25/04/2013

Diário

Esta frio e escuro, eu não sei ao certo como me sentir em relação aos últimos acontecimentos,eles passam por minha mente como um vídeo armador, com uma péssima resolução. Meu corpo treme, meus dentes se comprimem com força enquanto me sustento para não deixar o grito que esta preso na minha garganta escapar, as lagrimas molham minha face com toda a liberdade enquanto meus olhos estava evasivos, nervosos e desesperados. O que fazer? Não tinha o que ser feito, não mais, a vida não podia voltar depois de ela ser perdida para a morte.

Para ser mais clara minha vida, pelo menos o que restou dela se foi, se desfez em cinzas. Hoje depois de uma discussão com meu irmão por um motivo fútil eu corri, sai de casa, não via os carros e pouco me importava com as consequências de minha imprudência Jake ele veio atras de mim, então tudo era minha culpa, se não fosse por mim nada do que aconteceu teria acontecido.

Fui para o subúrbio era lá que eu passava a maior parte de meu tempo nos momentos de raiva e que eu queria definitivamente perder toda a razão, era lá onde eu encontrava alem das bebidas os baseados dos mais variados tipos. Jake ele me pegou no fraga.

Sobre Jake por mais irresponsável e desinteressado em relação a escola, ou ate mesmo mulherengo, ele não se envolvia com as drogas, claro que ele bebia mas nunca passava de todos os limites.

Como irmão mais novo ele parecia ter uma mente mais evoluída em relação a isso, ele media as consequências que esses atos traria, consequências essas que eu não medi.

Ele me agarrou e tentou me lavar para casa, eu apenas gritava e esperneava tentando me libertar dele. Essas eram lembranças que voltavam para minha mente aos poucos ainda faltava detalhes importantes, quem evacuavam todas as vezes que eu me forçava para lembrar de algo mais. Depois, essa é a parte mais confusa para mim, eu só me lembro de gritos, socos, palavrões e o ensurdecedor barulho de uma arma ou ser disparada, tinha sangue para todos os lados e o corpo de Jake aos meus pés.

Naquele momento eu não o socorri, eu apenas corri, queria salvar minha vida, apenas pareci quando já não tinha mais forças e desabei em um lugar qualquer, depois disso as minhas lembranças são muitos escuras e barulhentas. Então acordei em casa, no meu quarto, confusa e amedrontada, nessa hora deveria ser por volta das 19:30, não lembro ao certo. Podia ouvir choro que ecoava por toda a casa, podia ouvir conversas abafadas e passos agitados, como se minha casa estivesse atolada de uma multidão de pessoas, o que não era mentira depois de tomar coragem e descer as escadas eu vi meus familiares e todos os amigos de Jake ali, ate mesmo desconhecidos por mim, e foi pelo olhar triste e vazio de muitos que eu soube que tudo tinha sido real.

As palavras com as voz tremula de meu pai ainda ecoa em minha mente, repetitivamente: -Nora, Jake esta morto, meu filhinho Nora...

Minhas lagrimas começa a secar, a culpa me corroí, tudo minha culpa, eu tinha matado meu irmão. Por muito tempo eu o odiei, eu o odiei ate o ultimo momento para falar a verdade, todas as vezes que brigávamos desejava sua morte mas quando ela veio eu senti meu mundo ruir e vi o quanta tola sou e sempre fui. Meu pai tinha e sempre teve razão, eramos irmãos sangue do mesmo sangue, carne da mesma carne. Depois de o ver tirado de mim desse modo eu vejo que eu apenas brigava com ele por ciumes, porque eu o amava e queria a atenção dele para mim queria que ainda fosse como antes quando eramos pequenos e ele me tratava como sua heroína quando ele falava de mim para seus amiguinhos.

Minha escuridão, meu buraco ficava maior mas a sensação que este passava era de ficar menor como se eu estivesse a sufocar. O que eu faria agora? O que seria de minha família? Novamente me pergunto realmente a felicidade existia ou era apenas uma ilusão? Se essa existia, eu merecia ser feliz?

Nora Alison