Diário de frustrações
1 Borrões do passado
Notas iniciais
Eu juro que as vezes não o reconheço mais
O que será que está acontecendo entre nós?
Não somos mais como éramos antes
Não temos mais nossas conversas inacabáveis sobre tudo e nada
Não me fala mais sobre o que pensa
Não consigo mais colocar direito em palavras o que sinto para você...
É como se eu me afogasse,
Você sempre foi o primeiro a vir me resgatar
Você sempre foi o primeiro a perceber a tempestade que estava por vir
Você era o primeiro a notar meus falsos sorrisos e não fazer pouco das causas
O que exatamente aconteceu nesse meio tempo?
Você, em um dado momento, estava até mais disposto a me salvar
Agora é como se eu nem mais existisse as vezes
Agora você não se esforça mais por mim
Faz pouco sobre meus motivos de afogamento
E não me deixa chegar perto
O que aconteceu?
Claro, o sentimento esmaeceu, se perdeu aos poucos
Em face de seus próprios problemas, você se viu obrigado a abandona-lo
Mas e aquilo que sentia por mim como amigo, esmaeceu-se também?
Aquela disposição, para onde ela foi?
Tudo que posso ver em você agora
É um sorriso presunçoso, por saber que foi o primeiro a se livrar
Por saber que eu ainda luto contra este sentimento
Por saber que não está do mesmo modo que eu...
Por que não deixa-me alcançá-lo mais?
Eu não era uma das pessoas mais importantes para você?
Por que não diz mais nada a mim
Por que me deixa a deriva, se eu digo que pode confiar em mim?
Confio lhe cegamente todos meus mais profundos pensamentos
Compartilho minhas tristezas, medos, aflições e não retribui.
Não mais me escuta como antes
Tenho quase certeza que não fiz nada de errado
Que ajo como agia antes, então
Por que não age como antes também?
Por que tem que me deixar no escuro?
Por que devolve-me as trevas que eu tanto conhecia antes de você?
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