Diário Dos Filhos De Hades

3 Capítulo 2 - Semideuses Nada Amigáveis


Em uma manhã ensolarada, eu acordei, pensando no sonho q tive durante a noite, como todos os outros apenas imagens sem formas, tomei um banho e fui pra frente do espelho e fiquei me olhando atentamente como se eu estivesse estudando um novo inimigo. Eu me vesti com uma calça jeans preta, camisa preta e um tênis preto(avá), sai da minha casa já vazia e fui andando pela rua até encontrar meu cachorro, o Trovão, um vira lata laranjado claro com foucinho preto que de alguma forma podia ver através da névoa, fiquei um pouco feliz de encontrar com ele pois o que eu iria fazer não era nada legal nem interessante, caminhamos até chegar em terreno baldio que tinha uma grande árvore oca. O buraco da árvore tinha uns 2 metros de altura e cabia uma pessoa perfeitamente mas eu tinha que apertar com o Trovão então tudo escuro o bastante pra viagem ser rápida, visualizei local e cheguei, ouvi ao fundo sons de varias vozes e eu já sabia o que estava acontecendo, eu respirei fundo e saí de trás da árvore.

A minha primeira visão foram as árvores do Parque Ponte Dos Bilhares o lugar onde os semideuses se reúnem em Manaus, e lá estavam eles em circulo rindo enquanto dois se enfrentavam no que eles chamam de x1, uma espécie de luta corpo a corpo, é um dia de Caça a Bandeira, todos juntos no Parque se divertindo, até os filhos de Hades andam se enturmando, eu como sempre fico de fora só observo de longe, pois poucos me conhecem e Apenas um já me viu pessoalmente, então eu vou pra um canto e distante o bastante pra ninguém me perceber e perto o bastante para eu assistir tudo.

Eu sentei no chão e trovão sentou do meu lado, comecei acarinhar a cabeça dele, e ficamos ali quietos por uma hora, até o que eu mais temia aconteceu, um grupo de filhos de Ares me viram eles me cercaram tão rapidamente que não tive tempo nem de levantar.

– Olha o que temos aqui pessoal — disse o mais alto deles — se não é o observador de toda caça, o filho de Hades, se recusa a se unir aos filhos dos Maiores é seu Renegado? — eu olhava em volta enquanto ele falava, e logo vi que todos os outros semideuses a haviam ido para lá, Trovão estava do meu lado rosnando, eu abri a mão, e depois cerrei o punho, Trovão deu um latido e um raio caiu no local onde ele estava e ele desapareceu, todos olhavam espantados.

– O que você fez? Como pode um filho de Hades invocar raios? — ele disse andando pra trás, pude então perceber sua características, ele era loiro de olhos castanhos, era corpulento e andava como se fosse um tarefa difícil a de se locomover

– Eu não invoquei o raio, meu cachorro sim, e não adianta me perguntar o que ele é porque eu também não sei — eu falei mas quando eu disse, vários outros filhos de Ares gritavam "Ele quer nos matar, todos nós devemos acabar com ele antes que ele acabe com a gente"

Então nessa hora dois dele correram e me agarraram, eu me debatia, mas eles não soltavam.

– Quer dizer que você quer nos matar? — Quando ele disse isso, já foi preparando um soco, mas neste momento uma menina segurou a mão dele.

– Já chega! — ela disse olhando nos olhos dele, o jeito dela olhar com raiva era lindo, uma filha de Ares, morena, cabelos longos e escuros, corpo de deusa — Ele não fez nada, ele nunca fez nada, toda caça ele fica sentado no mesmo lugar com o cão dele, se ele quisesse nos matar já teria feito.

– Então porque o cachorro dele virou um raio? Ele é um filho de Hades!

– Como ele disse nem mesmo ele sabe, mas podemos descobrir com o tempo... — quando ela terminou de dizer isso um raio caiu no meu lado de novo e lá estava ele, meu cachorro que não sabia praticamente nada sobre, mas ele não estava bem, estava gemendo, neste momento o céu escureceu e eu me senti caindo.

Caí e percebi que não era o único caindo mais dois semideuses estavam caindo também, três semideuses indo para o submundo só podia ser uma coisa...

– Uma missão — eu disse, caindo no chão macio, diante dele, aquele que sempre quis conhecer, e lá estava ele sentado no seu trono negro — O-oi Pai... — depois disso eu olhei pra ver quem havia caído comigo, um deles eu conhecia, aquele que eu pensava que era o único que já havia me visto Rafael Lamego, um adolescente alto, moreno claro, cabelos bem cortados e uma ligeira cara de idiota, a outra pessoa, uma menina, era linda, nunca havia visto ela, morena quase negra, magra, tinha a minha altura, e usava uma peruca preta, as roupas deles eram iguais os dois usavam uma camisa Laranja e calça jeans, mas percebi que a menina estava um pouco assustada com tudo, e era normal.

Então nesse momento nosso Pai levantou-se do trono e caminhou pra nossa direção.