Notas iniciais
Meu nome é Zachary Frederick Jonathan Bellefleur Simmons. Eu nasci em 22 de julho de 1674, filho do general francês Francesco Bellefleur e da condessa inglesa Bridget Simmons. Os eventos desse relato aconteceram em 1692, ou seja, eu estava no auge dos meus 18 anos de vida.
Na minha infância, meus pais e eu vivíamos em uma mansão em Londres, na Inglaterra. Meu pai era um homem muito rico e influente na região. Tinha cabelos pretos, barba curta e era magro, mas não muito. Minha mãe era uma das moças mais respeitadas de toda a Europa. Possuía uma pele branca, tinha cabelos ruivos e olhos castanhos. Porém, eles tinham um segredo. Ele era descendente de uma família de bruxos franceses que datava de 1017 d.C e ela, de uma linhagem de feiticeiros ingleses poderosos cujo legado vinha desde 1000 d.C. No auge da Inquisição, no ano de 1690, meus pais tiveram suas famílias dizimadas e eles sabiam que seriam os próximos. Então, ambos pegaram a fortuna da família e financiaram uma expedição até o Novo Mundo. Para a América.
Chegando lá, nos deparamos com uma terra boa com pessoas cuja hospitalidade era contagiante. Nos instalamos no oeste, num povoado que acabava de nascer, chamado Salem. Ficamos lá, criamos uma nova vida e tentávamos nos esconder. Fiz amizade com um ex-escravo chamado Pietro. A partir daí, ficamos unha e carne; vivemos como irmãos. Conheci uma garota chamada Charlotte. Ela tinha longos cabelos pretos, pele muito branca e olhos verdes intensos que hipnotizavam. Me apaixonei a primeira vista. Charlotte e nos aproximamos e nos tornamos bastante íntimos, ela fazendo-me esquecer de tudo o que acontecia lá fora.
Na noite do dia 21 de julho de 1692 o vilarejo fez um enorme festejo em honra de eu estar me tornando um homem. Era tradição fazer essa festa na véspera do grande dia. Charlotte me chamou, pegou na minha mão e disse que tinha um presente de aniversário surpresa para mim. Eu perguntei o que era e antes de eu terminar a frase, ela me rouba um beijo. Foi a melhor sensação da minha vida. Eu fiquei muito feliz e dei para ela um cordão com um cristal da lua como pingente como prova de gratidão. Minha mãe me dizia que aquele cristal tinha luz da lua em seu interior e, se dois deles se encontrassem, poderiam simular a luz do luar: o símbolo dos amantes.
Naquela noite eu fui dormir muito feliz da vida. Na véspera do meu aniversário eu havia recebido a declaração de amor da mulher mais linda do mundo. Nem lembro que horas eu adormeci. Só lembro de ter o rosto e o beijo de Charlotte gravados em minha mente.
Eu acordei de um sobressalto. Minha mãe gritava e me chacoalhava sem parar. Ela chorava enquanto meu pai quebrava os móveis da casa, para descontar a raiva.
Ela me contou que os agentes da Inquisição aportaram no continente e estavam fazendo uma verdadeira caça às bruxas na região. O vilarejo vizinho havia sido dizimado e o barulho foi abafado pelas comemorações da noite passada. Prevendo a ameaça iminente e achando que a nossa comunidade seria a próxima, meus pais me contaram tudo.
Eu nunca soube do segredos dele, até aquela fatídica tarde. Meus pais falaram que os caçadores tachavam as pessoas de bruxos e criaturas do demônio e as jogavam na fogueira. Mas nem sempre essas pessoas eram bruxas de verdade. Minha mãe falou que no caso deles o castigo era pior, pois eles eram realmente descendentes de feiticeiros e que tinha o sangue 100% puro para a magia e pelo fato de eu ser filho deles dois, meu sangue também era puro.
Eu fiquei em estado de choque. Era muita informação para absorver. Antes eu era apenas um garoto fugitivo da Europa. Agora eu era um bruxo caçado pela Igreja. Minha mãe se desmanchava em lágrimas. Meu pai caiu de joelhos no chão e abaixou a cabeça. Depois de um tempo, tornou a levantá-la e disse:
– Tive uma ideia. Nosso garoto não precisa sofrer. Querida venha comigo.
Os dois saíram pela porta e começaram a conversar aos sussurros no quarto. Eu apenas conseguia distinguir algumas palavras, que não faziam sentido para mim. Talvez fosse coisa da minha cabeça.
– Não posso fazer isso, meu querido – era a voz da minha mãe – É um desequilíbrio enorme. Eu ofenderei os espíritos. Esse tipo de magia não é natural.
– Mas ele é seu filho! – gritou meu pai – Olha, é impossível dizer que os caçadores não virão atrás da gente. É inevitável dizer que eles vão nos capturar. Se nós não protegermos o Zach, ele vai queimar na fogueira como todos nós.
– Mas ele vai ter uma vida amaldiçoada! Isso eu não desejaria para nenhum inimigo.
– É um preço que temos que pagar para que ele permaneça vivo.
Ouviu-se um silêncio mortal. Depois de um tempo, mamãe diz:
– Ok. Vou fazer. Providencie tudo.
Os dois saíram do quarto apressados. Algumas horas depois, quando o Sol se punha, meu pai chega trazendo pedaços de uma árvore e umas moedas de prata. Minha mãe pega aquilo e coloca do lado de tigela de barro, junto com folhas de uma erva chamada verbena. Meu pai pega um cálice de prata e despeja um líquido vermelho dentro.
– Tome – ele disse, me entregando o cálice – Beba o seu conteúdo.
– O que é? – eu perguntei.
– Sangue.
– Para que? De quem?
– Não importa. Só saiba que é algo necessário.
Eu encostei o copo na boca e bebi seu conteúdo. O líquido tinha gosto de metal e eu quase vomitei, mas meu pai virou a força o recipiente na minha boca. Eu estava passando mal.
Naquele momento minha mãe murmura alguma coisa e chamas acendem na tigela de barro. Parecia latim. Ela era fluente nesse idioma. Ela começa a falar cada vez mais alto até as chamas se tornarem mais fortes e me cegarem. Eu não conseguia enxergar com tamanha claridade. Porém, quando meus olhos se adaptam a luz, a última coisa que eu vejo é meu pai fechando as mãos em torno do meu pescoço, impedindo o ar de entrar em meus pulmões.
O que aconteceu depois eu não sei se foi um sonho, um delírio, a morte ou a realidade. Depois de ficar tudo preto eu acordo fora do meu corpo, vendo todos no local e meu corpo inerte no chão. Eu era como um espírito.
Minha mãe colocava na tigela flamejante as lascas da árvore, as moedas de prata e as folhas da erva. Tudo isso enquanto murmurava alto palavras em latim, que aos pouco se traduziam na minha mente.
Ao grande Sol, cuja luz me preenche e aquece, clamo pela vida saudável que sempre uma pessoa enobrece
Pelo espírito do majestoso Carvalho Branco, cujas lascas aqui fervem, suplico vida eterna e imortalidade desse pequeno corpo inerte
O sacrifício do sangue de uma pessoa amada
Completará a profunda magia que essa serva evoca em voz alta
A erva nutrirá sua alma, que forte, rápida e indestrutível será
E a proteção conjurada para outros transmitirá
Viverá para sempre imortal
E nada que ande na terra superará você, guerreiro espectral
De repente tudo começa a piscar, as tochas se apagam e eu sinto como se minha alma estivesse sendo lançada a um frio sobrenatural. Tudo some, fica preto por muito tempo. O som da morte.
Acordo em uma floresta no calar da noite. Tudo o que vejo são árvores, arbustos e uma claridade à distância. Minha cabeça gira com uma forte dor. Meus sentidos estavam alerta e percebiam qualquer perturbação. Eu havia morrido. Por que estava de volta?
Eu decidi voltar para a minha casa o mais rápido possível. Segui por dentro da floresta e quando cheguei na estrada, hesitei. Várias carroças passavam e levavam pessoas amordaçadas dentro de uma jaula de ferro. Elas gritavam, sangravam e os guardas que caminhavam falavam mal delas. Após elas passarem eu corri o mais rápido possível até a minha casa. Quando cheguei lá, caí de joelhos com aquela visão.
A casa estava em chamas, muitas vigas caídas. A porta escancarada revelava que os móveis foram todos revidados, como se estivessem procurando algo escondido. Senti um embrulho no estômago. Onde estavam meus pais? Eles mencionaram uma fogueira. Será que foram queimados?
Eu entrei com tudo na casa, revirei cada canto antes que ela desmoronasse, mas não os achei. Aquilo havia me derrubado. Comecei a chorar. As lágrimas que escorriam dos meus olhos me fizeram lembrar mais uma coisa: no feitiço, minha mãe mencionou o sacrifício de sangue de uma pessoa amada. Será que...
Não, não poderia ser verdade. Minha mãe nunca seria capaz de matar Charlotte. Parti em disparada em direção à casa dela até que ouvi gritos altos de dor. Me escondi entre os arbustos e me aproximei de uma claridade que vi de longe. Quando me aproximei, vi cinco estacas altas de madeira e amarrado em cada uma delas estava uma pessoa.
A primeira que eu reconheci foi Katie Mills, uma mulher de 20 nos que tinha cabelos loiros, olhos azuis e seu corpo era magro, mas bem trabalhado. Era muito bonita. Ela gritava quando atearam fogo na palha em volta dela. Todos no vilarejo sabiam que Katie mantinha relações com outra mulher da vila, mas ninguém nunca se importou. O padre estendeu sua mãe direita enquanto segurava a Bíblia com a esquerda. Ele falava “Senhor, perdoe a alma dessa menina. Ela estava sendo tentada pelo Demônio e acabou profanada ao desejar alguém do seu mesmo sexo”. A garota gritava de dor enquanto o fogo queimava sua pele. As pessoas que estavam na segunda e terceira estacas eu nunca havia visto. Na quarta estava Philip, um garoto muito bom, forte e era cortejado pelas meninas da vila. Era loiro, olhos verdes e tinha músculos torneados. O padre chegou e colocou a mão em sua cabeça: “Senhor, perdoe essa pequena alma jovem. Você deu a ele o dom da beleza, fazendo-o ser desejado por muitas mulheres, mas Satanás o cobiçou e o induziu a se apaixonar e ter relações sexuais com outro homem. Perdoe-o”. O garoto loiro soltou um berro quando as primeiras chamas lamberam suas pernas e começaram a engolir seu rosto.
Na última estaca estava alguém que fez minha respiração parar. Era muito branca, cabelos pretos e olhos verdes suplicantes. Era Charlotte. Eu iria correr e ajuda-la, mas o máximo que iria conseguir era ser amarrado junto a ela. O padre se dirige à menina e começa a falar.
– Essa pobre garota foi vítima da magia negra. Olhem só para ela. Pálida e gelada como a morte. Ela é uma vampira. Filha do mal! Não merece piedade. Vai arder nas chamas do Inferno!
– Eu não sou uma vampira! PARE!!!! – gritava Charlotte quando as chamas em volta de si foram acesas.
Eu estava impotente. Me ajoelhei no chão e fiquei em choque. Os gritos agonizantes da garota me fizeram pensar. Se Charlotte estava viva ali na fogueira, quem minha mãe havia sacrificado? Só havia uma pessoa que eu amava muito além de Charlotte.
Meu irmão. Meu melhor amigo. Philip.
Eu não poderia perder mais alguém que eu amo. Eu estava quase indo ajudar minha amada, sem pensar nas consequências, quando ouvi vozes familiares.
Um grupo de seis homens trazia amarrados um homem e uma mulher juntos. Eles ergueram uma estaca, colocaram um monte de feno em volta dela e amarraram os dois. Quando a venda foi tirada dos seus rostos, eu os reconheci. Eram meus pais.
Eu fiquei gelado. Meus membros não me obedeciam mais. Tudo ficou em câmera lenta. O padre andava lentamente até eles. Quando chegou, começou a falar.
– Ah, Sr. e Sra. Simmons Bellefleur. Os ricos condes da Inglaterra. Fugiram de lá sem aviso. Agora eu sei o porquê – ele deu um sorriso cínico, ou foi algo parecido – São agentes de Satanás! Arrependam-se agora para serem dignos do perdão do Senhor.
– Como você ousa mencionar o nome de Deus? – falou minha mãe – Como você ousa dizer que está a serviço Dele? Nós não somos servos do Demônio. Somos servos da natureza. E se Deus nos criou foi para que cuidássemos do mundo quando ele não pudesse. Para que pudéssemos erradicar pessoas como vocês, que se dizem religiosos, mas matam tudo aquilo que não conseguem compreender ou vai contra seus preceitos. São todos superficiais.
– Coloquem fogo – ordenou o padre – E dessa vez ponha álcool para que queime esses dois insolentes mais rápido.
O fogo foi se alastrando mais rápido. Meus pais se abraçaram e começaram a chorar juntos quando o fogo os atingiu. Mas não gritaram. Se eram realmente bruxos, porque não faziam as chamas pararem?
Daí eu pensei. Eu também sou um bruxo. Também tenho poderes. Estendi meu braço para parar o fogo, tentando pensar em água, mas nada acontecia. Minha cabeça começou a latejar mais ainda. Eu comecei a correr na direção dos meus pais quando alguém segurou meu braço. Era uma mulher. E tinha o mesmo rosto de Charlotte.
Então eu percebi. Charlotte sempre dizia que tinha uma irmã, uma verdadeira duplicata dela chamada Emma. Elas eram irmãs gêmeas, mas eu nunca havia visto Emma, pois ela não saía de casa.
– O que você pensa que está fazendo? – ela falou.
– Tentando salvar meus pais, não é óbvio?
– Escuta, eles estão perdidos, assim como minha irmã. Nós temos que fugir se quisermos sobreviver.
– Olha, eu te entendo, mas eu perdi meu melhor amigo e minha amada. Não posso perder minha família, Emma.
– O quê? Você deve estar delirando. Não dá para salvar seus pais. Eles estão morrendo.
Eu meu virei e vi a cena mais horrível da minha vida. Os gritos de Charlotte haviam parado e em seu lugar havia apenas um monte de carne vermelha sendo queimada. Meus pais estavam com o corpo 90% queimado e estavam irreconhecíveis. Seus corpos abraçados não pareciam pessoas. As lágrimas caíam do meu rosto quentes e pesadas.
Me senti fraco. A cena me abalara, mas não era só fraqueza emocional. Era física. Era como se toda minha força estivesse se esvaindo e eu estivesse parando. Só tive aquela sensação uma vez, e foi antes de morrer sem ar. Caí de joelhos e Emma se agachou perto de mim.
– Olha, não fique assim – ela falou – O importante é que estamos juntos. Podemos ser felizes novamente.
Ela disse isso e me abraçou. Eu me senti reconfortado. Porém, uma coisa se remexeu em mim. Minhas gengivas latejavam e eu senti uma dor enorme nos dentes e gosto de sangue na boca. Meus olhos ficaram embaçados. Algo parecido com um instinto me fez abrir a boca e morder com toda a força o pescoço de Emma.
Ela gritava de dor, mas eu não escutava. Aquele líquido quente que jorrava na minha boca não tinha mais gosto de metal. Era a coisa mais deliciosa do mundo. Foi eufórico. Nunca me senti mais vivo. Depois de um tempo, seus gritos cessaram. Sua pele pálida virou um cinza mortal.
Larguei ela no chão e senti o prazer da primeira alimentação. Me sentia ótimo. Alguns minutos depois, após o efeito alucinógeno ter passado eu me dei conta do que fiz. Havia matado uma pessoa. Corri até o corpo e tentei reanimá-lo, mas sem sucesso. Fui retirar a roupa dela suja de sangue quando vi algo que fez toda minha vida passar diante dos meus olhos. Ela usava um cordão marrom com uma pedra azul na ponta. Era um cristal da lua. Não era Charlotte na fogueira, era Emma. Eu havia matado Charlotte. Eu havia matado minha própria amada.
O que senti é indescritível. Tentei ao máximo ressuscitá-la, mas não consegui. Abracei a cabeça dela e deitei seu corpo no meu colo.
– Me desculpa – as lágrimas quentes desciam – Me desculpa, meu amor. Me desculpa.
De repente um grupo de dez homens aparece com tochas no local. O padre estava entre eles. Eles me olharam e gritaram “Vampiro!” e irromperam para cima de mim com estacas na mão. Eu corri o máximo possível e notei que eles estavam muito longe de mim. Era humanamente impossível correr naquela velocidade. Se é que eu ainda era humano. Peguei um espelho que havia tirado do bolso de Charlotte e me olhei. Estava sujo de sangue e meus dentes estavam pontudos. Os caninos eram presas e um par na frente deles também era afiados, só que menores. Eu virei um sanguessuga.
Passei a odiar o que eu me tornei. No dia seguinte comecei a perceber os efeitos do feitiço. Ao que parece, minha mãe criou um desequilíbrio tão grande que os espíritos revidaram. O Sol queimava minha pele, me impedindo de sair de casa. A verbena causava forte irritação. A prata causava danos enormes. E se o carvalho havia dado mesmo a imortalidade, deduzi que só ele poderia tirá-la. Esses motivos, somados ao fato de que a Igreja estava me caçando me fez ficar escondido por muito tempo. A grande vantagem é que parecia que as pessoas obedeciam tudo o que eu falava.
A Inquisição foi dissolvida em 1750. Eu era para estar com 76 anos de idade, mas aparentava ainda ter 18. Com o tempo, passei a não comemorar mais os aniversários. Ao passar dos anos encontrei métodos para evitar as fraquezas do feitiço. Me mudei para uma terra nascente no interior do Brasil e lá vivo até hoje, há mais de 321 anos. É um local onde o Sol brilha intensamente, sendo o último lugar onde um caçador me procuraria.
Sim, eles ainda existem. A Inquisição acabou, mas seu legado ainda persiste até hoje. Há grupos de caçadores bem treinados espalhados por todo o mundo. Eles agem disfarçadamente, para que as outras pessoas não descubram sobre a existência de seres sobrenaturais. Muitos tem uma ideia errada de que todos os seres “especiais” são de magia negra, mas outros sabem que existem uns bons e outros ruins. Seus números aumentam a cada dia, mas nosso número também cresce. Eles estão em todo lugar, a qualquer hora, em qualquer dia, só esperando para atacar. Eles me rastreiam a todo custo e sempre onde eu estou, um deles acaba aparecendo.
Quem estiver lendo esse diário tem meu destino nas mãos. Poderá ser o responsável pela minha aniquilação ou pela minha salvação. Se você for um vampiro, uma bruxa ou qualquer ser sobrenatural tome cuidado. Eles ainda usam os mesmos métodos da Inquisição. Se você for um humano ou um caçador sensato, você agora sabe que nem todos os vampiros são ruins. Mas se for um caçador a moda antiga, que tem um ódio natural por vampiros, eu só digo uma coisa: Pode vir. Estou esperando por você.
Eu sou Zachary Frederick Jonathan Bellefleur Simmons e essa é minha história. A história de como morri.
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