Diário de uma garota quase perfeita. - O Retorno.

26 - Quem diabos é MLG? – 11 de janeiro.


Notas iniciais
''Eu preciso de outra história Algo para eu desabafar Minha vida fica meio chata Preciso de algo que eu possa confessar Até os meus planos darem errado De toda a verdade que eu disse Foram honestas, eu juro Pensei que você tivesse me visto piscar não, eu estive à beira do precipício, então Diga-me o que você quer ouvir Algo que agradará aos seus ouvidos Cansado de todos as falsidades Então vou entregar todos os meus segredos Desta vez Não preciso de uma fala perfeita Não importa se as críticas furam a fila Eu vou revelar todos os meus segredos'' Chegueei. É o meu desfecho.

Anteriormente em diário de uma garota quase perfeita...

(Capítulo 10 primeira temporada e Capítulo 25 segunda temporada. )

As vezes amizades são assim, começam de uma forma difícil e terminam como começaram. De amiga a rival, não importa era errado Carina sabia, não só ela, como Anna também . Parecidas, essa era a palavra que definia aquelas que se intitulavam como '' melhores amigas'', tão parecidas que se irritavam com esse fato e por isso, não admitiam. Coloca-lás uma contra a outra foi tarefa fácil, apenas precisei saber o ponto fraco de cada uma dessas duas garotas quase perfeitas! — Sim, eu disse quase —. De fato, não era a melhor combinação do mundo, mas elas só pareciam ser diferentes, tornando-as, desta forma,opostas. É assim que deve ser, ou não.

– Cala boca senhorita realeza! Você sabe que não iria durar muito tempo mesmo. — Carina assentiu com a cabeça e retribuiu meu gesto. – Meus namorados esperam pela minha cabeça em um prato de prata, por que são apenas marionetes em uma solitária corda. Preciso da sua ajuda para resolver isso.

..........

Quem sabe há quanto tempo, eu estou acordada? As sombras em minha parede não dormem, elas continuam me chamando, acenando... esperando para que eu vá até elas. Quem sabe o que é certo? As linhas continuam ficando mais finas Minha idade nunca fez-me saibia, e eu não aprendo com os meus erros. Mas eu continuo empurrando, empurrando, empurrando. Não há mais nada para dizer agora. Abaixo da minha alma, eu sinto um motor entrando em colapso ao ver a dor, se eu pudesse apenas desligá-lo... Eu cheguei muito longe para ver o fim, mesmo se meu jeito for errado eu não irei desistir.

– Anna King’s.

*****

Bem, dizem que todas as boas estórias duram mais do que apenas algumas páginas não é? Lembro de ter falado com você a algum tempo e recordo-me de ter te explicado algumas coisas sobre essas duas garotas das quais participam deste diário. Sim! Eu estou de volta. Espero que você se lembre de mim, caso contrário, prepare-se, por quê farei você se lembrar...

Agora,
Malibu Place Hotel,
Quarto 281.

– Quer me contar o quê aconteceu? — Perguntou Carina, vendo o estado da garota que encontrava-se em sua porta.

É fato consumado que Anna está desde que saiu de sua zona de conforto em constante negação berante a sí mesma. Como se não quizesse admitir quem ela própria é. Afirmo que realmente nossa vagabunda prefêrida nunca deixará de ser aquela menininha que sofreu sua primeira recaída por causa de seu papai e de sua fútil e bagunçada família. Oh, Não me levem a mal meus caros! Me achem mal por faze-lá sofrer para poder pagar pelos seus erros do passado. Tenham em mente que vocês não precisam ficar com pena dela, até por quê, ela não merece pena de ninguém a não ser de si mesma. Ela é tão forte quanto você pode ser. Ela é tão forte quanto eu sou. Ela é tão forte quanto seu inimigo. Ela é simplesmente uma garota forte, mas é uma pena lamentável Anna e a maioria das pessoas não pensar como eu.

Assim que Carina deu passagem para Anna entrar e se acomodar em sua poltrona próxima a janela, olhares foram trocados entre as duas. Enquanto os traços de Anna traziam consigo uma garota desesperada que ao mesmo tempo por dentro estava chorando, Carina se mantinha confusa, sentindo vontade de gritar e perguntar ao mundo por que tudo tem que ser complicado. É evidente que todos nós mudamos para podermos agradar a sociedade ao nosso redor. Não me chame de individualista por quê isso é a última coisa que quero que pense que eu sou, porém eu acho que antes de pensarmos nos outros, temos que pensar em nós mesmos. Refletindo assim, se estamos desta forma, felizes.

– Eu preciso te contar algo. — Começou – Uma coisa que a anos vem sendo mantido dentro do meu eu mais profundo, acho que você tem direito de saber que nem sempre sou capaz de lutar contra os meus problemas sem me autodestuir . — Concluiu.

O quê mais intristecia Anna era a vista ao longe da janela. A fazia pensar que a poucos mêtros da li, inúmeras pessoas, sejam elas estrangeiras ou não, sejam elas brancas ou negras, se divertiam na areia molhada da praia com seus pais e sua família. Quem dera ela poder ter tido esse privilégio. Se eu estivesse em seu lugar, não me sentiria dessa maneira, afinal, ainda há muitas coisas sobre sua própria família que ela não sabe, com isso ainda existe a chance de ser feliz. Ainda existe a chance de ter um final sem mentiras. Basta fechar os olhos e sonhar. Sonhar e voar mais alto do que um pássaro, ir além da direção das nuvens e chegar por fim, ao infinito. As pessoas passam tempo de mais se preocupando e brigando e esquecem dos reais motivos para se estar de férias.

– Bem... você sabe que eu.. eu tenho recaídas... tenho crises... não só sentimentais mais também crises de bulimia desde os meus treze anos de idade. Você deve sempre ter se peguntando por quê nunca contei isso para ninguém além de você por todo esse tempo. É simples, aprendi a lidar com isso do meu modo. – Nesse momento, Anna suspirou e sentiu vontade de morrer por estar dizendo aquilo alto o suficiente para Malibu inteira poder escutar. Carina por sua vez, não entendia os motivos da amiga estar falando sobre o primeiro segredo do qual elas compartilharam. – Aprendi tornar isso parte da minha rotina diária. Quando eu finalmente consegui ficar dois anos sem fazer isso, fui fraca e... e fiz novamente.

Carina arregalou os olhos com supresa, como se tivesse levado um choque. Mesmo que já soubesse e mesmo que já fosse evidente, por conta da extrema magreza de Anna nos últimos tempos, uma parte de Carina preferia acreditar e fantasiar que isso era só uma questão de genética e que a verdade sobre esse segredo foi deixada no passado, não só esse, como outros diversos, junto com mais uma lembrança qualquer.

Um grito! Um grito de libertade. Um grito capaz de faze-lá ficar mais leve. Ah! O segredo foi finalmente revelado. Respire fundo e sinta a sensação de poder tirar um peso de suas costas que a muito tempo te encomodava. Quero que saiba Anna, que você nunca estará sozinha, pelo menos não durante o tempo em que eu fizer viva suas memórias nessa estória.

Eu não espero que algum dia alguém venha a ler esse diário, até por quê ele esconde coisas que se desvendadas podem acabar com a minha vida, por serem talvez, reais de mais. Pense em mim e nesse diário como páginas em branco que não trazem absolutamente nada que te faça sofrer; nós podemos ser nós mesmos sem medo de qualquer coisa quando decidimos assumir os pensamentos e as histórias de alguém como eu estou fazendo nesse exato capítulo. Mas deixo claro, que não tenho medo de revelar minha identidade, eu apenas estou esperando o momento certo. E quando esse momento certo chegar, espero que você não se decepcione ao descobrir quem eu sou . Ninguém precisa saber como você se sente, isso importa apenas para você mesma. Eu não vou contar tudo o quê sei sobre Anna e também não farei ela e nem Carina contar, pelo menos por enquanto.

– Por quê? Por quê você fez se tinha parado? Você sabia que poderia contar comigo, sempre soube. Eu poderia ter ajudado com seus problemas. Poderia te ajudar... como eu sempre fiz. Por quê Anna? — A voz de Carina estava tremula e boa parte de suas palavras insistiam em não sair.

Por mais que Carina se negasse a dizer que se importava, se negasse a chorar por Anna, naquele instante ela se sentia culpada de mais para se importar com essas pequenas coisas ligadas a seu orgulho e ego construídos apartir de quem ela havia se tornado. Ter a rainha de New York chorando não é um ato que se vê todo dia. Quando as palavras começaram a se confrontar, simplesmente é fácil fingir não ligar, deixando passar com o seu total e mais frio ar desconcentrado e desconectado do resto do mundo, e embora ela tentasse esconder as lágrimas e a amizade que antes ela tinha negado, ninguém já mais poderia perceber isso, pois agora, o tempo passou e os pensamentos anteriores não são mais valídos. Ela finalmente entendeu que não é fácil perder alguém e que muitas vezes não podemos lutar contra isso. Você pode tentar a todo custo mante-lá perto, mas se alguma outra força quiser separará-te daquele ser, nada haverá de ser feito. Ao menos, o destino não foi cruel com Carina e Anna. Já não digo o mesmo sobre mim. Retorno aqui dizendo que ninguém é capaz o suficiente de ser perfeito. Se tivéssemos um mundo de garotas perfeitas e idênticas , esse ‘’mundo’’ não poderia ser intitulado desta maneira e eu no meu papel de observadora, seria obrigada a fazer uso de de outros recursos lingüísticos para definir a situação. Classificaria isto com apenas uma palavra. A palavra que desde sempre apareceu aqui. Guerra. É isso que eu quero, mostrar uma guerra! Mostrar como é esse mundo perturbador adolescente de hoje em dia, onde você deve lutar para poder se manter vivo, e derrubar seu inimigo para poder vencer. Eu poderia dizer que aprendi isso da maneira mais complicada, mas prefiro não dizer nada a meu respeito. Se você não sabe os meus motivos para escrever um diário, sugiro que continue pensando, por quê não é tão difícil assim descobrir quem eu sou. Com toda certeza, você se pergunta desde algumas paginas atrás se garotas vivem em um mundo de paz hoje em dia. Muita coisa mudou no último século e acredito que o mais forte vence. Eu disse a um amigo a pouco tempo atrás que eu só a pessoa do qual as palavras saem para atingir o cérebro da minha preza e queima-ló feito fogo. Sou a precursora de todo o veneno e basicamente quem da ínicio e sentido a palavra guerra. Não gosto de fazer o quê eu faço, mas preciso sobreviver em um meio social onde boa parte das pessoas quer a minha cabeça. Eu não me importo com o que dizem a respeito de veneno e todas essas coisas que citei. Garanto que se você estivesse em meu lugar, faria o mesmo que eu. Porque há um momento quando você está certo e você sabe que deve lutar. Ninguém vai te salvar da fera pronta para atacar a não ser você próprio. Adianto que o mundo das garotas é só uma reprise bem mal feita do vídeo Thriller de Michael Jackson. Sei que não faz sentido eu fazer uma comparação como esta, mas continue acompanhando a minha linha de raciocínio que tudo vai ser explicado.

– Nem todos somos como você Carina. Não tive toda a sorte no amor que você teve. Admito, isso é invejável. Esta última crise me fez tomar uma decisão que a muito tempo eu deveria ter tomado. — Disse, levantando-se e indo em direção ao espelho do guarda-roupas.

Ali passou a olhar seu próprio reflexo. Parecia querer dizer a ela mesma que estava mais do que na hora de mudar, deixando de ser essa menina mimada e cheia de pequenas dúvidas e confusões. Carina permanecia-se de braços cruzados, distante em seus pensamentos. Em cada vida nós temos alguns problemas, uns maiores do que outros. Quando você se preocupa você faz dobrar. Olhe as estrelas. Veja como elas brilham para você e para tudo que você faz. Sim, e elas eram todas amarelas. Infelizmente Carina e Anna não perceberam que estrelas vivem soltas no céu e não presas a só um limite estabelecido mesmo que possa ser aparentemente a coisa certa a se fazer, devemos dar libertade para crescermos.

– Não devemos mudar pelos outros. Não devemos nos preocupar com problemas que não temos culpa de ter. Esta se vendo? Essa não é você Anna, pelo menos não é essa Anna que eu conheço. Mamãe disse que você é uma garota linda não é? O que você tem na cabeça não importa. Penteie o seu cabelo, vista seus saltos altos, desfile. O que você veste não é tudo o que importa. É apenas mais uma etapa. O concurso tira a dor. Desta vez iremos ganhar a coroa. Sem cair. Então, olhe para mim! — Anna virou-se e passou a fitar a melhor amiga, as duas agora dividiam o espelho e seus reflexos eram completamente diferentes. Carina era mais alta e Anna parecia uma anã de jardim comparada a Carina. — Cabelo loiro, seios pequenos. A TV diz que quanto maior, melhor. A moda diz que mais magra é melhor. Mas quem disse que a moda deve dizer quem eu devo ser ou não? A beleza machuca Anna! Evidenciamos o que temos de pior, a perfeição é a doença da nação e assim como você, eu não sou perfeita. Você não tem que me achar perfeita. Tente reparar algo. Mas você não pode reparar o que não consegue ver. — Concluiu e Anna baixou os olhos, deixando-os molharem por conta da frase final da amiga.

– A dor está lá no fundo e ninguém te liberta do seu corpo. É a alma que precisa de cirurgia. É a minha alma que precisa de cirurgia! — Começou. — Sorrisos de plásticos e a negação podem somente te levar para mais longe. E você se destrói quando assina o contrato para a escuridão. — Concluiu.

Carina assentiu com a cabeça, concordando com o quê Anna disse. Ela por sua vez, manteve-se calada, deixando o silêncio pairar no ambiente. De repente, Anna bateu no espelho em sua frente com toda a sua raiva acomulada, deixando-o estilhaçado. Os cacos caíram no chão e sua mão pelo incrível que pareça não estava machucada. Carina acompanhando-a tirou o salto que usava e o jogou contra o restante do espelho que ainda se mantinha de pé. Anna sorriu e Carina retribuiu fazendo sinal negativo, entendendo assim, o por quê do sorriso.

Céus de verão me fazem perceber e me trazem o sentimento de que , se isso não estivesse acontecido , nada seria o mesmo. Todas as coisas acontecem por uma razão. Enquanto a noite segue o dia, você aprende que deve-se superar. Mantendo a cabeça erguida.

– Somos as primeiras e únicas. Não há ninguém capaz de nos derrotar. — Falaram juntas, como em um coral ensaiado.

Enquanto isso em New York...

Céu azul de um dia de Outono. Folhas de tonalidade escura forram o chão por onde os carros passam. O transito e o barulho dão o charme esperado. O sinal verde indica passagem. Há uma grande limousine preta um pouco mais adiante, parada em frente a uma grande mansão. Curiosamente, atrás dessa limousine, vem alguns caminhões de mudança que trazem com si móveis com o valor de uma casa. Ouve-se a porta do carro se abrindo e de dentro dele , sai um homem com um pouco mais de trinta e cinco anos, junto a sua esposa, uma mulher de vestido preto e cabelo bem feito. Contrariando seus progrinósticos, eles não estavam sozinhos. Uma voz birrenta e feminina grita para que a deixem em paz. Seu irmão a empurra para fora da limousine depois de tanto pedir para ela sair, derrubando assim sua bolsa na calçada, que foi recolhida por um de seus mais novos empregados que esperavam sua chegada. Ela agradeceu a sua criada, mostrando-se uma garota educada. Porém, não se engane! Ela não é nem um terço do que aparenta. Quando enfim estava dentro de sua mais nova casa, virou um grande tapa na bunda do garoto loiro que havia feito pouco de sua cara minutos atrás. O casal que descrevi, possivélmente pais da garota, caiam na gargalhada com a cena anterior, fazendo ela mostrar a língua feito uma criança que já a muito tempo não era, subindo escada a cima com seu celular em mãos. Discou um numêro. Um não! Dois. Buscou os nomes em sua agenda branca e riu de forma irônica, digitando uma mensagem que logo não exitou e clicou em enviar.

De volta a Malibu...

Em minha mente. Mundos colidem. Algo dentro de mim se foi.

Ainda assim eu continuo indo na direção errada,

Eu me viro em um mundo sem consciência

Gritando para fora e sendo anônimo

E o problema é : você é igual a mim!

Eu quero saber, eu quero saber seu nome (seu nome)

Porque esta sendo anónima? Porque está jogando?

Celulares apitam na mesma hora, assustando-as e avisando que existia uma nova mensagem que necessitava ser lida. Junto a ela, um anexo de uma página do diário de Carina.

Sentiram minha falta? Será que vocês vão se lembrar do meu nome? Ouvi dizer que vocês dominam quem quiserem, não era assim na época que nos conhecemos não é Carina? A única coisa que temos em comum é isso. Não se acostumem! Vocês saberam que eu sou em breve. Aqui vai o meu presentinho. Vejo vocês em New York vadias, venham rápido antes que seja tarde.

– MLG

É, Carina e Anna estavam seguras no ínicio dessa jornada, mas agora, não posso dizer o mesmo. Então, me diga o que você esperava ao entrar em minha cabeça? Sim, isso tudo é sobre a minha cabeça. Eu sabia o tempo todo que algo assim aconteceria, mas eu detestava a idéia de acreditar. Maldade está nas palavras que tecemos. Traga a minha ilusão a uma conclusão. Pegue todos os meus sonhos impossíveis de vender e coloque-os na cama. Chute-os na cabeça. Apenas deixa estar. Eu voltarei. Voltarei a falar com você... muito em breve.

Até logo,

Bang, Bang! Adivinhem? Vocês em breve estaram todas mortas!

Notas finais
Não tenho razão Não tenho vergonha Não tenho família Que eu possa culpar Só não me deixe desaparecer Vou te contar tudo, então Bom meus caros, é o capítulo final. Agradeço por lerem mais uma temporada! Vejo vocês em março com o inicio da terceira temporada. XX. https://www.youtube.com/watch?v=ow7Uv4QKaLc&feature=autoshare Trailler da próxima e última temporada.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!