Diário Do Ódio
1 Dia- 23/04/2013
Notas iniciais
Boa leitura.
23/04/2013
Diário
Meu corpo esta tão tremulo e dolorido, sinto vontade de chorar, de gritar e brigar. Mais uma briga, mais uma dor de cabeça, a ódio que reprimo dentro de mim por tantos anos sente vontade de sair, sinto que quando esse sair eu perderei qualquer controle ou racionalidade que ainda existir em mim, simplesmente agirei por impulso, e ferirei alguém, ferirei a mim mesma.
A lagrimas rolam por minha face nesse momento e em meu interior reprimo a vontade de gritar, ainda posso ouvir em minha mente as palavras de meu pai e seu olhar sobre mim, ainda me lembro como tratei minha mãe ela não tinha culpa ela não merecia, contudo era tarde não tinha nada mais a ser feito. Não se engane diário não choro porque estou triste, talvez um pouco, mas as minhas lagrimas são mais provindas do ódio se isso é saudavel? Claro que não, eu sei disso porem não sei como sair daquele imenso e fundo buraco escuro ao qual me encontrava.
Nos últimos dias venho me afastando de muitas pessoas, eu não me importo em ficar sozinha na verdade venho considerando a solidão e o silencio meus melhores amigos. As pessoas percebem isso parecem não se importa ou apenas me olham torto e me criticam na sua maioria me denominam como: -Revoltada. Não que me importe, não me importo com mais nada, nem com minha saúde dois dias que não me alimento, não sinto fome, a comida me deixa enjoada.
Não choro mais, me sinto mais calma aos poucos, minha mãe apenas tenta fingir que nada aconteceu mas posso ver a tristeza em seu olhar, meu pai tem o olhar de reprovação e tristeza me ignora por assim dizer, queria que ele não se importasse tanto com os vizinhos, eu não me importo, não estou nem ai para o que pensaram de mim ou falaram pois sei que só fazem isso para encobrirem os próprios erros.
Meu irmão e o motivo de tudo, eu gosto de o classificar com a destruição de minha vida, e meu pai gosta de dizer que aquilo era errado que eramos irmãos sangue do mesmo sangue, carne da mesma carne, entretanto era inevitável, pois aquela altura todo o ódio que sentia parecia ter criado vida e para mim aquele que era classificado com meu irmão nada mais significava para mim, por muitas vezes desejei sua morte, como hoje enquanto brigávamos e enquanto eu chorava pela dor que seus golpes me causavam, eu também o feria e me sentia bem com isso, era saudavel odiar tanto seu próprio irmão? Não.
A unica conclusão ao qual chego é que não perecíamos mais ser classificados como uma família a muito tempo não eramos uma família Eu não era a unica ovelha negra ali todos tinha sua parcela de culpa, meu pai já não era mais fiel ele não escondia isso de minha mãe, essa que depois da morte de minha avó ela entrou em depressão, muitas foram suas crises, Jake meu irmão não estudava, era uma galinha sem precedentes, um arruaceiro, um vagabundo em todas as questões.
Seu maior prazer era o de me ver sofrer, pelo menos esse é o meu ponto de vida, a maior parte de nosso tempos se resumia a brigas e discussões, ele fazia questão de me humilhar, me criticar e esfregar todos o meus erros e defeitos na minha cara. E mesmo que meus pais vissem isso eles pareciam se importar, eles pareciam ter desistidos de nós, não faziam nada para intervi, não os culpava teria feito o mesmo no lugar dele, eu me considero um caso perdido, teria ainda uma saída para mim? Aquele buraco teria um inicio ou ate mesmo um fim?
Nora Alison
Notas finais
Ate o proximo.
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