Notas iniciais
Espero que gostem!

_Agora para meu o meu escritório, Améllia. – meu pai falou grosseiro e eu já comecei a chorar.

Ele puxou da minha mão o sutiã e a camisinha da mão da Hellena – que ficou sem entender nada – e depois me acompanhou até o escritório. Assim que entramos ele trancou a porta, colocou os objetos em cima da mesa e se sentou na sua grande cadeira ergonômica.

_Na quinta teve uma palestra na escola. – falei a verdade enquanto soluçava e ele me encarava – sobre sexualidade, pai. Foi daí que veio a camisinha – me recompus parando de chorar– eu ia entregar para mamãe – essa parte eu menti, pra ele diminuir meu futuro castigo. – Estava guardado na minha mala pra eu entregar quando ela voltasse de viagem e a Leninha e o Henrico estavam mexendo na minha bolça quando acordei.

Ele semicerrou os olhos, juntou as mãos em cima da mesa e ficou procurando na minha expressão algum rastro de mentira. Mas, por sorte, sei enganar meus pais muito bem.

_E quanto ao sutiã?

Puts, merda, droga. A única desculpa que me vinha na cabeça era “Querido pai, já tenho peitos.” Mas os únicos tipos de sutiã que meu pai gostaria que eu usasse seria sem bojo daqueles com desenhinho.

_Você não tem idade para esse tipo de langerie, filha. Um sutiã vermelho rendado chamaria muita atenção de um homem, e não quero você tendo esse tipo de atenção. Porque vocês são jovens, não tem responsabilidade e daqui a pouco aparece barriguda. Sabe quando se gasta com um filho? Você nem consegue se sustentar imagina cuidar de uma criança? Oh céus, nem quero imaginar uma coisa dessas. Só quero o seu bem, e isso inclui não fazer coisa de adultos. – ele falou essa parte e eu segurei uma risada. – Se eu pudesse te deixaria de castigo pelo resto da vida por querer antecipar as coisas.

_Pai, eu te entendo. E não vou fazer nada do que você está pensando. – nesse momento eu falaria qualquer coisa para sair dali. Se precisasse falaria que ia perder minha virgindade só depois do casamento.

_Tudo bem, mas você não vai namorar até os trinta anos. Combinado? – ele falou sério. Tudo que eu pensava sobre contar do Nate para o papai essa fim de semana desapareceu com essa frase. Meu pai era um tanto inocente quanto a mim, namorei um tempão e ele nunca soube. Tudo bem que ele morava no exterior e não éramos nada próximos e esse tipo de coisa ele só saberia se eu contasse porque nem rede social tinha. – E eu vou queimar esse sutiã e eu vou pensar em algum castigo.

Ele se levantou beijou minha cabeça e me deixou sair da sala, cheguei no quarto ainda estava com os olhos inchados e o nariz vermelho. Os meninos estavam sentados na cama conversando com a Mari. Assim que entrei, fechei e tranquei a porta.

_Meu deus o que houve amiga? – Mariah perguntou me abraçando.

Eu já estava um pouco abalada e me permiti chorar. Depois de um tempo me recuperei e sentei na cama com as costas apoiada na cabeceira.

_Meu pai pegou a camisinha da palestra nas minhas coisas. – só resumi porque sabia que eles não me deixariam em paz e tentei fugir do assunto depois. – mas enfim o que vocês estavam falando?

_Hoje tem aquele festival de música na Makawi, amor. A gente estava pensando em ir, mas se não estiver a fim tudo bem.

_Claro que vamos. Temos que aproveitar um pouco. – falei sorrindo e pensando na possibilidade de meu pai não deixar.

_Gus empresta o teu carregador? – Mari falou como uma desculpa pra sair do quarto, não sei como ela entendia que eu queria ficar a sós com o Nate sem sequer uma palavra. Sério, nunca conheci uma pessoa que me entendesse como ela.

_Claro, ta na minha mala. Vamos pegar. – Gus falou e eles saíram do quarto.

Me virei e aninhei com o Nate. Dei lhe um beijo. Minha nossa! Como eu estava com vontade de fazer isso. Era tão aconchegante ficar nos braços dele que desde a conversa com o papai eu só queria lhe abraçar e lhe beijar. Eu não estava nenhum pouco arrependida de ter trago o Nate para minha vida novamente e não pretendia tira-lo de novo nem com meu pai contra nós.

_Meu pai não pode saber que estamos juntos. – falei olhando nos seus olhos azuis.

_Seu pai, ou as pessoas em geral? – perguntou receoso.

_Fique à vontade pra contar para as piriguetizinhas da tua escola. – falei e sorri me sentindo orgulhosa de ser sua namorada.

_Isso é ciúmes? – ele brincou e sorriu – você sabe que eu te amo né?

Notas finais
Oi pessoal, quero pedir pra vocês comentarem, favoritarem e conversarem a respeito com seus amigos e tals. Isso vai me ajudar bastante. Beijinhos e até o próximo capítulo.