Diário Do Ódio
4 Dia- 26/04/2013
26/04/2013
Diário
O dia de hoje para mim foi considerado o mais monótomo de toda a minha existência. Não sei ao certo como explicar com palavras a mistura de sentimentos em meu interior, era como uma guerra, um grande pandemônio em meu interior.
Durante todo o dia vinha pessoas e mais pessoas para me consolarem e desejarem seus pêsames, suas palavras eram sempre parecidas como: -Sinto muito -Vai dar tudo certo -Não chore ele com certeza estará em um lugar melhor. Entre outras. Na maioria das vezes eu apenas acenava com a cabeça um murmurava um simples: -Obrigado.
Porem um pessoa em especial chamou minha atenção não ele em se pois eu não o vi de verdade, ele falou as minha costa e quando virei ele já desaparecia entre a multidão de pessoas que infestavam minha casa. Eu lembrava com clareza de sua voz firme, fria e unica, lembrava de suas palavras: -Para que chorar se a segunda grande aventura da vida é a morte.- foi essas suas palavras.
Quem era ele? Essa era um pergunta que me perseguiu durante todo o meu dia, Diário. Eu queria encontra-lo de novo e perguntar o que ele queria dizer ao certo com aquelas palavras, seria uma indireta para mim? Seria ele dizendo que não estou vivendo a primeira grande aventura, a vida? É talvez fosse isso.
Aqui em meu quarto trancada, isolada do mundo e de todos, eu já me sentia... na verdade não sentia mais nada o conflito se tornou tão grande que em um certo pondo eu resolvi ignora-los fingir que não existia, talvez ser alguém de coração de pedra e sem sentimentos fosse o melhor, pouparia sofrimento.
Amanhã eu tinha pela consciência que seria um dia cheio, começaria os interrogatórios na delegacia para a identificação do assassino de meu irmão. A questão é se eu estava pronta para falar sobre o ocorrido? Claro que não, por mais que eu reprimisse meus sentimentos eles ainda existiam e estavam lá apenas esperando para explodirem.
Nora Alison
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