Notas iniciais
Desculpem a minha demora para postar, mas eu confesso que fiquei desanimado quando vi apenas uma pessoa mandar review. Então, perante a isso, resolvi estabelecer uma regra: Só vou postar quando pelo menos duas pessoas comentarem. Fora isso, obrigado a quem acompanha e divirtam - se com esse capítulo macabro. Boa leitura!

As luzes dos postes eram refletidas nas poças d'água deixadas pela chuva que ocorrera naquela manhã.

A noite era escura e gélida, e a única iluminação que havia atrás daquele bar vinha da falha luz amarelada do postes que cercavam a rua deserta.

Atrás do bar havia um homem alto, forte e moreno que aparentava ter menos de trinta anos, com uma feição preocupada. A namorada dele, de dezesseis anos, estava grávida e ele não sabia o que fazer com relação a isso. O quê vou dizer ao pai dela?, ele perguntava a si mesmo, Não quero passar a vida toda preso a alguém que só serviu para uma transa. Ele estava arrumando litros de cerveja vazios no canto da parede, até que ouviu passos leves e delicados se aproximando bem atrás dele.

Um, dois, três passos e o silêncio reinou.

Nervoso, ele deixou os litros de lado, levantando – se e logo em seguida, virou – se para trás, afim de ver quem chegara.

Ao mirar os olhos na delicada garota negra de cabelos caracolados, ele não conseguiu conter os desejos que vieram até sua mente e, por um instante, esqueceu completamente da vadia que ele havia engravidado e do feto que ele não desejava no ventre dela.

- Olá, gracinha. — disse ele ao se aproximar dela lentamente, tarando cada parte de seu corpo – O quê você está procurando?

A garota o mirou nos olhos e sorriu.

Foi um sorriso malicioso, que deixou o homem ainda mais excitado. Após isso, ela olhou para baixo e passou a mão no vestido preto que estava usando desde quando o sol ainda reinava no céu. Desde quando aparecera no funeral de Tyler Lockwood.

O homem a encarou mais uma vez, parecendo reconhecê – la.

- Bonnie Bennet, não é? — disse ele ao tocar o rosto dela – Acho que já fiz alguns serviços para o seu pai.

A garota sorriu de novo e acariciando o peitoral do homem, respondeu:

- Não.

O homem pareceu confuso, porém, ao perceber a ousadia da garota, não hesitou em se aproximar. Puxando – a para si com força, ele a agarrou. Seus corpos se cruzaram por sobre a roupa e ele soltou um gemido de prazer por senti – la tão de perto.

Agarrada a ele, a garota não demonstrava reação alguma, até que de forma delicada, ela aproximou a boca da orelha do homem e com uma voz felina e sensual, sussurrou:

- Eu sou o demônio.

Uma expressão confusa se formou no rosto dele, enquanto assimilava a informação. Assustado e confuso, o homem a largou imediatamente, com força, e, logo em seguida, começou a se afastar lentamente da garota.

- O quê? — perguntou ele ao mirá – la e perceber que no lugar de seus olhos havia apenas uma mancha preta que, de imediato, lembrou – lhe a morte.

Ao perceber que ele se afastava lentamente, a garota passou a seguí – lo com um ardente sorriso nos lábios. Percebendo que ela se aproximava, o pânico tomou conta de cada parte do corpo dele, e, de forma desesperada, ele passou a correr pela negra rua que o cercava.

Mas de nada aquilo adiantaria.

Num piscar de olhos, a garota infernal o alcançou e com uma força sobre-humana, o derrubou no chão.

Com a luz batendo em seus olhos, o homem chorava e gritava desesperadamente. Algo dentro dele alertava que aquele seria o fim e, numa pulsação, a garota dos olhos de morte apareceu sobre ele. O rosto dela parecia o de um felino faminto e os dentes eram afiados como cacos de uma garrafa quebrada.

Um grito de dor ecoou pela negra rua vazia quando a garota por fim passou a devorá – lo. Os dentes dela rasgavam a pele dele ferozmente e o devoraram até que do homem restassem apenas os ossos, sujos de sangue.

Parecendo saciada, ela levantou – se devagar e passou a vagar sozinha pela rua negra e vazia que a cercava.

Notas finais
Quero opiniões sinceras! Abraço.