Diário da Dastan
7 Capitulo 7- quarta
Notas iniciais
Como a May não me contou a história toda ontem, decidi ir passear com ela, já que não há aulas a quarta-feira.
Primeiro, depois de tomar o pequeno-almoço, fui ao lar e contei o que se passou a avó. Ela achou muita piada e riu-se de mim. Contei sobre os atos do Castiel e o que a May me contou ontem. “Do ódio vem a paixão” ela disse. Não absolutamente não. Ele, ok é totalmente o meu estilo e eu acho que me sinto atraída por ele, mas acho que é só isso. Não há nada mais. Ele acaba por me por os nervos em franja. Não gosto disso. Contei também que iria estar com a May e quem sabe, irei descobrir finalmente quem é o Mikoto. Olhei as horas e reparei que estava quase na hora combinada. Despedi-me e fui para o ponto de encontro na entrada do parque.
Tinha recebido a meio do caminho uma mensagem da May: “Peço desculpas Dastan-chan por estar atrasada. A minha mãe tinha-me pedido para ir fazer umas compras e eu perdi a noção do tempo. >x< Mas estou a caminho!” iria responder a dizer que não era preciso apressar porque eu ainda estava a chegar quando fui contra alguém. Doeu mas quando eu olhei para a cara dele, ele tinha os seus metro e noventa de altura, com cabelo vermelho e olhos dourados, exatamente igual ao Mikoto, mas os seus olhos, já não eram um sol. Parecia que uma nuvem negra, completamente carregada de água se tinha atravessado em frente ao sol caloroso que me aquecia quando era pequena. Paralisada com os olhos dele, não me mexi, apenas consegui pronunciar um “desculpe” que acho que ele ouviu. Com o cigarro na boca ele não revelava qualquer expressão enquanto me olhava. Ele apenas se limitou a olhar em frente, pôs a mão no topo da minha cabeça e seguiu o caminho metendo as mãos nos bolsos.
Durante uns 5 minutos fiquei no mesmo lugar até a May me encontrar e me fazer acordar. Aquilo foi muito estranho.
Fomos para o parque junto ao cesto de basquete onde tenho memórias de ter falado com o “cornudo” pela primeira vez fora da escola. A May contou-me que o Castiel sempre foi assim rude e mal-educado, mas nunca foi pessoa de mandar bocas sem razão aparente. Ela quis dizer que se ninguém falasse para ele, ele também não falava. Mas ele fala sempre comigo, sem eu ter dito/feito alguma coisa.
Mas isso não era o que me interessava. Queria conhecer o Mikoto e então ela contou tudo o que sabia sobre ele: ele era uma pessoa que estava sempre, mas SEMPRE a dormir, até mesmo no meio do corredor (deve ter sido nele que eu tropecei no sábado), não ia as aulas a exceção das aulas da professora Mary, a professora de Inglês do 3º ano que era uma jovem e linda mulher. E que havia rumores que ele gostava dela e que já tinha saído com ela. (Parece que o Mikoto já deu o seu coração a alguém, e parece que eu só vim perturbar mais a vida dele) O seu melhor amigo, que era super lindo e perfeito, dizia ela, era dono de um bar onde o Mikoto ia para la todos os dias. O Castiel e o Lysandre fazem parte de uma banda onde atuam nesse mesmo bar, por isso é que são “amigos”. Deve ter sido por isso que os vi perto no sábado.
Acabando de falar, a May disse que tinha de ir para casa preparar o trabalho e saiu. Supostamente eu também teria mas fiquei a admirar o cesto de basquete e a pensar.
Mikoto para ser alguém que não esta a fazer nada na escola, apenas se interessa pela tal professora Mary, e já saíram juntos. Eu e ele já nos conhecemos praticamente desde que nasci e agora somos apenas desconhecidos, a imagem de Mikoto que me aparece quando penso nas palavras da May é daquele onde me cruzei a entrada. Tem exatamente os traço de Mikoto menos os olhos. Aqueles não eram o sol.
A May chegou a dizer que ele costumava estar num banco atras da escola abaixo de uma árvore onde ninguém ia e era sossegado.
Amanha com certeza irei procurar. Quando olhei as horas já eram quatro por isso desatei a correr para casa para preparar o trabalho. Ainda o estou a decorar mas dei uma pausa para escrever. Amanha definitivamente irei falar com o Mikoto.
Ate amanhã!
DastanDrake
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