Diário contemporâneo

2 Mais comum do que eu pensava


Notas iniciais
espero que gostem.

Bem, depois da primeira pagina desse caderno estar ocupada, creio que o formato que eu assumi pra isso já está bem mais concreto, mas de qualquer forma vou explicar melhor pra que no futuro eu tenha uma referência do que estou fazendo aqui.

Esse e meu diário, sempre achei esse termo meio morno e normal de mais, mas tanto faz, vou escrever aqui minhas experiencias de vida que moldaram meu caráter ou não. Isso e pra ser o menos formal o possível então Yago do futuro não ligue pra abreviações que já não fazem sentido no seu tempo, vou utiliza-las o quanto eu quiser, talvez depois eu resolva isso com você, okay agora que eu e o meu eu do futuro estamos perfeitamente entendidos, vamos pra crônica de hoje.

2011, exatamente um ano após o último evento, eu carregava o título de pré-adolescente tal como um paladino carrega suas glorias conquistadas em batalha, mas escondia essa felicidade com um grande desprezo pelo mundo adquirido no ultimo inverno, era começo de ano acabara de passar as festas de ano novo, o carnaval todo esse tempo em casa me fez esquecer que eu estaria entrando em uma nova escola para cursar o glorioso e amedrontador ensino médio.

Eu lembro como se estivesse acontecendo agora, aquele frio na barriga horrível, o desconforto com pessoas novas, a bagagem que eu trazia do meu traumático fundamental só conseguia piorar tudo, era impossível parar de imaginar as situações que poderiam acontecer ou famosos “mas e si” isso me assombrava na última noite de férias, simplesmente não conseguia dormir ate que pisquei meus olhos e vi o dia amanhecer sem nem mesmo sonhar por um segundo.

Banho tomado, roupa vestida, tênis a calçar, todo aquele ritual de colocar meia por meia a fim de matar o tempo com esperança de evitar a ida ate o meu inferno imaginário, tudo isso era em vão, o relógio marcou certinho 7:00 e minha mãe me avisou que estava na hora fingi surpresa como se eu n planejasse me atrasar, não avia jeito me levantei com toda a minha coragem e passei pelo portão, assim que ele foi fechado toda essa coragem virou incerteza como em uma reação exotérmica na minha barriga congelando tudo por dentro, tanto que mesmo com todo o calor do verão da zona oeste do Rio eu me apertei querendo me aquecer, foi tenso, após esse sentimento ridículo comecei a andar em direção a escola, que não ficava a mais de 4 quadras da minha casa.

Finalmente cheguei no meu antro de pesadelos, sim eu era muito dramático nessa época, mas poderia tranquilamente trabalhar na globo, a minha atuação estava mais que perfeita, eu estava com medo de mim, andando com o semblante despreocupado e a mente a milhão tentando imaginar oque as outras pessoa estavam pensando de mim, olha que eu nem tinha chego na sala ainda, 30 minutos cronometrados pela minha mente maníaca depois as salas dos novatos foram indicadas, eu mantendo meu papel subi sem falar com ninguém, exatamente ninguém como se eu fosse eu monstro, fazendo uma cara de nojo que era perfeitamente identificável com um simples olhar comum.

Me sentei logo a pós a chamada ser feita nem no fundo nem na frente, centralizado encostado na parede pra deixar bem claro que eu n queria ninguém me olhando sem eu saber, coloquei os meus fones e decidi olhar para as criaturas ao meu redor, uma coisa me impressionou muito, os mesmos olhares de nojo que a minha, os fones colocados nos ouvidos no último volume, os lugares estratégicos, e os olhos espionando. Parece com alguém?

Notas finais
Deixem o feedback, marquem se leram ate o final, bjs a te a próxima s2s2s2
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.