Notas iniciais
20/03/2013 - Diário de um Término.

Querido Diário...

Ontem. O que posso dizer? Que continuo mentindo pra mim mesma e que nem me dou conta disto, e que não sei como parar?
Ontem. Feriado. Droga de feriado! Por que todo o meu tempo livre, isto é, todos os finais de semana e feriados, sempre estávamos juntos.
No começo do dia, eu estava bem. Me sentia bem. Estou me esforçando ao máximo pra isso, mas, agora, arrumando coisas pra fazer, arrumando meu guarda-roupa, achei algumas cartas antigas, contendo sempre muitas promessas, como explicar pro meu coração que por mais que tenha escrito “pra sempre” isso não vai mais acontecer? Como me faço intender que nada daquilo que tem escrito é mais possível? Como assimilar algo que ainda quero, que ainda sinto?
Chorei muito, é lógico! Mas, foi bom, meio que ajudou, eu acho. Depois fui jogar banco imobiliário com minha sobrinha pra distrair os pensamentos, é só o que tenho feito, tentar distrair e não pensar em nada. Mais uma mentira pra mim mesma, por que isso NÃO é possível! Acredite em mim! Não se apaga 7 anos de convivência assim, após apenas 1 mês, por mais que a convivência não fosse a melhor de todas. 7 anos é uma vida. Como tirar uma vida da cabeça? Como esquecer planos, sonhos, desejos? Já tentei pensar nas coisas ruins, dizem que ajuda sabe?! Outra GRANDE mentira. Quando penso nas coisas ruins, aí que que fica mais difícil, por que agora, vejo com clareza tudo o que poderia ter sido concertado e que agora não dá mais. Penso em tudo que poderia ter feito diferente, e acabo absorvendo a culpa toda pra mim. Aí tritura logo tudo!
Minha mãe tinha saído, minha sobrinha foi embora, acabei ficando sozinha em casa...já dá pra imaginar néh?! Liguei o computador pra jogar, voltando a inútil tática de distrair a mente, e lá estavam, pastas e mais pastas com fotos e mais fotos, de toda uma história que acabou.
No começo, só olhava, sem sentir nada, estava meio vazia, e aí, me dei conta que já estava chorando novamente, algo mecânico, lágrimas que embaçavam a vista mais que ainda sim, permitia ver tudo com nitidez excepcional. Aquele rosto, que tanto amei, que tando desejei, colado ao meu, beijos e mais beijos, paisagens, lugares, caretas, abraços, brincadeiras, promessas de um futuro que ficou no passado. Isso mesmo. Não existe mais futuro.
Ele me disse em nossa ultima conversa: Siga em frente! Doeu. Muito. Desde então, fiz disso meu mantra, fico sempre repetindo: Siga em frente! Siga em frente! Siga em frente! E aqui estou eu, novamente perdida no passado...
Fico imaginando, será que ele sente minha falta? Será que sente a mesma dor que eu? Será que já apagou todas as minhas fotos, todas as lembranças? E o que isso modificaria algo? O fato de ele mesmo ainda gostando de mim, preferir ficar longe, porventura não seria pior? O que é pior? Acho que não é nada saudável pensar de mais. Me obrigo todos os dias a não ver as redes sociais dele. Por que? Medo! De constatar as duas coisas, ou que ele tá tão mal quanto eu, ou que ele não tá mais nem aí...o que será pior? Na dúvida, não olho, “o que os olhos não veem o coração não sente” é o que dizem...
Apesar de que meu coração ainda sente tudo, na verdade...

Não seria perfeito se pudéssemos trocar o coração de lugar com o cérebro sempre que assim o necessitássemos ou desejássemos?

; )

Notas finais
Sintam-se a vontade!