Dhampir

13 Nasce O Assassino


Notas iniciais
EAAAAI LEITORES LINDOS! Como vai a vida de vocês? Quem comemorou 2012 com estilo? UASHUASUHAS
Esse capítulo vai pra CrazyGates e pra induceeuphoria que vivem me enchendo o saco pra postar!
Boa Leitura!
p.s capa nova pra vocês, vejam e me falem o que acharam!

- É nessas horas que eu comprovo o quão sofredora estou sendo nesta vida... – murmurou chorosa ultrapassando o corpo da irmã e adentrando na casa.

- Kristell, eu posso te explicar, eu... – Sheryl enrolou-se nas palavras a fim de esclarecer o real problema a sua irmã.

- Não há nada que tu possas me explicar... Sei tudo o que devo saber sobre súcubos, e só não te acuso de mentirosa e meretriz, pois sei que a amaldiçoada és tu! Carregarás o fardo de assassina por séculos de vida. – disse por fim não querendo brigar mais e virou-se de costas correndo para o corredor, chegando ao seu quarto.

Sheryl assim como Loiran continuava boquiaberta, e Betsy corria atrás de Kristell na intensão de consolá-la. A loira mais sensível pôs-se a chorar e lamentar mais ainda dos sonhos homicidas.

- Shh... Acalma-te minha irmã, a maldição está em nós, no entanto não clamamos por ela.

- Claro que não clamamos Sheryl, maldição não é algo que se pede, é algo que te acompanha...

- Então pares com esse drama, não é necessário, terás que conviver com a realidade de ser uma assassina... Se aceite, ou ninguém irá te aceitar. – a morena com ar de experiente levantou-se deixando a irmã para trás e andando até o jardim.

Ela iria lá libertar suas emoções e lágrimas que eram presas por seu orgulho, teria a paz de espírito em meio às margaridas, e violetas do jardim, debaixo do grande eucalipto ou da enorme macieira... Era ali que Sheryl encontrava seu verdadeiro “eu”... Era na solidão que suas barreiras desciam e ela não fingia ser ninguém, era apenas Sheryl, uma súcubo desnorteada e abalada pela perda da mãe e talvez da irmã.

- Kristell abra essa porta! – pediu Betsy pela centésima vez já cansada de forçar a maçaneta.

Como um fantasma sorrateiro faz, a ruiva escancarou a porta assustando a garota em sua frente e saiu do quarto com o amontoado de vestidos nos braços, seguindo para o jardim dos fundos e sendo acompanhada por Loiran e Betsy que gritavam perguntas tolas.

Jogou os vestidos na grama seca e correu até a floresta voltando de lá com um punhado de madeiras, despejou-as sobre as roupas e tratou de acender uma fogueira o mais rápido o possível. Ignorando os protestos das duas outras e voltando para dentro a fim de pegar os outros vestidos.

- Deixe-me ficar com alguns! – imploraram Betsy e Loiran juntas, mais uma vez ignorando-as a dhampir arremessou os últimos vestidos no fogo.

- Porque fizestes isto? – perguntou a loira chocada.

- O único motivo que me fazia usar estes vestidos pesados e demasiados quentes era a imagem de mamãe, e agora que ela se foi nada me fará usar estas fantasias novamente! – esbravejou com as presas a mostra assustando as duas e correndo para dentro novamente.

Kristell estava raivosa, com irritação explodindo por todos seus poros, sua vontade era destruir o primeiro vampiro que visse e de certa forma ela precisava extravasar a raiva...

Primeiro queimou o vestido, e voltou para casa, tomou um banho frio de poucos minutos e se trocou com um vestido branco de alças todo bordado que chegava a metade das coxas. Sua criação.

Já trocada, trançou os longos fios para o lado e os prendeu com uma fita preta, saiu do quarto e ao atingir a sala teve novamente os olhares para si... Só aqueles olhos a observando já lhe provocava vontades sádicas de fazê-los ganhar o sofrimento.

- Aonde tu vais? – perguntou Betsy um tanto receosa, mantendo Loiran atrás de si.

- Caçar. – respondeu ríspida e voltando à atenção a porta.

- E o funeral de mamãe? – indagou a súcubo bem baixinho, quase num sussurro.

- Não me esperem para nenhum funeral. – admitiu escondendo a tristeza por detrás do olhar gélido que suas esmeraldas transmitiam.

Assim, saiu de casa batendo a porta tão forte que os vitrais da janela estremeceram, mais uma vez causava medo nas duas que ocupavam a sala.

- É bom te ter conosco Brian! – exclamou Matthew passando o braço pelo ombro do amigo e consequentemente o sujando de sangue.

- Oh não se anime tanto, não pretendo ficar por muito tempo... – murmurou sentando-se num dos sofás da mansão Sanders. – Creio que devias se trocar. – sugeriu fazendo o maior rir.

- O cheiro de sangue não lhe agrada? – perguntou sorrindo maroto fazendo os outros da sala rirem.

- Deixe-o Matthew, ele ainda tem muito que aprender! – pediu James e Matt se afastou percorrendo o corredor que levava a grande escada.

- Refere-se a destruir vilarejos e matar pessoas inocentes? – indagou retoricamente surpreendendo a inteligência do vampiro antigo. – Dispenso teus aprendizados meu caro... – lançou uma piscada ao outro que se encontrava no canto oposto da sala.

- Só estará forte o suficiente para uma batalha se beber do sangue humano, ou realmente achas que podes enfrentar um dhampir apenas com os cervos que se alimenta?

- Já disse que dispenso teus conselhos. – James bufou irritado e se levantou chamando uma das criadas dando-lhe ordens de servir aos homens o melhor vinho.

- Brian, qual é o nome daquela súcubo a qual tu nos apresentou? – perguntou Zachary que divagava em pensamentos desde que havia encontrado os olhos castanhos da estranha mulher.

- Sheryl... Por que a pergunta?

- Conheço-a de algum lugar... – murmurou alto demais enquanto tinha o queixo apoiado entre o polegar e o indicador recordando de suas antigas memórias, de repente os olhos claros se arregalaram e a boca pronunciou num súbito: — Por Deus ela é uma assassina! Foi ela quem me matou! – exclamou assustado e quando mal se pode esperar Brian já o erguia do chão pela gola da camisa.

- Estás querendo dizer que já esteve na cama com Sheryl? – ele enforcava o menor com a força que era exercida em sua mão.

- Não... Não exatamente... – Zacky tremia em medo enquanto James ria do outro lado da sala acompanhado de Matt, Haner jogou o menor longe e encarou aos que riam.

- Desde quando você se tornou tão patético Sanders? Seria influência deste ao seu lado? Pois para mim tu pareces apenas mais um dos cavalos dele que o servem da forma que o mesmo quer! Quer saber? Cansei disto! Estava muito bem isolado em meu casarão! Terminem com seu culto de morte! – assim saiu correndo do lugar, mais irritado do que nunca havia ficado em toda a vida, só parou quando foi derrubado pelo amigo.

- Precisas relaxar um pouco... – pediu Matt calmo ajudando ao outro se levantar. – Que tal bebermos algo a fim de comemorar minha “vida”? – indagou perversamente.

- Se “beber algo” inclui sangue e aquela pobre mulher de quem tu não tira os olhos, prefiro a morte. – Matthew riu novamente voltando a olhar para o amigo.

- Estás muito estressado hoje não acha? Este comportamento só se deve a sua má alimentação... Ela não parece deliciosa? – perguntou num tom quase que hipnotizante fazendo Brian salivar e olhar para mulher do outro lado da estrada, ela era loira e parecia serena colhendo algumas flores no jardim vizinho.

- O que estás fazendo comigo? – deu murros em sua própria cabeça tentando voltar ao normal.

- Eu? Eu não estou fazendo nada meu amigo, está é a sede caindo sobre ti, finalmente estás deixando sua insignificante humanidade de lado. Agora, venha, e divida aquele banquete comigo. – acenou com a cabeça para o moreno que sem poder sobre suas pernas o seguiu.

- Isto não é certo... – resmungou quando Matthew já tinha a mulher em seus braços enfeitiçada em seus olhos verdes, não hipnose, mas sim um belo feitiço.

- Não cabe a nós julgar certo ou errado. – decretou o sanguinário a sua frente e ambos fincaram as presas na pobre moça ao mesmo tempo.

Vampiros não tinham o poder da hipnose, mas eram mestres na arte da sedução e dominavam suas presas dessa forma. Não se importava sexo ou idade, o cheiro que eles exalavam... Os olhares famintos e desesperados atraiam suas presas. Eram bons caçadores, e ótimos controladores, bastavam apenas pequenas palavras e um mero humano se doaria a eles... O mal controla a luxúria, e luxúria era o pecado mais proeminente nos corpos mortos que vagueavam pelo mundo.

Kristell havia vagado por longos e tortuosos minutos sem localizar nenhum vampiro além dos que se encontravam na propriedade de Sanders, e definitivamente aquele era um lugar do qual ela não chegaria perto por um bom tempo. Não porque temesse aos que ocupavam a casa, mas sim porque não seria capaz de controlar seus atos e terminaria num massacre sem piedade.

Resolveu seguir para a França, sabia que lá era o antro de vampiros, assim como também seu antro preferido para ir à caça. A Europa abrigava a maior população de vampiros pelo clima ameno e pelos centros de prazer onde se encontravam meretrizes baratas. Não que em outros países isso não fosse presente, mas definitivamente, Europa atraia os mais belos pervertidos.

Com sua agilidade sobre-humana logo se encontrava em territórios franceses, assim como logo encontrou sua presa.

Um vampiro distraído, e com a experiência que tinha em capturar seres demoníacos, com certeza esse se tratava de um novato. O que tornava a busca menos intensa e com certeza menos empolgante, além do fato que vampiros recém-criados tem um gosto mais apurado ao humano e se desesperam demais durante o ataque.

A mulher de cabelos vermelhos deixou os pequenos detalhes de lado e antes que o pobre vampiro pudesse pensar em algo já estava sendo atacado por ela. Kristell que já sabia o quão não valia a pena gastar suas energias numa briga sem emoção, logo lhe cravou as presas no pescoço frio e o drenou avidamente.

O vampiro jovem tremia em seus braços, deixava gemidos de dor escapar pelos lábios e eram esses espasmos e protestos que mais a instigavam fazendo suas presas se aprofundarem mais em seu pescoço. Por fim arrancou-lhe o coração e o deixou transformar-se em cinzas no chão.

Assim que terminou de limpar os resquícios de sangue nos lábios e a mão suja pelo mesmo, seguiu o caminho ao centro da cidade, precisava de um alfaiate de mente aberta que lhe fizesse os vestidos sem julgá-la de moça da vida.

Já encontrava alguns humanos a mais pela rua, quando por azar do destino acabou trombando no ser sobrenatural mais desprezível de todos.

- Dominic? – indagou atônita pondo as mãos na cintura.

O íncubo sorriu abertamente pensando no quão era sortudo em encontra-la após tanto tempo... Ele tinha sido seu mestre, havia lhe ensinado os segredos do submundo, mas quando revelou ser o que era a afastou de modo irreversível, fazendo com que seu desejo aumentasse ainda mais pela garota de cabelos flamejantes.

A pobre camponesa já estava desmaiada nos braços dos dois vampiros que se alimentavam dela, e que por sinal não tinham a intenção de parar. Matthew ao perceber a morte se aproximar do corpo inerte da própria, guardou suas presas e deixou que seu parceiro a arrematasse até a última gota.

- Sentes essa sensação? Parece ouro banhando teu corpo, adrenalina descarregada em seus poros e principalmente, a força... Sentes a força queimando em seus músculos? Como se fosses capaz de quebrar uma árvore ao meio com apenas um encostar de dedo? Pois é, tu podes. – disse enquanto assistia o moreno repousar o corpo da loira no chão e limpar os lábios com os dedos trêmulos.

- É sempre assim? – indagou com voz falhando pelas sensações intensas que transbordavam de seu corpo.

- Acredite, com o passar do tempo fica melhor, ainda mais quando tu aprendes a se controlar. – Brian ainda estava em êxtase tão perdido em pensamentos que não notou quando Matthew ateou fogo ao corpo morto que se encontrava atrás deles.

- Creio que agora sou um assassino... – admitiu desgostoso entregando-se ao prazer dos homicidas.

- E nós vamos nos divertir muito! – exclamou o outro divertido guiando o moreno para a casa novamente.

Brian não se sentia orgulhoso pelo seu feito, mas ao mesmo tempo em que a decepção o preenchia, um peso havia vazado de seu corpo aliviando-o das emoções depressivas. Era como se finalmente o assassino tivesse nascido dentro dele o libertado de qualquer culpa sobre caçar, agora ele assumiria sua natureza.

- Betsy, creio que conheço o homem que tu salvastes... – comentou Sheryl preenchendo o silêncio da sala.

- Zachary? O conheces de onde Sher? – indagou a pequena curiosa e um tanto aflita.

- Sim... Eu o conheço... Só não me lembro de... – sua fala emudeceu e ela perdeu o raciocínio conforme as memórias lhe eram mostradas. – Eu o matei. – as palavras praticamente pularam de sua boca enquanto Betsy a encarava embasbacada e Loiran arregalava os olhos encolhida na poltrona.

Notas finais
Eee então gostaram? Eu amei esse capítulo pq teve morte sabe.... MATARMATARMATAR! Não gente eu não sou uma assassina UAHSUAHSUAHS Enfim, espero vocês nos reviews!
Beeeeeeeeeeeijos!
p.s. olhem a capa nova e me digam o que acharam *-*