Diário da Dastan

21 Capitulo 21 – sábado


O dia começou estranho. Ainda estava a dormir quando o meu telemóvel tocou. Mikoto chateou-se bastante com o barulho, não sabia o que lhe fazer para me desculpar, mas mais tarde pensava nisso.

Era May e ela estava muito aflita. Pensei que ela poderia estar em sarilhos por isso, vesti-me e fui a correr para o parque que ela pediu para nos encontrar.

Tive de correr porque pensei que ela estava mesmo em sarilhos, mas ela apenas saltou para os meus braços com o sorriso enorme na cara, parecia que tinha concretizado o seu sonho.

Sentamo-nos num banco e pelo que percebi, a May e o Nathaniel iam sair. Nathaniel estava indeciso quanto ao lugar, então a May é que iria escolher, por isso é que me chamou. “Pelo mais que precisasses de mim, não podias esperar uns minutos até que eu acordasse?” disse-lhe eu. Ela ficou preocupada se tinha acordado o Mikoto. Assegurei-lhe que se tivesse acordado, eu não estaria ali a falar com ela. E mesmo que o mundo tivesse a acabar, um meteorito gigante tivesse caído ou a casa a pegar fogo, ele não acordaria…

Ela queria a minha ajuda para ter um encontro naquele bar em que fomos ver o Castiel e o Lysandre e ofereceu que o Castiel também fosse, já que eu era muito amiga dele e ele conhecia o dono do bar, podíamos fazer um encontro duplo. Acabamos por concluir as duas que Castiel e Nathaniel juntos não iria acabar bem, e pelo que o Mikoto falou do Izumo, ele não gosta de confusões no seu bar. Depois May deu a ideia de levar o Mikoto já que era o bar do seu melhor amigo. Tive uma ideia! Podia pedir a ajuda do Izumo para fazer um “jantar romântico” para a May e o Nathaniel! Era de génio, claro que era! Disse-lhe para estar pronta às 19horas em frente ao bar.

Fui a correr para casa ter com o Mikoto. Abanei-o, abanei-o bastante até ele se enervar, atirar-me ao chão e cair em cima de mim. Não estava com medo, claro que não! “Posso saber porque me abanas tanto enquanto eu estava a ter o meu sono de beleza?” Ri-me e pedi-lhe urgentemente ajuda. Ele não me quês ajudar pelo que tive de fazer sozinha. Ele voltou para a cama e passados nem um minuto ele já estava a ressonar. Peguei no seu telemóvel. Sei que não devia, mas tinha de ajudar a minha amiga. Depois vi que não devia ter mesmo pegado. Enquanto procurava na lista telefónica o nome “Kusanagi” mesmo em baixo estava Mary. Podia finalmente ver o que tinham falado. Podia finalmente ver o que tinham feito os dois juntos. Mas não o fiz. Concentrei-me no que queria fazer mas aquele pormenor não me saiu da cabeça.

Liguei a Izumo e ele disse que tinha o bar fechado no sábado mas não se importava de me ajudar sempre que eu precisasse. Então dirigi-me ao bar e quando acabei de chegar, todos exclamaram o meu nome como fizeram com o Mikoto. Parecia que eu já pertencia a família. Todos diziam “Que bom que já estares de volta!” e “O Yata não se calava a perguntar quando é que voltavas.” Assim houve uma enorme discussão com o Yata que ficou super vermelho e acidentalmente empurrou um dos seus companheiros contra Izumo que estava a limpar um copo. Esse mesmo copo caiu das suas mãos e desfez-se em pedaços no chão. Houve um enorme silêncio…

Izumo estava de cabeça baixa. Todos sussurravam um “Ops”. Lentamente, Izumo virava-se para os seus companheiros. Foi em direção ao Yata e ao rapaz que foi contra ele, segurou nas suas cabeças e, com força, esmagou as duas, uma contra a outra. Até eu tinha ouvido o som de ossos a partirem-se…

“Se não desaparecerem daqui eu juro que vos mato!” Toda a gente fugiu, menos eu. Então, Izumo sorriu e lamentou que eu tivesse visto aquilo. Quem olha e fala para ele, vê-se que ele é um anjo, mas quando ele se enerva é bem pior que o Diabo. Ele disse que é normal acontecer aquilo pelo menos uma vez por mês.

Depois daquela confusão toda, acabei por explicar-lhe a minha ideia. “Queria um jantar romântico” e ele surpreendentemente perguntou “Para ti e para o Mikoto?” Fiquei completamente vermelha e ele ria-se bastante da minha cara. Expliquei-lhe toda a minha ideia ele sorriu e deu as suas ideias. Por eu ser “gente da casa” ele disse que iria dar um desconto e eu tive que agradecer imenso.

As 17h voltei ao bar e ajudei-o a cozinhar e a preparar as coisas já que os amigos dele tinham fugido de medo e não iriam aparecer tao cedo. A comida era super saborosa. Um dia teria de jantar ali. Com o Mikoto, quem sabe.

Estava a chegar as 19horas quando vi o Nathaniel e a May a entrarem pela porta de entrada. Eu estava na cozinha a espreitar pela porta. Izumo deu a ideia de eu me vestir de empregada. Foi muito embaraçoso mas eu acabei por aceitar. Eles sentaram-se numa mesa e era a minha deixa.

“O que vão desejar para esta noite?” Nathaniel olhou-me e arregalou os olhos, a May fez exatamente o mesmo. Eu deveria estar completamente vermelha. O traje também não ajudava. Era curto e muito decotado. O que me fez ficar ainda mais vermelha foi o facto de o Mikoto aparecer por lá, olhar-me de cima a baixo e ainda rir-se na minha cara. Não aguentei e fui-me trocar. Agradeci por tudo a Izumo e fui visitar a minha avó. Ela riu-se imenso e ainda disse: “Um homem nunca deveria ter vergonha de confessar que errou, pois na verdade é como dizer, por outras palavras, que hoje ele é mais sábio do que foi ontem.” E depois cheguei a casa e o Mikoto ainda não tinha chegado, mas o bom é que a May e o Nathaniel tiveram uma boa noite. Estou ansiosa por saber o que aconteceu no resto da noite. Não sei por que razão mas sinto-me muito cansada por isso vou dormir.

Até amanhã!

DastanDrake