Diário de uma garota quase perfeita. - O Retorno.
23 Bem – Vinda a Malibu querida!
Notas iniciais

Anteriormente em diário de uma garota quase perfeita...
( Capítulo 14 e 22)
As velas estavam acessas e formavam o número dezessete. Fechei os olhos e fiz um pedido. ''Eu quero voltar a praia de Malibu, onde eu e Anna tiramos aquela foto, só que desta vez com Renny, Ágata e Pedro. ''
— Eu não tenho culpa por isso. Simplesmente é fabuloso ir para Malibu de novo —. Será que, vai durar por muito tempo? Será que não existe alguém que está pronto para destruir novamente nosso sonho? Pois é! Eu estou tão acostumada a planos darem errado que já estou com pensamentos ruins sobre essa viagem. De fato, sempre que eu digo algo eu me arrependo e sinto que isso está acontecendo neste momento. Estranhamente tudo o quê eu falo de ruim acaba se tornando realidade.
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Segure-se porque eu estou me soltando, eu vou laçar seu coração como em um rodeio, eu vou te dar algo até que você queira mais, porque tudo que eu vejo é um porta aberta, eu vejo aonde ela está me levando. Toda essa energia ficou presa por muito tempo, é poderosa até de mais. Você entende aonde estou querendo chegar? Eu estou pronta para tudo isso, sempre estive. Se eu não sou uma estrela, — você está cego por quê acredite, ela não é melhor que eu! —. Tenho anéis em meus dedos e glitter no meu cabelo. Eu tenho duas passagens, ida e volta, mas a recém chegada não! Então, vou percorrer essa cidade, por quê eu estou usando salto alto novamente e estou chutando portas. Eu estou subindo alto, mas ainda não há redes. Você gosta de me ver pulando um pouco, não é? Bem todo dia é como uma roleta russa, eu vou jogar, jogar, jogar sem arrependimentos, porque eu estou cansada de ser a segunda melhor, estou esmagando-a com o meu punho. Que fique claro, meu batom não é para beijar os pés de uma vagabunda!
– Anna King’s
***
Três dias depois,
Malibu Place Hotel, Quarto 281.
Fim de Tarde, por volta das cinco e meia.
Lá estava eu, parada na frente da porta. Sem saber o quê fazer, sem saber o quê dizer. Vou ter que concordar com a Cauanne, eu fui uma tremenda idiota. Agora, o quê me resta é me desculpar. Me desculpar por ter agido de uma forma tão ciumenta e sutil apartir do momento em que aquela garota conheceu minha melhor amiga. Tudo está saindo do meu controle novamente, é como se essa fosse a pior viagem da minha vida, — e na verdade, talvez seja —. Não importa! Eu preciso acertar as coisas, antes que voltemos para New York e eu não tenha tido tempo de dizer a Carina o quanto ela é importante para mim.
Girei o trinco devagar e assim que adentrei o quarto escutei risos ecoantes avistei duas garotas deitadas na cama com seus cabelos batendo no carpete. Cruzei meus braços e adotei expressão incrédula que veio junto a uma raiva tremenda. — Não, ela não está fazendo isso comigo! —. Traída novamente! Só que desta vez, não por Cauanne e sim por Carina.
– O quê ela está fazendo aqui? — Berrei, fazendo as duas se levantarem rapídamente e me encararem, ficando frente a frente comigo.
Carina não olhou em momento algum em meus olhos, isso para mim, mostrava que ela não se importava com a situação, como se não quizesse minha presença ali. Ela mudou muito nesses últimos dias, até não parece mais a mesma, é como se ela tivesse voltado a ser apenas a vadia de New York do qual eu nutria ódio.
– Ca, escuta eu não quero problemas para mim, estou indo embora. Quando vocês se resolverem, sabe onde me encontrar. — Avisou a menina de cabelo castanho claro que vestia uma camiseta cinza que estava ao lado de Carina. A mesma assentiu com a cabeça enquanto eu tratava de me sentar no lugar onde até minutos atrás aquela garota estava.
– Já vai tarde. — Falei. – Pode ter certeza, não vou sentir sua falta . — Gargalhei e me joguei de vez na cama com orgulho ao perceber que minhas palavras afetavam o interior da garota de uma forma maravilhosa.
Elas apenas se entreolharam até a minha mais nova ‘’amiguinha’’ pegar sua bolsa e bater com força a porta da suíte sem ao menos se despedir de Carina. Assim que ela fez o ato anterior, Carina virou-se para mim e cruzou os braços com expressão de quem estava muito, mais muito brava. Parecia até aqueles bichos que ficam vermelhos de raiva, não me lembro ao certo o nome.
– O quê foi que você fez? — Gritou. – Você não podia ter falado daquele jeito com a Priscila, Anna! Ela não tem culpa nem uma de você ser uma obssesiva. — Cuspiu as palavras sem pensar duas vezes.
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2 dias antes,
Chegada.
Primeiro dia em Malibu.
Casa da Praia.
Pov’s Carina.
''Eu bati no fundo do poço antes de te conhecer...Meu coração pesado, ele caiu no chão quando observei o seu sorriso,
Ele te levava até onde você queria porr um tempo
Para entender que eu não estou enganado quando eu digo,
O seu olhar é o seu melhor
Sem a sua maquiagem
O universo me jogou para uma volta
Quando nós bloqueamos
Eu sabia que, não iria parar até que eu tivesse você
Não deixe que palavras amargas de línguas infantis mantenham seus sentimentos no chão. Vamos abrir nossas asas quebradas e comemorar neste novo amor que encontramos’’ – Cantarolava Cauanne e Ágata no karaokê da sala, que estava no último volume tocando a música ''Malibu’’ da banda Never Shout Never
– Pelo amor de Deus Cauanne, cala boca! — Debochou Marrie, sentada na cadeira de sol ao meu lado. Cauanne mostrou a língua feito uma criança e voltou a cantar com a Ágata, sem ligar para a minha cara de desaprovo.
Tínhamos vista plena de todo o mar, era tudo tão fabuloso. Diria que um sonho que ficava melhor a cada momento. Todas as pessoas deveriam ver essa vista de perto pelo menos uma vez na vida. É como se você se esquecesse do resto do mundo e focasse só na imensidão azul a sua frente.
– Se vocês colocarem We Are The Champions eu canto junto. — Disse Anna surgindo das escadas juntamente a Renny, vestindo seu biquíni de listras e rindo.
Todos pousaram seus olhos para os dois. Marrie e eu nos entreolhamos, com toda certeza ela pensou a mesma coisa que eu. A primeira impressão que tive foi que Renny e Anna dormiram juntos já que estão muito próximos desde que o avião pousou. Não é surpresa, Anna está quebrando sua promessa de novo. Simplesmente ela é o tipo de garota que não consegue ficar sem arranjar problema ou até mesmo ficar sem magoar alguém. Com Renny não vai ser diferente do que foi com Willy, a única coisa que diferencia os dois é que Willian mereceu, mas Renny está apaixonado por Anna de verdade. — É eu sempre soube desde o principio, porém mantive minha boca fechada, pois é isso que amigos fazem, eles não contam segredos! —.
– Cadê o Willian e o Pedro? — Sussurrou Marrie em meu ouvido. – O cara vai pirar se vir isso, você sabe do quê eu estou falando, não sabe? Até a Cauanne já sacou. — Questionou e afirmou.
Assenti com a cabeça e apontei para o mar, onde enormes ondas se formavam a cada momento. O sol estava quente e o termômetro centra da casa já passava dos 35° graus. Meu amado e Willy se encontravam sentados na areia com suas pranchas de surf. Marrie olhou com cara de desesperada e eu retribui, esquecendo da presença de mais pessoas naquela sala. Anna, como é esperta o suficiente, notou o clima que se formou após sua entrada e resolveu deixar Renny de lado, puxando eu e Marrie pelo braço para o lado de fora da casa sem dizer uma palavra. Ao avistar Pedro, pulei no colo do mesmo e lhe dei um beijo longo que acabou com um selinho. Os outros por sua vez, apenas viam a cena admirados. Logo depois, Ágata armou o guarda sol e Cauanne trouxe com certa dificuldade duas jarras de suco de laranja, gelo e copos para nós todos. Sentei-me em uma das cadeiras, enquanto o restante dos meus amigos, davam um mergulho na água gelada da praia. Porém sem dar avisos, Anna saiu correndo do mar e agarrou minha mão me fazendo quase derrubar o liqúido no meu copo por todo o meu vestido. Estranhei-me com sua atitude, mas não questionei-a, afinal, ela não responderia nada mesmo.
– Venha comigo, preciso te mostrar algo. Aproveite que estão todos destraidos.- Falou colocando seu vestido branco parecido com o meu, cuja estava agora, sujo de areia.
Concordei e deixei-a guiar-me até uma trilha de pedras um pouco afastada da nossa casa no direção sul, estranhamente, eu parecia reconhecer aquele lugar, porém não tinha certeza se era onde eu achava que era. Resolvi me manter em silêncio enquanto caminhávamos ao destino que Anna desejava. As Pedras estavam escorregadias, apesar de não haver tanta água ali. Em uma delas, acabei me desequilibrando o quê fez Anna me olhar por cima dos ombros e começar a dar risada. Mandei-a parar, porém ela continuava só para me provocar.
– Chegamos. — Avisa. – . Você se lembra desse lugar? — Perguntou esperançosa.
Olhei em volta. No meu lado direito havia uma casa de madeira, logo ali, algumas árvores como, palmeiras e Cássias Imperiais. Era belíssimo, assim como toda essa cidade. Não havia defeitos. É, eu me lembro daqui. Apesar da aparência bela, esse local não me trás boas recordações. Muita coisa aconteceu aqui, muita coisa...
FlashBack On
Pov’s Anna.
Sento e deixo o passado se aproximar, vou me agarrar ao tempo que conheço, não tem que seguir em frente para esquecer! Irei adicionar a memória que mantenho. Preciso me lembrar de ligar a luz para me mover pela manhã, uma manhã fria de preferência. Lembro-me como foi quando ela me ajudou naquele dia, como sempre faz.
Eu nunca desejaria nada disso para alguém ou alguma coisa. Ah vamos lá! Eu preciso começar a olhar as coisas como ela. Eu nunca precisei de nada ou fui dependente o suficiente de algo até conhece-lá. Eu nunca mantive qualquer coisa que eu tive, além da a nossa amizade. Eu me lembro quando vi pela primeira vez tudo isso aqui. Eu precisava dela, por mais que estivéssemos brigadas por causa de Pedro contei a Anna, um dos meus segredos mais profundos, pois nada daqueles problemas entre nós duas me importava. Pelo menos não mais. Então questiono-me, por quê todo mundo adora meu futuro e o meu presente, mas não o meu passado? Oh..irei ter que concordar que é nos momentos mais difíceis que vemos quem são nossos amigos de verdade, é também nos momentos mais difíceis que crescemos e aprendemos. Deve haver algo que eu ainda não posso ver quando a olho nos olhos, é como eu círculo em torno de o que me faz feliz. Não há nada que eu possa ser, não há nada que eu possa fazer sem no final do dia, saber que ela estará ali comigo para que eu enfim, desabafe. Sinto falta de tudo e por um bom tempo, me sentirei vazia, é só questão de costume, é só questão de tempo.
– Eu.. eu não quero mais isso. — Falei encostando minha cabeça no ombro dela. – Ele me odeia, você me odeia. Todo mundo me odeia. Então, qual é o sentido disso aqui continuar?
– Eu tenho uma ídeia. Pegue esse papel e escreva nele, tudo o quê você sente em relação a mim. Libere-se Anna! Você não precisa me falar o quê escreveu até que esteja pronta o suficiênte. — Disse, tirando da bolsa, um caderno e arrancando dele, uma folha branca.
Flash back off.
Pov’s Carina.
Ao entender o quê Anna queria me trazendo aqui, corri até a maior árvore do ambiente e me joguei aos pés dela. Cavei com as minhas mãos no lugar onde havia uma cruz com as palavras ‘’ Amizade e ódio’’ que para minha surpresa continuava intacta mesmo depois de três anos. Retirei de lá dois papeis brancos, um com as minhas iniciais e outro com as de Anna. Entreguei-lhe o meu e ela me entregou o seu.
– Olha... — Começei. – Não fique brava comigo pelo que eu escrevi ai, não tenha dúvidas que mudei meu ponto de vista das coisas. — Conclui.
Anna abriu o papel sem nem ao menos pedir e começou a lê-lo em voz alta.
– Ninguém nunca disse que a vida é justa e eu não estou dizendo que deveria ser. Então, sabendo que você está onde você quer estar, quero que você me surpreenda, mas não espere que eu seja feliz por você. Por favor, não sorria pra mim dizendo que as coisas funcionariam assim quando se trata de você para comigo. Eu não quero sua compaixão... eu odeio sua compaixão! Prove sua vaidade para mim. Você é uma doce amargura escondida que só os idiotas provam. Enquanto as minhas esperanças roubadas e sonhos perdidos, incrivélmente você examinou e exilou todos! Eu vi você roubando meus pensamentos e tive que ver você sorrir, no mesmo momento em que destruia meus sonhos em minhas esperanças despedaçadas. Porfavor.. imploro que faça isso ser mais fácil para nós duas! Escutarei suas lágrimas desesperançosas, porém depois de tudo o quê você me fez, quero que sofra sozinha na solidão. Eu desejo ver você engolida pela bagunça que deixou ao seu despertar. Odeio as mentiras que estão profundamente escondidas em seus olhos vazios e odeio mais ainda quando não sei a verdade! Desistir é muito fácil quando a esperança se foi, caminharei até o dia em que você terá o direito de me sufocar. Mas, se você se virar contra mim, vá para o inferno! Afogue todas as suas fantasias com sua última promessa quebrada — Repetiu minhas palavras, letra por letra, na frase final, senti seu tom de voz mudar e seu rosto passar a ter traços incrédulos. – É a sua vez.
Anna se sentou ao meu lado fazendo sinal para que eu abrisse o papel que ela escreveu, nada disse a respeito sobre minhas palavras. Creio que tenha ficado um pouco chateada.
– Minha inveja não pode descrever o quanto eu te odeio por ter todas as estrelas! Você é estranhamente capaz de deixar meus olhos maravilhados, no entanto eu acho que o céu deveria saber que é só meu! Mas é você que eu vejo desperdiçando o sonho que só eu mereço. Eu rasgarei sua face para ver seu sorriso, não sei por quê, é importante para mim. Eu torço com todas as minhas forças para que emalgum momento, você não sejá mais tudo para mim. Então, acordarei deste sonho. Eu vou escapar pelas paredes do Éden ... será que eu não posso ficar e viver esta mentira pro resto da minha vida? Não! Eu vou partir e pensar somente em mim. Você não ficará assustada ou surpresa se eu cortar todos os laços não é? Acho que sempre esperou isso de mim, pois eu sou previsível. Eu me sinto tão besta de ver esse final amargo de belas ilusões, por quê sei que nada mais vai ser igual. Pedaços partidos não irão se remendar para salvar o nosso passado. Isto tudo vai acabar logo, eu já planejo um final, sei que você está perdida por dentro, não é? Olhos envidraçados esperam pelos abraço das ondas, sugado para um fim tão próximo. Você está pronta? Vá em frente! Eu vou te mostrar outra coisa, ou duas, ou três. Você pode pensar que você é esperta querida, mas você não é. É melhor você colocar os caixões para fora. Confie em mim, se não eu quebrarei minhas promessas. Um toque de veneno sela meu destino. A alvorada ecoa a noite com a sua glória, alias o próprio sol honra-te. Uma vez rainha das rosas, sempre rainha das rosas! Os próprios deuses invejam sua mão, aquela abençoada com o presente do toque dourado. O destino maneja sua faca para cortar a nossa linha. Na minha perfeição eu nao quero nada todavia, olhos ainda brilham com cobiça não dita. Uma tolice tão fatal como pecado que se torna o meu fim. Por quê eu não ganhei o presente da beleza interior? Quão egoístas foram os deuses para manter suas riquezas só para você não é Carina? Do meu legítimo tesouro, eu verdadeiramente me tornei como você, talvez esse tenha sido meu defeito fatal. Oh sim! eu peguei seu anzol e afundei. Graças a mim, ela é seu próprio colar novo. Um dia estarei a sua altura, até lá, só espero que a linha não se corte antes...
Continua...
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