Diário contemporâneo

1 Divagando entre sociedades e crises de ansiedade


Notas iniciais
Primeira de muitas historias que preciso contar

“Não...” essa e a palavra que eu repetia em frente ao espelho sempre que iria sair de casa , não sei explicar o porquê sem citar o nome de uma doença psicológica que não existe , mas por baixo eu via uma certa crueldade no ato de negar algo a alguém , como se fosse uma carta na manga que somente os mais desalmados seres humanos usavam sem receio , bem esse e um ponto importante , ate meus 10 anos eu n queria ser esse ser humano que eu facilmente colocaria na fogueira , até porque ninguém quer ser oque mais se odeia.

Complicado era ser uma ‘’boa‘’ pessoa, quando o que você usa como status para distinguir o bom e o mau só e seguido por você, ver as outras pessoas negando sem remorsos só existiam duas opções, odiar todo mundo , ou transformar todos os que tinham esse “poder” em heróis

Foi ai que os primeiros traumas apareceram eu vivia como o Jim Carrey em “Sim Senhor” balançando a cabeça e aceitando tudo na esperança da retribuição da minha bondade sei que estava errado por esperar alguma coisa, mas eu tinha 10 anos merecia um premio por não ligar de ser passado para traz , além de tudo eu sou carioca isso com certeza aumenta muito as coisas.

Aproximadamente 9:10 da manhã, escola pública do rio de janeiro no miolo da zona oeste alinhado diretamente com as costas do cristo redentor, sentado na sala esperando a hora passar, uma garota entra linda cabelos cacheados e todos aqueles clichês de filmes românticos andando estranhamente em minha direção e chegando perto de mais ele estende a mão direita em direção os meu cadernos e canetas que eu organizei cuidadosamente na minha mesa e os derruba sem piedade com um sorriso nojento no rosto, me levanto em meio a sala lotada e grito numa crise de adrenalina (“.................’’) nada , exatamente eu não falei nada catei as minhas coisas e segui pensando que isso não iria influenciar na minha vida, um evento isolado com toda certeza. só se fosse na minha mente, não demorou muito para o evento começar a se repetir com uma frequência quase que hollywoodiana sim eu estou falando de bullying na minha época isso era tratado como frescura , tudo se resolvia com brigas, mas não se engane eu era completamente a favor desse sistema, mas o meu caso era diferente, vou ratificar para ficar claro, estamos falando de uma garota, um senhorita odiável de no máximo 1,50, eu no começo dos meus 10 anos já alcançava facilmente os meus 1,78 na minha mente era irracional travar uma briga com ela seria covardia da minha parte , ainda existe um fator social de uma falsa fragilidade física e emocional automaticamente anexada as mulheres, que as protege de certos probleminhas criando uma imunidade.

Então fiz o que ainda estava em meu alcance , apelei para a força maior que atuava dentro da escola , fiz uma queixa mais que formal na secretaria sobre os abusos que eu estava sofrendo afim de resolver tudo de uma forma pacifica , depois de depor tudo que avia acontecido e continuava acontecendo para a diretora ela fechou o caderno de ocorrências que carregava e riu da minha cara, simples assim, literalmente me chamou de fresco repetidas vezes enquanto divagava o quando eu estava sendo mimado por simplesmente tentar resolver o ocorrido com civilidade.

Essa foi a gota, aquela que todos falam que se encontra com um copo cheio e derrama toda a raiva e ódio contidos para além da borda da nossa mente, então. Aquele momento foi o permitiu eu me transformar no que eu mais odiava, eu n tenho raiva ou rancor , eu não tenho nada eu n ligo pra nada pelo simples fato de n precisar me importar , o niilismo se tornou o meu assunto preferido nas leituras, buscando motivos para desacreditar que tudo faz sentido q eu precisamos viver com e pelos outros.

Notas finais
Deixem o feedback, marquem se leram ate o final,
bjs a te a próxima s2s2s2