Diário de uma adolescente
16 Pegando o ex
Notas iniciais
Por causa dos jogos no dia seguinte a festa começou as oito e terminou à uma da manhã.
Depois da nossa apresentação muitas pessoas — algumas até que eu nem sequer conhecia — vieram me dar os parabéns. Relembrei minha paixão pela dança e ainda fui aplaudida. Que honra.
Eu não briguei com Nate pelo beijo, porque afinal eu gostei. Mesmo na frente de todos eu só tive olhos para ele, e nem sequer corei. Mas depois disso ele ficou atrás de mim a festa inteira. Esperando que eu desse a iniciativa depois da “surpresa” dele. Nate sempre esperada eu "responder" ao seu agrado. Ele era um pouco orgulhoso, mas isso nunca foi problema no nosso relacionamento. Ele era do tipo que seduzia todas as meninas apenas com o sorriso e fazia elas se humilharem por um oi.
Mesmo assim eu não ficaria com ele novamente no meio de todos. Não sabendo que amanhã estaríamos torcendo contra e de repente rolaria briga. Mas confesso que estava com vontade de ficar com ele, até porque na seca que eu estou ninguém aguentaria. É sério gente, estava ficando bv novamente. Além disso ele com certeza esperava alguma coisa. Coitado, ficou a festa inteira do meu lado.
_Me encontra no meu quarto em quinze minutos. – sussurrei no ouvido do Nataniel percebendo que ele sabia onde eu estava hospedada e sai sorrindo.
As luzes já estavam acesas e a banda já estava guardando os instrumentos, mas o pessoal custava a se mover. Procurei a Mari, minha colega de quarto até aqui, e quando achei fui em direção à ela.
_Mari, lembra do carinha que tava dançando comigo? – perguntei baixo pro Gus não ouvir.
_E como – ela falou como se ele fosse um deus. – o que tem?
_To levando ele pro quarto. Posso? – perguntei sendo educada.
_Hmmmmmm – ela falou sorrindo maliciosamente e chamando a atenção do Augustus que agora ouvia disfarçadamente nossa conversa. – tudo bem eu posso dormir com o Gus, e além disso eu queria dar uma volta por ai mesmo.
_Não tem nada a ver isso. Não vai rolar nada demais. – falei esclarecendo.
Eu apenas chamei ele pro quarto, porque eu me sentia mais à vontade lá. Não que a gente fosse transar. E avisei a Mari pra ela não chegar sem entender nada. E porque eu sou muito tímida pra ficar com alguém -que não tivesse envolvido- do lado.
Subi para o quarto e assim que cheguei enrolei meu cabelo num coque frouxo e olhava no espelho enquanto tentava tirar meu colar. Que coisa difícil!
Nesse momento a porta se abriu e eu o vi entrando. Se aproximou de mim e tirou o colar delicadamente colocando-o na penteadeira. Depois deu uns beijinhos na minha nuca, que eu com certeza sabia que era seu ponto fraco. E foi subindo pra orelha, sussurrando besteiras. Até eu me virar subitamente e agarra-lo com desejo.
_Senti falta disso. – ele sussurrou em meio aos beijos.
_Como se eu fosse tua última. – eu falei cortando um pouco o clima e imaginando quantas já ficaram com ele depois que terminamos.
_Você sempre foi diferente, princesa.
Dei impulso e ele me pegou no colo, suas mãos seguravam minhas coxas com firmeza e seus bíceps ficavam mais aparentes por cima da camisa da camisa social. Abri uns botões e passei a mão pelo seu peitoral. Meu deus, tinha esquecido que ele era tão gostoso. Ele se sentou no sofá que ficava do lado das camas e de frente para a porta. E eu ainda estava no seu colo, minha intensão era ficar só nos amassos, mas já sentia seu membro rígido há algum tempo e como eu não queria algo mais era melhor parar. Mas meu corpo não queria isso.
Me distanciei da boca dele e beijei seu pescoço. Sem querer devo ter deixado até uma marca. Uma forte marca. Sua mão na minha perna subia cada vez mais.
_Volta pra mim, Améllia. – ele cochichou. Aquela voz rouca que eu amava, percebi que ele falava a verdade. Ele realmente queria e pela primeira vez depois do nosso termino eu estava considerando a opção.
Então eu o olhei nos olhos, como a primeira vez que nos vimos. E depois de um bom tempo e muitas histórias eu ainda sentia a mesma coisa. Aquele azul céu que me fazia perder a noção de tempo, que me fazia tremer e meu coração acelerar.
Quando ouvi um grito desesperado da Mari “AUGUSTUS” e o Nate na minha frente revirando os olhos eu sabia que o Gus estava atrás de mim e que o garoto que eu estava sentada no colo estava irritado por alguém ter se metido. Assim como eu, ele também preferia quando estávamos só nós dois.
Congelei na mesma posição que eu estava. Na verdade, estava com vergonha de olhar pra trás e dar de cara com eles.
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