Diário de uma adolescente
19 House Party X Pool Party
Notas iniciais
Meia hora depois minha casa a estava uma bagunça, eu apenas tinha guardado uns objetos que poderiam quebrar quando eles chegaram com a cerveja e já começaram a fazer festa.
Colocaram o troféu em um nicho grande que tem na minha sala e deixaram-no ali pra quem quisesse ver. A minha piscina estava até branca, tão cheia que eu podia sentir o cheiro familiar dos meus produtos que com certeza tinham sido motivo daquela espuma. E sim, eu fiquei muito irritada, mas depois eu decidi curtir e deixar os “problemas” para o outro dia.
Minha escada branca já estava marrom, resultado de cerveja derramada com sapato sujo. E na sala principal a cada música que tocava nós incorporávamos o ritmo. Tocou muito funk. Mas deixa eu explicar como foi isso. Misturando bebida, funk e amigas não sairia coisa boa. Nós descíamos até o chão e rebolávamos pra valer, mas só lembrando que só estávamos dançando assim porque éramos todos amigos e não tinha uma pessoa sequer que iria sair dali falando “puta” (até porque acredito que nem lembrariam).
_Olha pra qualquer garoto! – Mari falou me cutucando.
Olhei pro Gus como se fosse automático e ele sorriu, notei um “volume” entre as pernas, depois olhei pro Isaque e pro Marcos. E passei os olhos correndo pelos garotos até chegar na Mari e gargalhar muito.
_Pois é, eles estão todos de pau duro. – ela falava e o resto ria sem parar.
Eram seis horas quando decidimos ver o pôr do sol na piscina. A maioria do pessoal já estava dormindo jogado no sofá ou em qualquer canto da casa. O garoto que passou mal ainda estava no banheiro e tinham duas meninas que estavam rindo sem parar, contando podres de todo mundo e histórias sem pé nem cabeça. Desligamos o som e fomos pra fora. Pulamos na piscina todos juntos e saltou água e espuma pra todo lado, mas foi divertido.
Nadamos, brincamos, alguns se beijaram, e teve uma hora que os meninos pegaram as meninas no ombro e nós tentávamos nos derrubar. Bianca foi a primeira a cair, e eu fui a última –palmas pra mim- todo mundo se divertia, mas no outro dia deveríamos estar bem e ter disposição pro treinador não reclamar quando voltássemos pro internato.
Sai da piscina tremendo de frio, decidi tomar banho pra ir dormir, só que antes acordei todo mundo e mandei-os embora. Apenas o Gus e a Mari ficaram, já que iriam dormir aqui. Mostrei o quarto dos hospedes pra eles e liguei pra faxineira. No banheiro eu me despi e tomei uma ducha rápida, coloquei meu pijama e me deitei na cama.
Era estranho essa sensação de ficar sozinha num quarto tão grande, acho que estou tão acostumada com o quarto e minha colega no Patruni que esqueci como é isso. Fiquei rolando na cama por bastante tempo até que desisti de tentar dormir e peguei o celular. Abri o facetime e liguei pro Nate.
_Amo quando você deixa o orgulho de lado e vem atrás. – ele falou assim que conectou as câmeras.
_É só porque bebi um pouquinho –falei fazendo sinal com a mão- mas não vai se acostumando.
_A gente pode se ver amanhã? — ele perguntou depois de um período de silêncio nos encarando.
_O ônibus sai onze horas da manhã e já são sete e meia, o pessoal acabou de sair daqui e mesmo não conseguindo dormir eu preciso pelo menos tentar ... então acho que não vai dar. -Falei fazendo beicinho- A não ser .....
_A não ser que .... – ele se levantou da cama enquanto eu fiquei admirando o seu corpo coberto apenas por uma cueca box até que colocou a calça e falou — .... eu te faça uma visita agora.
_Pode ser, você sabe onde fica a chave né. – mandei um beijo e desliguei o facetime.
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