Diário Mortal II-O Último Suspiro Humano
1 Prólogo
Notas iniciais
O vento, forte e gélido, fazia as árvores balançarem.
Frias e violentas garras atravessavam o corpo dela, provocando dor e medo.
A lua nova estava lá, orando por ela, no topo do céu negro e limpo, sem nuvem alguma. Um turbilhão de estrelas piscava no céu enquanto ela percebia que estava morrendo.
Lentamente, como o surgimento do sol no amanhecer, ela perdeu o controle de si e uma forte tontura a atingiu, fazendo-a cair na grama molhada de sangue, que outrora fora derramado durante a batalha.
Ele, que tanto tentara portegê-la, estava lá, caído e indefeso.
Ela, como sempre, se sentia fraca e estúpida, mas sabia que teria que, de alguma forma, vencer o medo.
Ela sabia que precisava protegê-lo. Ela sabia que precisava salvá-lo. Porém, quando um uivo de um lobo ecoou pela floresta, ela percebeu que o demônio estava correndo em sua direção. Faminto e insano. Sendento pela carne. Sedento pelo sangue. Sedento pela morte.
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