eu pedi para Elena sair porque o que eu vou pedir a você ela talvez não fosse entender e eu não teria coragem se ela estivesse aqui. Não quero que ela me repreenda e nem voce ,por favor.
- Tudo bem, em que posso ajudar?
- Nesses 6 meses, depois da morte de Damon, eu fiquei... fiquei... – Bonnie não conseguia falar, estava começando a chorar.
- Calma Bonnie. Respire e fale devagar.
- Eu estou sofrendo muito Stefan e minha família também pelo meu comportamento. Eles mandaram eu ir procurar ajuda profissional de psicanalista, mas não deu certo.
- Eu não estou entendendo.
- Vou ser bem direta. Quero que você apague minha memória. Não quero me lembrar de Damon, nem que existe vampiros, lobisomem ou alguma coisa do tipo, quero apenas ser uma garota comum. Não quero mais sofrer.
Fiquei em choque com o pedido dela, mas vi que ela estava sofrendo muito.
- sei que deve esta achando que sou uma covarde, que prometi a Elena que nunca se esqueceria dele, mas isso esta dilacerando o meu coração e o da minha família por eu estar assim e o pior é eu não posso desabafar com ninguém.
- Não, eu não te acho uma covarde. Mas voce estava sofrendo todo esse tempo.
- Pra mim a morte dele é como se estivesse sido ontem.
Pensei um pouco e disse:
- Tudo bem. Quero que voce olhe nos meus olhos. Bonnie, sabe que nunca mais se lembrara dele, não sabe?
- Sei sim.
- Ok. Olhe nos meus olhos. Bonnie, não existem vampiros, lobisomens, irmãos raposas, é só uma lenda. Também nunca conheceu Damon.
Ela olhou pra mim e sorriu depois, como se não soubesse o por quê esta olhando tão fixamente em meus olhos.
- Oi Stefan, Meredith disse que chegaram ontem. Nem me ligaram para preparar uma festa de boas vindas. Onde esta Elena?
É pelo jeito, ela esqueceu mesmo tudo que pediu.
- Elenaaaaaa. – Escutava de longe uma Bonnie eufórica, a velha Bonnie de sempre. Droga tinha que chegar primeiro em Elena e contar na velocidade da luz o que aconteceu. Se Bonnie chegar antes de mim, não sei nem o que pode acontecer.
Notas finais
E o Que Elena vai achar da traição da amiga?
isso sao cenas do próximo capítulo
rsrsrsrsrs.
beijossss
Fale com o autor