Diário De Um Nerd

3 Fim de Semana Infernal Com a Família


Notas iniciais
Espero que gostem.

Eu só tenho uma dica para você: Se você tem sã consciência, nunca, nunca mesmo, fique um fim de semana inteiro com a sua família, se não você vai ter uma foto sua espalhada por toda a internet.

Mas antes de você se perguntar o que eu estou falando, já vou começando a contar a história.

Lá estava eu, jogando o videogame cientistas x piratas e com as cortinas bem fechadas, para que eu fique concentrado só no jogo.Para mim,isso que é passar o fim de semana :jogar videogame e também estudar antes(coisa que eu faço durante 1 hora). Eu sempre gosto de estudar, mas eu só jogo videogame porque é quando eu posso extravasar o que eu sinto pelos populares, ou seja, matando os piratas. Mas para minha mãe, passar o fim de semana não significa jogar videogames e estudar, mas significa passar ele com a família, e na maioria das vezes, para fazer a diversão em família, que é como minha mãe chama, nós vamos para a praia. Eu não gosto disso, já que meu pai sempre fica cantando na viagem de carro e eu e meus irmãos não nos damos bem.

O meu irmão mais velho, Thiago, um garoto de 14 anos que é mais burro que as pessoas da minha turma, também é um dos rotulados. Só que ele não fala muito com as pessoas da minha turma de 7º, ele fala com a alta classe dos rotulados, e para ele isso significa mandar em tudo, inclusive em mim. Isso me deixa irado.

Eu também tenho outra irmã, a Thamires, uma garotinha de seis anos com cabelos loiros encaracolados e todos na família chamam ela de a garota mais bonita da família inteira,mas não se deixe enganar pela cara de anjinho que ela faz quando quer alguma coisa,pois quando meus pais saem e o Thiago também e eu tenho que ficar sozinho com ela,Thamires parece a assistente particular do diabo.

Você pode até achar os fins de semana com a sua família legal, mas eu particularmente, não gosto nada disso.

-Filho, já está pronto para ir à praia?-Perguntou a minha mãe entrando no meu quarto.

-Eu pensei que nesse final de semana nós não iríamos à praia. — Eu lembro que ontem minha mãe tinha falado para mim e que estava cansada demais para ir, e por isso eu não arrumei nada e só fiquei estudando e jogando videogame de manhã.

-Não, hoje eu decidi que nós iríamos, seu irmão não falou isso com você? -Com certeza não, pensei. -Acho que ele esqueceu. -Disse ela e depois olhou para as cortinas. -Por que você fechou as cortinas?Parece o porão.

-Porque eu sou um morcego, mãe. -Murmurei bem baixinho de deboche para minha mãe não ouvir, mas parece que ela tem ouvidos de radar.

-O que você disse?-Acho que com a velhice a audição fica pior.

-Nada.

-Está bem. — Disse.

-Leo, você quer arrumar as suas coisas ou vai ficar jogando?Se eu arrumar vai ser mais rápido.

-Tudo bem. -Eu disse.

-E então filho, o que você acha se eu colocasse você para vestir aquela sua cuequinha vermelha e apertadinha?Você vai ficar lindo!

-Vai ser muito legal. -Eu disse sem ouvir ela. Eu estava interessado era em matar piratas. Nem sabia eu que eu iria me arrepender muito do que eu fiz. Dessa vez eu estava matando um pirata,como se fosse o Ben,um dos valentões que já colocou minha cara na privada — Morra capitão Johnson!Matei!!!!Isso é pra você, Ben!-Eu disse fazendo um sinal que minha mãe não gostou muito.

Por causa disso, ela me deu uma bronca de 10 minutos.

Eu sou um aluno aplicado então ela nunca ficava estressada comigo, já que eu sou um aluno aplicado e que presta atenção na aula, mas ela odeia quando eu faço algo que ela não goste.

Quando nós descemos todo mundo estava pronto, menos eu.

Minha mãe falou para meu pai ir pegando as coisas e para o Thiago ajudar e para a Thamires entrar logo no carro.

-Agora vá vestir isso rápido, porque nós já estamos atrasados para a praia. -Ela disse me dando a minha sunga vermelha e a mais apertadinha, a que ela mais amava e a que eu mais odiava.

-Mãe, porque você escolheu logo essa sunga? Eu a odeio!-Exclamei.

-Eu sei que você odeia, mas eu a adoro e você até concordou em usar ela. -Disse calmamente.

-Foi quando isso?

-Quase agora. -Quando ela falou isso eu lembrei que ela perguntou alguma coisa e que eu nem escutei.

-Não dá para eu trocar?

-Não, pois eu não vou subir de novo e nós já temos que ir. -Ela disse apressada. -Rápido!- Minha mãe não ficava brava comigo, só quando eu fazia alguma coisa de que ela não gostava. E agora que ela estava estressada comigo e apressada para ir para a praia, eu não vi nenhuma solução a não ser vestir a cueca da vergonha vermelha e colocar minha bermuda parecida com a do meu avô quando ele era pequeno (Vi por uma foto bem antiga) e uma blusa larga de ficar em casa.

Quando cheguei ao carro minha mãe estava colocando uma cadeira rosa claro da Thamires e todos já estavam no carro, então ao invés de ajudar a minha mãe eu entrei no carro e fiquei na janela, enquanto Thamires estava no meio, com a cadeirinha de seis anos e o Thiago estava no canto, ouvindo música.

-Querida, porque está demorando tanto, ainda não conseguiu encontrar um espaço para a cadeira?-Perguntou meu pai que tinha aberto a janela para minha mãe ouvir melhor.

-Já estou indo, Arthur. -Disse minha mãe e depois entrou no carro. Quando ela entrou meu pai tirou o carro da garagem e quando viramos a rua, ele colocou o carro a 70 km p/h. Parece que ele também sabia que nós estávamos atrasados. O resto da viagem foi o meu pai cantando toda hora a mesma música: 5 patinhos foram passear...a mamãe gritou... quá quá quá quá...

Quando nós chegamos na praia,meu pai montou a barraca.A barraca poderia ser considerada normal,a não ser por ela estar cheia de purpurina rosa.Tudo culpa da Thamires.

Há uns dois anos atrás,quando nós fomo para a praia,ela perturbou a mamãe para levar um saquinho de purpurina, mais um caderno em branco e cola. É claro que a minha mãe deixou, já que ela não consegue dizer um não para a Thamires. Só que quando eu, minha mãe e Thiago no mar o meu pai ficou cuidando da Thamires, só que ao invés dele cuidar dela, ele dormiu. Já que nós ficamos na água por um bom tempo, a Thamires aproveitou e jogou a cola (Que era daquelas que dá para colar em qualquer coisa) na nossa barraca e derramou a purpurina toda na barraca. E quando nós chegamos lá minha mãe brigou por um longo tempo, adivinha com quem?Com certeza não foi com a princesinha Thamires, mas ela brigou com o meu pai.

E também meus pais não compraram uma barraquinha nova, eles a deixaram assim só para nos envergonhar.

Por isso eu entendo porque o Thiago fica a vários metros de distância da família.

-Hora do protetor solar!-Gritou minha mãe para todos nós até para meu pai.

-Mãe, eu não sei se eu preciso passar, já que eu sei me cuidar bem e... -Tentei sair da enrascada. Toda vez que a minha mãe falava que iria passar protetor solar em nós, ela passava muito, mas muito protetor mesmo na sua cara. Parecia que você passava tinta branca na cara. Para o dia ficar pior só falta aparecer um rotulado bem idiota e ficar me zoando.

-Filho, você sabe que precisa passar o protetor solar. -Ela disse.

-Mãe, eu vou lá pegar umas ondas. -Disse o Thiago, que pensava ser um surfista profissional. -Tchau.

-Tchauzinho, filhinho. -Disse minha mãe toda melosa. -Algum dia ele vai se tornar profissional. -Parecia que ela também tinha esperanças.

-Não sei não, mãe... Ele não devia passar protetor?

-Não precisa, ele já é grande.

Sei, então ele já é grande desde os oito anos.

-Mas se ele não passar, eu também não passo. -Eu reclamei, tentando me esquivar para o lado, só que minha mãe me puxou de volta. Uma vez eu consegui me safar e fiquei todo queimado como o Thiago, mas dessa vez parece que ela ficou mais esperta.

-Você precisa, já que ainda é meu bebê.

-Mas a Thamires também é. -Eu disse e saí, aproveitando a distração. Sempre que eu falo da Thamires ele olha em volta procurando por ela. Thamires poderia se safar de todas, mas do protetor solar não.

-Não mãe, depois eu passo. -Eu ouvi enquanto estava indo para a água a voz de Thamires.

-Não, você vai passar.

Então eu entrei na água e senti aquela brisa gelada e também refrescante, com as correntezas.

Meu dia até que ficou bom. Minha mãe vigiando a Thamires, meu pai tentando seguir o Thiago na prancha-isso mesmo, meu pai comprou uma prancha só para aprender com o filho-, e eu quase no fundo, só mergulhando ou pulando as ondas durante meia hora.

Nem sabia eu que o meu dia quase perfeito iria acabar tão rápido.

Começou assim: A onda que vinha do fundo, eu estava preparado para pulá-la. Mas essa onda não foi feita para pular. Essa onda devia ter quase 1metro!Só sei que depois tudo o que eu senti foi o sal na minha boca, e eu sendo lançado a toda força pela maldita onda até a parte rasa da praia. Já como eu não tenho sorte, na hora em que eu fui lançado, minha mãe estava simplesmente filmando a Thamires tentar fazer um castelinho. E o pior, é que eu fui lançado para o lugar onde ela estava construindo o castelo e minha mãe continuou filmando.

Depois aparece um dos rotulados, mas nem fala comigo. Mas já que eu estava nesse estado, cheio de areia, parece que isso chamou a atenção.

-E aí, Leonerd sujo?-Eu nem respondi, saí da água e fui para a barraca comer alguma coisa e me limpar.

Depois minha mãe voltou e passou protetor solar em mim e chamou toda a família para tirar uma foto.

Imagine um garoto que precisa de óculos, mas está sem, tentando enxergar com aqueles flashes e cheio de protetor solar. Acho que você não gostou do que imaginou. Pois é, esse sou eu.

A foto era de família, mas todos estavam afastados. Deve ser que não somos uma família muito unida. Só sei que, o Thiago também ficou horrível na imagem. Já que ele não passou protetor solar, ficou todo vermelho como um camarão.

Eu acho que ele vai excluir a foto.

Notas finais
Reviews?