Diário de Uma Paixão

4 Capítulo 3 - Pela última vez


Notas iniciais
Por favor (?)

Agora eu entendo Deus. Entendo porque tudo isso está acontecendo, entre Arthur e eu. Nós erramos muito no relacionamento, erramos entre nós dois e individualmente. Dos meus erros eu sei e já lhe pedi perdão. Eu acordei. Percebi que mesmo as menores ações trazem muitas coisas ruins. E uma delas foi essa separação. O Senhor sabe o quanto me arrependo e o tanto que estou pagando por meus erros. Mas passou. Eu mudei minha cabeça, agora sei o que é certo e o que é errado. Sei o que vale a pena e o que não vale. Mesmo assim, Arthur está entre esse meio termo. Eu sei que o amo e sei que o quero, ao mesmo tempo sei que ele não está dando o valor e que eu tenho que seguir minha vida sem ele, como ele tanto quer. O problema? Eu mesma não quero isso.

O mundo é sujo. Ele costuma menosprezar as pessoas, pisa em cima delas. E só depende de nós mesmo se vamos continuar largados no chão ou se vamos reunir forças e sair da fossa. Eu reuni forças em ti Deus e em meu amor, pois ele é muito forte. Não apenas o amor por Arthur. Em geral, meu amor próprio e amor aos que estão ao meu redor dando importância.

Amanhã fará um mês desde que todo esse inferno começou. Dá pra acreditar que passei um mês inteiro chorando todos os dias? Apenas comendo uma vez por dia. Como ainda estou de pé? Isso tudo só me faz ter mais certeza de que Deus está preparando minha recompensa. Pois eu consegui passar por suas provas e quer saber? Fico feliz em saber disso.

Eu fui forte o bastante para não desistir. Mesmo que tenha passado a ideia inúmeras vezes em minha cabeça, a vontade de ser feliz ainda ultrapassou isso. O desejo de tê-lo novamente comigo foi mais forte que as maldades que vivi. Maldades que o próprio proporcionou. Te agradeço por isso também Deus, com tudo isso que aconteceu, meu coração permanece puro de raiva e esses sentimentos afins.

Hoje foi dia de trabalho. Cansei, tentei me distrair, mas a cada passo dado era uma lembrança e um sonho para o futuro. Vi tantas crianças, segurei tantos bebês, cuidei de tantas vidas e sempre passando pela cabeça que futuramente seríamos nós naquela situação, criando nossos filhos. Lembra disso? Seriam os bebês mais fofos do mundo. O goidinho e a princesa.

Ontem a noite eu sonhei com você. Sabe aquele sonho que você sente que é real e quando acorda daria tudo que tem para que realmente fosse? Pois bem.

Lá estava eu, na sua casa. Sem entender o que se passava, quando de repente meus pais chegavam para o almoço. Você os tinha convidado. Queria uma conversa franca e sabe qual o propósito dela? Me ter de volta. Você estava disposto Arthur! Estava correndo atrás de todos seus erros só pra ter sua pequena de volta. Esse foi um dos motivos para meu primeiro sorriso matinal. Você conversava com eles de um jeito que nunca imaginei. Você não ficava nervoso, não tinha medo de ousar no que falava, e convenhamos... você nunca foi de poupar na hora de falar o que pensa! Sempre gostei disso em você, da sua sinceridade (...) eu permanecia de cabeça baixa, tentando assimilar o que estava acontecendo. E você falando sem parar, meus pais se surpreendiam com sua atitude. Sua mãe e sua irmã também, foi um almoço em família. Uma união que nunca tivemos e que eu sempre quis. O almoço acabava, você falava tudo que queria e me pedia para ficar. Eles deixavam e vocês se despediam com abraços. Dá pra imaginar? Ficavamos a sós e você cuidava tão bem de mim. Fazendo aquelas carícias gostosas em meu rosto. Eu adormecia e você continuava lá do meu lado. Lembro que após isso eu dizia que não voltaria correndo pra ti, por mais que quisesse. Você teria que provar o amor e pra nunca mais me deixar, e você estava preparando algo.

E aí eu acordei. Sabe o que fiquei pensando? Tomara que esse resultado final aconteça na vida real. Mas será Arthur? Será que você realmente me ama? Se me ama eu te peço que por favor demonstre e volte, volte para sua menininha. Ela anda precisando muito de você.

Por favor Arthur, não me abandone. Sinta algo forte ao ler essas palavras, eu te peço. Não deixe para o amanhã, para o futuro, o que você deve fazer hoje, agora! Você já perdeu muito tempo com isso. Conhecemos pessoas novas, fizemos coisas diferentes. Contudo, em mim sua falta ainda é grande. E eu não quero ter que viver num mundo onde eu não possa ter você ao meu lado. Isso é muito injusto.

Vamos conversar, tomar alguma atitude, por favor. Só não me peça novamente para te esquecer, para deixarmos esse assunto pra lá. Não me abandone nisso também, não desligue-se totalmente de mim.

Apenas reconheça que você errou e se acabou comigo foi por falta de amor, não por questões de responsabilidade. Eu não aceito mais ouvir isso de ti. Por favor, pense. Reflita. Essas novas garotas que você está conhecendo nunca vão preencher toda a falta que ainda vou te fazer. Você reconhece isso, não é? Mas não me trate como a última das opções. Pois foi isso que você fez ultimamente. E isso me destruiu.

Pensei em fazer tantas coisas para reatar nosso relacionamento. E mesmo que isso não aconteça agora, gostaria que ao menos você colaborasse para um teste. Talvez com ele as coisas mudassem, será que você se interessaria? Eu espero que sim. Não quero que a gente volte agora, quero apenas que nós resolvamos nossas diferenças. Sei que isso vai trazer coisas boas para os dois lados e a vontade de ter um ao lado do outro vai crescer. Ao menos eu espero. Mas pra que isso aconteça você precisa querer também. Então queira Arthur, por favor. Se permita sentir isso novamente.

(...) eu vou deixar o tempo mostrar, que o seu amor sou eu!