Diário da Dastan
16 Capitulo 16- segunda
Notas iniciais
Acordei com um grande barulho que estava dentro do autocarro. Ao meu lado, o Mikoto dormia com a cabeça pousada no meu ombro. Tentei não o acordar. Chamei várias vezes pelo Castiel mas ele também estava com os auriculares por isso não me iria ouvir por isso chamei o Lysandre para tentar perceber o que se passava. Pelo que percebi, estávamos a chegar.
A diretora tinha dito que era uma visita de estudo de uma semana no meio da floresta com toda a escola para fazer um tipo de convivo interescolar. A tia Banner autorizou-me já que o Mikoto também iria embora contra vontade, e a avó também autorizou pois era um lugar lindo na floresta.
Quando saímos do autocarro, tive que abanar várias vezes o Mikoto para ele acordar, só havia árvores. Fomos guiados pelo professor Kento que nos levou a uma clareira onde não havia árvores, apenas relva muito pequena, um bom lugar para convívio, fogueiras e brincadeiras. Montamos todos as tendas e estavam a decidir com quem iriam partilhar as tendas. Pelo que percebi, cada turma fez um círculo de tendas para ser mais fácil de se identificar. Por isso, perdi o Mikoto de vista. Eu iria partilhar a tenda com May. Lysandre com um rapaz da nossa turma que o nome era Kentin e Castiel iria partilhar com Nathaniel. Quando Castiel ouviu o nome do Nath começou a discutir. “Não vou partilhar a minha tenda com este coelho”, “Ele vai dormir cá fora. Nunca irá meter os pés lá dentro.” E Nathaniel respondia “Pela primeira vez concordo com ele, não vou partilhar a mesma tenda que ele!”, “E esta não é a tua tenda!”. Tentei acalma-los e dei a sugestão de trocar com alguém. “Ótimo! Estou desde que sejas tu a trocar comigo…” Fiquei passada, mas algum tempo atrás vim a saber que a May estava apaixonada pelo Nathaniel pelo que olhei para ela. Ela disse que não mas nos olhos dela vi que era um sim.
Acabei por aceitar a oferta do Castiel e a cara dele ficou tão … que me enervou da cabeça aos pés.
Despedi-me da May e dirigi-me a “nossa” tenda. Castiel foi o primeiro a entrar. Estive a arrumar a minha mochila e depois entrei. O Castiel estava sem camisola. Implorei que vestisse alguma. Ele apenas me agarrou pelos pulsos, deitou-me no chão e pôs-se em cima de mim. Tentei-me livrar dele mas ele estava a divertir-se até que me cansei e parei a respirar ofegantemente. Encostou os meus pulsos no chão, ao lado da minha cara e fazia força com o seu peso para que eu não tivesse força o suficiente para me libertar. “Vamos continuar onde paramos da outra vez.” Começou a aproximar-se… aos poucos… até parar mesmo em frente aos meus lábios. Não podia negar, eu queria aquilo, o cheiro dele era muito tentador, os seus abdominais muito chamativos. Naquele momento estava completamente perdida, não sei porquê mas deixei que ele fizesse o que estava pronto para fazer.
Beijou-me, era um beijo selvagem… era aquele tipo de beijo que gostava. Era realmente apaixonante. Ele parecia forte, como se tivesse a conter aquele beijo a muito tempo, eu sentia a necessidade dele e aceitei. Só passado um tempo é que fui chamada a realidade quando senti a mão dele na minha coxa. Ai descobri que quem estava em cima de mim era o Castiel. Afastei-o e sai da tenda. Era de noite e não podia-mos sair das tendas. Os professores tinham acendido uma fogueira e sentado a volta dela. Não sabia para onde ir. Apenas me dirigi a uma árvore atras do círculo de tendas. Fiquei um tempo sentada nas raízes até sentir algo a cobrir as minhas costas. Uma manta quente. Foi Mikoto que a pôs nos meus ombros e sentou-se ao meu lado a fumar um cigarro. Pensando bem, não o tinha visto a fumar durante um longo tempo.
Agradeci pela manta e enrosquei-me nela. “Um dia destes, perguntastes sobre o que tinha passado na noite anterior. O que ias dizer?” Foi uma surpresa quando ele me perguntou, e uma surpresa ainda maior de ele ainda se lembrar. Lembrei-me na noite do beijo, não teria coragem de lhe falar sobre isso. Disse que não era nada mas ele insistia que falasse. Então acabei por falar. Não me lembro do que eu disse mas lembro-me do que ele disse. “Eu beijei-te porque … és diferente, e queria ter a certeza de outra coisa…” não me falou na “outra coisa” mas também não quis perguntar. “A verdade é que sinto algo por ti. No momento em que os teus pais morreram e tu te fechaste, eu comecei a fechar-me também. Só brincávamos os dois, não dávamos importância a mais nada a não ser a nós os dois. Era-mos os melhores amigos e eu amava-te muito. Mas desapareceste, desde ai tenho andado perdido. Não tinha ninguém. Acabei por conhecer a Mary quando mudamos de cidade. Ela era muito parecida contigo…” Ela não é NADA parecida comigo. Mas acabei por compreender tudo. Eu estraguei a sua infância. Estraguei a minha e acabei por estragar a dele. A culpa é mesmo toda minha.
Tenho de estudar! Amanha continuo…
DastanDrake
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