Diário de uma garota quase perfeita. - O Retorno.
7 Morra Cauanne, Morra! - Onze de Março de 2014.
Notas iniciais

( ANNA K)
Anteriormente em Diário de uma garota quase perfeita....
– Por favor, por favor me desculpe querida! - Exclamei com a foto nas minhas mãos trêmulas, mesmo sabendo que não teria resposta ou consolo que me fizesse melhorar.
Meu coração frágil se despedaçava a cada suspiro, a minha dor parecia não ter mais fim.
– Anna, escuta. Ela não está aqui. — Cauanne se pronunciou limpando minhas lágrimas.
– Se estivesse, concerteza eu não seria capaz de admitir minha obcessão em sua frente. Nunca poderei escutar Carina me perdoando por quê eu não vou pedir perdão, não quero contar a ela todas as coisas ruins que fizemos, não quero contar a ela que foi tudo uma mentira, uma simples aposta. E se essa dor me matar por dentro com o tempo, prêfiro morrer do que perde-lá para sempre e justamente pelas minhas mentiras.
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Acordei com minha cabeça girando e a luz invadindo minha visão fazendo a mesma ficar embaçada. Quem me deixou aqui ? Como vim parar aqui? Estas, foram sem dúvidas as primeiras perguntas que eu me fiz. O quê aconteceu noite passada? — Olhei então, para relógio que estava sobre a cabeceira da cama — 11 horas e 20 minutos. 11 dimensões, 11 cenas, 11 palavras... uma frase.
Eu apenas aceno, eu nunca fui muito boa em apertar as mãos de alguém, — será que vivo na superfície congelada de uma bola de fogo? — É assim que uma vez foi feito, não se atreva a chegar ao topo e não saber o que fazer!
Vesti meu roupão roxo o mais rapído possível e desci as escadas, de fato eu estava com meu pijama e aparentemente limpa. Nos degrais finais, escutei uma voz, aquela cuja recordo-me de ter sido a última que escutei na noite passada antes de adormecer, logo mais, quando me aproximei da cozinha risadas ecoaram. Vóvó segurava morangos com o garfo e Cauanne tirava um pedaço de seus waffles prediletos sabor canela. As duas conversavam calmamente na mesa do café. Passei a adotar uma expressão incrédula ao ver tal cena, elas por suas respectivas vezes, só notaram minha presença ali após alguns segundos.
– Vocês podem me fazer um favor de explicar o quê foi que eu aprontei dessa vez? — Perguntei, já esbravejando.
– Alguém acordou de mal humor, não acha? — Fala irônicamente Cauanne, lançando-me um olhar indiferente. – Não se lembra de nada não é mesmo? — Completou..
– Você sabe que bebeu além do limite Senhorita King's. Cauanne te trouxe para casa ontem e depois, a convidei para dormir aqui! — Exclama vóvó em tom repreendedor.
– Só isso? — Debochei e em seguida cai na gargalhada. – Eu fazia isso o tempo todo antes de ir para New York, e só agora vocês estão se importando?
– Anna, isso não é nada saudavél para uma garota de 16 anos, será que vou ser obrigada a ligar para seus pais? Isso havia parado – Disse vovó.
Não preciso nem dizer que implorei de joelhos para que vovó não fizesse aquilo, ela estava determinada a comunicar o ocorrido a toda a minha família em New York, pegando o telefone do gancho e ameaçou discar o numêro do celular de meu pai. Cauanne por sua vez se manteve calada de mais para mim, apenas me fitava atentamente como se assim como eu, não visse a hora daquela ceninha de ''avó protetora'' acabar.
– Essa é sua primeira e última chance. — Avisa vovó.
– Oh vóvó, obrigada! — Exclamei, e em seguida lhe dei um abraço bem forte, ela retribuiu com um sorriso sapeca de avó, mas que no mesmo minuto continuava sério.
Bem, estive na cidade por só quase quinze dias inteiros. Oh, baby, eu me sinto tão mal e eu não sei porquê, mas continuo andando milhas. As pessoas, elas não entendem seus motivos e acima disto, eu mesma nunca irei entender.
Peguei uma maça e um pote de iogurte e subi para o quarto, assim que cheguei, me sentei em minha cama ainda bagunçada. A porta se abriu e de lá surgiu Cauanne com o celular em mãos. Nada disse apenas se sentou ao meu lado.
– Você está bem? — Arrisquei-me peguntar. – Eu disse algo que te encomodou noite passada? — Completei.
– Escute você mesma. — Fala séria, apontando para o telefone movél, já colocando um áudio para que eu pudesse tirar minhas conclusões, reconheci de imediato minhas palavras, as mais importantes
Você nem vai saber que eu estou aqui. Você não vai me ver no espelho, Mas eu penetrei em seu coração, a vida é minha luz e minha liberdade...
Eu não acredito que fiz isso! Eu não acredito que contei tudo o quê estou sentindo e não posso dizer, tudo o quê está escondido, tudo o quê Cauanne não precisava saber. Ah Deus! Por quê? Por quê eu fui beber? Ao invez do alcoól me fazer esquecer, ele me fez lembrar ainda mais, isso é tudo o quê eu não queria...memórias.
– Anna, escuta. Ela não está aqui. — Cauanne se pronunciou limpando minhas lágrimas.
Cada palavra dita em minha voz, cada suspiro e cada lágrima derrubada na noite de ontem me faz querer desmentir a verdade, algo impossivél de se acontecer. Quando se é dita a verdade uma vez, você não pode voltar atrás falando uma mentira, o pior em toda essa situação é que ainda me sinto pesada, mesmo depois de dizer meus sentimentos, eu ainda continuo a mesma. Aquelas palavras não tiveram validade alguma ditas para Cauanne, de fato, eu só vou me sentir melhor quando dize-lás a Carina, cuja é claramente o motivo para toda a minha confusão, tanto quanto de personalidade, tanto quanto sentimental.
Se estivesse, concerteza eu não seria capaz de admitir minha obcessão em sua frente. Nunca poderei escutar Carina me perdoando por quê eu não vou pedir perdão, não quero contar a ela todas as coisas ruins que fizemos, não quero contar a ela que foi tudo uma mentira, uma simples aposta. E se essa dor me matar por dentro com o tempo, prêfiro morrer do que perde-lá para sempre e justamente pelas minhas mentiras.
Será que eu sou tão medrosa a ponto de se caso houvesse uma outra oportunidade de receber o perdão, meu orgulho e falta de coragem falaria mais alto e eu não diria tudo o quê eu preciso tanto falar? Prêferiria morrer com a dor da culpa? A culpa de ter deixado Carina para trás e de te-lá usado para o meu bem próprio? Sim, eu prêfiro e desta vez estou falando sem nem um tipo de bebida em meu organismo. Vou voltar a vê-lá, na rua ou em qualquer lugar? E se ela se esquecer de mim? O quê farei e como ficarei?
Voltei minha atenção a Cauanne que continuava com a mesma face distante com pequenos traços de decepção por conta de eu ter precisado ficar bêbada para poder confessar a ela tudo aquilo que está se passando. De New York a Londres, De Londres a New York, nada vai se ageitar fácilmente se eu ficar aqui parada, esperando que Carina tome uma atitude de vir atrás de mim, apesar de quê, isso nunca vai acontecer, caso minha memória não esteja falha, foi eu quem deixou New York e não o contrário.
– Escuta, você não é maluca o suficiente para fazer o quê eu acho que você quer fazer desde o momento em que me chamou para conversar na noite passada. — Avisei. – Caso não se lembre, fizemos um juramento.
– Aé? — Começou Cauanne. – E caso você não se lembre Anna, nós estavamos bêbadas, e do quê vale a palavra de alguém que não responde por sí mesmo? Isso mesmo querida, nada! Lembre-se você já perdeu muita coisa não me contando isso quando pode. Novamente desta vez, é hora de jogar o meu jogo e não o seu.
Após estas palavras, a raiva tomou conta de todo o meu corpo. Como ela poderia estar me chantageando de novo? Justo Cauanne! A garota incapaz de me ferir, de ferir a nossa amizade. Essa era a resposta para a pergunta que eu fiz no primeiro dia de aula? A resposta ao silêncio?
Flashback On.
– Eu quero que você saiba que muita coisa mudou desde a última vez que você esteve aqui em Londres. Não só o colégio em sí, mas você e eu também.
Flashback off.
Agora eu sei o porque dói tanto quando a fíel te trái. As pessoas mudam e eu sou a maior prova disto. Ela também mudou. Esta assumindo o meu jogo assim como prometeu-me anos atrás que faria, e se tem algo que eu não vou permitir é que usem aquilo que eu criei, contra mim mesma. Tentei ainda, com a mesma onda de ódio imenso pegar o telefone da mão de Cauanne. Tentativa que resultou em perda de tempo e acabou sem sucesso. Não consegui atingir o celular forte o bastante para derruba- ló no carpete.
– Tarde de mais Anna o que eu falo eu cumpro, diferente de você! Você não provou o que disse que me provaria antes de partir. Ela já deve ter recebido a gravação a estas horas. Além disso não vai adiantar você tentar apagar do meu celular, existem outras cópias. — Fala Cauanne irônica.
''Eu estou ficando louca? Meu sangue está fervendo dentro das minhas veias. Um sentimento ruim me atordoa. Meu corpo está doendo e não há mais volta! Então tire seus olhos do gatilho, eu não vou culpar-me se seu mundo se tornar preto. Enquanto seus olhos estiverem a falhar, não há esperança pra um último abraço! Então aqui estamos nós, eu estou em sua mente, eu estou em seu coração. Te disseram para correr pra longe. Mergulhe no local veja a luz das chamas. Pague o preço pela sua traição.....''
Você disse que nós seríamos pra sempre independentemente de qualquer coisa. Como você pode me matar e mentir na minha cara? Como você pode traír a garota que mostrou a você a melhor parte da vida?
– Eu te odeio com todas as minhas forças. Morra Cauanne, Morra! — Gritei
Para o seu próprio bem: Nunca confie em uma vadia.
Continua...
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