Diário da Dastan

8 Capitulo 8- quinta


Acabei por adormecer enquanto estudava o trabalho e quando acordei, as aulas já estavam a começar. Despachei-me, não tomei o pequeno-almoço e sai a correr em direção a escola.

Estava perdida nos corredores e tentei procurar alguém que me ajudasse. Estava uma pessoa, mulher, extremamente linda. Era nova demais para ser uma professora e velha de mais para ser uma aluna, por isso não sei quem ela era. Ela encarava-me com um sorriso. Veio na minha direção e perguntou se era da escola porque nunca me tinha visto. Eu contei a história toda. “Sou uma nova aluna e neste preciso momento estou perdida, adormeci enquanto estudava” ela riu-se e perguntou-me qual era a turma, de seguida levou-me ate a sala. Ela despediu-se com “Então, se precisares de algum conselho ou ajuda nos estudo, eu estou aqui. Chamo-me Mary.”

Então esta é que é a professora Mary que o Mikoto “gosta”. Entrei na sala, pedi muitas desculpas por estar meia hora atrasada e ainda tive que ouvir o Castiel a dizer “Que pena! Pensei que finalmente ias desistir desta escola.”. O dia começou bem.

Quando a aula acabou, pensei em perguntar ao Castiel sobre o Mikoto, se ele sabia onde ele estava. Ele respondeu tao educadamente: “Estás a ver-me com cara de mapa? Vê se ele está no meu bolso!”. Ia responder-lhe mas alguém meteu a mão no meu ombro e disse “Mais vale ignora-lo do que ser como ele, menina.” Olhei para o meu lado e vi alguém alto, rapaz e extremamente alto, um olho dourado e um olho verde, cabelo branco com pontas escuras. Este é o Lysandre. Ele sorriu-me e eu sorri de volta. Não pude falhar a oportunidade. Perguntei-lhe se ele também sabia onde estava o Mikoto. Ele disse que provavelmente estaria no banco (O mesmo que a May me contou ontem) e se precisasse de ajuda para procurar podia pedir ao Nathaniel, mas Castiel entreviu com um enorme “NÃO!”. Agarrou no meu braço e disse que me levava até ele, e levou-me a rastos pelo braço ate ao pátio onde finalmente me largou.

Apontou para um banco e disse que o Mikoto estava la, de seguida disse “Eu vou-me embora daqui. Mas só te digo uma coisa, se o Mikoto recusar os teus sentimentos, podes sempre vir chorar ao meu ombro.” Respondi-lhe com um “vai sonhando” e fui direta ao banco. Estava alguém deitado nele, com o braço a tapar os olhos mas eu reconheci-o.

Era ele mesmo! Aquele em que me cruzei ontem no parque enquanto ia ao encontro da May. Era ele! Chamei por ele várias vezes e ele levantou-se a seguir ao quinto ou sexto chamado exclamando uma coisa do género “barulhento”. Ele olhou-me e provavelmente estava a espera que dissesse algo, eu só consegui dizer: “Eu sou a Dastan!” Ele ficou a olhar a espera que eu dissesse mais alguma coisa, então perguntei se ele se lembrava de mim. Ele apenas deitou-se e pôs-se na posição em que estava quando o encontrei. Ignorou-me completamente.´

Não gostei e decidi dizer “Não tapes o sol que me iluminava e aquecia quando era pequena!”

Ele levantou-se e encarou-me com os seus olhos dourados mas enublados como quem acabava de ver um fantasma. Não conseguia parar de olhar nos seus olhos.

Uns dois minutos depois, ele respondeu “Como é que posso iluminar as pessoas se antes a pessoa a quem iluminava decidiu tapar o seu sol?” Ele levantou-se e caminhou, parecia desorientado, pegou num cigarro, acendeu-o e continuou a caminhar.

Foi um momento muito estranho, mas ele tinha razão. Eu tapei o meu próprio sol! Eu fechei-me para que mais nenhum raio de sol me atingisse.

O resto do dia andei aluada, sempre desatenta. Nem me lembro das bocas que o Castiel me mandou, nem de como cheguei a casa ou se passei pela avó para dar um beijo.

Só quero dormir!

Vou tomar banho e logo de seguida vou fazer os trabalhos de casa e dormir. Para mim, este foi o pior dia da minha vida, e ainda mal começou.

Até amanhã!

DastanDrake

Notas finais
Mais comentarios para mais capitulos ;)