Notas iniciais
Saudações, humanos. Informamos que o diário dos sonhos está sob nova direção. Mentira, sou a mesma pessoa, mas com uma nova conta. Venho por meio desta me explicar o porquê eu sumi durante quatro anos e o que rolou nesse tempo todo. A quatro anos atrás, meu computador morreu. Primeiro o monitor, depois a cpu desistiram de viver. Junto com meu computador, perdi acesso a muitas contas antigas que tinha. Antes da morte, porém, eu fiz backup dos arquivos em um pendrive. Mas logo descobri que o pendrive em questão também havia me deixado. Ou seja, eu perdi tudo. Perdi capítulos de várias histórias que estavam a ser publicados, artes, arquivos, e as senhas de tudo o que eu tinha. Consegui me reerguer e seguir em frente, recobrando o acesso a algumas contas e criando novas contas nas redes que eu não consegui recobrar o acesso. Porém, ás 1 da manhã de ontem, dia 29 de dezembro de 2021, me veio um sentimento incapacitante de saudade e nostalgia. Eu sentia saudade das histórias que lia e escrevia, queria continuar a postar essa história em específico, mas não tinha o que eu pudesse fazer pois, além da senha, eu havia perdido acesso ao e-mail da minha antiga conta, Balinha de Goma, então não conseguiria ter de volta em minhas mãos o pedacinho de céu que era dividir meus sonhos estranhos com as quatro pessoas que ainda mantém essa história em acompanhamento. Hoje cedo, entretanto, um milagre ocorreu. O burro que vos escreve lembrou a maldita senha. Um problema de quatro anos havia sido resolvido com 3 minutos de raciocínio. Me sentindo estúpido porém aliviado, consegui recobrar essa parte tão tangível da minha infância que pensei ter sido perdida no tempo. Em resumo, o pai agora está no comando novamente e nós iremos prosseguir com a programação normal. Faz tempo que não escrevo aqui no site então não me lembrava que era proibido colocar avisos nos capítulos, então fiquem com um poema meu enquanto isso. Vejo vocês no domingo!

Azul piscina

As ondas do mar que fluem em minhas veias

Calmamente, pacificamente, refletindo a luz do luar

As que escorrem de meus olhos como envenenadas cachoeiras

Belo, grotesco, meu corpo se entrega ao mar

Translúcidas águas que escondem suas profundezas

Real, subjetiva, impossível de se medir

Aquele que se atrever a mergulhar e buscar suas belezas

Numa procura tão incansável, onda de incertezas por vir

Sereno, confuso, sem saber o caminho a seguir

Relativamente incerto em suas ondas oscilantes

Intenso, profundo, mergulhando em sua sina

Gigante em sua magnitude, em sua água dançante

Hesitante, paciente, com sua água cristalina

Todo o ar sendo arrancado de seus pulmões em um instante

Sem ar, no mar, em seu azul piscina

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.