Diário de uma garota quase perfeita. - O Retorno.

22 Shhh! Apenas me abrace. - 10 de janeiro de 2015.


Notas iniciais
''Eu estou olhando fixamente para dentro de mim mesmo, Mãos firmes, apenas tomam o controle E cada olhar está me matando Hora de fazer um último apelo Para conduzir minha vida Pare e olhe Eu acho que eu estou me movendo mas eu não vou a nenhum lugar Yeah eu sei que todo mundo tem medo Mas eu me tornei o que eu não posso ser, oh E você daria qualquer coisa para conseguir o que é justo Mas justo não é o que você precisa realmente Oh, você pode ver o que eu vejo? Eles estão tentando voltar, Todos os meus sentidos golpeados Desfazer as malas pesadas, Eu nunca pensei que poderia... Pés firmes, não me falhem agora Corram até não poderem mais andar'' Cheguei criaturinhas. To super feliz aqui por quê recebi duas recomendações na primeira temporada da fic. Acho que este capítulo está um pouquinho bipolar digo isso no sentido dos sentimentos de Anna, mas não sei. Espero que goste. Narrado pela Anna.

Anteriormente em Diário De Uma Garota Quase Perfeita...

Cada sussurro, a cada hora acordado. Escolhendo minhas confissões, tentando ficar de olho em você, como um tola magoada, perdida e cega. Eu causei tudo isso, essa sou eu naquele canto. Aquela sou eu no centro das atenções, tentando me igualar a você. Eu não sei se eu consigo fazer isso. Eu não disse o suficiente.–Considere isto a dica do século, o deslize que me deixou de joelhos e fracassada.– E se todas essas fantasias se tornassem reais? É, Agora eu falei demais...

Senti-me como se tivesse acabado de receber uma facada no peito. Naquele segundo, decidi que isso não poderia acabar assim. Tudo o quê eu preciso dizer agora, é um pedido de desculpas...sincero e limpo, aquele que venha do fundo da minha alma. Tudo o que eu preciso agora é de perdão. Do perdão dela.

– Eu vou estar nesta viagem, custe o que custar!

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Estamos todos observando você. Oh baby, voe longe para Malibu! Chore para os anjos e os deixe engolir você. Venha dividir o mar comigo, yeah, em Malibu. Não posso estar perto de você pois a luz simplesmente irradia e me faz voltar a viver.

– Carina Monteiro.

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Mansão família King’s, Bairro Kensington e Chelsea
Seis da Manhã.

– Acorda — Chamou uma voz, sacodindo-me repetitivamente – Acorde sua preguiçosa, está na hora. — Concluiu outra voz esbravejando.

Coloquei meus pés no carpete fofo e calcei minhas pantufas com estampa de vaca cor de rosa que combinavam com o meu pijama. Ao fazer isso me impressionei ao perceber que meu quarto estava uma completa desordem. Caixas para lá e para cá, coixões, lençóis, edredons, copos, e travesseiros só com a fronha. Certo, confesso, nós três parecíamos criancinhas brincando de guerrinha na noite anterior , — se vóvó descobrir que acabei de vez com o travesseiro de plumas de ganso que ela comprou para mim semana retrasada, estou completamente ferrada, mas para ser sincera nunca gostei dele . A pior parte de se fazer guerra de travesseiros é a bagunça e bem, eu odeio limpa-lá.

Percebi que as duas garotas das quais me arrancaram risadas a madrugada inteira com besteiras sobre mim e sobre elas próprias se encontravam destraidas empacotando minhas roupas. Marrie tirou do cabide um moletom meu cinza, o meu preferido, em seguida entregou-o para Carina que o analisou e em seguida jogou-o dentro de uma das caixas. Protestei-me, fazendo Marrie e Carina pularem de susto.

– O meu bêbê não. Não faz isso com ele. — Choraminguei e abracei forte a peça de roupa protegendo-o contra o meu peito.

– Até que enfim você acordou em? — Carina disse, gargalhando com a cena que acabava de presenciar. – Que tal a senhorita nos ajudar?.

Fiz sinal negativo com a cabeça e sorri de forma doce. Carina revirou os olhos e s começou a me fitar com a cara que sempre fazia quando achava que eu estava exagerando de mais nos famosos ‘’ coraçõezinhos’’ que sempre se formavam em minha personalidade quando eu estava mais do que feliz. Eu não tenho culpa por isso. Simplesmente é fabuloso ir para Malibu de novo . Será que, vai durar por muito tempo? Será que não existe alguém que está pronto para destruir novamente nosso sonho? Pois é! Eu estou tão acostumada a planos darem errado,que já estou com pensamentos ruins sobre essa viagem. De fato, sempre que eu digo algo eu me arrependo e sinto que isso está acontecendo neste momento. Estranhamente tudo o quê eu falo de ruim acaba se tornando realidade. Ao mesmo tempo que parece ser uma ótima idéia voltar a Malibu, lembro-me de todas as coisas negativas que aconteceram comigo e Carina na primeira vez em que estivemos lá e acabo me preparando desde agora para tudas as surpresas que aquela praia nos reserva nos próximos dias e semanas. Espero que pelo menos desta vez, eu não tenha uma crise louca de ciúmes do que quer que seja. — Oh sim, eu realmente estou controlada últimamente, porém eu sei os meus limites e espero que Carina os saiba também.

Permaneça forte até que se apague
Atire em mim de novo
Eu ainda não estou morto
Todos os tiros que eu tomo
Eu os cuspo de volta em você
Toda merda que você forja
Volta para te assombrar
Eu mordo minha língua
Tentando não revidar o tiro
Meu coração não baterá do outro modo''.

Não tive tempo de dizer mais nada após escutar essa melodia que agora vinha de trás de mim. Fechei os olhos e rezei para que não fosse quem eu imaginava que era. Passos de salto alto e um perfume masculino adentraram o ambiente, fazendo todos ali, inclusive eu ficarem estéticos, sem piscar e nem ao menos dizerem uma palavra que fosse.

– Olá garotas! — Cauanne exclamou sinicamente, lançando um olhar de superioridade para Carina que retribuiu da mesma forma. – Eu vim para falar com você Anna, tem um minuto?

Cruzei meus braços e comecei a encara-lá de forma incrédula. — Sério, depois de tudo? —. A menos ela teve a cara de pau de vir se explicar. Terei o prazer de ouvi-lá. A menos ela está mostrando que talvez se importe. Qual é o mal em conversar? Alias, o melhor remédio para se resolver problemas e intrigas é a conversa. Muitas vezes, podemos nos deixar levar pela raiva, mas, quando você retorna a sua sã consciência vê que não valeu apena se desgastar por tão pouco!. Deste modo, acabei entendo que Cauanne era só mais uma garota que se deixou levar pelas minhas atitudes, de certa forma eu sou como ela, só que me deixou levar pelas atitudes de Carina. É como se eu perdesse a noção de tudo e deixasse apenas meus sentimentos de ódio e magoa de mim mesma tomarem conta do meu coração. Parte de tudo isso que aconteceu é culpa minha e reconheço isso. Todos devemos ter uma segunda chance mesmo sem merecer e bem, acabo de resolver que devo dar a Cauanne a sua segunda chance.

Puxei-a para fora do quarto sem nem ao menos olhar para Carina, pois sabia que ela provavélmente estava nesse minuto surtando, ao sair esbarrei propositalmente em Willy que franziu o cenho e começou a seguir a mesma direção que eu por algum motivo. Não dei muita atenção a isso, levei Cauanne até o antigo escritório do meu avô já falecido e tranquei a porta. Sentando-me na cadeira estofada e giratória. Eu estava pronta para ser tão fria a ponto de faze-lá mostrar sua personalidade boa, se isso acontecesse, ela mereceria vir conosco na viagem, caso contrário não. Sim, eu tenho certeza que isso vai acontecer, não sei ao certo o motivo.

– Seja breve querida. Não tenho todo o tempo do mundo. Se você não sabe, preciso estar no aeroporto em seis horas e ainda tenho milhares de coisas para fazer antes de partir. Uma delas é pegar o meu histórico escolar no Couci Gold e transferi-ló para o Hunter College em New York, pois eu não voltarei tão cedo desta vez.

Nesses tempos quebrados tudo é difícil de esquecer. Eu desejo que você sempre dê o seu melhor para mim. Apesar de eu não olhar pra trás eu espero por uma verdade. É como uma promessa guardada, como se eu nunca tivesse partido, só te pesso que uma vez na vida seja verdadeira, verdadeira como era antes. Eu sei isto foi assim por longo tempo. Eu posso nunca parecer esquecer, posso jurar eu ouço seus passos todos os dias na minha mente. Tem alguma coisa acontecendo, como uma tempestade no céu e prefiro a chamar pelo nome. Eu não vou ser enganada pelo seu comportamento.

Me pergunto como vou confiar em alguém que já mentiu para mim? Acho que já é hora de parar. Preciso parar de pensar. Quando eu penso muito, nada sai como o planejado. Apenas quero que ela seja quem é de verdade, porque ela era perfeita antes de se tornar uma garota de plástico. A mesma garota que antigamente eu era. E bem, acredito que ainda sou, um pouco. Mas algo que nunca menti sobre mim mesma são meus sentimentos, eles sempre foram verdadeiros. Ah... sabe do que mais? Quando eu choro, deixo transparecer tudo o quê estou sentindo. Não admito muita coisa, porém não é por quê não admito que eu não sinto. Eu só não quero ser a mesma idiota que eu fui quando contei a Willy que eu o amava. Foi uma lição de vida. Pessoas... sim... elas são malvadas, usam suas fraquezas contra você. Não! Eu não vou usar isso contra Cauanne, se é isso que você está pensando! Eu não sei se já disse, mas não farei mais com alguém aquilo que eu não quero que façam a mim —.

– Você se lembra Anna? — Suspirou e continuou. – Se lembra quando éramos pequenas e seu avô vivia reclamando que bagunçávamos esse lugar de mais? Oh, ele era um Anjo, diria que Mr. Arthur não merecia um pai como ele. — Ela sorriu, mas seu sorriso não ficou por muito tempo em seus lábios. – Você se lembra também que quebrou seu juramento? O mesmo juramento que nós fizemos aqui? Você pode não se lembrar, afinal você sempre significou mais para mim do que eu para você. Sabe? Eu tendo a estragar tudo, não graças a você, é como se você sentasse e me assistisse, você me atiça e me insulta é tudo o que você faz e eu não estou lutando contra isso, não, de jeito nenhum! Só queria ser algo, um nome que você chama. Todas as minhas palavras saem errado, correndo em círculos na minha cabeça. Mas, você nunca vai me entender, infelizmente. É eu sei, a Carina me odeia e não é conhecidencia eu odia-lá também. Você sempre quebrou promessas facilmente mas eu nunca deixei de acreditar nas suas palavras, por quê eu sempre tive a esperança que você nunca mais as quebraria. Será que você não entende? Eu só quero só quero... — Ela pausou, vi seus olhos marejarem, lágrimas estavam prestes a cair, mas Cauanne já mais choraria em minha frente. – Eu só quero que você goste de mim quanto gosta dela. Eu não estava brincando quando disse que faria de tudo por você. Eu provei isso. Só percebemos o valor dos nossos amigos no momento em que surge a ameaça de os perder. E eu só não queria perder você, não para a rainha de New York. Ela já tem tudo o que quer, por quê tem que ter você também? Quem sou eu sem você? Isso mesmo, nada. Você é a melhor amiga que eu tive, é minha luz do sol, você me faz viver. Sempre que esse mundo é cruel comigo Você me ajuda a perdoar, você é a primeira e única. Agora, eu estou aqui, implorando seu perdão, o quê mais você quer que eu faça? Me ajoelhe? – Nesse momento ela se levantou e fez algo que eu não imaginava de jeito nem um que faria algúm dia, cumprindo suas palavras anteriores.

– Por favor Cau, não faça isso. Eu... não mereço, não depois de tudo o que eu te fiz. — Falei, fazendo ela se levantar.

Cauanne literalmente estava quebrada. Senti isso em seu olhar, o mesmo de antes, antes desse jogo começar, quando ainda éramos meio irmãs vulgo melhores amigas. Vou ser honesta, o quê eu quero nesse momento é chorar por mais que eu não consiga. Estou abalada. Eu lembro de um sino distante. Como uma chuva fora do azul. Quando minha vida estava completa e os anjos me perguntavam para que recordar a emoção do todo, eu lembro de você.

– Me abrace, por favor? — Ela perguntou baixinho em lágrimas.

Inacreditável! Eu não posso ser livre, porque Cauanne está fechando todas as minhas portas, preciso dar a ela o perdão para que eu possa ser feliz novamente.

Eu não quero ser um menina triste. Eu quero acreditar nas promessas que eu jurei. Preciso de ajuda para a agüentar a tempestade. Preciso de ajuda para ser forte. Eu não quero viver uma simples história. Eu não tenho que ser sozinha. Sorria pra mim, Deixe-me então, contar a história de novo, mas nessa vez, de um outro modo. Quem o mundo é pra dizer o que podemos fazer? Isto não é apenas um outro dia qualquer, é o dia da minha despedida de Londres e eu vim para cá para consertar todo o estrago do passado. Porém, ao longo dos dias, fui me esquecendo realmente de quais eram as minhas intensões. Não! Chega. Preciso de um ponto final. Um ponto final feliz. Todos aqui ainda são os mesmos, menos eu. O único mundo que eu conheço, está onde eu estou. O meu velho mundo sempre vai ser meu. Eu deixei aqui a minha marca, nas pessoas, nos lugares. É bom saber que sempre vou ter aqui como o meu refúgio. Mas Sinto muito, está na hora de ir aqui não é mais o meu lugar. Está na hora de deixar ir. Está na hora de deixar-me ir Cauanne!

– Eu estou aqui... ainda estou aqui. . Eu tenho você dentro do meu coração, há um lugar para você, sempre vai ter. Shhh...

CONTINUA...

Notas finais
E ai?? Preparem-se para a chegada de uma nova personagem nos próximos capítulos. Adianto que ela virá para balançar o emocional da Anna. Até o próximo capítulo! XX, - MRSC.