Diário de viagem
8 Enquanto isso, na casa de Matt..
Notas iniciais
Na casa do canadense, Francis rebolava alegremente enquanto tirava uns bolinhos do forno, cantarolava uma música que tocava no PC de Matthew em cima da mesa. Alfred estava no banho, tentando inutilmente abafar o som daquela música em francesa. Ainda se perguntava como seu tímido irmão gostava daquele loiro pervertido, a mente de Matt era meio complicada de se decifrar, realmente não fazia sentido. Resmungou qualquer coisa e saiu do Box enrolando a toalha na cintura, a música mudara.
– Rendez-vous, rendez-vous, rendez-vous
Au prochain règlement
Rendez-vous, rendez-vous, rendez-vous
Sûrement aux prochaines règles
Francis tirou as luvas e pegou o saco para enfeite, escolheu o bico certo para começar. Alfred botara uma camisa preta e uma bermuda jeans, procurava as pantufas de gato e nada de encontrar, achou que o francês pudesse estar com eles, mas no caminho encontra seu irmão as usando.
–Oh desculpe, é que eu confundi. – as tirou e deu ao outro.
–Tudo bem… o que o pervertido está fazendo com toda essa música?
–Ele está preparando uns bolinhos, nada de mais.
Alfred suspirou e foi sentar no sofá, não tinha nada para fazer, quando era assim ele costumava passar horas e horas a fio nos seus amados videogames, mas como as emprestou para Gilbert…
.x.
Levantou com pesar e foi até a cozinha pegar uma lata de refrigerante. O francês tirava o avental, tinha um desenho enorme de uma folha de bordo em vermelho no centro, e ofereceu um bolinho para o loiro ao seu lado, Matt corou e agradeceu.
–Eu vou comprar refrigerante. – resmungou ao ver a geladeira cheia de garrafas com xarope de bordo, vinho e uma enorme torta de maçã, presente de Elizabeta, sim, presente.
Matthew se viu desprotegido, afinal, sem o irmão ali o outro poderia ataca-lo. Sua mão foi puxada levemente, e quando foi abraçado é que pode sorrir. Gostava do carinho e atenção que o outro lhe oferecia, pensando nisso eles foram sentar no sofá para assistir a um filme.
.x.
Após certo tempo, Francis dormia todo espalhado pelo sofá e ainda em cima do canadense; Matthew tentava se afastar um pouco desse grude, até porque as suas pernas já estavam dormentes faz alguns minutos. Aos poucos foi se levantando, forçando o corpo do loiro a virar, demorou um pouco, mas conseguiu ficar de pé; ao menos foi o que ele quis, pois, não sentiu os membros inferiores e quase caiu se não tivesse se agarrado ao braço do sofá. Suspirou, ficou escorado ali até o sangue voltar a circular direito pelas pernas e enfim poder desligar a Tv e levar o francês para o quarto de hospedes.
.x.
Saiu do banho com a toalha amarrado a cintura, procurou os óculos que havia deixado em cima da mesinha do corredor, mas não se encontrava; resmungou algo e vestiu uma cueca Box. Sentiu uma mão gelada em seu ombro e arrepiou-se todo.
–Seus óculos Matt. – Francis estava de pé, com o objeto em mãos que o entregou – Foi mal eu ter te dado o trabalho de ter me levado até o quarto.
–Que nada, você estava dormindo.
Sorriu e sentou-se na beira da cama. Só depois de enfiar-se em uma camisa é que percebeu que o outro não tinha saído do seu quarto; andou até ele para lhe perguntar, mas fora fisgado pela cintura, corou com a aproximação repentina. Posou-lhe o rosto na barriga de Matt, envergonhado e em um tipo de transe por causa do sono, ele verbalizou a frase que mais lhe atormentava quando se pegava pensando no canadense “Gosto de você”. Matthew acariciou os cabelos loiros dele, queria lhe dizer algo, mas nada saía.
Quando deu por si, o outro já dormia agarrado nele, então a única alternativa que lhe restará era dormir assim mesmo, só deitar e pronto. Seria uma coisa se o irmão entrasse ali, já não sabia se conseguiria se separar dos braços do adormecido. Que se dane então, se Alfred abrir aquela porta, com certeza se jogaria pela janela com Francis e tudo, e pernas para que te quero.
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